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A história da Rede Globo

Chegou a Hora

CPI da Globo

As críticas à Rede Globo referem-se ao extenso histórico de controvérsias nas relações desta rede de televisão brasileira com a sociedade do país. A emissora possui uma capacidade sem paralelo de influenciar a cultura e a opinião pública.
A principal polêmica histórica da estação televisiva e das Organizações Globo está ligada ao apoio dado à ditadura militar e a censura dos movimentos pró-democracia nos noticiários do canal. O regime, segundo os opostos à emissora, teria rendido benefícios ao grupo midiático da família Marinho, em especial para o canal de televisão que, em 1984, fez uma cobertura omissa das Diretas Já.  A própria Globo reconheceu em editorial lido no Jornal Nacional, 49 anos depois e pressionada pelas manifestações de junho de 2013, que o apoio ao golpe militar de 1964 e ao regime subsequente foi um “erro”.
No final da década de 1980, a emissora novamente foi alvo de críticas devido à edição que promoveu do último debate entre os candidatos a presidente na eleição de 1989, o que teria favorecido Fernando Collor de Mello. No final da década de 1990, as Organizações Globo enfrentaram diversos problemas financeiros que teriam sido aliviados pelo Estado, apesar de se tratar de uma empresa privada. Durante o período, a emissora utilizou-se de sua influência entre os políticos para conseguir mudar um artigo da Constituição Federal, no qual permitia a entrada de 30% de capital estrangeiro nas empresas de mídia.
Em 2002, o governo federal ofereceu ajuda de 280 milhões de reais à Globocabo através de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  A emissora voltou novamente a ser alvo de críticas pela cobertura supostamente tendenciosa das eleições de 2006 e 2010. Mais recentemente, foi revelado que as Organizações Globo possuem irregularidades junto à Receita Federal. Entre 2010 e 2012, o conglomerado foi notificado 776 vezes por sonegação fiscal.
“Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes em nossa posição. Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente.”
— Roberto Marinho, no jornal O Globo, edição n° 1.596, 7 de outubro de 1984.
A Rede Globo foi fundada em 1965, um ano após o golpe de estado de 1964 e se consolidou como maior rede de televisão do país durante a década de 1970. Neste período, o regime militar implementou uma política de modernização das telecomunicações. Em 1965, criou a Embratel, ao passo em que o Brasil se associou à Intelsat.12 Em 1968, foi criado o Ministério das Comunicações e, no mesmo ano, surgiram as primeiras emissoras de rádio FM e foi criada a AERP (Assessoria Especial de Relações Públicas), que reforçava a necessidade de propagar ideais ufanistas e nacionalistas. Em 1969, o país se integra ao sistema mundial de comunicação por satélite. A intenção do regime era se opôr à hegemonia cultural caracteristicamente de esquerda da época. Uma de suas armas para isso teria sido a televisão, tendo o regime feito vistas grossas à parceria, vetada por lei, entre Roberto Marinho e a multinacional Time-Life, o que contribuiu para o salto tecnológico da Rede Globo.12
Segundo as Organizações Globo, O Globo apoiou o golpe militar de 1964 fazendo parte de um “posicionamento amplamente majoritário” contra o governo do presidente João Goulart.13 Afirma também que Roberto Marinho acreditava na vocação democrática do presidente Castello Branco e na eficácia da política econômica desenvolvida por Roberto Campos e Octavio Gouvêa de Bulhões. No entanto, o grupo nega que o crescimento da Rede Globo se deu graças à estreita ligação de Roberto Marinho com o regime implantado em março de 1964, citando como exemplos disso a dificuldade em obter concessões para canais de televisão em João Pessoa e Curitiba em 1978, alguns casos de censura a sua programação, além do fato de que alguns de seus profissionais eram membros do Partido Comunista Brasileiro.13 No entanto, como apontou Renato Ortiz, a censura não era generalizada, uma vez que “sua principal função era impedir a emergência de determinadas ideias, notícias, publicações que estivessem contrárias à lógica ditatorial de difundir ideais de progresso, harmonia e desenvolvimento”.
Em sua autobiografia, no entanto, Walter Clark, diretor-geral da Rede Globo, confessou ter cancelado os programas de Carlos Heitor Cony e Roberto Campos para satisfazer o coronel Gustavo Borges, chefe de polícia no estado do Rio de Janeiro. Além disso, Clark afirmou ter contratado um ex-diretor da censura para “ler tudo que ia para o ar” e uma “assessoria especial” formada pelo general Paiva Chaves, pelo civil linha-dura Edgardo Manoel Erickson (“pelego dos milicos”, conforme disse) e mais “uns cinco ou seis funcionários”. Além disso, relatou receber o presidente Emílio Garrastazu Médici em seu gabinete na Globo, onde assistiam aos jogos de futebol exibidos pela emissora aos domingos. Segundo ele, o denominado “padrão Globo de qualidade” acabou “passando por vitrine de um regime com o qual os profissionais da TV Globo jamais concordaram”.
Em entrevista ao documentário britânico Beyond Citizen Kane, o ex-ministro da Justiça (1974-1979) Armando Falcão afirmou que “o doutor Roberto Marinho nunca me criou qualquer tipo de dificuldade. Eu, ministro-censor, ele diretor do Globo, da televisão Globo, da Rede Globo, da Rádio Globo, da Rádio Mundial, da Rádio Eldorado, ele nunca me criou dificuldade”.  O próprio Médici chegou a afirmar, sobre o Jornal Nacional, em entrevista: “Sinto-me feliz todas as noites quando ligo a televisão para assistir ao jornal. Enquanto as notícias dão conta de greves, agitações, atentados e conflitos em várias partes do mundo, o Brasil marcha em paz, rumo ao desenvolvimento. É como se eu tomasse um tranqüilizante após um dia de trabalho”. Em 2012, um ex-delegado do Dops relatou a proximidade entre o regime e a Globo.
Em 2013, as Organizações Globo reconheceram e desculparam-se publicamente, através de um editorial publicado no jornal O Globo e que também foi lido por William Bonner durante o Jornal Nacional, por terem apoiado a ditadura militar instaurada no país depois do golpe militar de 1964. No texto do editorial, o jornal afirma: “À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio [ao golpe de 1964] foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma.”

Diretas Já

Comício das Diretas Já em 16 de abril de 1984 em São Paulo.
No dia 25 de janeiro de 1984, foi ao ar, pela primeira vez em rede, aquele que é considerado o primeiro grande comício das Diretas Já, realizado na praça da Sé, em São Paulo. Naquele dia, o telejornal exibiu reportagem de dois minutos e dezessete segundos sobre o tema. No entanto, ocorreu um equívoco durante a escalada do Jornal Nacional; 25 de janeiro é também o dia do aniversário da cidade de São Paulo, e por conta de um suposto erro técnico, o apresentador do telejornal acabou anunciando o comício como parte das comemorações dos 430 anos da cidade. A emissora recebeu críticas que diziam que não havia sido uma falha técnica, mas sim uma manipulação de dados.
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-vice-presidente das Organizações Globo afirmou, em entrevista a Roberto D’Ávila em 2005, que foi Roberto Marinho quem determinou a censura do primeiro grande comício das Diretas Já.  Segundo Boni, “o doutor Roberto não queria que se falasse em Diretas Já” e decidiu que o evento da praça da Sé fosse transmitido “sem nenhuma participação de nenhum dos discursantes”.  O que teria ocorrido no episódio, ainda de acordo com ele, foi uma “censura dupla” (por parte do regime e da emissora). A versão oficial da Globo, relatada no livro Jornal Nacional – A Notícia Faz História, porém, é de que a emissora não omitiu que o comício fizesse parte das Diretas e que é falsa a versão de que emissora noticiou o evento como parte das comemorações pelo aniversário da cidade de São Paulo.

 Caso Proconsult
Em 1982, a Globo teria tido participação no chamado caso Proconsult, uma tentativa de fraudar as eleições para o governo do Rio de Janeiro, impossibilitando a vitória de Leonel Brizola, candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT). A empresa Proconsult, contratada pela Justiça Eleitoral para apurar os votos do pleito, desenvolveu um sistema informatizado de apuração dos votos que, no entanto, não batia com a apuração paralela divulgada pelo Jornal do Brasil e comandada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim. A Globo, que havia publicado editorial favorável ao candidato Moreira Franco na véspera da votação, se ateve à apuração oficial divulgada pelo Proconslt.
Segundo o jornalista Hélio Fernandes, da Tribuna da Imprensa, a fraude só não se concretizou devido à participação do delegado da Polícia Civil Manoel Vidal, escalado para fiscalizar a apuração. Vidal percebeu que havia algo de errado na apuração tendo, em seguida, contatado o também delegado Arnaldo Campana, ligado a Brizola.  O candidato do PDT, censurado nos veículos das Organizações Globo, concedeu uma entrevista aos correspondentes estrangeiros explicando a situação que ocorria. A fraude foi exposta e os jornalistas do conglomerado foram hostilizados nas ruas do Rio de Janeiro. Por outro lado, a emissora respondeu que “nunca contratou a Proconsult” e “se baseava nos números de O Globo, responsável por uma totalização própria, realizada a partir dos mapas oficiais apurados pelo TRE”.

Caso NEC

Durante o regime militar, a NEC Brasil foi obrigada a nacionalizar seu capital. Por isso, cedeu o controle acionário da empresa ao grupo Brasilinvest de Mário Garnero. À época da redemocratização, a NEC Brasil havia se tornado a maior fornecedora de equipamentos de telecomunicação para o governo brasileiro. Em 1986, o então ministro das Comunicações Antônio Carlos Magalhães criou dificuldades econômicas para a NEC Brasil ao suspender os contratos do governo com a empresa, cujo principal cliente era o governo federal. Com o grupo em crise, a NEC do Japão recomprou as ações da NEC Brasil e as vendeu para as Organizações Globo por um milhão de dólares. Logo em seguida, ACM restabeleceu os contratos e a empresa passou a valer 350 milhões de dólares.
Em dezembro de 1986, depois de ACM ter ajudado as Organizações Globo a comprar as ações da NEC Brasil, a Globo concedeu a ACM o direito de tornar sua emissora de televisão na Bahia uma afiliada da Globo, o que ocorreu em janeiro de 1987, um mês após o acordo NEC-Globo. O acordo NEC-Globo foi noticiado na época pela imprensa brasileira (até na própria Globo e na TV Bahia) inicialmente como legal. Porém o acordo ficou sob suspeita quando a TV Bahia deixou inesperadamente de retransmitir o sinal da Rede Manchete para retransmitir o da Globo em janeiro de 1987. A situação gerou um processo dos proprietários da TV Aratu, retransmissora da Globo na Bahia por 18 anos, contra os donos da TV Bahia, mas a contenda judicial terminou três dias depois, quando ficou acordado que a TV Bahia retransmitiria a Globo e, a TV Aratu, a Manchete. A quebra de contrato unilateral por Roberto Marinho ocasionou uma queda de 80% na arrecadação da TV Aratu.
As suspeitas contra o acordo NEC-Globo só vieram a tona nacionalmente com as primeiras denúncias de corrupção do Governo Collor em 1992. Com o fim das empresas do Grupo Telebrás, as Organizações Globo venderam suas ações na NEC Brasil, que teve seu apogeu durante o monopólio estatal das telecomunicações. As operadoras europeias e norte-americanas que compraram as empresas telefônicas estatais optaram por manter seus parceiros ocidentais na área de tecnologia, e a NEC teve sua presença no mercado reduzida. Atualmente, o capital da NEC Brasil pertence 100% à NEC do Japão.

Eleições de 1989 e Impeachment

Fernando Collor de Mello teria sido favorecido pela Rede Globo em detrimento de Luiz Inácio Lula da Silva.

A emissora é acusada de ter ajudado a eleger o candidato a presidente Fernando Collor de Mello (dono da TV Gazeta de Alagoas, retransmissora da Globo) nas eleições de 1989, através da manipulação de trechos do último debate entre Collor e o candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva. Na época do debate, já no segundo turno, as pesquisas apontavam um empate técnico entre os dois candidatos; logo, o confronto na televisão seria decisivo para definir a disputa. Lula se saiu mal no debate, fato reconhecido pelo seu próprio partido.
A Rede Globo, que procurou a isenção na cobertura do processo eleitoral, parece ter assumido um lado na reta final da disputa. Foram exibidas duas reportagens sobre o debate no dia de dezembro de 1989, antevéspera do segundo turno das eleições. Uma delas foi ao ar no Jornal Hoje e, a outra, no Jornal Nacional, sendo essa a mais polêmica. A primeira reportagem mostrou as melhores intervenções de cada candidato e a segunda teria favorecido Collor, pois teria mostrado os melhores momentos dele e os piores de Lula. O PT moveu uma ação no Supremo Tribunal Federal contra a Globo. O partido queria que novos trechos do debate fossem exibidos, a título de direito de resposta, mas o pedido foi negado.
A Globo sempre negou que agiu de má-fé no episódio, mas admite que a edição não foi equilibrada. Segundo Boni, a Central Globo de Jornalismo fez uma edição favorável a Collor, não seguindo a orientação da direção da empresa para que o tratamento fosse imparcial. Já Roberto Marinho, diante da declaração de Boni, afirmou que o então vice-presidente das Organizações Globo não entendia de eleições e que o Jornal Nacional tinha sintetizado de maneira correta o debate, visto que Collor havia se saído melhor. Em 2009, Collor admitiu que foi favorecido pela Globo na disputa.
Grande parte da mídia apoiou abertamente a campanha de Collor à presidência. No entanto, de acordo com o historiador Gilberto Maringoni, doutor em História pela USP, por incapacidade de manter maioria no Congresso e por entrar em confronto com uma parte expressiva do empresariado nacional, Collor acabou por influenciar por si só a mudança de postura da imprensa. A crise econômica com a volta da inflação, uma das consequências do confisco da poupança, e a intensa cobertura investigativa da imprensa ajudaram a impulsionar as manifestações sociais que culminaram no impeachment.

Direito de resposta de Leonel Brizola

Leonel Brizola recebeu direito de resposta a ser veiculado pelo Jornal Nacional após dois anos de disputa judicial.
Em 15 de março de 1994, a Rede Globo colocou no ar, durante o Jornal Nacional, o direito de resposta obtido pelo então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, após dois anos de disputa judicial.32 Brizola havia entrado na Justiça contra a Globo em 1992, depois que o jornalístico de 6 de fevereiro daquele ano divulgou trechos do editorial que seria publicado no dia seguinte pelo jornal O Globo, intitulado “Para entender a fúria de Brizola”. O governador do Rio, que queria impedir a emissora de transmitir o desfile das escolas de samba daquele ano, era acusado pelo editorial do jornal carioca de sofrer “declínio da saúde mental” e de “deprimente inaptidão administrativa”.
Na resposta que foi ao ar, lida pelo locutor Cid Moreira, Brizola dizia não reconhecer na Globo “autoridade em matéria de liberdade de imprensa” e que a emissora teve “longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou nosso país”. Brizola dizia ter sido “apontado como alguém de mente senil”. Na sequência, argumentava: “Ora, tenho 70 anos, 16 a menos que meu difamador, Roberto Marinho, que tem 86 anos. Se é este o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que os use para si”. O portal Observatório da Imprensa avaliou que “a contribuição de Brizola ao país, no campo da política e do avanço social, nunca foi grande coisa […] mas esse célebre episódio foi uma espécie de divisor de águas no capítulo da liberdade de imprensa. Soou como uma senha para a multiplicação de ações e para a escalada de condenações de jornais e jornalistas que se seguiu”.

Eleições de 2006

De acordo com a revista CartaCapital, o Jornal Nacional não informou sobre a tragédia do Voo Gol 1907, mas focou toda a sua edição no “Escândalo do Dossiê”.

Houve várias críticas à forma como a Globo fez a cobertura das eleições gerais de 2006. A emissora teria atuado para prejudicar a campanha do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, dando atenção exagerada a fatos negativos envolvendo o PT. Luiz Carlos Azenha, o repórter destacado para cobrir a campanha presidencial do candidato tucano Geraldo Alckmin, confirma que houve a intenção de prejudicar o PT na cobertura. Segundo ele, “tinha sido determinado desde o Rio que as reportagens de economia deveriam ser esquecidas porque supostamente poderiam beneficiar a reeleição de Lula”. Além disso, Azenha afirma que uma reportagem de sua autoria potencialmente danosa para o então candidato a governador de São Paulo, José Serra, foi censurada pela Globo. As críticas à forma como estava cobrindo as eleições levaram a emissora a fazer, internamente, um frustrado abaixo-assinado em apoio a sua linha editorial.

O evento mais comentado pelos críticos foi quando, na véspera da votação do primeiro turno, a Rede Globo deu enorme destaque à imagem do dinheiro que havia sido apreendido no contexto do Escândalo do Dossiê.

Hoje é sabido que o delegado da PF que havia comandado a operação convidou quatro jornalistas para uma conversa reservada e repassou os CDs com as fotos. A conversa foi inteiramente gravada e nela se pode ouvir os apelos do delegado para que as imagens fossem parar na edição do Jornal Nacional do mesmo dia, 29 de setembro. No caso da Rede Globo, ressalta-se que, na mesma noite em que exibiu as fotos, o telejornal se absteve de informar sobre a tragédia do Voo Gol 1907, em que morreram 154 pessoas. Assim, ao mesmo tempo em que a notícia já repercutia no mundo inteiro, a edição ao vivo do jornal se dedicava somente a dar destaque à divulgação do escândalo político. Por outro lado, segundo publicado pela emissora no Memória Globo, era “impossível dar a notícia durante a exibição do jornal, já que não haviam informações concretas sobre o acidente”:
“ Os rumores de que um avião da Gol não pousara no horário certo em Brasília chegaram à redação do Jornal Nacional por volta de 20h10, quando o telejornal já estava no ar. A partir desses rumores, iniciou-se uma corrida frenética para verificar o que houve com o avião, com exatidão, para que não se criasse pânico na população. A primeira confirmação era de que, de fato, um avião da Gol estava desaparecido desde as 18h10, mas a Infraero não confirmava a rota nem o número do voo. Sem essas informações, era impossível divulgar uma informação sobre o avião desaparecido, sem provocar grande angústia em todos aqueles que tinham parentes ou amigos voando Gol. Não eram poucos: no dia 29 de setembro de 2006, 54 aviões da Gol levantaram voo. Cada um deles podia levar até 144 passageiros; a ocupação média era de 80% dos assentos. A Gol calcula que transportou naquele dia 6.200 pessoas. Não divulgar o número do voo ou a rota seria colocar sob suspeição todos os 54 voos, um procedimento que um telejornal líder de audiência, visto por milhões, não pode fazer. Enquanto esteve no ar, até as 20h45, o Jornal Nacional, e nenhum outro telejornal de outra emissora, conseguiu esses dados. ”
Algumas semanas após o fim das eleições, Rodrigo Vianna, repórter que estava se desligando da emissora, divulgou uma carta aberta onde critica várias das posturas da emissora durante o período eleitoral, dando sua visão de como os processos se davam internamente. Na carta, Vianna diz, assim como Azenha, que a direção da emissora barrou reportagens e investigações que envolvessem o PSDB e o então candidato ao governo de São Paulo, José Serra. Segundo ele, alguns jornalistas questionaram as opções editoriais da Globo, mas não receberam respostas convincentes de seus superiores. Logo após as eleições, Vianna foi afastado da cobertura política e destacado para atuar nos jornais locais. O comentarista político Franklin Martins, que mais tarde se tornaria Secretário de Comunicação Social de Lula, também foi afastado. Segundo Vianna, “Do Bom dia Brasil ao Jornal da Globo, temos um desfile de gente que está do mesmo lado”.

Jingle de aniversário
Em 18 de abril de 2010, a emissora lançou, no Fantástico, uma campanha em comemoração aos seus 45 anos de rede, que aconteceria em 26 de abril daquele ano. O logotipo da emissora aparecia ao lado do número quarenta e cinco e de frases de atores da emissora, falando frases do jingle como “todos queremos mais”. Em determinado trecho da peça, os atores falam: “Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais”. Segundo o deputado federal do Paraná e secretário de Comunicação do PT, André Vargas, o jingle embutiria, de forma disfarçada, propaganda favorável à José Serra, candidato a presidente pelo PSDB, concorrente do PT. Na mensagem estavam embutidas o “45”, o número de registro do PSDB no Tribunal Superior Eleitoral, e frases do jingle como “todos queremos mais”, o que, de acordo com os petistas, seria uma referência ao slogan de Serra, “o Brasil pode mais”.
Logo no primeiro dia de veiculação da campanha institucional dos 45 anos, a TV Globo tirou do ar a campanha. A emissora afirma que o filme foi criado em novembro de 2009, quando “não existiam nem candidaturas muito menos slogans, mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme.” O colunista Luís Nassif, no entanto, contestou a justificativa da emissora, afirmando que a campanha teria sido gravada em 14 de abril, três dias depois que Serra lançou sua pré-candidatura, apontando para isso notícias do próprio portal da Globo.com.

Agressão a José Serra

Uma reportagem apresentada pela Globo no segundo turno da campanha apontava que José Serra havia sido agredido com um rolo de fita por militantes petistas durante um ato da campanha no Rio de Janeiro, passando mal em seguida e dirigindo-se a um hospital onde foi examinado. Ele teria cancelado os demais compromissos do dia por ordem médica. Entretanto, uma reportagem do SBT mostrou que Serra havia sido atingido por uma bolinha de papel, continuou caminhando até receber um telefonema, e então, 20 minutos depois, é que levou a mão à cabeça para se queixar do “golpe”. Serra teria, então, feito uma tomografia, mas não foi encontrado nenhum ferimento. O ocorrido gerou uma onda de críticas no Twitter à cobertura promovida pela Rede Globo do episódio, fazendo com que as hashtags #serrarojas (uma referência ao jogador de futebol chileno Roberto Rojas, que bolou uma suposta agressão para cancelar uma partida das eliminatórias da Copa do Mundo de 1990 e evitar que a seleção brasileira vencesse a chilena) e #BolinhadePapelFacts se popularizassem.
No dia 21 de outubro de 2010, a Folha de S. Paulo publicou uma reportagem na qual revelava que Serra havia sido atingido por um rolo de fita adesiva depois da bola de papel. No mesmo dia, o Jornal Nacional levou ao ar uma reportagem completa sobre o assunto. Em 22 de outubro, ambos Folha e O Estado de S. Paulo confirmaram que Serra fora atingido em dois momentos: primeiro por uma bola de papel, e dois por um rolo de fita. O SBT também confirmou em seu telejornal SBT Brasil que as imagens da bolinha de papel eram anteriores ao ataque com o rolo. Cinco dias depois, a revista Veja publicou uma reportagem intitulada “Pau na democracia”, cuja possuía trechos na qual o jornalista Fábio Portela acusava o SBT de omitir o rolo de fita que fora jogado à cabeça de Serra. O canal, por sua vez, respondeu que “o telejornal SBT Brasil veiculado no dia do episódio, quarta-feira 20, exibiu apenas as imagens captadas por nossas câmeras, que registraram o incidente com a bolinha de papel. Até aquele momento não tínhamos conhecimento de outro vídeo captado por um jornalista da Folha de S. Paulo, por celular, que mostrava o episódio posterior, em que um rolo de fita crepe atinge a cabeça do candidato Serra. Quando tomou conhecimento desse novo fato, o SBT tratou de registrá-lo no mesmo dia em seu telejornal da meia-noite. No SBT Brasil do dia seguinte, quinta-feira, o apresentador Carlos Nascimento voltou ao assunto, ressaltando que o segundo incidente não fora captado por nossa equipe, mas frisou que o candidato José Serra fora atingido duas vezes em um intervalo de poucos minutos.”
Não houve, portanto, nenhuma disputa entre SBT e Globo sobre bolinha de papel. Em todo o episódio, o mérito, a bem da verdade, foi da Folha de S. Paulo. Foi o jornal quem noticiou primeiro a agressão a Serra com um rolo de fita adesiva. Foi o jornal quem pôs na internet um vídeo do momento da agressão. O Jornal Nacional, num trabalho independente, confirmou os achados da Folha. 
 Eleições municipais no Brasil em 2012
Houve várias críticas à forma como a Rede Globo fez a cobertura do julgamento do caso conhecido como Mensalão, que coincidiu com as eleições municipais no Brasil em 2012. No mês de outubro de 2012, às vésperas do segundo turno das eleições municipais, o Jornal Nacional dedicou 18 dos seus 32 minutos de duração para abordar o julgamento, tendo ainda como agravante o fato da matéria ter ido ao ar imediatamente após o fim do horário eleitoral, que, em São Paulo, foi encerrado com o programa de Fernando Haddad, candidato do PT. Durante todo o segundo turno o noticiário do mensalão foi apresentado pelo telejornal sempre logo após ao fim do horário eleitoral.

Manifestações de 2013

Durante a série de manifestações populares que ocorreram em várias cidades brasileiras em 2013, protestos em frente às sedes da emissora aconteceram por todo o país. A sede da empresa em São Paulo teve estrume lançado sobre a sua fachada, além dos muros terem sido pichados. 5 No protesto na sede da emissora no Rio de Janeiro, os manifestantes entraram em confronto com a polícia.
A emissora foi alvo de várias críticas pelas redes sociais durante os protestos. No dia 19 de junho, durante o Jornal Nacional, a apresentadora Patrícia Poeta leu um editorial feito pela própria emissora, falando sobre os atos contra a rede. No dia seguinte, a emissora exibiu flashes sobre as manifestações em todo o país. Estava marcado, para o mesmo dia, uma cobertura de um jogo da Copa das Confederações FIFA de 2013, mas a cobertura foi cancelada e a emissora decidiu priorizar a cobertura dos protestos; duas novelas não foram levadas ao ar naquele mesmo dia: Flor do Caribe e Sangue Bom. Por tal razão, a emissora perdeu audiência, mas sua atitude foi bem-recebida na internet.

 Eleição presidencial brasileira de 2014

Em 8 de agosto de 2014, pouco antes do início do horário eleitoral, matérias veiculadas em O Globo e nos telejornais da emissora acusaram o Palácio do Planalto de alterar informações nas páginas de Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg na Wikipédia, com o objetivo de difamá-los. As edições, feitas em maio de 2013 por um dispositivo conectado à rede de internet do Palácio, qualificam as análises de Leitão como “desastrosas” e a acusa de ter defendido “apaixonadamente” o banqueiro Daniel Dantas quando este foi preso pela Polícia Federal, citando como prova um comentário de Leitão na Rádio CBN onde ela defendia a inocência de Dantas. Já Sardenberg é acusado de ser crítico à política de juros do governo por ter um irmão que trabalha na Febraban.
O Palácio do Planalto, em nota, explicou que não possui maneiras de identificar o autor das críticas, uma vez que o IP usado para a alteração servia tanto à rede interna quanto à rede sem fio, o que possibilitaria a qualquer visitante fazer tal alteração. As Organizações Globo foram criticadas por divulgar alterações nas biografias de seus contratados na Wikipédia, ferramenta de caráter colaborativo e aberta à edição de todos e que, segundo seu próprio criador, Jimmy Wales, não deve ser usada como fonte primária de informação. Também foi criticada por só noticiar a alteração mais de um ano depois e em período de campanha eleitoral. O jornalista Miguel do Rosário relatou caso semelhante que ocorreu na rede sem fio da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo e disse que já visitou o Palácio do Planalto, onde obteve acesso à senha da rede sem fio do gabinete presidencial. A Globo, segundo seus críticos, estaria descontente com a possibilidade de disseminação de informações produzidas de maneira não-linear pela internet.

Luta do UFC gravada

Em 27 de maio de 2012, houve uma luta do UFC transmitida pela Globo, que dizia ser “ao vivo”, mas o Combate, pertencente à Globosat, exibiu a luta 30 minutos antes da Globo.65 Ou seja, a Globo gravou a luta, mas pôs “ao vivo” em cima do seu logotipo na marca d’água, o que gerou críticas contra a emissora, principalmente nas redes sociais.
Monopólio de transmissão em eventos esportivos
Críticas à Rede Globo Acho que a CBF não tem uma interferência dentro do futebol tão grande. A CBF cuida apenas da Seleção Brasileira. Quem realmente cuida do futebol brasileiro é a Globo. A gente sabe que a Globo trabalha na dependência da novela. A gente brinca aqui no Coritiba que os jogos de quarta-feira só rolam depois do último beijo da novela. Críticas à Rede Globo
— Alexsandro de Souza, jogador do Coritiba

A Rede Globo é frequentemente acusada de deter o monopólio das transmissões esportivas, principalmente do Campeonato Brasileiro de Futebol. Esse monopólio, que começou aos poucos no início dos anos 90, só foi facilitado graças ao lançamento das primeiras operadoras de TV por assinaturas no Brasil, coincidindo também com a desistência das principais redes concorrentes em exibir tais eventos esportivos, sob alegação de que possuíam altos custos de transmissões e baixa audiência. Depois disso, com esses direitos oferecidos às Organizações Globo, configurou-se a prática de cartel, que impedia outras redes transmitir as partidas, já que até então os canais das Organizações Globo eram os únicos a transmitir, dividindo as transmissões com a Bandeirantes.
Em 20 de outubro de 2010, depois de 10 anos de tentativas, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) emitiu orientação ao Clube dos 13 (grupo que reúne 20 grandes times do futebol brasileiro, mas é chamado Clube dos 13) para que não desse preferência à Globo na transmissão das partidas de futebol do Campeonato Brasileiro e que se comprometesse a oferecer pacotes diferentes de divulgação para cada tipo de mídia (TV aberta, TV fechada, pay per view, internet e celular) a partir dos campeonatos de 2012 a 2014.69 Apesar disso, o Clube dos 13 desrespeitou a orientação do CADE e firmou contrato com a Rede Globo para todas as mídias. Dessa maneira, a Globo manterá seu monopólio sobre a transmissão do Campeonato Brasileiro, pelo menos até 2015.
Segundo matéria do Esporte Fantástico da Rede Record, exibida em 17 de agosto de 2013, a Globo seria a principal responsável pelo baixo público presente nas partidas do Campeonato Brasileiro de Futebol daquele ano. Segundo a reportagem, a prática da emissora carioca de forçar a exibição das partidas após o final da novela das nove, com início por volta das 22 horas, inibe a presença do público nos estádios. Poucos dias antes, em entrevista ao portal LanceNet, Alexsandro de Souza, artilheiro do Coritiba, declarou que a prática da emissora é desumana para com os torcedores. Recentemente, a Record conseguiu quebrar o monopólio da Globo ao adquirir os direitos de transmissão de grandes eventos esportivos como Olimpíadas de Inverno de 2010, Jogos Pan-americanos de 2011, Olimpíadas de 2012, Olimpíadas de Inverno de 2014, Jogos Pan-americanos de 2015 e Olimpíadas de 2016 (essa última em parceria com a Globo e a Band). Apesar disso, a Globo manteve o direito de transmissão da Copa do Mundo FIFA de 2018 e de 2022, num processo de concorrência criticado pela Record por sua falta de transparência.

Receita Federal e Criança Esperança

As Organizações Globo possuem problemas com a Receita Federal. Entre 2010 e 2012, o conglomerado foi notificado 776 vezes por sonegação fiscal. A maior parte das autuações envolve a apreensão de equipamentos, sem o recolhimento de impostos, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.10 Ainda segundo a Receita, a empresa praticou fraude contábil ao negociar um perdão de R$ 158 milhões em dívidas com o banco JP Morgan em 2005.3 A emissora, multada em 730 milhões de reais, contesta a cobrança, mas foi derrotada em uma das instâncias do Ministério da Fazenda, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em setembro de 2013. Além disso, o conglomerado teria sonegado o Imposto de Renda ao usar um paraíso fiscal para comprar os direitos de transmissão da Copa do Mundo FIFA de 2002.3 Após o término das investigações, em outubro de 2006, a Receita Federal quis cobrar multa de R$ 615 milhões da emissora.3 No entanto, semanas depois o processo desapareceu da sede da Receita no Rio de Janeiro.3 Em janeiro de 2013, a funcionária da Receita, Cristina Maris Meinick Ribeiro, foi condenada pela Justiça a quatro anos de prisão como responsável pelo sumiço. No processo, ela afirmou ter agido por livre e espontânea vontade.
Um documento datado de 15 de setembro de 2006, liberado pelo site WikiLeaks em 2013, cita que a Rede Globo repassou à UNESCO apenas 10% do valor arrecadado desde 1986 com a campanha filantrópica Criança Esperança, promovida em parceria com a agência das Nações Unidas (à época 94,8 milhões de reais).72 73 A emissora afirmou “desconhecer” essa informação e afirmou que “todo o dinheiro arrecadado pela campanha é depositado diretamente na conta da Unesco”.
Beyond Citizen Kane

Chico Buarque participou de Beyond Citizen Kane, concedendo um depoimento para a equipe de produção.

Em 1993, o Channel Four, uma grande cadeia de TV britânica, produziu um filme, criado por Simon Hartog e intitulado Beyond Citizen Kane, que conta a história da Rede Globo de Televisão e suas “ações sombrias” no país até o ano de 1990. O documentário foi proibido no Brasil desde 1994, graças a uma ação judicial movida por Roberto Marinho. Atualmente existem poucas cópias em circulação no Brasil, além de versões piratas circulando pela internet, como no YouTube. O filme conta com a participação de alguns artistas, políticos, e especialistas como Luiz Inácio Lula da Silva, Chico Buarque, Leonel Brizola e Washington Olivetto. O documentário jamais esteve no circuito de cinemas brasileiros e a exibição que ocorreria no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro foi proibida pelo então presidente da República, Itamar Franco.
No país, o documentário recebeu o título de Muito Além do Cidadão Kane. O título teve origem no personagem Charles Foster Kane, criado em 1941 por Orson Welles para o filme Citizen Kane, que por sua vez, tratava-se de um um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo empregaria a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como fazia Kane no filme. De acordo com matéria veiculada na Folha Online em 28 de agosto de 2009, a produtora que montou a filmagem é independente e a televisão pública britânica não teve qualquer relação com seu desenvolvimento. Já a Record sustenta que a BBC, outra emissora pública do Reino Unido, estaria relacionada com sua produção.
O documentário é dividido em 4 partes:
na primeira parte é mostrada a relação entre a Rede Globo de Televisão e o período militar, em que se veem fatos sociais que ocorreram no país em decorrência do governo;
na segunda parte apresenta-se o acordo firmado entre a Globo e o grupo Time-Life;
na terceira parte evidencia-se o poder do proprietário da emissora, Roberto Marinho. Mostra-se também o suposto apoio da mesma à saída dos militares do poder, na figura do candidato à presidência da República Tancredo Neves;
na quarta parte, tida como a mais importante e reveladora do filme, mostram-se às claras “os envolvimentos ilegais e mecanismos manipulativos utilizados pelas Organizações Globo em suas obscuras parcerias para com o poder em Brasília”. Contudo, o documentário não apresenta fontes primárias, apenas entrevistas.
A Globo tentou comprar os direitos de exibição do filme. Entretanto, antes de morrer, Hartog formou um acordo com organizações brasileiras para que os direitos de exibição do documentário não caíssem nas mãos da emissora, a fim de que este pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas quanto culturais. O canal perdeu o interesse em comprar o filme quando os advogados da emissora descobriram tal acordo, mas até hoje uma decisão judicial proíbe a exibição de Beyond Citizen Kane no Brasil. De acordo com a Folha de S. Paulo, na década de 1990, a direção da Record havia tentado comprar os direitos de exibição do documentário, mas “percebeu que haveria uma disputa judicial com a TV Globo a respeito das muitas imagens retiradas da programação deles. Então decidiu não comprá-lo”. No entanto, em agosto de 2009, no auge de uma troca de acusações mútuas entre as emissoras, provocadas por acusações de lavagem de dinheiro da Igreja Universal do Reino de Deus, a Record comprou os direitos de transmissão do documentário por aproximadamente 20 mil dólares, e espera a autorização da justiça para transmiti-lo.

Escândalo do Papa-Tudo

“E assim, usando uma grande rede de televisão, […] uma grande vendedora agindo diretamente junto ao público infantil induzindo a que crianças pedissem aos pais para comprarem, […] associados ao insuspeito ‘titio’ Artur Falk, foi dado um dos maiores golpes – conto do vigário – na população tola, que acredita na Rede Globo, que compra os produtos que ela anuncia que doa para as “instituições de caridade”, abençoadas pela Globo. Pobre população ludibriada que se comove com os trambiques glamourizados da televisão”.
—Antônio Paiva Rodrigues, Observatório da Imprensa.
No início da década de 1990, com a finalidade de concorrer com a Tele Sena, pertencente à Silvio Santos e seu conglomerado,79 a Globo lançou em parceria com o então banqueiro Artur Falk um título de capitalização intitulado Papa-Tudo, que tinha César Filho e Fausto Silva como apresentadores e Xuxa Meneghel como garota-propaganda. A venda era semelhante à da concorrente supracitada: o título era adquirido em casas lotéricas e unidades da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, e, caso o comprador não fosse contemplado, poderia resgatar metade do valor pago após um ano ou comprar um novo título pela metade do preço. Antes mesmo do lançamento, o jornalista Hélio Fernandes, da Tribuna da Imprensa, disse que “aquilo cheirava a um grande golpe e que não tinha uma chance em um milhão de dar certo um empreendimento entre Artur Falk e Roberto Marinho”.
Consoante o Observatório da Imprensa, “prometiam que, além da recompra garantida, os futuros compradores ainda concorreriam a grandes prêmios milionários e parte da arrecadação ainda seria destinada a instituições de caridade. E numa colossal e obscena ‘pirâmide’, infestaram o Brasil inteiro com promessas milagrosas de enriquecimento fácil, sempre tendo à frente a exclusividade da Globo, a insuspeita Xuxa e a benemerência de instituições de caridade. Embalado pelos heróis da Globo e pelos “embaixadores” da Unicef, o país inteiro comprou, muitas e muitas vezes, os bilhetinhos do ‘titio’ Artur Falk, veiculados pela Rede Globo e apresentado pela irrepreensível Xuxa”.80 Entretanto, chegou uma época que a ECT e as lotéricas pararam de resgatar os bilhetes, pois não recebiam os prêmios do Papa-Tudo. O título anunciou que indenizaria os compradores, mas tal ato não ocorreu. Todo o escândalo culminou na prisão de Artur sob a acusação de estelionato. Por outro lado, ninguém da emissora foi responsabilizado.
Compra da TV Paulista
Em 1955, Oswaldo Ortiz Monteiro decidiu vender a TV Paulista, a qual era proprietário, às Organizações Victor Costa, devido às dificuldades enfrentadas pela emissora. 55% do capital da concessão, formada por 15.099 ações, foi entregue ao conglomerado. Victor Costa morreu enquanto aguardava a transferência da TV Paulista para seu nome ser aprovada pelo então Departamento Nacional de Telecomunicações (DENTEL). O filho de Costa ficou no comando, embora as ações de controle ainda ficassem em nome dos ex-acionistas. Nove anos depois, ele vendeu o canal à Roberto Marinho, mesmo sem os documentos de transferência, mas as ações originais de controle continuaram em nome da família Ortiz Monteiro por mais 13 anos. Em 1977, o Dentel aprovou a transferência das ações dos Ortiz Monteiro para Roberto Marinho, com base nos recibos e procurações apresentados pela Globo. Então, a emissora foi transformada em TV Globo São Paulo.
Após a morte de Monteiro, em 1990, sua família começou a investigar uma possível fraude na compra da TV Paulista pela Rede Globo. Uma perícia realizada no ano de 2003 pelo instituto paulista Del Picchia revelou que as assinaturas foram falsificadas e incluíram desde nomes de pessoas falecidas antes da transferência até o uso de máquinas de escrever que ainda não existiam na época do ato. Os advogados da cadeia carioca, por outro lado, apresentaram parecer técnico do perito Antonio Nunes da Silva atestando que os recibos e procurações em poder da família Marinho eram autênticos. Em 2010, foi confirmado pelo Superior Tribunal de Justiça que os documentos eram verdadeiros. Em contrapartida, quatro anos depois, o senador Roberto Requião, do PMDB do Paraná, protocolou no Senado um requerimento ao Ministério das Comunicações com informações sobre os supostos atos administrativos irregulares que aprovaram a transferência da concessão do canal 5 à Marinho.
TV Diário fora das parabólicas

No dia 25 de fevereiro de 2009, a TV Diário, emissora pertencente ao Sistema Verdes Mares, também proprietário da TV Verdes Mares, afiliada da Globo em Fortaleza, deixou de ser transmitida pelo satélite de antenas parabólicas, pela qual alcançava toda a América do Sul e parte do Caribe, e pelas afiliadas que possuía pelo território brasileiro, deixando os telespectadores surpresos. Os que tentaram assistir à programação da Diário pelas afiliadas passaram a acompanhar outras redes a partir daquele dia.86 Consoante informações anteriores e posteriores à saída da rede, a saída da programação da TV Diário do satélite deveu-se a pressões das Organizações Globo ao Sistema Verdes Mares, que era responsável pela TV Verdes Mares, “por conta do excessivo crescimento da audiência da TV Diário em muitos locais do país, inclusive no eixo Rio-São Paulo, o que ameaçava os nichos de mercado da Rede Globo”.

Ao sair do satélite, a emissora passou a restringir sua cobertura apenas ao estado do Ceará, além dos estados vizinhos e algumas cidades do interior do estado de São Paulo pela TV aberta e sistemas de televisão por assinatura, entre elas a Você TV, através da DTHi, a partir de agosto de 2009. Com a saída da Diário do satélite, a Rede União tornou-se a única rede instalada no Ceará exibir satélite em todo o Brasil e todas as Américas (do Sul, Central, Norte e ilhas do Caribe) partes da Europa e África. A Rede Globo respondeu que “a TV Globo, como cabeça da Rede Globo, formada por 121 emissoras, procura harmonizar os sinais de VHF e UHF de forma que estes fiquem circunscritos a seus territórios de cobertura. Desta forma, em busca de uma harmonia entre todos e pelo respeito recíproco aos interesses, a atuação da TV Diário estará restrita a seu território de cobertura, não sendo mais captada em territórios de outras afiliadas. Seu sinal permanecerá no satélite, cobrindo o estado do Ceará, porém, codificado”. A atitude da Globo foi amplamente criticada; moradores da região Nordeste promoveram um boicote ao canal de TV no dia 13 de março de 2009, mas o movimento não repercutiu. Um acontecimento semelhante ocorreu com a Amazon Sat, de propriedade da Rede Amazônica, que entre os anos de 1998 e 2004 podia ser assistida pelas parabólicas, entretanto a partir daí o sinal foi codificado e somente pode ser captado por parabólicas com receptor digital através da aquisição de cartão com o código para decodificação. A partir de 2014, a emissora voltará a ser transmitida nacionalmente, através do satélite SES-6, utilizado pela Oi TV.

Discriminação

No dia 16 de setembro de 2008, o humorístico Casseta & Planeta, Urgente! levou ao ar um quadro chamado Otário Eleitoral Gratuito, onde um dos candidatos, o personagem “Tinoco, o homem toco”, que não tinha braços nem pernas, declarava: “Você me conhece: eu sou o Tinoco, o homem toco. Vote em mim, que eu não vou meter a mão; e se eu roubar não vou conseguir fugir”, de modo a “debochar genericamente dos políticos e dos deficientes físicos”. Tal conteúdo levou o Grupo de Ação pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais a abrir um processo na Procuradoria Regional dos Diretos dos Cidadãos de São Paulo contra a TV Globo de São Paulo por discriminação às pessoas deficientes.
Troca de nomes
Em 2011, a rede foi processada pelo bartender Igor Pachi, que teve sua imagem confundida com a do BBB Igor Gramani. De acordo com sua advogada, Shirley Klouri, “a Globo, sites do Grupo e o canal Multishow exibiram fotos e vídeos de seu cliente na divulgação do programa e causaram problemas a ele”. O rapaz conseguiu uma liminar pedindo a retratação da cadeia e indenização mínima de 150 salários mínimos.
Edições na Wikipédia
Em 8 de agosto de 2014, uma matéria do portal de O Globo96 afirmou que um dispositivo conectado à internet através da rede sem fio do Palácio do Planalto alterou, em maio de 2013, informações das páginas de Miriam e Carlos Alberto Sardenberg na Wikipédia, com o objetivo de difamá-los. As informações inseridas no artigo de Miriam qualificavam suas análises e previsões econômicas como “desastrosas”, além de acusá-la de ter defendido “apaixonadamente” o banqueiro Daniel Dantas quando este foi preso pela Polícia Federal.61 Esta última acusação ocorreu em razão de comentário de Miriam na Rádio CBN onde ela defendia a inocência de Dantas.
O Palácio do Planalto, em nota, explicou que o endereço IP usado na alteração era utilizado tanto pela sua rede interna quanto pela rede sem fio do Palácio. Isso possibilitaria a qualquer visitante do Planalto realizar tal alteração. No entanto, o Planalto identificou o autor das alterações como sendo um servidor da Secretaria de Relações Institucionais e o funcionário foi exonerado.
As Organizações Globo foram criticadas por divulgar alterações das biografias de seus contratados na Wikipédia, ferramenta de caráter colaborativo e aberta à edição de todos e que, segundo seu próprio criador, Jimmy Wales, não deve ser usada como fonte primária de informação.61 Também foram criticadas por só terem noticiado as alterações em plena campanha eleitoral de 2014. O jornalista Miguel do Rosário divulgou que um usuário que navegava através da rede da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo inseriu uma calúnia na biografia do músico Raul Seixas. Ele também relatou que já visitou o Palácio do Planalto e que teve acesso à senha da rede sem fio do gabinete presidencial.

Fonte: Wikipedia

Obs: Para saber mais, clique na palavra Globo abaixo

março 13, 2015 Posted by | televisão | , , , , | 14 Comentários

MC Daleste é mais uma vítima da violência

vítima da violência

Cantor Assassinado

MC DaLeste não foi o primeiro cantor de Black Music a ser morto, infelizmente, também não será o último – dessa vez a tragédia foi em campinas.

Eu já falei sobre a onda de assassinatos de cantores no litoral, considerados pela polícia, crimes comuns, mas que chamou a atenção dos sociólogos e antropólogos. Eu também não me surpreendi quando um delegado comentou a morte de MC Leste: “A morte desses cantores não tem ligação entre si, podem ser por crimes passionais, brigas ou tráfico de drogas”.

O comentário preconceituoso é natural em sistemas elitizados como o nosso, mas ver a televisão divulgar esse tipo de comentário é repugnante.

Durante a última onda de assassinatos de cantores de black music, houve uma verdadeira guerra entre a polícia e os extremistas que gostavam, que eram fãs dessas músicas.

A black music é uma forma das classes marginalizadas expressarem seus sentimentos de revolta, apesar de falarem também de amor e outros temas. São essas verdades sobre os crimes e a violência que acabam atraindo a atenção de pessoas que não querem nenhum negro ou representante dessas comunidades tornando-se celebridade.

A liberdade de expressão é distorcida pelas mídias, pela elite, resultando numa verdadeira conspiração midiática contra essas comunidades.

O racismo não declarado ocorre também em outros países, como os EUA, um país no qual toda a sociedade ocidental se inspira. Esse racismo também ocorre devido a resistência em aceitar culturas afros em nosso meio.

Surgiu até uma teoria de conspiração, que nem deveria ser apenas uma teoria mas, sim, uma realidade.

Segundo essa teoria, há forças que conspiram contra negros famosos, como teria acontecido com Michael Jackson, Mike Tyson, Whitney Houston, O. J. Simpson, etc. Entretanto, na black music, no esporte ou qualquer outra atividade em que os negros se destaquem, a cultura afro continuará sempre muito influente.

Apologia – Mc DaLeste

Matar os polícia é a nossa meta
Fala pra noís quem é o poder
Mente criminosa coração bandido
Sou fruto de guerras e rebeliões
Comecei menor já no 157
Hoje meu vício é roubar, profissão perigo
Especialista formado na faculdade criminosa
Armamento pesado ataque soviético e que esse
É o bonde do mk porque quem manda aqui
É o 1 p e 2 c fala pra nois que é o poder

Se tu quer ouvir apologia eu te apresento nosso
Arsenal uma AK, pistola Glock, G3, mini-use
762 fundador parafal, a R15 a R baby, Magno Macs, fuzil
Holandês, mp5, 762 semi automática M 16 a Colt
190 Galac Torrents, Meiota e 50 especialista
Em assaltos bancários, formado na faculdade criminosa
Sub use, Aim check, Flatclonos ponto 40 tipo
Guerrilha
São Paulo SP a grande capital é toda nossa meu nome
Você quer saber pra me denunciar pros verme da d*
Quer me rastrear e toma lá, dá cá bate de frente faz sua parte
É nois que soma e nois que tá forma de expressão pra mim
Não interessa estamos embraçado na mesma missão matar os polícia
É a nossa meta se tu quer ouvir apologia eu te apresento
Nosso arsenal (ham) esse é o kit do mal

Fala pra nois quem é o poder matar os policia é a nossa meta
Fala pra nois quem é o poder

Mente criminosa coração bandido
Sou fruto de guerras e rebeliões
Comecei menor já no 157
Hoje meu vício e roubar profissão perigo
Especialista formado na faculdade criminosa
Armamento pesado ataque soviético e que esse
É o bonde do mk porque quem manda aqui
É o 1 p e 2 c fala pra nois que e o poder

Fala pra nois quem é o poder
Fala pra nois quem é o poder

Se tu quer ouvir apologia eu te apresento nosso
Arsenal uma AK, pistola Glock, G3, mini-use
762 fundador parafal, a R15 a R baby, Magno Macs, fuzil
Holandês, mp5, 762 semi automática M 16 a Colt
190 Galac Torrents, Meiota e 50 especialista
Em assaltos bancários, formado na faculdade criminosa
Sub use, Aim check, Flatclonos ponto 40 tipo
Guerrilha
São Paulo SP a grande capital é toda nossa meu nome
Você quer saber pra me denunciar pros verme da d*
Quer me rastrear e toma lá, dá cá bate de frente faz sua parte
É nois que soma e nois que tá forma de expressão pra mim
Não interessa estamos embraçado na mesma missão matar os polícia
É a nossa meta se tu quer ouvir apologia eu te apresento
Nosso arsenal (ham) esse é o kit do mal

Se tentar tu sai furado!

Vídeo clip link 01

Video clip Link 02

julho 12, 2013 Posted by | Cinema | , , , , , , , | 2 Comentários

Guerra paulista

oportunidades de morte

Guerrilha Urbana

São Paulo sempre será uma região interessante para ser analisada sob vários aspectos, tanto social, quanto político, econômico, etc.

Na área de segurança, por exemplo, as mortes de vários rappers chamou-me a atenção, agora são os policiais. Não parece uma guerrilha urbana, de fato é.

Se no Rio de Janeiro a organização do crime desencadeou uma onda de violência crônica, em São Paulo não é diferente. Há muitas pessoas inteligentes ajudando a organizar e executar atos fora-da-lei, mostrando que a lei já deixou de ser a única opção ideológica.

Lampião foi o Rei do Cangaço, homem poderoso nas terras abandonadas do nordeste, no sul, raramente tivemos grandes líderes rebeldes com grande popularidade. Mesmo assim, surgiram movimentos organizados de sem-teto, sem-terra e outros.

Os rappers são artistas com um talento notável para protestar em forma de poesia mas, ao contrário dos simples poetas, eles tem ponto de vista claro e falam de dentro do problema para fora, com alvos certos, objetivos, e eles raramente erram o endereço de sua palavras.

Nem a outrora mídia mais forte do país, a TV, que ainda é a mídia mais concentrada do mundo, deixou de manifestar o seu desprezo pelos rappers mais radicais, demonstrando a sua falta de noção quanto ao direito e liberdade de expressão. A TV tem essa capacidade de tornar os culpados inocentes e os inocentes culpados, quando são pobres ou marginalizados.

É difícil não relacionar a morte de policiais, familiares e amigos desses policiais, a morte dos rappers. Acontece que os rappers tornaram-se a voz dos marginalizados, muito mais que ídolos, e, de certa forma, motivou esses grupos a reagir e, de certa foram, vingar suas mortes.

Essa é apenas uma conclusão minha, mas há outros motivos mais comuns, como o tratamento dispensado aos presos em presídios, ou até desavenças pessoais, diretas, entre pessoas marginalizadas e policiais.

O maior problema em tratar as pessoas como animais, é que essas pessoas podem assumir posturas de acordo com o tratamento recebido, e a resposta não será nada agradável.

Não estamos oferecendo um sonho brasileiro para as pessoas e, se esse sonho não fazia falta no passado, quando as pessoas sonhavam os sonhos de personagens de novelas, hoje, as novelas já não conseguem controlar as mentes descontentes.

Essa tendência é mundial, mas as soluções não. Os realities não conseguem convencer, além disso, seus efeitos tem sido inverso ao das novelas.

Os entorpecentes tomaram definitivamente o lugar das novelas, os jovens das classes médias passaram a disputar áreas de tráfico com os marginais.

A guerra já começou e quem ofereceu mais, levou os mais pobres. Até a classe média já entrou nesse mercado.

By Jânio

Incompetência política

novembro 20, 2012 Posted by | Policia | , , , , , , , | 1 Comentário

Sophia Hacker Group aterroriza a internet

sophia hacker group

Ataques Crackers

O ano de 2.011 começou tumultuado na área de segurança em tecnologia, eu já imaginava que isso poderia ocorrer, aliás, todo mundo já imaginava.

Todos nós sabemos da velocidade em que as ferramentas Web 2.0 crescem no mercado de internet, o que nós não sabemos é das falhas que essas ferramentas podem apresentar. Isso é normal em softwares experimentais e grande parte das ferramentas Web 2.0 são assim.

Durante muito tempo, os alvos principais sempre foram produtos da Microsoft. A ideia de ter que atualizar programas todo ano – e não eram poucos os programas – tornaram Bill Gates uma unanimidade. A Microsoft conseguiu unir todo os hackers contra si.

Entre os hackers, sempre surgem os ambiciosos, crackers, criminosos dispostos a aproveitar toda essa tecnologia em causa própria. Enquanto o hacker usa a tecnologia hacker como forma de democratizar e difundir conhecimentos, o cracker prefere comercializar informações sigilosas, atacar sistemas, sempre pensando em si.

Os maiores sites do mundo foram vítimas de ataques piratas, entre eles, as plataformas para blogs, WordPress e Blogspot.

Eu estive analisando os fatos: Um Hacker não atacaria uma ONG, poderia até pensar em atacar a Blogspot, mas isso também não seria normal, devido a sua popularidade e até pelo fato de serem ferramentas gratuitas.

Um lammer poderia acidentalmente ter o controle de uma plataforma, mas não todas elas.

Quem poderia ter interesse em atacar esses sites? Talvez os concorrentes?

O que sabemos é que nem todos assumem que foram atacados, a maioria prefere dizer algo como: “Estamos em manutenção, voltaremos em breve.”

Um grupo que se destacou nos últimos ataques, foi o “Sophia hacker Group”, pesquisar sobre essas palavras no google tornou-se uma tarefa perigosa.

A seguir, listamos alguns ataques que tornaram o ano de 2.011 um ano para ser esquecido pelos profissionais de internet, pelo menos para quem trabalha na área de segurança.

01 – O “Sophia Hacker Group” atacou o site do Ministério das Obras Públicas e do Gabinete Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA). O grupo instalou no site uma página, chamando a atenção para a fome no mundo, sendo o ataque assinado por Pink_spider.

A página hacker/cracker estava escrita em português do brasil.

02 – O site da polícia da República do Quênia foi invadido por um hacker que era fã de Mark Zuckerberg, pelo menos foi essa a impressão deixada pelo hacker, em sua menagem: (“Got in and all i could think about was zuckerberg!!! This’ for you Mark!”).

“Eu entrei e tudo o que eu pensava era em Mark Zuckerberg!!! Esta é para você Mark!”

Além de deixar essa mensagem, o hacker também mudou o título do site. Onde deveria estar “Kenya Police”, apareceu “I’m CEO, Bitch”, infelizmente não podemos traduzir esse texto nesse horário.

03 – Fernando Xavier da Silva, Prefeito de Carlos Barbosa, pelo PDT, foi surpreendido pela notícia de sua própria morte. No site da Prefeitura da cidade. Foi publicada uma notícia sobre um suposto assalto, onde o prefeito teria morrido.

04 – O site da Prefeitura de Campina Grande – PB, http://www.pmcg.pb.gov.br, foi outra vítima de invasão. Não houve alteração dos dados, na página principal foi inserida uma foto de um casal de namorados, assinado por “King off control”.

05 – Vinícius Camacho, conhecido por KMax, invadiu o site da telefônica no intuito de roubar dados sigilosos. O Cracker foi descoberto pela polícia e poderá pegar até quatro anos de prisão.

Além de invadir o site da Telefônica, Vinícius já havia invadido a rede social Orkut, onde é acusado de roubo de comunidades, em 2.005.

06 – Grupos como “Eu amo chocolate!”, “Só mais 5 minutinhos…” e “The SimpsonsBrasil” foram assumidos por um usuário fictício que incentivava o uso do navegador Firefox, da Mozilla.

Vinícius chamou a atenção da área de tecnologia, durante a Campus Party, ao reprogramar um roteador usado no evento, utilizando um laptop.

O programador não foi pego em flagrante, por isso deverá responder ao processo em liberdade.

Obs: Bom, pelo menos agora eu sei como a polícia utiliza o Campus Party.

By Jânio

junho 16, 2011 Posted by | segurança | , , , , , , , | 4 Comentários

Maldita Burocracia

perigo burocratico

Crimes Burocráticos

Vivemos na era das ditaduras, se cai um sistema de “governo ditatorial”, um novo governo nada faz para mudar o que está errado, pior, o povo, já cansado de tantas lutas, acredita que realmente mudou.

O resultado dessa crença inabalável de que tudo agora vá dar certo, somado à publicidade, interesse de religiões baseadas em princípios fundamentalistas, achando que realmente não é preciso ter sentimento para dar significado às palavras, levam-nos a retroceder no tempo.

Cansados de tantas batalhas e lutas do dia-a-dia, os trabalhadores abrem a guarda para mais uma ditadura, a ditadura da burocracia.

Para quem não está atento, burocracia é a melhor maneira de roubar uma pessoa.

Algumas pessoas acreditam que o que foi assinado deverá ser cumprido, não importando se foram roubadas, mas é para isso que servem os advogados.

Se você tiver um bom advogado – o melhor advogado é o advogado que se pode confiar – você terá uma grande possibilidade de não ser roubado, caso contrário, estará nas mãos dos burocratas.

Não é tão fácil evitar a burocracia, ela está por toda parte, mas isso não evita a ação dos malandros.

Com tanta burocracia, surge até a fobia, pessoas que não suportam ver papéis à sua frente. Pessoas com fobia de burocracia enchem caixas de papéis e faturas durante até um ou dois anos, para depois tentar arrumar.

Durante alguns momentos a pessoa tem a brilhante ideia de queimar tudo, logo o pavor toma conta dela: E se algum papel importante for queimada? – pensa.

A burocracia é, em alguns casos, totalmente inútil. Pense bem, segundo os especialistas em burocracias – acredite, já temos isso – contas como água, luz e telefone, devem ser guardadas durante dois anos.

O motivo, segundo esses “consultores”, é que, em caso de alguma falha no sistema, você terá como comprovar o pagamento, evitando dor de cabeça.

Tente imaginar uma família humilde que gaste mensalmente cinquenta reais de luz – acredite, temos pessoas humildes assim também – essa pessoa guarda os extratos de suas poucas contas durante dois anos, para evitar essa tal dor de cabeça. Se essa mesma pessoa deixar de pagar sua conta um único mês, receberá o aviso “carinhoso”: “Caro cliente, sua conta desse mês não foi paga. Caso essa conta não seja paga dentro de trinta dias, seu abastecimento será suspenso.”

Vocês entenderam, não é mesmo? – Se faltarem dois pagamentos, o abastecimento será suspenso, mas a “bendita” fatura deve ser guardada por dois anos, para que fique devidamente comprovado o seu pagamento.

Eu me lembro quando eu fui ao Ministério do Trabalho para fazer o meu primeiro registro, até então eu trabalhara sem registro – e ai de quem denunciasse para o Ministério do Trabalho.

A atendente me perguntou – Onde está a sua carteira de identidade, para que eu possa fazer o seu registro.

Não tenho carteira de identidade – respondi.

Mas que tipo de homem é você que não tem nem uma carteira de identidade – perguntou-me ela.

Com quinze anos, eu senti todo o peso da burocracia em minhas costas. Pensei em explicar a mulher que eu só tinha quinze anos, mas senti em seu olhar que a sua intenção não era exatamente discutir o sistema – perdi uma grande oportunidade de emprego.

Depois de juntar trinta reais, fui até o Banco da cidade. A bancária me disse gentilmente – O mínimo, para abrir uma conta, é cinquenta cruzeiros, meu filho.

Concluí que a procura pela primeira conta em Banco deveria ser grande, e que eu precisaria juntar mais vinte cruzeiros, caso eu quisesse realizar o meu “grande” sonho capitalista.

Depois de conseguir os cinquenta cruzeiros, voltei ao Banco – Você poderia me apresentar o seu CPF, por favor? – pediu-me educadamente a bancária.

Sem o CPF não daria para abrir a conta, mais uma vez o meu sonho seria adiado.

CPF – Cadastro de pessoas físicas. Poderíamos chamar também de controle de pessoas físicas, mas eles são covardes demais para assumir.

Um amigo meu resumiu tudo assim: Precisamos de identidade para tirar qualquer tipo de documento; precisamos do registro de nascimento para tirar a identidade; precisamos da certidão de casamento dos pais para tirar a identidade, etc.

Se a identidade é necessária para tirar qualquer tipo de documento, então porque ela não pode ser utilizada para realizar essas funções, onde se utiliza outros documentos? – A resposta é controle.

É através de seu CPF que o Governo controla todo dinheiro que você movimenta, exceto o dinheiro que realmente deveria ser controlado, o dinheiro da PPP.

Não importa se você só tem quinze anos, se quiser entrar no sistema, terá que seguir as normas, além de ficar preso a elas, naturalmente.

By Jânio

maio 27, 2011 Posted by | Reflexões | , , , , , | 6 Comentários

A solução para endireitar o Brasil

guerra ao crime

Boicote às Empresas

Já sabemos que os crimes relacionados à política, estão se tornando cada dia mais sofisticados. Antes, eram as empresas de publicidades que movimentavam quantias infinitamente superiores ao que elas poderiam legalmente movimentar, agora são os bancos, tornando tudo mais complicado.

Há um ditado que diz: “O Diabo manda fazer as coisas erradas, mas não ensina como.” Esse ditado ensina aos bandidos, que, além de não haver crime perfeito, não há transação segura, quando se trata de altas somas ilícitas.

Depois que o FBI, CIA, Scotland Yard e a Interpol começaram a rastrear movimentações de grandes somas de dinheiro não declaradas, as ações dos corruptos brasileiros se tornaram muito mais difíceis. Lavar todo o dinheiro aqui, sem a ajuda do próprio Governo, que controla a Polícia Federal, STJ, STF, Procuradores, Receita Federal, etc., é praticamente impossível; surgiram também os empresários “caras-de-pau”, daqueles que dizem: “Minha dívida de 2,5 bilhões foi perdoada, minhas empresas, dadas de garantia, estão liberadas. Traduzindo: “Eu ganhei aqueles 2,5 bilhões, para cobrir um rombo de quatro bilhões que foram desviados, estou muito feliz.”

Recentemente nós testemunhamos a força popular, quando o “Ficha Limpa” derrubou mais de 95 %  dos políticos com problemas na Justiça. Isso foi um duro golpe na máfia brasileira, já que a fonte de poder da máfia eram os fichas sujas, ou seja, quem não seguisse as regras, tinha a sua ficha suja desengavetada, como sempre acontece com o ambicioso Anthony Garotinho.

Com o “Ficha Limpa, os grandes coronéis perderam sua capacidade de controlar os fichas sujas, alguns, grandes líderes do Governo e da Oposição. Os mercenários finalmente foram banidos da política, com raras exceções.

Agora, sem a possibilidade de lavagem de dinheiro nos paraísos fiscais, todos os crimes podem ser esclarecidos, desde que a Polícia Federal faça sua parte, cabendo a nós boicotarmos essas empresas, para que todos os empresários sintam o peso de sua responsabilidade, julgados pela vontade popular.

Eu já havia pensado em medidas drásticas, como sair às ruas, revoluções, golpes, mas cheguei a conclusão de que isso são práticas de burgueses que não tem o que fazer. É preciso mostrar para os criminosos do colarinho branco, a importância da reputação.

A reputação anda em alta na internet, em redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut, agora chegou a hora de transpormos essa realidade virtual para o mundo real.

Será um processo muito mais simples que o “Ficha Limpa”, muito mais transparente, infalível.

Vamos boicotar as empresas brasileiras criminosas, que praticam crimes contra o patrimônio público, contra a economia popular.

By Jânio

fevereiro 4, 2011 Posted by | Política | , , , , , , , , | 13 Comentários

Casos políciais mais comentados e polêmicos

crimes polêmicos

Assassinato de Mércia

Quando a justiça deixa de funcionar num país, as pessoas também deixam de acreditar nela.

Há um ditado popular que diz: “A ocasião faz o ladrão”. Quando as pessoas ficam indefesas, numa terra sem lei, num regime de canibalismo, onde noventa por cento da renda vai para os dez por cento mais ricos, hipoteticamente falando, fatos bizarros começam a acontecer.

As classes mais pobres vivem como crianças indefesas, diante da criminalidade. Os jovens ricos e sem nenhum escrúpulo, são os maiores beneficiados pela sociedade que protege os ricos.

Nos últimos anos, as famílias ricas  tem sentido na pele a violência gerada em seu próprio meio, em alguns casos tem sido feita a justiça.

Dizem que um bandido de classe privilegiada só será condenado, exclusivamente, quando atentar contra sua própria classe, essa é a única lei que não atinge os pobres. Assim, o bandido que mata outro bandido, será condenado, mesmo que ninguém denuncie; filhos que matam pais, ou o contrário; políticos que roubam dos próprios políticos, etc.

A cultura latina, apesar de grandes líderes populares ou revolucinários, como Simon Bolívar, San Martin, Che Guevara, não conseguem se adaptar a um sistema satisfatório de distribuição de renda. Fazer política, distribuindo cesta básica, é diferente de se criar leis que valorizem as classes operárias.

Para nossos ricos, não importam o que seus filhos façam, eles podem.

Recentemente, tem ocorrido crimes que tem origem nessa falta de noção de nossos ricos. Eles tem sido vítimas em seu próprio meio, uma realidade que começa a ser desvendada pelas novas tecnologias.

Na maioria dos casos, o dinheiro resolve o problema mas, vez por outra, uma tragédia acontece.

Os casos mais curiosos são aqueles que acontecem na instituição mais forte da sociedade, a família.

A seguir, vamos relacionar os casos que mais repercutiram na mídia:

Caso Suzane von Richthofen: Acompanhada dos irmãos Daniel e Christian Cravinhos, namorado e irmão dele, antagonizaram um dos maiores escândalos da alta sociedade brasileira, a mídia tentou inutilmente associá-los ao famoso Barão Vermelho, oficial nazista responsável por abater vários aviões aliados, na época da segunda guerra.

A velha estratégia de transformar pessoas normais e mal educadas em monstros, não deu certo, a própria família do antigo oficial negou o parentesco.

O motivo de Suzane ter planejado o assassinato de seus próprios pais, teria sido a impossibilidade de continuar o namoro, além da herança que fecharia o romance com chave de ouro.

Diz o ditado que o diabo manda cometer o pecado, mas não diz como, há até quem diga que Deus e o Diabo estão em nós mesmos. em nossa própria consciência, cabe a nós decidirmos o destino a ser traçado. Ninguém pode afirmar ao certo o que acontece, em crimes como esse, o que se sabe é que há o envolvimento e há consequências.

Tudo fica na mão do  promotor e advogado de defesa: Como os assassinos entraram, quem abriu a porta, como foi o planejamento, etc. É um caso clássico de paixão violenta, onde a falta de estrutura familiar é responsável para que essa paixão realize o que outros apenas pensam ou falam.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Suzane_von_Richthofen

Isabella de Oliveira Nardoni – Outro caso clássico de falta de estrutura familiar. A gravidez indesejada de Ana Carolina, a separação prematura, quando Isabella ainda era bebê.

O que aconteceu naquele apartamento, só a própria Isabella soube, mas levou a verdade junto com ela.

Ao contrário do caso anterior, nesse o réu não confessou, continuou uma família unida. Segundo uma opinião, no post mais comentado da história do madeinblog/icommercepage, havia uma pressão provocada pelo atrito entre o casal Nardoni e a ex-mulher.

O casal não mostrou arrependimento, isso explica a frieza com que enfrentaram o julgamento, do início ao fim.

No processo, conclui-se que Isabella teria sido jogada do sexto andar do prédio London, todo o processo foi baseado no horário do telefonema, horário registrado pela câmera, etc. A justiça dos homens se tornou a justiça das máquinas, nada mais irônico e compatível com os novos tempos, numa sociedade fria e desumana.

O casal foi sentenciado de acordo com suas idades, não se sabe se foi involuntário ou de propósito, o fato é que se tiraram uma vida, toda sua vida também ficou perdida. Ficarão na cadeia por um período igual ao que tinham vivido, antes de tirar a vida de Isabela – A pergunta continua – Quem matou? – Seria preciso um casal para matar a menina?

Segundo o processo, a menina teria sido agredida no carro, então levada para cima e sido atirada. Se a menina estava inconsciente e o pai pensou que ela estava morta, atirando-a; se a rede já havia sido cortada; se houve participação da madrasta; se foi a madrasta quem matou; nada disso nunca será exclarecido. A única certeza é que o casal não confessou e foram ambos presos, revelando-se um caso atípico: De um lado uma família que deveria viver de acordo com a lei, educada; De outro, o próprio símbolo que deveria representar a justiça na sociedade, dominada por essa classe social, a Lei.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Isabella_Nardoni

Caso Mércia – Esse caso ainda não foi solucionado, mas as semelhanças com os outros é evidente.

A mídia dificilmente deixará de acompanhar o caso escolhido para ser o reality da vez.

Mércia era sócia de seu namorado Mizael Bispo de Souza, que também era ex-policial – Todo mundo sabe que amor e negócios não combinam.

Na época do desaparecimento de Mércia, ela teria recebido um telefonema do ex-namorado, ex-sócio e ex policial, quando seu carro foi visto jogado no lago, a história ficou mais misteriosa – ou menos.

Agora, o ex-namorado é o principal acusado pela morte da advogada. Toda a polícia e a mídia ficará mobilizada para esse caso, especulando e julgando, enquanto o resto do mundo ficará esquecido.

Todos as pessoas que tiverem paciência para assistir televisão, enquanto esse caso é investigado, serão envolvidos e convidados a acompanhar esse reality até o seu fim, podendo inclusive votar pelo seu desfecho.

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_M%C3%A9rcia_Nakashima
Caso Eliza – Quis o destino que outro caso surgisse, antes mesmo que o caso Mércia fosse desvendado. Teria sido um caso comum, sem repercussão, se um dos principais envolvidos no assassinato não fosse goleiro do time de futebol do Flamengo, segundo time mais popular do Brasil, um dos maiores do mundo.

Eliza teria engravidado do goleiro, que não teria gostado nada – mais um caso de gravidez indesejada – Eliza teria, inclusive.  dado entrevista afirmando que seria morta.

Um terceiro elemento, não menos importante no caso, era o amigo de Bruno. Segundo Bruno, era seu amigo que cuidava de seus assuntos pessoais, seu mais que secretário, tendo até tatuagens de seu nome no corpo.

O caso ainda não foi desvendado, mas deverá ser o principal concorrente  do caso Mércia.

Pelo visto, tão cedo, será difícil de assistir aos telejornais.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Eliza_Samudio
Caso Daniela Perez – Esse foi um caso raríssimo, onde a novela estava em horário nobre, literalmente falando.

Daniela Perez desapareceu, sendo seu parceiro na trama, o principal acusado. Pelo visto, foi o último a ver a vítima.

Também nesse caso, a namorada do acusado estava envolvida.

Uma realidade poucas vezes visto na TV, o processo de investigação revelou que a vítima foi submetida a práticas de magia negra, tortura, seguida de morte.

A autora da novela iniciou então uma campanha, não para que ele fosse condenado, mas para que se instituísse  a lei do crime hediondo.

O réu era primário, foi tratado como qualquer condenado da justiça. A lei do crime hediondo foi discutida amplamente, mas pouco se pode fazer.

Pelo que parece, não há tanto interesse em se alterar as leis no país, se bem que as alterações só valeriam para as pessoas da alta sociedade.

Os pobres sequer tem dinheiro para contratar um advogado, ficam anos na cadeia por roubar um pacote de leite.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Daniela_Perez

Altos impostos => corrupção => desvio de verbas => falta de infra-estrutura => falta de justiça => falta de educação => alta criminalidade.

… e a história se repete

By Jânio

julho 24, 2010 Posted by | Policia | , , , , , , , , , , , , , , , | 17 Comentários

Caso Isabela Nardoni distorce a realidade da justiça.

dramalhão na justiça

Caso de justiça

O julgamento de Isabela Nardoni transformou-se em um espetáculo para a classe média, e para as pessoas mais pobres também, mas não foi fácil criar essa enrolação.

O primeiro passo para chamar a atenção das pessoas foi dado no início, pela imprensa marrom, dando ênfase nos detalhes sórdidos, para aumentar a audiência dos programas medíocres. Como o caso se revelou fácil de solucionar, devido aos precedentes, álibis mal sustentados e o ambiente sórdido da família onde a menina vivia, ficou fácil de se chegar aos culpados, segundo a justiça dos homens.

Na realidade, a classe média já tem uma tendência pelos culpados, mas a novela fica muito mais interessante quando os pais, nesse caso o pai do réu, faz questão de defender seu filho até o fim, mesmo não tendo certeza sobre a sua inocência – Seria complexo de culpa?

Crimes como esse não deveriam ter apenas um culpado, nesse caso dois – também não entendi – talvez a acusação queira afirmar que a madrasta má matou a menininha, para depois o pai, ou a própria, jogar a menina do prédio, sendo que o pai a defenderia por amor. Todas as pessoas próximas a vítima tem alguma culpa.

O fato é que, com a audiência garantida na classe média, só faltava criar uma estrutura de novela para o drama. Será que o drama é apropriado para menores de 16 anos? – eu censuraria até os vinte e um anos, mas tudo bem.

Aqui entram as nossas instituições falidas: polícia, legislação, profissionais da área jurídica, etc.

Não é à toa, tamanho sucesso. As pessoas não tem acesso à um reality como esse todo dia, muito menos ver a justiça ser feita, de fato, em seus mínimos detalhes. Parece incrível, mas vai acontecer uma justiça, mesmo que seja preciso mobilizar centenas de pessoas para resolver o caso, tanto da área pública, quanto da área privada – é verdade gente, a iniciativa privada já oferece profissionais na área de criminalística, mas só para os bacanas, e olha que eu nem sei de que é que a família Nardoni vive, mas deve viver bem, pelos registros do reality.

Refletindo melhor, fico imaginando a porcentagem que esse caso representa na área criminal, quantas Isabelas Nardonis são assassinadas pelo Brasil afora, só em Minas Gerais, onde mais se abandonam bebês, o que é praticamente um homicídio, já assisti a vários. Sem falar aquele de Curitiba, pelas investigações, a mãe sofria de depressão, estresse… interessante que ela jogou o bebê, mas na hora de se jogar o estresse não foi suficiente, talvez fosse até melhor que ela tivesse morrido, caso fique comprovado sua doença; a consciência pesada vai ser uma barra para ela, desde que seja inocente, é claro.

O caso de Curitiba foi “interessante” porque a mãe se entregou na hora, diminuindo o agravante.

São milhares e milhares de crimes pelo Brasil afora, alguns nem chegam a ser registrados, porque a própria família não se interessa pela investigação. A polícia nem sempre insiste, afinal, olha o trabalhão que dá uma investigação dessas.

Fica-se com a sensação de que tudo foi resolvido, que a justiça existe. Uma grande ilusão, já que os cortes, nos gastos públicos, quase sempre são feitos com o pessoal, ou seja, na qualidade do serviço público. A imprensa marrom não criou o reality? – a mídia não criou a novela? – então cabe a justiça concluir o caso e mostrar a ilusão de que tudo funciona perfeitamente bem no Brasil.

São com notícias boas que a bolsa de valores sobem e o dólar cai, essa regra vale na estatística dos políticos também, tudo sob controle, a não ser quando São Pedro resolve fazer chover, aí, obriga até o “pobre azarão” do governador Serra a esconder sua candidatura, pelo menos até a chuva passar.

Kassab não teve tanta sorte, foi cassado depois da última tempestade, não sei quem foi o responsável, mas o alagamento tem a ver com isso. Ah! isso tem!

José Roberto Arruda sente a falta de um santo protetor dos políticos, o PMDB quase criou o São Tancredo, mas não foi aceito, nem precisa, quem tem o Sarney…

Viva a República Federativa “Militar” do Brasil!

By Jânio.

março 25, 2010 Posted by | Policia | , , , , , , , | 115 Comentários

Portugal é décimo terceiro entre os computadores zumbis

computadores infectados

O tamanho da ameaça

Os vírus e outras infecções de computadores, são verdadeiras pragas capazes de tirar o sossego de muita gente. Em países subdesenvolvidos, onde o nível de emprego, para profissionais de tecnologia, é pequeno, surgem as maiores ameaças que infernizam o mundo inteiro.

Em primeiro lugar, é preciso dizer que os vírus não são todos iguais, alguns podem provocar o cancelamento de seu acesso a internet, via telefone, ou cancelamento da conta no provedor, ou até processos legais e prisões.

Isso pode acontecer, inclusive, porque você, involuntariamente, passa a ser um criminoso sem saber.

O problema é tão sério que, há alguns anos atrás, a CIA prendeu um internauta, com a ajuda da polícia japonesa, acusado de invadir os computadores da polícia secreta dos Estados Unidos. Mais tarde, descobriu-se que o internauta japonês era inocente, e olha que ele foi pego no flagra; tente imaginar a Polícia Federal arrombando a porta de seu quarto, acompanhado da CIA, polícia secreta americana.

Esse é um problema cada vez mais comum, segunda a Panda ABS, empresa especializada em segurança de internet. Segundo essa pesquisa, Portugal possui um por cento, de todos os computadores do país, infectados por botnets, ocupando a a décima terceira posição no ranking dos países mais infectados do mundo.

Essas pragas, quando infectam os computadores, abrem uma porta na máquina, por onde passam a controlar seu computador remotamente, transformando seu computador em verdadeiros zumbis. Você continuará usando o computador, inocentemente, enquanto sua máquina fará, simultaneamente invasões a bancos, envio de vírus, criando uma verdadeira rede de computadores Zumbis, praticamente impossíveis de serem abordados.

Em começo de carreira, Angelina Jolie protagonizou um filme chamado, se eu não me engano, “Hackers – Piratas da internet”. No filme, os hackers viviam em guerra contra os crackers, que usam as mesmas técnicas mas não resistem a tentação de cometer crimes, com tamanho poder sobre essa tecnologia.

No filme, os hackers se utilizavam de orelhões, ou telefones públicos, para criar conexões. Um orelhão era ligado a outro, que era ligado a um terceiro, e assim subsequentemente.

No controle central, alguns hackers ou crackers, dependendo da finalidade, podem ainda se utilizar de aparelhos móveis, notebooks conectados por satélites, através de celulares de cartão, ou pré-pagos.

Pode parecer coisa de outro mundo, mas para quem já trabalhou em alguma empresa de telefonia e com redes de internet, isso é brincadeira de criança.

Você notará seu computador um pouco mais lento, algumas vezes parece que ele está carregando alguma coisa, mas com as super conexões atuais, aliados a super computadores, isso pode passar despercebido facilmente.

Qualquer pessoa, por melhor profissional que seja, procura formatar o computador na menor suspeita de vírus.

O problema começa quando os malditos técnicos de informática dizem que formatou seu computador, quando, na verdade, fez uma simples limpeza. Formatar, significa zerar a máquina, ou seja, não pode sobrar nada no disco rígido do computador. Se você nota qualquer vestígio de configuração que você havia feito do windows ou Linux, algum programa que você já havia instalado, que não faz parte do pacote do sistema operacional, então seu computador não foi formatado, você foi enganado.

Segundo essa pesquisa, da Panda security, houve um aumento de 30 % no número de computadores infectados, onde os internautas praticam crimes sem saber.

Segundo a pesquisa, a Espanha lidera com 44% das máquinas infectadas, seguido pelos EUA, com 14,4%, com o México aparecendo em terceiro, com 9,3%.

No ano passado, Portugal estava em vigésimo lugar com quase a metade dos computadores infectados, hoje, a coisa está pior, está em décimo terceiro lugar no ranking.

O Brasil se encontra em quarto lugar, Seguido da Argentina e Itália. Em décimo segundo, está o Chile, seguido de perto por Portugal e Alemanha.

Aconselha-se manter sempre um anti-virus atualizado, acompanhado de um bom anti- spyware.

Outras formas eficientes de se combater essa praga seria:

Não utilizar Lan-houses e Cyber cafés, computadores públicos que aumentam o número de contaminação e captura de senhas.

Formatação total da máquina, de dois em dois anos, no mínimo. Formatar demais pode comprometer o disco rígido.

Utilizar computadores diferentes para vida profissional e pessoal.

Evitar internet banking ou digitar dados muito pessoais como: CPF, telefone, identidade, totalmente fora de moda em época de web 2.0.

Trocar as senhas regularmente, de preferência depois de formatar o PC.

Eu, particularmente, não utilizo o Outlook Express, para não usar sua porta, facilitando o envio de dados para crackers, não utilizo programas P2P como o próprio outlook, que utiliza o protocolo smtp, além de outros programas P2P como o MSN e o ICQ.

Estão na lista P2P, peer to peer, par a par, também os compartiladores de MP3 e vídeos de maneira descentralizada, onde o computador compartilha diretamente os arquivos. Nesse caso o computador pode ser tanto cliente (usuário), quanto servidor, mantendo sempre um canal de rede aberto.

Há vários programas que compartilham essa porta: Napster e Ares estão entre eles. O Kazaa usava esse sistema, depois de processado, voltou em sistema via streaming, ou seja, online sem poder baixar, apenas ouvir ou assistir na internet, evitando o sistema o P2P.

Salas de bate papo e o próprio Twitter usam canais irc, portanto, todo cuidado é pouco. Escritório não é lugar para entretenimento virtual.

By Jânio

ranking mundial

ranking por computadores infectados

dezembro 26, 2009 Posted by | segurança | , , , , , , , , , , , , , , , | 6 Comentários

   

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