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As peripécias de Aécio Neves

A história de Aécio Neves

Homem Blindado

setembro 21, 2016 Posted by | Política | , , , | Deixe um comentário

Panamá Papers – O maior vazamento da história

parcialmente escandaloso

Sistema de Poder

Embora, ao contrário de outros líderes mundiais, o nome de Putin não esteja nos documentos vazados, a mídia ocidental centra o escândalo no  presidente russo.

A revelação dos chamados Panamá Papers, (documentos do Panamá) –  vazamento em massa de documentos financeiros das empresas com atividades em paraísos fiscais  –  tornou-se rapidamente uma questão importante dos meios de comunicação em todo o mundo. No entanto, alguns deles optaram por apresentar os dados revelados de uma maneira  bastante seletiva.

De acordo com os materiais descobertos, que inclui 11 milhões e meio de documentos de advogados panamenhos, Mossack Fonseca, doze lideres, estadistas, presidentes e inúmeros nomes importantes no âmbito político, cultural e desportivo de diferentes países, todos relacionados ás empresas em paraísos fiscais. Em uma mensagem no Twitter, Edward Snowden classificou a divulgação como “o maior vazamento da história do jornalismo de dados”.

Quem são os famosos envolvidos?

Entre as personalidades mencionadas estão o primeiro-ministro da Islândia, David Sigmundur Gunnlaugsson; o Rei da Arábia Saudita Abdullah bin Abdelaziz Al Saud; o presidente argentina, Mauricio Macri; o atual presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko ou o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Khalifa bin Zayed bin Sultan Al Nahyan. Também os ex-primeiros-ministros da Geórgia, Jordânia, Qatar, um ex-vice-presidente iraquiano,  um ex-emir do Qatar (Catar),  um ex-presidente do Sudão e o ex-primeiro-ministro ucraniano Pavel Lazarenko, já condenado.

Entre outros nomes relacionados ao caso estão os irmãos Pedro e Agustín Almodóvar, o jogador de futebol Lionel Messi, bem como membros de famílias e parentes de líderes políticos. Entre outros da lista estão amigos próximos do presidente da Rússia, Vladimir Putin , e, apesar de o nome do presidente russo não aparecer em nenhum dos documentos vazados,  a mídia ocidental tem focado quase exclusivamente Putim, dando pouca atenção aos  envolvidos de seus próprios países.

Como a mídia mostra a notícia?

Por exemplo, o jornal britânico The Guardian publicou a notícia sob o título “Revelado: investigação  offshore de 2 bilhões leva à Vladimir Putin” embora, como admite o mesmo jornal, “o nome do presidente não aparece em nenhum dos documentos “. Além disso, o artigo, escrito por Luke Harding,  também vem acompanhado por um vídeo intitulado “Como ocultar bilhões” com uma imagem de Putin no topo.

Ao mesmo tempo, um outro artigo , também assinado por Harding no mesmo dia, centra-se no primeiro-ministro britânico, David Cameron, que “prometeu acabar com o sigilo  em matéria  de impostos  ‘no Reino Unido e descreveu alguns dos mecanismos dos paraísos fiscais que permitem às pessoas  minimizar as suas taxas de impostos como ‘moralmente inaceitável’ ‘.

“Nenhum dos artigos menciona o pai de David Cameron”

“Nenhum dos artigos  [de Luke Harding] menciona pelos nomes qualquer um dos 12  líderes mundiais, atuais e antigos,  identificados nos documentos, nem menciona o pai de David Cameron, que também está lá , ” denuncia o portal off-Guardian. De acordo com os documentos vazados, o pai do primeiro-ministro, Ian Cameron, que morreu em 2010, “usou  Mossack Fonseca para proteger o seu fundo de investimentos, Blairmore Holdings Inc, da taxação de impostos do Reino Unido”. lembrou o  também britânico ‘Mirror’ .

Leia opinião dos especialistas na RT-TV

Lavagem de dinheiro no HSBC da Suíça

Tax Haven – o inferno da economia americana

A história da Rede Globo

Paraísos fiscais da máfia brasileira

Panamá papers – E os magnatas americanos
 

abril 5, 2016 Posted by | Arquivo X, Internacional, Política | , , , , , , | 3 Comentários

A história da Rede Globo

Chegou a Hora

CPI da Globo

As críticas à Rede Globo referem-se ao extenso histórico de controvérsias nas relações desta rede de televisão brasileira com a sociedade do país. A emissora possui uma capacidade sem paralelo de influenciar a cultura e a opinião pública.
A principal polêmica histórica da estação televisiva e das Organizações Globo está ligada ao apoio dado à ditadura militar e a censura dos movimentos pró-democracia nos noticiários do canal. O regime, segundo os opostos à emissora, teria rendido benefícios ao grupo midiático da família Marinho, em especial para o canal de televisão que, em 1984, fez uma cobertura omissa das Diretas Já.  A própria Globo reconheceu em editorial lido no Jornal Nacional, 49 anos depois e pressionada pelas manifestações de junho de 2013, que o apoio ao golpe militar de 1964 e ao regime subsequente foi um “erro”.
No final da década de 1980, a emissora novamente foi alvo de críticas devido à edição que promoveu do último debate entre os candidatos a presidente na eleição de 1989, o que teria favorecido Fernando Collor de Mello. No final da década de 1990, as Organizações Globo enfrentaram diversos problemas financeiros que teriam sido aliviados pelo Estado, apesar de se tratar de uma empresa privada. Durante o período, a emissora utilizou-se de sua influência entre os políticos para conseguir mudar um artigo da Constituição Federal, no qual permitia a entrada de 30% de capital estrangeiro nas empresas de mídia.
Em 2002, o governo federal ofereceu ajuda de 280 milhões de reais à Globocabo através de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  A emissora voltou novamente a ser alvo de críticas pela cobertura supostamente tendenciosa das eleições de 2006 e 2010. Mais recentemente, foi revelado que as Organizações Globo possuem irregularidades junto à Receita Federal. Entre 2010 e 2012, o conglomerado foi notificado 776 vezes por sonegação fiscal.
“Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes em nossa posição. Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente.”
— Roberto Marinho, no jornal O Globo, edição n° 1.596, 7 de outubro de 1984.
A Rede Globo foi fundada em 1965, um ano após o golpe de estado de 1964 e se consolidou como maior rede de televisão do país durante a década de 1970. Neste período, o regime militar implementou uma política de modernização das telecomunicações. Em 1965, criou a Embratel, ao passo em que o Brasil se associou à Intelsat.12 Em 1968, foi criado o Ministério das Comunicações e, no mesmo ano, surgiram as primeiras emissoras de rádio FM e foi criada a AERP (Assessoria Especial de Relações Públicas), que reforçava a necessidade de propagar ideais ufanistas e nacionalistas. Em 1969, o país se integra ao sistema mundial de comunicação por satélite. A intenção do regime era se opôr à hegemonia cultural caracteristicamente de esquerda da época. Uma de suas armas para isso teria sido a televisão, tendo o regime feito vistas grossas à parceria, vetada por lei, entre Roberto Marinho e a multinacional Time-Life, o que contribuiu para o salto tecnológico da Rede Globo.12
Segundo as Organizações Globo, O Globo apoiou o golpe militar de 1964 fazendo parte de um “posicionamento amplamente majoritário” contra o governo do presidente João Goulart.13 Afirma também que Roberto Marinho acreditava na vocação democrática do presidente Castello Branco e na eficácia da política econômica desenvolvida por Roberto Campos e Octavio Gouvêa de Bulhões. No entanto, o grupo nega que o crescimento da Rede Globo se deu graças à estreita ligação de Roberto Marinho com o regime implantado em março de 1964, citando como exemplos disso a dificuldade em obter concessões para canais de televisão em João Pessoa e Curitiba em 1978, alguns casos de censura a sua programação, além do fato de que alguns de seus profissionais eram membros do Partido Comunista Brasileiro.13 No entanto, como apontou Renato Ortiz, a censura não era generalizada, uma vez que “sua principal função era impedir a emergência de determinadas ideias, notícias, publicações que estivessem contrárias à lógica ditatorial de difundir ideais de progresso, harmonia e desenvolvimento”.
Em sua autobiografia, no entanto, Walter Clark, diretor-geral da Rede Globo, confessou ter cancelado os programas de Carlos Heitor Cony e Roberto Campos para satisfazer o coronel Gustavo Borges, chefe de polícia no estado do Rio de Janeiro. Além disso, Clark afirmou ter contratado um ex-diretor da censura para “ler tudo que ia para o ar” e uma “assessoria especial” formada pelo general Paiva Chaves, pelo civil linha-dura Edgardo Manoel Erickson (“pelego dos milicos”, conforme disse) e mais “uns cinco ou seis funcionários”. Além disso, relatou receber o presidente Emílio Garrastazu Médici em seu gabinete na Globo, onde assistiam aos jogos de futebol exibidos pela emissora aos domingos. Segundo ele, o denominado “padrão Globo de qualidade” acabou “passando por vitrine de um regime com o qual os profissionais da TV Globo jamais concordaram”.
Em entrevista ao documentário britânico Beyond Citizen Kane, o ex-ministro da Justiça (1974-1979) Armando Falcão afirmou que “o doutor Roberto Marinho nunca me criou qualquer tipo de dificuldade. Eu, ministro-censor, ele diretor do Globo, da televisão Globo, da Rede Globo, da Rádio Globo, da Rádio Mundial, da Rádio Eldorado, ele nunca me criou dificuldade”.  O próprio Médici chegou a afirmar, sobre o Jornal Nacional, em entrevista: “Sinto-me feliz todas as noites quando ligo a televisão para assistir ao jornal. Enquanto as notícias dão conta de greves, agitações, atentados e conflitos em várias partes do mundo, o Brasil marcha em paz, rumo ao desenvolvimento. É como se eu tomasse um tranqüilizante após um dia de trabalho”. Em 2012, um ex-delegado do Dops relatou a proximidade entre o regime e a Globo.
Em 2013, as Organizações Globo reconheceram e desculparam-se publicamente, através de um editorial publicado no jornal O Globo e que também foi lido por William Bonner durante o Jornal Nacional, por terem apoiado a ditadura militar instaurada no país depois do golpe militar de 1964. No texto do editorial, o jornal afirma: “À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio [ao golpe de 1964] foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma.”

Diretas Já

Comício das Diretas Já em 16 de abril de 1984 em São Paulo.
No dia 25 de janeiro de 1984, foi ao ar, pela primeira vez em rede, aquele que é considerado o primeiro grande comício das Diretas Já, realizado na praça da Sé, em São Paulo. Naquele dia, o telejornal exibiu reportagem de dois minutos e dezessete segundos sobre o tema. No entanto, ocorreu um equívoco durante a escalada do Jornal Nacional; 25 de janeiro é também o dia do aniversário da cidade de São Paulo, e por conta de um suposto erro técnico, o apresentador do telejornal acabou anunciando o comício como parte das comemorações dos 430 anos da cidade. A emissora recebeu críticas que diziam que não havia sido uma falha técnica, mas sim uma manipulação de dados.
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-vice-presidente das Organizações Globo afirmou, em entrevista a Roberto D’Ávila em 2005, que foi Roberto Marinho quem determinou a censura do primeiro grande comício das Diretas Já.  Segundo Boni, “o doutor Roberto não queria que se falasse em Diretas Já” e decidiu que o evento da praça da Sé fosse transmitido “sem nenhuma participação de nenhum dos discursantes”.  O que teria ocorrido no episódio, ainda de acordo com ele, foi uma “censura dupla” (por parte do regime e da emissora). A versão oficial da Globo, relatada no livro Jornal Nacional – A Notícia Faz História, porém, é de que a emissora não omitiu que o comício fizesse parte das Diretas e que é falsa a versão de que emissora noticiou o evento como parte das comemorações pelo aniversário da cidade de São Paulo.

 Caso Proconsult
Em 1982, a Globo teria tido participação no chamado caso Proconsult, uma tentativa de fraudar as eleições para o governo do Rio de Janeiro, impossibilitando a vitória de Leonel Brizola, candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT). A empresa Proconsult, contratada pela Justiça Eleitoral para apurar os votos do pleito, desenvolveu um sistema informatizado de apuração dos votos que, no entanto, não batia com a apuração paralela divulgada pelo Jornal do Brasil e comandada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim. A Globo, que havia publicado editorial favorável ao candidato Moreira Franco na véspera da votação, se ateve à apuração oficial divulgada pelo Proconslt.
Segundo o jornalista Hélio Fernandes, da Tribuna da Imprensa, a fraude só não se concretizou devido à participação do delegado da Polícia Civil Manoel Vidal, escalado para fiscalizar a apuração. Vidal percebeu que havia algo de errado na apuração tendo, em seguida, contatado o também delegado Arnaldo Campana, ligado a Brizola.  O candidato do PDT, censurado nos veículos das Organizações Globo, concedeu uma entrevista aos correspondentes estrangeiros explicando a situação que ocorria. A fraude foi exposta e os jornalistas do conglomerado foram hostilizados nas ruas do Rio de Janeiro. Por outro lado, a emissora respondeu que “nunca contratou a Proconsult” e “se baseava nos números de O Globo, responsável por uma totalização própria, realizada a partir dos mapas oficiais apurados pelo TRE”.

Caso NEC

Durante o regime militar, a NEC Brasil foi obrigada a nacionalizar seu capital. Por isso, cedeu o controle acionário da empresa ao grupo Brasilinvest de Mário Garnero. À época da redemocratização, a NEC Brasil havia se tornado a maior fornecedora de equipamentos de telecomunicação para o governo brasileiro. Em 1986, o então ministro das Comunicações Antônio Carlos Magalhães criou dificuldades econômicas para a NEC Brasil ao suspender os contratos do governo com a empresa, cujo principal cliente era o governo federal. Com o grupo em crise, a NEC do Japão recomprou as ações da NEC Brasil e as vendeu para as Organizações Globo por um milhão de dólares. Logo em seguida, ACM restabeleceu os contratos e a empresa passou a valer 350 milhões de dólares.
Em dezembro de 1986, depois de ACM ter ajudado as Organizações Globo a comprar as ações da NEC Brasil, a Globo concedeu a ACM o direito de tornar sua emissora de televisão na Bahia uma afiliada da Globo, o que ocorreu em janeiro de 1987, um mês após o acordo NEC-Globo. O acordo NEC-Globo foi noticiado na época pela imprensa brasileira (até na própria Globo e na TV Bahia) inicialmente como legal. Porém o acordo ficou sob suspeita quando a TV Bahia deixou inesperadamente de retransmitir o sinal da Rede Manchete para retransmitir o da Globo em janeiro de 1987. A situação gerou um processo dos proprietários da TV Aratu, retransmissora da Globo na Bahia por 18 anos, contra os donos da TV Bahia, mas a contenda judicial terminou três dias depois, quando ficou acordado que a TV Bahia retransmitiria a Globo e, a TV Aratu, a Manchete. A quebra de contrato unilateral por Roberto Marinho ocasionou uma queda de 80% na arrecadação da TV Aratu.
As suspeitas contra o acordo NEC-Globo só vieram a tona nacionalmente com as primeiras denúncias de corrupção do Governo Collor em 1992. Com o fim das empresas do Grupo Telebrás, as Organizações Globo venderam suas ações na NEC Brasil, que teve seu apogeu durante o monopólio estatal das telecomunicações. As operadoras europeias e norte-americanas que compraram as empresas telefônicas estatais optaram por manter seus parceiros ocidentais na área de tecnologia, e a NEC teve sua presença no mercado reduzida. Atualmente, o capital da NEC Brasil pertence 100% à NEC do Japão.

Eleições de 1989 e Impeachment

Fernando Collor de Mello teria sido favorecido pela Rede Globo em detrimento de Luiz Inácio Lula da Silva.

A emissora é acusada de ter ajudado a eleger o candidato a presidente Fernando Collor de Mello (dono da TV Gazeta de Alagoas, retransmissora da Globo) nas eleições de 1989, através da manipulação de trechos do último debate entre Collor e o candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva. Na época do debate, já no segundo turno, as pesquisas apontavam um empate técnico entre os dois candidatos; logo, o confronto na televisão seria decisivo para definir a disputa. Lula se saiu mal no debate, fato reconhecido pelo seu próprio partido.
A Rede Globo, que procurou a isenção na cobertura do processo eleitoral, parece ter assumido um lado na reta final da disputa. Foram exibidas duas reportagens sobre o debate no dia de dezembro de 1989, antevéspera do segundo turno das eleições. Uma delas foi ao ar no Jornal Hoje e, a outra, no Jornal Nacional, sendo essa a mais polêmica. A primeira reportagem mostrou as melhores intervenções de cada candidato e a segunda teria favorecido Collor, pois teria mostrado os melhores momentos dele e os piores de Lula. O PT moveu uma ação no Supremo Tribunal Federal contra a Globo. O partido queria que novos trechos do debate fossem exibidos, a título de direito de resposta, mas o pedido foi negado.
A Globo sempre negou que agiu de má-fé no episódio, mas admite que a edição não foi equilibrada. Segundo Boni, a Central Globo de Jornalismo fez uma edição favorável a Collor, não seguindo a orientação da direção da empresa para que o tratamento fosse imparcial. Já Roberto Marinho, diante da declaração de Boni, afirmou que o então vice-presidente das Organizações Globo não entendia de eleições e que o Jornal Nacional tinha sintetizado de maneira correta o debate, visto que Collor havia se saído melhor. Em 2009, Collor admitiu que foi favorecido pela Globo na disputa.
Grande parte da mídia apoiou abertamente a campanha de Collor à presidência. No entanto, de acordo com o historiador Gilberto Maringoni, doutor em História pela USP, por incapacidade de manter maioria no Congresso e por entrar em confronto com uma parte expressiva do empresariado nacional, Collor acabou por influenciar por si só a mudança de postura da imprensa. A crise econômica com a volta da inflação, uma das consequências do confisco da poupança, e a intensa cobertura investigativa da imprensa ajudaram a impulsionar as manifestações sociais que culminaram no impeachment.

Direito de resposta de Leonel Brizola

Leonel Brizola recebeu direito de resposta a ser veiculado pelo Jornal Nacional após dois anos de disputa judicial.
Em 15 de março de 1994, a Rede Globo colocou no ar, durante o Jornal Nacional, o direito de resposta obtido pelo então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, após dois anos de disputa judicial.32 Brizola havia entrado na Justiça contra a Globo em 1992, depois que o jornalístico de 6 de fevereiro daquele ano divulgou trechos do editorial que seria publicado no dia seguinte pelo jornal O Globo, intitulado “Para entender a fúria de Brizola”. O governador do Rio, que queria impedir a emissora de transmitir o desfile das escolas de samba daquele ano, era acusado pelo editorial do jornal carioca de sofrer “declínio da saúde mental” e de “deprimente inaptidão administrativa”.
Na resposta que foi ao ar, lida pelo locutor Cid Moreira, Brizola dizia não reconhecer na Globo “autoridade em matéria de liberdade de imprensa” e que a emissora teve “longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou nosso país”. Brizola dizia ter sido “apontado como alguém de mente senil”. Na sequência, argumentava: “Ora, tenho 70 anos, 16 a menos que meu difamador, Roberto Marinho, que tem 86 anos. Se é este o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que os use para si”. O portal Observatório da Imprensa avaliou que “a contribuição de Brizola ao país, no campo da política e do avanço social, nunca foi grande coisa […] mas esse célebre episódio foi uma espécie de divisor de águas no capítulo da liberdade de imprensa. Soou como uma senha para a multiplicação de ações e para a escalada de condenações de jornais e jornalistas que se seguiu”.

Eleições de 2006

De acordo com a revista CartaCapital, o Jornal Nacional não informou sobre a tragédia do Voo Gol 1907, mas focou toda a sua edição no “Escândalo do Dossiê”.

Houve várias críticas à forma como a Globo fez a cobertura das eleições gerais de 2006. A emissora teria atuado para prejudicar a campanha do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, dando atenção exagerada a fatos negativos envolvendo o PT. Luiz Carlos Azenha, o repórter destacado para cobrir a campanha presidencial do candidato tucano Geraldo Alckmin, confirma que houve a intenção de prejudicar o PT na cobertura. Segundo ele, “tinha sido determinado desde o Rio que as reportagens de economia deveriam ser esquecidas porque supostamente poderiam beneficiar a reeleição de Lula”. Além disso, Azenha afirma que uma reportagem de sua autoria potencialmente danosa para o então candidato a governador de São Paulo, José Serra, foi censurada pela Globo. As críticas à forma como estava cobrindo as eleições levaram a emissora a fazer, internamente, um frustrado abaixo-assinado em apoio a sua linha editorial.

O evento mais comentado pelos críticos foi quando, na véspera da votação do primeiro turno, a Rede Globo deu enorme destaque à imagem do dinheiro que havia sido apreendido no contexto do Escândalo do Dossiê.

Hoje é sabido que o delegado da PF que havia comandado a operação convidou quatro jornalistas para uma conversa reservada e repassou os CDs com as fotos. A conversa foi inteiramente gravada e nela se pode ouvir os apelos do delegado para que as imagens fossem parar na edição do Jornal Nacional do mesmo dia, 29 de setembro. No caso da Rede Globo, ressalta-se que, na mesma noite em que exibiu as fotos, o telejornal se absteve de informar sobre a tragédia do Voo Gol 1907, em que morreram 154 pessoas. Assim, ao mesmo tempo em que a notícia já repercutia no mundo inteiro, a edição ao vivo do jornal se dedicava somente a dar destaque à divulgação do escândalo político. Por outro lado, segundo publicado pela emissora no Memória Globo, era “impossível dar a notícia durante a exibição do jornal, já que não haviam informações concretas sobre o acidente”:
“ Os rumores de que um avião da Gol não pousara no horário certo em Brasília chegaram à redação do Jornal Nacional por volta de 20h10, quando o telejornal já estava no ar. A partir desses rumores, iniciou-se uma corrida frenética para verificar o que houve com o avião, com exatidão, para que não se criasse pânico na população. A primeira confirmação era de que, de fato, um avião da Gol estava desaparecido desde as 18h10, mas a Infraero não confirmava a rota nem o número do voo. Sem essas informações, era impossível divulgar uma informação sobre o avião desaparecido, sem provocar grande angústia em todos aqueles que tinham parentes ou amigos voando Gol. Não eram poucos: no dia 29 de setembro de 2006, 54 aviões da Gol levantaram voo. Cada um deles podia levar até 144 passageiros; a ocupação média era de 80% dos assentos. A Gol calcula que transportou naquele dia 6.200 pessoas. Não divulgar o número do voo ou a rota seria colocar sob suspeição todos os 54 voos, um procedimento que um telejornal líder de audiência, visto por milhões, não pode fazer. Enquanto esteve no ar, até as 20h45, o Jornal Nacional, e nenhum outro telejornal de outra emissora, conseguiu esses dados. ”
Algumas semanas após o fim das eleições, Rodrigo Vianna, repórter que estava se desligando da emissora, divulgou uma carta aberta onde critica várias das posturas da emissora durante o período eleitoral, dando sua visão de como os processos se davam internamente. Na carta, Vianna diz, assim como Azenha, que a direção da emissora barrou reportagens e investigações que envolvessem o PSDB e o então candidato ao governo de São Paulo, José Serra. Segundo ele, alguns jornalistas questionaram as opções editoriais da Globo, mas não receberam respostas convincentes de seus superiores. Logo após as eleições, Vianna foi afastado da cobertura política e destacado para atuar nos jornais locais. O comentarista político Franklin Martins, que mais tarde se tornaria Secretário de Comunicação Social de Lula, também foi afastado. Segundo Vianna, “Do Bom dia Brasil ao Jornal da Globo, temos um desfile de gente que está do mesmo lado”.

Jingle de aniversário
Em 18 de abril de 2010, a emissora lançou, no Fantástico, uma campanha em comemoração aos seus 45 anos de rede, que aconteceria em 26 de abril daquele ano. O logotipo da emissora aparecia ao lado do número quarenta e cinco e de frases de atores da emissora, falando frases do jingle como “todos queremos mais”. Em determinado trecho da peça, os atores falam: “Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais”. Segundo o deputado federal do Paraná e secretário de Comunicação do PT, André Vargas, o jingle embutiria, de forma disfarçada, propaganda favorável à José Serra, candidato a presidente pelo PSDB, concorrente do PT. Na mensagem estavam embutidas o “45”, o número de registro do PSDB no Tribunal Superior Eleitoral, e frases do jingle como “todos queremos mais”, o que, de acordo com os petistas, seria uma referência ao slogan de Serra, “o Brasil pode mais”.
Logo no primeiro dia de veiculação da campanha institucional dos 45 anos, a TV Globo tirou do ar a campanha. A emissora afirma que o filme foi criado em novembro de 2009, quando “não existiam nem candidaturas muito menos slogans, mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme.” O colunista Luís Nassif, no entanto, contestou a justificativa da emissora, afirmando que a campanha teria sido gravada em 14 de abril, três dias depois que Serra lançou sua pré-candidatura, apontando para isso notícias do próprio portal da Globo.com.

Agressão a José Serra

Uma reportagem apresentada pela Globo no segundo turno da campanha apontava que José Serra havia sido agredido com um rolo de fita por militantes petistas durante um ato da campanha no Rio de Janeiro, passando mal em seguida e dirigindo-se a um hospital onde foi examinado. Ele teria cancelado os demais compromissos do dia por ordem médica. Entretanto, uma reportagem do SBT mostrou que Serra havia sido atingido por uma bolinha de papel, continuou caminhando até receber um telefonema, e então, 20 minutos depois, é que levou a mão à cabeça para se queixar do “golpe”. Serra teria, então, feito uma tomografia, mas não foi encontrado nenhum ferimento. O ocorrido gerou uma onda de críticas no Twitter à cobertura promovida pela Rede Globo do episódio, fazendo com que as hashtags #serrarojas (uma referência ao jogador de futebol chileno Roberto Rojas, que bolou uma suposta agressão para cancelar uma partida das eliminatórias da Copa do Mundo de 1990 e evitar que a seleção brasileira vencesse a chilena) e #BolinhadePapelFacts se popularizassem.
No dia 21 de outubro de 2010, a Folha de S. Paulo publicou uma reportagem na qual revelava que Serra havia sido atingido por um rolo de fita adesiva depois da bola de papel. No mesmo dia, o Jornal Nacional levou ao ar uma reportagem completa sobre o assunto. Em 22 de outubro, ambos Folha e O Estado de S. Paulo confirmaram que Serra fora atingido em dois momentos: primeiro por uma bola de papel, e dois por um rolo de fita. O SBT também confirmou em seu telejornal SBT Brasil que as imagens da bolinha de papel eram anteriores ao ataque com o rolo. Cinco dias depois, a revista Veja publicou uma reportagem intitulada “Pau na democracia”, cuja possuía trechos na qual o jornalista Fábio Portela acusava o SBT de omitir o rolo de fita que fora jogado à cabeça de Serra. O canal, por sua vez, respondeu que “o telejornal SBT Brasil veiculado no dia do episódio, quarta-feira 20, exibiu apenas as imagens captadas por nossas câmeras, que registraram o incidente com a bolinha de papel. Até aquele momento não tínhamos conhecimento de outro vídeo captado por um jornalista da Folha de S. Paulo, por celular, que mostrava o episódio posterior, em que um rolo de fita crepe atinge a cabeça do candidato Serra. Quando tomou conhecimento desse novo fato, o SBT tratou de registrá-lo no mesmo dia em seu telejornal da meia-noite. No SBT Brasil do dia seguinte, quinta-feira, o apresentador Carlos Nascimento voltou ao assunto, ressaltando que o segundo incidente não fora captado por nossa equipe, mas frisou que o candidato José Serra fora atingido duas vezes em um intervalo de poucos minutos.”
Não houve, portanto, nenhuma disputa entre SBT e Globo sobre bolinha de papel. Em todo o episódio, o mérito, a bem da verdade, foi da Folha de S. Paulo. Foi o jornal quem noticiou primeiro a agressão a Serra com um rolo de fita adesiva. Foi o jornal quem pôs na internet um vídeo do momento da agressão. O Jornal Nacional, num trabalho independente, confirmou os achados da Folha. 
 Eleições municipais no Brasil em 2012
Houve várias críticas à forma como a Rede Globo fez a cobertura do julgamento do caso conhecido como Mensalão, que coincidiu com as eleições municipais no Brasil em 2012. No mês de outubro de 2012, às vésperas do segundo turno das eleições municipais, o Jornal Nacional dedicou 18 dos seus 32 minutos de duração para abordar o julgamento, tendo ainda como agravante o fato da matéria ter ido ao ar imediatamente após o fim do horário eleitoral, que, em São Paulo, foi encerrado com o programa de Fernando Haddad, candidato do PT. Durante todo o segundo turno o noticiário do mensalão foi apresentado pelo telejornal sempre logo após ao fim do horário eleitoral.

Manifestações de 2013

Durante a série de manifestações populares que ocorreram em várias cidades brasileiras em 2013, protestos em frente às sedes da emissora aconteceram por todo o país. A sede da empresa em São Paulo teve estrume lançado sobre a sua fachada, além dos muros terem sido pichados. 5 No protesto na sede da emissora no Rio de Janeiro, os manifestantes entraram em confronto com a polícia.
A emissora foi alvo de várias críticas pelas redes sociais durante os protestos. No dia 19 de junho, durante o Jornal Nacional, a apresentadora Patrícia Poeta leu um editorial feito pela própria emissora, falando sobre os atos contra a rede. No dia seguinte, a emissora exibiu flashes sobre as manifestações em todo o país. Estava marcado, para o mesmo dia, uma cobertura de um jogo da Copa das Confederações FIFA de 2013, mas a cobertura foi cancelada e a emissora decidiu priorizar a cobertura dos protestos; duas novelas não foram levadas ao ar naquele mesmo dia: Flor do Caribe e Sangue Bom. Por tal razão, a emissora perdeu audiência, mas sua atitude foi bem-recebida na internet.

 Eleição presidencial brasileira de 2014

Em 8 de agosto de 2014, pouco antes do início do horário eleitoral, matérias veiculadas em O Globo e nos telejornais da emissora acusaram o Palácio do Planalto de alterar informações nas páginas de Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg na Wikipédia, com o objetivo de difamá-los. As edições, feitas em maio de 2013 por um dispositivo conectado à rede de internet do Palácio, qualificam as análises de Leitão como “desastrosas” e a acusa de ter defendido “apaixonadamente” o banqueiro Daniel Dantas quando este foi preso pela Polícia Federal, citando como prova um comentário de Leitão na Rádio CBN onde ela defendia a inocência de Dantas. Já Sardenberg é acusado de ser crítico à política de juros do governo por ter um irmão que trabalha na Febraban.
O Palácio do Planalto, em nota, explicou que não possui maneiras de identificar o autor das críticas, uma vez que o IP usado para a alteração servia tanto à rede interna quanto à rede sem fio, o que possibilitaria a qualquer visitante fazer tal alteração. As Organizações Globo foram criticadas por divulgar alterações nas biografias de seus contratados na Wikipédia, ferramenta de caráter colaborativo e aberta à edição de todos e que, segundo seu próprio criador, Jimmy Wales, não deve ser usada como fonte primária de informação. Também foi criticada por só noticiar a alteração mais de um ano depois e em período de campanha eleitoral. O jornalista Miguel do Rosário relatou caso semelhante que ocorreu na rede sem fio da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo e disse que já visitou o Palácio do Planalto, onde obteve acesso à senha da rede sem fio do gabinete presidencial. A Globo, segundo seus críticos, estaria descontente com a possibilidade de disseminação de informações produzidas de maneira não-linear pela internet.

Luta do UFC gravada

Em 27 de maio de 2012, houve uma luta do UFC transmitida pela Globo, que dizia ser “ao vivo”, mas o Combate, pertencente à Globosat, exibiu a luta 30 minutos antes da Globo.65 Ou seja, a Globo gravou a luta, mas pôs “ao vivo” em cima do seu logotipo na marca d’água, o que gerou críticas contra a emissora, principalmente nas redes sociais.
Monopólio de transmissão em eventos esportivos
Críticas à Rede Globo Acho que a CBF não tem uma interferência dentro do futebol tão grande. A CBF cuida apenas da Seleção Brasileira. Quem realmente cuida do futebol brasileiro é a Globo. A gente sabe que a Globo trabalha na dependência da novela. A gente brinca aqui no Coritiba que os jogos de quarta-feira só rolam depois do último beijo da novela. Críticas à Rede Globo
— Alexsandro de Souza, jogador do Coritiba

A Rede Globo é frequentemente acusada de deter o monopólio das transmissões esportivas, principalmente do Campeonato Brasileiro de Futebol. Esse monopólio, que começou aos poucos no início dos anos 90, só foi facilitado graças ao lançamento das primeiras operadoras de TV por assinaturas no Brasil, coincidindo também com a desistência das principais redes concorrentes em exibir tais eventos esportivos, sob alegação de que possuíam altos custos de transmissões e baixa audiência. Depois disso, com esses direitos oferecidos às Organizações Globo, configurou-se a prática de cartel, que impedia outras redes transmitir as partidas, já que até então os canais das Organizações Globo eram os únicos a transmitir, dividindo as transmissões com a Bandeirantes.
Em 20 de outubro de 2010, depois de 10 anos de tentativas, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) emitiu orientação ao Clube dos 13 (grupo que reúne 20 grandes times do futebol brasileiro, mas é chamado Clube dos 13) para que não desse preferência à Globo na transmissão das partidas de futebol do Campeonato Brasileiro e que se comprometesse a oferecer pacotes diferentes de divulgação para cada tipo de mídia (TV aberta, TV fechada, pay per view, internet e celular) a partir dos campeonatos de 2012 a 2014.69 Apesar disso, o Clube dos 13 desrespeitou a orientação do CADE e firmou contrato com a Rede Globo para todas as mídias. Dessa maneira, a Globo manterá seu monopólio sobre a transmissão do Campeonato Brasileiro, pelo menos até 2015.
Segundo matéria do Esporte Fantástico da Rede Record, exibida em 17 de agosto de 2013, a Globo seria a principal responsável pelo baixo público presente nas partidas do Campeonato Brasileiro de Futebol daquele ano. Segundo a reportagem, a prática da emissora carioca de forçar a exibição das partidas após o final da novela das nove, com início por volta das 22 horas, inibe a presença do público nos estádios. Poucos dias antes, em entrevista ao portal LanceNet, Alexsandro de Souza, artilheiro do Coritiba, declarou que a prática da emissora é desumana para com os torcedores. Recentemente, a Record conseguiu quebrar o monopólio da Globo ao adquirir os direitos de transmissão de grandes eventos esportivos como Olimpíadas de Inverno de 2010, Jogos Pan-americanos de 2011, Olimpíadas de 2012, Olimpíadas de Inverno de 2014, Jogos Pan-americanos de 2015 e Olimpíadas de 2016 (essa última em parceria com a Globo e a Band). Apesar disso, a Globo manteve o direito de transmissão da Copa do Mundo FIFA de 2018 e de 2022, num processo de concorrência criticado pela Record por sua falta de transparência.

Receita Federal e Criança Esperança

As Organizações Globo possuem problemas com a Receita Federal. Entre 2010 e 2012, o conglomerado foi notificado 776 vezes por sonegação fiscal. A maior parte das autuações envolve a apreensão de equipamentos, sem o recolhimento de impostos, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.10 Ainda segundo a Receita, a empresa praticou fraude contábil ao negociar um perdão de R$ 158 milhões em dívidas com o banco JP Morgan em 2005.3 A emissora, multada em 730 milhões de reais, contesta a cobrança, mas foi derrotada em uma das instâncias do Ministério da Fazenda, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em setembro de 2013. Além disso, o conglomerado teria sonegado o Imposto de Renda ao usar um paraíso fiscal para comprar os direitos de transmissão da Copa do Mundo FIFA de 2002.3 Após o término das investigações, em outubro de 2006, a Receita Federal quis cobrar multa de R$ 615 milhões da emissora.3 No entanto, semanas depois o processo desapareceu da sede da Receita no Rio de Janeiro.3 Em janeiro de 2013, a funcionária da Receita, Cristina Maris Meinick Ribeiro, foi condenada pela Justiça a quatro anos de prisão como responsável pelo sumiço. No processo, ela afirmou ter agido por livre e espontânea vontade.
Um documento datado de 15 de setembro de 2006, liberado pelo site WikiLeaks em 2013, cita que a Rede Globo repassou à UNESCO apenas 10% do valor arrecadado desde 1986 com a campanha filantrópica Criança Esperança, promovida em parceria com a agência das Nações Unidas (à época 94,8 milhões de reais).72 73 A emissora afirmou “desconhecer” essa informação e afirmou que “todo o dinheiro arrecadado pela campanha é depositado diretamente na conta da Unesco”.
Beyond Citizen Kane

Chico Buarque participou de Beyond Citizen Kane, concedendo um depoimento para a equipe de produção.

Em 1993, o Channel Four, uma grande cadeia de TV britânica, produziu um filme, criado por Simon Hartog e intitulado Beyond Citizen Kane, que conta a história da Rede Globo de Televisão e suas “ações sombrias” no país até o ano de 1990. O documentário foi proibido no Brasil desde 1994, graças a uma ação judicial movida por Roberto Marinho. Atualmente existem poucas cópias em circulação no Brasil, além de versões piratas circulando pela internet, como no YouTube. O filme conta com a participação de alguns artistas, políticos, e especialistas como Luiz Inácio Lula da Silva, Chico Buarque, Leonel Brizola e Washington Olivetto. O documentário jamais esteve no circuito de cinemas brasileiros e a exibição que ocorreria no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro foi proibida pelo então presidente da República, Itamar Franco.
No país, o documentário recebeu o título de Muito Além do Cidadão Kane. O título teve origem no personagem Charles Foster Kane, criado em 1941 por Orson Welles para o filme Citizen Kane, que por sua vez, tratava-se de um um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo empregaria a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como fazia Kane no filme. De acordo com matéria veiculada na Folha Online em 28 de agosto de 2009, a produtora que montou a filmagem é independente e a televisão pública britânica não teve qualquer relação com seu desenvolvimento. Já a Record sustenta que a BBC, outra emissora pública do Reino Unido, estaria relacionada com sua produção.
O documentário é dividido em 4 partes:
na primeira parte é mostrada a relação entre a Rede Globo de Televisão e o período militar, em que se veem fatos sociais que ocorreram no país em decorrência do governo;
na segunda parte apresenta-se o acordo firmado entre a Globo e o grupo Time-Life;
na terceira parte evidencia-se o poder do proprietário da emissora, Roberto Marinho. Mostra-se também o suposto apoio da mesma à saída dos militares do poder, na figura do candidato à presidência da República Tancredo Neves;
na quarta parte, tida como a mais importante e reveladora do filme, mostram-se às claras “os envolvimentos ilegais e mecanismos manipulativos utilizados pelas Organizações Globo em suas obscuras parcerias para com o poder em Brasília”. Contudo, o documentário não apresenta fontes primárias, apenas entrevistas.
A Globo tentou comprar os direitos de exibição do filme. Entretanto, antes de morrer, Hartog formou um acordo com organizações brasileiras para que os direitos de exibição do documentário não caíssem nas mãos da emissora, a fim de que este pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas quanto culturais. O canal perdeu o interesse em comprar o filme quando os advogados da emissora descobriram tal acordo, mas até hoje uma decisão judicial proíbe a exibição de Beyond Citizen Kane no Brasil. De acordo com a Folha de S. Paulo, na década de 1990, a direção da Record havia tentado comprar os direitos de exibição do documentário, mas “percebeu que haveria uma disputa judicial com a TV Globo a respeito das muitas imagens retiradas da programação deles. Então decidiu não comprá-lo”. No entanto, em agosto de 2009, no auge de uma troca de acusações mútuas entre as emissoras, provocadas por acusações de lavagem de dinheiro da Igreja Universal do Reino de Deus, a Record comprou os direitos de transmissão do documentário por aproximadamente 20 mil dólares, e espera a autorização da justiça para transmiti-lo.

Escândalo do Papa-Tudo

“E assim, usando uma grande rede de televisão, […] uma grande vendedora agindo diretamente junto ao público infantil induzindo a que crianças pedissem aos pais para comprarem, […] associados ao insuspeito ‘titio’ Artur Falk, foi dado um dos maiores golpes – conto do vigário – na população tola, que acredita na Rede Globo, que compra os produtos que ela anuncia que doa para as “instituições de caridade”, abençoadas pela Globo. Pobre população ludibriada que se comove com os trambiques glamourizados da televisão”.
—Antônio Paiva Rodrigues, Observatório da Imprensa.
No início da década de 1990, com a finalidade de concorrer com a Tele Sena, pertencente à Silvio Santos e seu conglomerado,79 a Globo lançou em parceria com o então banqueiro Artur Falk um título de capitalização intitulado Papa-Tudo, que tinha César Filho e Fausto Silva como apresentadores e Xuxa Meneghel como garota-propaganda. A venda era semelhante à da concorrente supracitada: o título era adquirido em casas lotéricas e unidades da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, e, caso o comprador não fosse contemplado, poderia resgatar metade do valor pago após um ano ou comprar um novo título pela metade do preço. Antes mesmo do lançamento, o jornalista Hélio Fernandes, da Tribuna da Imprensa, disse que “aquilo cheirava a um grande golpe e que não tinha uma chance em um milhão de dar certo um empreendimento entre Artur Falk e Roberto Marinho”.
Consoante o Observatório da Imprensa, “prometiam que, além da recompra garantida, os futuros compradores ainda concorreriam a grandes prêmios milionários e parte da arrecadação ainda seria destinada a instituições de caridade. E numa colossal e obscena ‘pirâmide’, infestaram o Brasil inteiro com promessas milagrosas de enriquecimento fácil, sempre tendo à frente a exclusividade da Globo, a insuspeita Xuxa e a benemerência de instituições de caridade. Embalado pelos heróis da Globo e pelos “embaixadores” da Unicef, o país inteiro comprou, muitas e muitas vezes, os bilhetinhos do ‘titio’ Artur Falk, veiculados pela Rede Globo e apresentado pela irrepreensível Xuxa”.80 Entretanto, chegou uma época que a ECT e as lotéricas pararam de resgatar os bilhetes, pois não recebiam os prêmios do Papa-Tudo. O título anunciou que indenizaria os compradores, mas tal ato não ocorreu. Todo o escândalo culminou na prisão de Artur sob a acusação de estelionato. Por outro lado, ninguém da emissora foi responsabilizado.
Compra da TV Paulista
Em 1955, Oswaldo Ortiz Monteiro decidiu vender a TV Paulista, a qual era proprietário, às Organizações Victor Costa, devido às dificuldades enfrentadas pela emissora. 55% do capital da concessão, formada por 15.099 ações, foi entregue ao conglomerado. Victor Costa morreu enquanto aguardava a transferência da TV Paulista para seu nome ser aprovada pelo então Departamento Nacional de Telecomunicações (DENTEL). O filho de Costa ficou no comando, embora as ações de controle ainda ficassem em nome dos ex-acionistas. Nove anos depois, ele vendeu o canal à Roberto Marinho, mesmo sem os documentos de transferência, mas as ações originais de controle continuaram em nome da família Ortiz Monteiro por mais 13 anos. Em 1977, o Dentel aprovou a transferência das ações dos Ortiz Monteiro para Roberto Marinho, com base nos recibos e procurações apresentados pela Globo. Então, a emissora foi transformada em TV Globo São Paulo.
Após a morte de Monteiro, em 1990, sua família começou a investigar uma possível fraude na compra da TV Paulista pela Rede Globo. Uma perícia realizada no ano de 2003 pelo instituto paulista Del Picchia revelou que as assinaturas foram falsificadas e incluíram desde nomes de pessoas falecidas antes da transferência até o uso de máquinas de escrever que ainda não existiam na época do ato. Os advogados da cadeia carioca, por outro lado, apresentaram parecer técnico do perito Antonio Nunes da Silva atestando que os recibos e procurações em poder da família Marinho eram autênticos. Em 2010, foi confirmado pelo Superior Tribunal de Justiça que os documentos eram verdadeiros. Em contrapartida, quatro anos depois, o senador Roberto Requião, do PMDB do Paraná, protocolou no Senado um requerimento ao Ministério das Comunicações com informações sobre os supostos atos administrativos irregulares que aprovaram a transferência da concessão do canal 5 à Marinho.
TV Diário fora das parabólicas

No dia 25 de fevereiro de 2009, a TV Diário, emissora pertencente ao Sistema Verdes Mares, também proprietário da TV Verdes Mares, afiliada da Globo em Fortaleza, deixou de ser transmitida pelo satélite de antenas parabólicas, pela qual alcançava toda a América do Sul e parte do Caribe, e pelas afiliadas que possuía pelo território brasileiro, deixando os telespectadores surpresos. Os que tentaram assistir à programação da Diário pelas afiliadas passaram a acompanhar outras redes a partir daquele dia.86 Consoante informações anteriores e posteriores à saída da rede, a saída da programação da TV Diário do satélite deveu-se a pressões das Organizações Globo ao Sistema Verdes Mares, que era responsável pela TV Verdes Mares, “por conta do excessivo crescimento da audiência da TV Diário em muitos locais do país, inclusive no eixo Rio-São Paulo, o que ameaçava os nichos de mercado da Rede Globo”.

Ao sair do satélite, a emissora passou a restringir sua cobertura apenas ao estado do Ceará, além dos estados vizinhos e algumas cidades do interior do estado de São Paulo pela TV aberta e sistemas de televisão por assinatura, entre elas a Você TV, através da DTHi, a partir de agosto de 2009. Com a saída da Diário do satélite, a Rede União tornou-se a única rede instalada no Ceará exibir satélite em todo o Brasil e todas as Américas (do Sul, Central, Norte e ilhas do Caribe) partes da Europa e África. A Rede Globo respondeu que “a TV Globo, como cabeça da Rede Globo, formada por 121 emissoras, procura harmonizar os sinais de VHF e UHF de forma que estes fiquem circunscritos a seus territórios de cobertura. Desta forma, em busca de uma harmonia entre todos e pelo respeito recíproco aos interesses, a atuação da TV Diário estará restrita a seu território de cobertura, não sendo mais captada em territórios de outras afiliadas. Seu sinal permanecerá no satélite, cobrindo o estado do Ceará, porém, codificado”. A atitude da Globo foi amplamente criticada; moradores da região Nordeste promoveram um boicote ao canal de TV no dia 13 de março de 2009, mas o movimento não repercutiu. Um acontecimento semelhante ocorreu com a Amazon Sat, de propriedade da Rede Amazônica, que entre os anos de 1998 e 2004 podia ser assistida pelas parabólicas, entretanto a partir daí o sinal foi codificado e somente pode ser captado por parabólicas com receptor digital através da aquisição de cartão com o código para decodificação. A partir de 2014, a emissora voltará a ser transmitida nacionalmente, através do satélite SES-6, utilizado pela Oi TV.

Discriminação

No dia 16 de setembro de 2008, o humorístico Casseta & Planeta, Urgente! levou ao ar um quadro chamado Otário Eleitoral Gratuito, onde um dos candidatos, o personagem “Tinoco, o homem toco”, que não tinha braços nem pernas, declarava: “Você me conhece: eu sou o Tinoco, o homem toco. Vote em mim, que eu não vou meter a mão; e se eu roubar não vou conseguir fugir”, de modo a “debochar genericamente dos políticos e dos deficientes físicos”. Tal conteúdo levou o Grupo de Ação pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais a abrir um processo na Procuradoria Regional dos Diretos dos Cidadãos de São Paulo contra a TV Globo de São Paulo por discriminação às pessoas deficientes.
Troca de nomes
Em 2011, a rede foi processada pelo bartender Igor Pachi, que teve sua imagem confundida com a do BBB Igor Gramani. De acordo com sua advogada, Shirley Klouri, “a Globo, sites do Grupo e o canal Multishow exibiram fotos e vídeos de seu cliente na divulgação do programa e causaram problemas a ele”. O rapaz conseguiu uma liminar pedindo a retratação da cadeia e indenização mínima de 150 salários mínimos.
Edições na Wikipédia
Em 8 de agosto de 2014, uma matéria do portal de O Globo96 afirmou que um dispositivo conectado à internet através da rede sem fio do Palácio do Planalto alterou, em maio de 2013, informações das páginas de Miriam e Carlos Alberto Sardenberg na Wikipédia, com o objetivo de difamá-los. As informações inseridas no artigo de Miriam qualificavam suas análises e previsões econômicas como “desastrosas”, além de acusá-la de ter defendido “apaixonadamente” o banqueiro Daniel Dantas quando este foi preso pela Polícia Federal.61 Esta última acusação ocorreu em razão de comentário de Miriam na Rádio CBN onde ela defendia a inocência de Dantas.
O Palácio do Planalto, em nota, explicou que o endereço IP usado na alteração era utilizado tanto pela sua rede interna quanto pela rede sem fio do Palácio. Isso possibilitaria a qualquer visitante do Planalto realizar tal alteração. No entanto, o Planalto identificou o autor das alterações como sendo um servidor da Secretaria de Relações Institucionais e o funcionário foi exonerado.
As Organizações Globo foram criticadas por divulgar alterações das biografias de seus contratados na Wikipédia, ferramenta de caráter colaborativo e aberta à edição de todos e que, segundo seu próprio criador, Jimmy Wales, não deve ser usada como fonte primária de informação.61 Também foram criticadas por só terem noticiado as alterações em plena campanha eleitoral de 2014. O jornalista Miguel do Rosário divulgou que um usuário que navegava através da rede da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo inseriu uma calúnia na biografia do músico Raul Seixas. Ele também relatou que já visitou o Palácio do Planalto e que teve acesso à senha da rede sem fio do gabinete presidencial.

Fonte: Wikipedia

Obs: Para saber mais, clique na palavra Globo abaixo

março 13, 2015 Posted by | televisão | , , , , | 14 Comentários

Justin Bieber – O famoso mais desconhecido

polêmicas envolvendo Justin Bieber

Escândalos de Justin Bieber

Justin Bieber passou como um furacão pelo Brasil e, apesar de ser apenas um menino de 19 anos, não deixou de causar polêmica.

Eu achei estranha essa imagem de menino rebelde que o Justin está passando, mas também sei que isso faz parte do marketing pessoal moderno: chamar a atenção.

Pelo menos no caso da “garrafada”, não dá para negar que é sério, ele não é a primeira celebridade teen a ser atingido por objetos no palco. Também não dá para duvidar das imagens da garota, feitas na cama, não depois das imagens do vai-e-vem de carros e prostitutas na casa alugada por ele.

Eu fiquei pensando no que levaria um cara famoso a dormir com uma prostituta. É claro que Jack Nicholson estava certo ao dizer que as prostitutas pagas são mais confiáveis que as vagabundas de plantão que não cobram nada, mas passam o resto da vida lhe atormentando. Acontece que ele dormiu literalmente e, aí, é demais para um bad boy, não é mesmo?

Para um cara “dormir” com uma prostituta, mesmo que ela não seja lá essas coisas, é preciso que o cara esteja muito bêbado ou que realmente não goste de “to play de game”.

Mas, tudo bem, prostituição é crime só no papel, a não ser que a menina do vídeo seja de menor porque, aí, nem Michael Jackson escapa.

Crime mesmo é pichar o muro, mas não no papel. É, porque grafite é legal e é arte, só a pichação é crime.

Acontece que para um bad boy, grafite parece coisa de mulherzinha, então, a adrenalina só corre nas veias se for algo ilegal. Por isso eles picham, porque é isso o que eles estariam fazendo, caso não fossem celebridades.

O problema é que paparazzi é pior que p***, vive da desgraça alheia, pior, são como pragas quando grudam, sabendo que um flagrante seria suficiente para ganhar uma “boa grana”.

Assim, quando o cara pensa que está só, lá está o paparazzi tirando as malditas fotos.

Aí vem a burocracia, só para nos lembrar que rico nunca vai preso, nem quando está envolvido com prostituição, nem quando está pichando muros. Ele simplesmente é envolvido numa “arapuca” sistemática, forçando-o ao pagamento de propinas para fugir da encrenca. Eu tenho certeza que muitas celebridades pagariam dez vezes mais para não serem manchetes de tabloides de quinta categoria.

Justin Bieber está acostumado com o primeiro mundo e nem imaginava que aqui não há lei alguma, portanto, invasão de privacidade é sempre a audiência do dia. Nem as grandes corporações respeitam a lei, ao invés disso, são os piores bandidos, inclusive financiando os cargos de autoridades que deveriam promover a lei.

Do you really know me? Você realmente me conhece?

Não, Justin Bieber, ninguém te conhecia na intimidade, mas agora já era, meu filho.

Seja bem-vindo a selva!

OBS: Apesar das fofocas, eu não li ele falando mal do Brasil no Youtube e Twiter dele.

novembro 8, 2013 Posted by | Reflexões | , , , , | Deixe um comentário

O homem mais endividado do mundo

top falidos

Eike Batista

Os números relacionados à Eike Batista assustam. Eike, que já foi o sétimo homem mais rico do mundo, segundo números declarados formalmente, já que os números informais não mentem, mas também não mostram absolutamente nada, caiu assustadoramente para o número noventa e nove da lista dos mais ricos do mundo e, por pouco, não sai do grupo dos top cem.

Eike vai deixando de ser um dos homens mais ricos do mundo para se tornar o mais endividado.

Considerando a sua fortuna no ano de 2.013, cerca de 10,5 bilhões de dólares, comparando com a sua dívida atual, praticamente se anulam os números. Só com o BNDES e com a Caixa Econômica Federal, a dívida ultrapassa seis bilhões, nenhum dos grandes bancos credores de Eike estão abaixo de um bilhão.

Entretanto, ajustando-se o real ao dólar, apenas a metade de sua fortuna foi pelo ralo.

Esta é a boa notícia do presente porque, para o futuro, a previsão não melhora em nada. Especialista acreditam que a atual fortuna de Eike devera se reduzir pela metade, novamente, sempre baseando-se na desvalorização das ações, o que levaria os atuais 50% para 25%.

Aí, sim, a coisa poderia se complicar bastante, afinal de contas, as ações caindo, não significa que as dívidas fiquem menores, muito pelo contrário, as dívidas tendem a aumentar.

O efeito dominó no mercado financeiro é implacável, principalmente quando um empresário demonstra não saber o que fazer, numa área em que ele deveria conhecer muito bem. Isso assusta os investidores, provocando o que estamos vendo.

A pergunta marota é inevitável: Será que isso tudo foi planejado? Eu acredito que não, já que os corruptos brasileiros não costumam agir dessa forma, entretanto, não é difícil criar uma teoria de conspiração.

Essa história de pre-sal sempre foi muito criticada pela direita, apesar de poucas pessoas saberem o que de fato isso era ou o que representava. Nenhum grande investidor estrangeiro estava interessado no tal pre-sal, apesar disso, as empresas de nosso governo sempre estiveram dispostas a emprestar fortunas para empresas ligadas ao pre-sal, como foi o caso dos 10 bilhões investidos pelo BNDES em Eike.

Nós conhecemos muito bem a história desses bancos de desenvolvimentos do governo, também conhecemos a história da Caixa Econômica Federal e o Grupo Sílvio Santos.

Com tanto dinheiro entrando nas empresas de Eike, chegaram também os pequenos investidores. A fama de Eike cresceu e até os grandes bancos privados do Brasil resolveram arriscar, como foi o caso do Bradesco e do Unibanco.

A regra número um da especulação financeira é: uma hora isso acaba.

Há muita diferença entre investimento em empresas tradicionais, bem estruturadas, e investimentos em áreas obscuras, literalmente falando, como investir em empresas que exploram as profundezas do oceano, baseando-se em informações pouco confiáveis, como é o caso das informações políticas.

Se Eike vai perder sua fortuna? Com certeza não.

Com a justiça que nós temos e com a quantidade de empresas públicas e políticos envolvidos nesses investimentos, mesmo que Eike perdesse tudo, sempre haveria uma forma dele proteger uma boa parte e, com certeza, continuaria mais rico do que quando entrou nessa encrenca.

Lembrando sempre que Sarney, ACM, Roberto Marinho, Ricardo Teixeira, Daniel Dantas, Sílvio Santos, PC Farias, Carlinhos Cachoeira e os nossos prezados pastores, nunca estiveram nas listas de homens mais ricos do mundo. Alguns sempre estiveram falidos, apesar de bilhões em sua contas, como foi o caso do desaparecido Jaime Lernner, Escândalo do Banestado, e de outro desaparecido, José Eduardo Vieira, Bamerindus, ETC.

Aliás, a relação entre a política e os bancos deixam bem claro quem financia o nosso sistema.

By Jânio

Os homens mais ricos do mundo 2.013

Dívidas bilionárias de Eike Batista

É melhor investir no Brasil

Os homens mais ricos de Portugal

O escândalo do Banco Panamericano

 

julho 5, 2013 Posted by | Inglês | , , , | Deixe um comentário

CNJ libera 100 milhões para juízes

mal exemplo

Tribunal da Injustiça

Nem só de políticos vive um sistema elitizado como o brasileiro, prova disso é que o judiciário simplesmente não funciona. Eu diria que os juízes perdem mais tempo estudando as falhas nas leis, que fazendo justiça de fato.

Pelo menos foi essa a conclusão a qual eu cheguei, depois de ler a notícia de hoje no Estadão. A notícia informa que a liminar que impedia o pagamento de R$100 milhões aos juízes de oito tribunais, para auxílio-alimentação, foi derrubada pelo CNJ.

É estimulante ver o CNJ advogando em causa própria.

A vitória do CNJ por 8 a 5 foi confirmada pelo voto do ministro Francisco Falcão, que recebeu R$84 milhões de auxílio-alimentação, segundo dados do STJ.

Para quem está fazendo protestos agora, essa notícia cai como uma bomba. Isso demonstra como o poder no Brasil é podre e o motivo de tantos juízes estarem envolvidos em crimes, como foi o caso da prisão de três juízes no Rio Grande do Norte e Tocantins.

É por isso que eu insisto, precisamos pedir algumas cabeças.

Não adianta transformar a corrupção em crime hediondo, não adianta ficar criando leis, sem fazer o principal, justiça.

Eu fiquei emocionado com a manifestação de Minas Gerais, ontem. Os cinquenta mil manifestantes superaram os protestos anteriores e, melhor, disputaram com a máfia de Ricardo Teixeira para ver quem era mais popular, os protestos ou a seleção de futebol.

Hoje, eu começo a entender o que um ex-prefeito me disse: “Há males que vem para o bem”.

Eu poderia ter sido um jogador da seleção brasileira mas, depois de ser espancado num amistoso contra a própria seleção, eu cheguei a conclusão que ser jogador de futebol não era coisa de gente honesta, por isso eu escapei de servir a Ricardo Teixeira, sócio da Globo, fundada pelo demônio em vida, Roberto Marinho.

Foi por isso que o “Tiu” ficou fora da seleção, apesar de eu seu maior conhecido fora do país, por razões óbvias.

OBS: Que bom que os protestos continuam, com ou sem conspiração.

Se os juízes estão dizendo que a democracia está em risco, eu digo que a democracia nunca foi tão defendida no país.

Text by Jânio

Fonte da informação: Estadão

Primavera latino-americana

Políticos mais caros do mundo

junho 28, 2013 Posted by | Reflexões | , , , , , , | Deixe um comentário

Vamos prender o Sílvio Santos também

Chega de corrupção

Financiamento Panamericano

Caros amigos,

Os grandes bancos estão ajustando as taxas de juros de nossas hipotecas e dos empréstimos para estudantes. Dessa vez, eles foram longe demais. O órgão regulador financeiro da União Europeia está criando novas leis para colocar os banqueiros atrás das grades por esse tipo de crime, mas precisarão de apoio popular para enfrentar com êxito o lobby dos bancos e causar uma mudança global — vamos reunir 1 milhão de assinaturas para apoiar o órgão regulatório nos próximos 3 dias:

Os grandes bancos foram surpreendidos em um enorme escândalo de manipulação das taxas de juros globais, surrupiando milhões de pessoas em hipotecas, empréstimos estudantis, entre outros. Se fosse conosco, iríamos para a cadeia por conta disso, mas o banco Barclays apenas teve de pagar uma multa, uma pequena fração de seus lucros! A indignação está crescendo e essa é nossa chance de finalmente virar a mesa contra o reinado dos banqueiros sobre nossas democracias.

O regulador de finanças da UE, Michel Barnier, está enfrentando o lobby de poderosos bancos e defendendo uma reforma que iria colocar os banqueiros atrás das grades por fraudes como esta. Se a UE tomar a iniciativa, esse tipo de responsabilização pode rapidamente se espalhar pelo globo. Mas os bancos estão fazendo lobby contra essa medida e precisamos de um gigante apoio popular para conduzir essas reformas.

Se conseguirmos 1 milhão de assinaturas em apoio a Barnier nos próximos 3 dias, isso lhe dará forças para enfrentar a lobby bancário e para pressionar os governos em prol de uma reforma bancária. Clique abaixo para assinar, e o número de assinaturas será representado por atores fantasiados de banqueiros em uma prisão em frente ao Parlamento da UE:


Participe

O tamanho do escândalo ainda é desconhecido, mas o que sabemos já é de tirar o fôlego: “Diversos” grandes bancos não identificados estavam envolvidos,e a manipulação da taxa de juros LIBOR, a taxa de referência internacional na qual muitas das taxas mundiais de juros se baseiam, afetou o valor de, literalmente, centenas de trilhões de dólares em investimentos. Somente o Barclays admitiu cometer este tipo de fraude “centenas” de vezes.

Por muito tempo, nossos governos têm sido intimidados por poderosos bancos que ameaçavam se mudar para outro lugar caso desafiados. Por muito tempo, os bancos têm manipulado nossas economias de mercado, jogando a seu favor, e se engajando em ações de riscos precipitadas, e sempre confiantes de que eles poderiam forçar os governos a entregar-lhes o nosso dinheiro de contribuinte, quando começassem a ter problemas

O sistema foi fraudado, e isso é um crime. É hora de colocar os criminosos atrás das grades. Começa na Europa – vamos fazer isso acontecer:

Petição

Talvez nunca tenha havido um momento, na história moderna, em que os grandes bancos não tenham tido poder excessivo e extraordinário, do qual eles regularmente abusaram. Mas a democracia está em marcha –- já vimos esta marcha superar os tiranos em vários lugares do mundo, e juntos, vamos ajudar a acabar com o reinado dos bancos também.

Com esperança,

Ricken, Iain, Alex, Antonia, Giulia, Luis, e toda a equipe da Avaaz

P.S. – Na semana passada, 94.000 pessoas se juntaram à campanha da Avaaz criada pelo membro David R, contra o jogo político sujo nas eleições mexicanas por meio da plataforma Comunidade de Petições da Avaaz. Consiga o apoio necessário para as coisas que lhe são importantes criando uma campanha aqui:

Campanha

julho 20, 2012 Posted by | Utilidade Pública | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Escândalos no judiciário

juiz nicolau

Escândalo do TRT

Essa história de movimentação financeira ilegal do judiciário brasileiro, tem dividido opiniões de magistrados, tudo graças à tal da quebra de sigilo. Acontece que a lei brasileira é tão burocrática que fica quase impossível fazê-la funcionar.

Eu fico pensando comigo, ou esses investigadores não sabem nada de lei, ou fazem de propósito.

Desde o caso PC Farias, ficou claro que uma investigação mal feita compromete todo o andamento do processo, o que não se sabe é se isso é proposital ou não.

Recentemente, o STF anulou todo o processo de investigação das movimentações financeiras da família Sarney, implicando em ter de começar todo o processo investigativo novamente. Com a morosidade de nosso sistema judiciário, isso significa mais uns dez anos de nova investigação.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou 369 pessoas com movimentações atípicas nos últimos dez anos, mas o número inicial era bem maior e mais antigo. Em 2.002, houve uma movimentação de 282 milhões de reais, feita por um funcionário suspeito que até agora não foi identificado, o que não quer dizer que não saibam quem é.

A confusão aumenta porque alguns funcionários públicos, além de poder, tem muito dinheiro, ou seja, tem empresas, e todos nós sabemos que uma boa lavagem dinheiro só funciona se houver empresas no meio. Isso complica a vida da polícia e as vezes impossibilita a comprovação do crime.

A movimentação em 2.002 teria sido feita por um ex-doleiro, mas o tal doleiro nunca foi identificado em processo e lembra grandes máfias de lavagem como Paulo Maluf, Jaime Lerner, Banestado e Nagi Hahas, etc.

A desapropriação do terreno da massa falida da empresa de Nagi Nahas, Pinheirinho, em São José dos Campos, mostra que a lei está, sim, muito preocupada em defender os mafiosos brasileiros.

Não é a primeira vez que o judiciário se vê envolvido em escândalos, e foi justamente o TRT o pivô do escândalo do juiz Lalau e Luis estevam. Lalau foi preso, Luis estevam não, e isso já faz muito tempo.

Talvez esse seja o motivo para a escolha dos membros do STF ser tão rígida, pois são justamente eles que suspendem ou anulam investigações, libertam mafiosos e banqueiros, são eles os responsáveis pela burocracia ser tão Im(perfeita). Sem o STF, sempre haveria o risco de algum juiz optar pela ética, ao invés das leis maquiadas de nossá constituição.

As notícias sobre esses escândalos, que já, desde 2.002, parecem mais uma novela sobre a burocracia jurídica que um processo de fato, com direito a liminares suspensas e processos interrompidos devido a quebra de sigilo, invasão de privacidade, etc.

No Brasil é assim, a justiça foi criada para os bandidos, porque os honestos tem que seguir a lei. Quebrar sigilo de mafioso? Jamais, e a sua privacidade está acima de tudo.

Viva a República Federativa Militar do Brasil.

By Jânio

janeiro 26, 2012 Posted by | Política | , , , , , , | 18 Comentários

Os dez apresentadores mais chatos da TV

Apresentadores famosos

Famosos e Perigosos

Essa é uma lista especial para qualquer blogueiro que tem opinião, muito mais que um viral.

Criar uma lista como essa, para qualquer pessoa, mesmo que não seja blogueiro, é um desabafo, não só pela baixa qualidade da televisão brasileira e suas relações suspeitas com o crime organizado mas, principalmente, um desabafo de quem não suporta ver coisa errada e ficar calado.

Vamos começar a lista em ordem decrescente, com os apresentadores mais chatos da TV.

10 – Apresentadores de programas religiosos – Assistindo aos programas religiosos, é difícil não lembrar das lavagens de dinheiro, pior, a qualidade é tão ruim que não me admira ter tantos ateus no Brasil. Alguns programas são um martírio, um verdadeiro inferno.

Poderiam apresentar músicas, mensagens, filmes, discussões sérias sobre os mistérios do livro mais interessante e polêmico da história da humanidade, mas não, preferem a mesma ladainha de sempre, desanimando até quem pretendia fazer o que eles mais querem, doar dinheiro para a igreja.

09 – Amaury Jr – È difícil imaginar como um programa tão burguês como esse, possa ser exibido em rede de televisão aberta, exceto pelo fato de que algumas celebridades e pessoas ricas, não se aguentam com tanta fama, tendo de se mostrar aos quatro cantos do país, pior para quem tiver o azar de ligar a TV nesse horário. Felizmente e, apesar do boicote da mídia e dos políticos, tem surgido outros canais, tornando programas idiotas, como esse, completamente absoletos.

08 – Marília Gabi Gabriela – Chega a assustar, pela capacidade como seduz seus convidados a se abrirem no programa. Está no canal certo, para ela, conforme iremos discutir mais abaixo, difícil é saber para que serve um programa insuportável como esse.

07 – Xuxa – Um amigo meu sempre dizia que se você gostar de uma música para crianças, alguma coisa está errada, ou com você, ou com a música. A Xuxa já teve um programa que era uma verdadeira praga na televisão brasileira, seduzindo as crianças e tornando-as precocemente consumistas compulsivas, felizmente, sua fama já não é tão grande como antes e, felizmente para ela, sua filha já cresceu o bastante para entender o que uma criança seria inocente demais para assimilar.

Xuxa virou a cara da Globo, como alguns dos programas da grade de programação dessa emissora e, sem internet, ainda estaríamos na era das sombras da comunicação.

06 – Faustão – Lembra muito os punks que se tornaram ricos, com um discurso de centro direita que chega a irritar, mas só quem tiver paciência suficiente para assistir mais de cinco minutos de seu programa. Apesar do programa apelar para vídeo amadores, fazendo a fama em cima dos anônimos, a vingança dos Anonymous está próxima.

Iniciou a carreira com uma paródia de si mesmo, mas esqueceu de mudar o tom do discurso, depois de ficar famoso. Com piadinhas politicamente incorretas, ficou famoso, mas poderão ser essas mesmas piadinhas estúpidas e preconceituosas que poderão levá-lo de volta ao anonimato, desde que o sistema permita que a internet sobreviva, naturalmente. Vamos lutar até a morte por isso.

05 – Gugu – Não se deixe enganar pelo nome, muito menos pela carinha de camelô, o que levou um outro ex-camelô a contratá-lo.

Depois de um longo casamento, o divórcio veio a cavalo, e não tinha nenhum príncipe sobre ele.

Depois de mudar de emissora, não mudou em nada o seu estilo e até sua ambição continua a mesma.

Muita gente não se lembra, ou ainda era criança demais, mas o bebê, digo, Gugu, fingiu uma entrevista com o chefe do PCC, o que irritou até o próprio PCC. Quem gostou menos ainda foi a Polícia Federal, que não deixou barato e deu um belo corretivo no bizarro pimpolho.

04 – Hebe – Sempre fez parte da elite brasileira e da burguesia paulista, mas um dia a casa caiu, e o império desmoronou.

Tudo começou – a desgraça – com a chegada do socialismo no poder. Primeiro foi o Maluf que foi preso, e burguês odeia ex-presidiário, depois foram as Daslu, e os velhos tempos em que a elite recebia príncipes e princesas, ficou comprometido. A vitória da Dilma parece que trouxe um pouco do glamour de volta, mas nada será como antes, nada…

Ah! O programa é muito chato, feito para os ricos, com requinte que a maioria dos pobres nem vai conseguir reconhecer e com alguns artistas populares para disfarçar o elitismo enfadonho.

03 – Luciano Huck – Esse é uma verdadeira praga, até os seus amigos/inimigos de infância reconhecem, era muito difícil aguentar o moleque sem noção do ridículo.

Para ele não basta receber príncipes e princesas, ou fazer amizade com celebridades de Hollywood, ele tem de fechar praias particulares para seu uso privado.

Eu prefiro nem falar do programa, mas eu achei bem feito a greve que os artistas fizeram contra ele, quem esse idiota pensa que é, para falar um monte de asneira em rede nacional. Se ele não tem educação, vá falar besteira na casa da senhora mãe dele.

02 – Raul Gil – Depois de bater em mulher, bater em crianças, o que eu mais poderia falar de um filhote de ditadura como esse.

Esse é mais um estrupício que está na emissora certa, para infelicidade geral da nação, apresentando um programa que é a cara dele, ou seja, horrível.

01 – Sílvio Santos – AHH! Demorou mais chegamos aqui, no dono da emissora certa para quem é errado. Esse é o homem do grupo que deu grupo no Banco Central, esse é o homem do Grupo Sílvio Santos, aquele que conseguiu a proeza de roubar 4,5 bilhões de reais do Banco central, sem que ninguém do governo fizesse nada.

A história desse “senhor”, pode ser avaliada pela qualidade dos programas que sempre apresentou durante sua carreira artística.

Com programas com nomes do tipo “Topa Tudo Por Dinheiro”, ele dava uma ideia do que faria aos cofres públicos. Depois que tudo foi descoberto, ele chegou a dizer que venderia tudo, isso porque era a única forma de  livrar-se dos crimes cometidos pelas suas empresas.

Até o intocável presidente do Banco Central, que virou ministro, sentiu-se constrangido com toda a história protagonizada pela Caixa Econômica Federal e o Grupo Sílvio Santos.

O Banco Panamericano foi vendido para um outro grupo, e as comissões certamente foram pagas diretamente dos bancos dos infernos fiscais. Para quem acha que gente que não presta vai para o inferno, lamento informá-los de que estão errados, eles já estão no inferno há muito tempo.

By Jânio

janeiro 22, 2012 Posted by | Policia | , , , , , , , | 17 Comentários

Polícia investiga a própria polícia

polícia x polícia

Investigação Criminal

A PPP – política, polícia e pilantras – sofreu um duro golpe nessa semana, e foi em seu maior reduto, no eixo Rio-São Paulo.

Enquanto no Rio o diretor da polícia civil pedia afastamento, em meio a escândalos. Em São Paulo, até a corregedoria se vê em apuros.

Acontece que a nossa sociedade tem uma hierarquia arbitrária, ditadora, isso há 500 anos. Com o crescimento acelerado da tecnologia, toda a cúpula das instituições brasileiras tem enfrentado problemas de adaptação aos novos tempos.

Parece coincidência, o fato dessas investigações, no Rio e em São Paulo, terem culminado em grandes escândalos em torno de si próprios, mas não é.

Em São Paulo, depois de uma policial civil ter sido revistada violentamente – A policial ficou nua na frente de vários homens – as imagens foram parar na tv, um veículo de comunicação de massa.

A mulher era suspeita de ter recebido propina, e, aparentemente recebeu, mas as imagens deixam dúvidas.

Então vamos ao comentário: Aparentemente, eu não vi nada demais, nada além do que eu esperaria da polícia. O que chama a atenção, aqui, é o fato da suspeita ser uma mulher.

Sendo uma mulher, e sabendo que estava sendo filmada, a policial se desesperou, isso também é normal – Certamente, ela não esperava que passaria pelo tratamento de seus colegas homens.

O que é normal na cena:

01 – O delegado avisa que ela deveria se despir, na presença de seis homens e duas mulheres.

02 – O delegado avisa que se não obedecesse, seria dada ordem de prisão.

03 – A policial se recusa, achando que teria direito a tratamento diferenciado, pelo fato de ser mulher. Não teve.

04 – Se fosse um homem, passaria pelo mesmo tratamento, mas seria considerado normal, mesmo se só houvessem mulheres presentes.

Será que pelo fato de ser mulher, ela é menos culpada, é diferente?

O fato é que a TV se interessou pelas imagens, e as imagens em mídia de massa são uma arma poderosíssima.

Comentário do apresentador: “A propina recebida pela policial, não é nada, perto da agressão sofrida, onde toda a cúpula da polícia torna-se cúmplice, diante dessas imagens.”

Em primeiro lugar, é preciso que se diga que essa denúncia precisa ser investigada. Sim, há muitas injustiças como essas sendo praticadas pelo Brasil, e não, a policial não é diferente, pelo fato de ser mulher.

Outro detalhe: Receber propina não é um crime menor, assim como vender o voto não torna um eleitor menos covarde, diante da sociedade, mesmo estando passando fome. A necessidade não muda o crime, mas pode amenizar a pena.

Rio – No Rio, a Polícia Federal finalmente chega na etapa final das investigações contra a polícia civil, não sem antes revelar escândalos no processo dessas investigações.

Há suspeitas de vazamento de informações sigilosas, reveladas por laudos técnicos. É claro que a tecnologia não poderia ficar de fora dessas investigações, não é mesmo?

São pelo menos 30 policiais civis, entre eles delegados, o próprio diretor da polícia civil – Chefe dos delegados – pediu afastamento.

Não foi descoberto nada que uma pessoa comum não suspeitasse, há muito tempo, mas porquê isso não ocorreu antes?

A primeira parte da charada, eu já respondi: A tecnologia se desenvolveu acima da (in)capacidade da polícia.

Então, vamos a segunda parte: Se Maquiavel já dizia “A natureza do homem é má”, nós também sabemos que Maquiavel não imaginaria os “ratos” que habitariam por essas terras.

Ora, o rato, animal muito sujo, covarde e contagioso, foge ao menor sinal de perigo. Ele também sabe quando está na hora de abandonar o barco.

Voltando ao caso: As novas gerações sabem que não tem controle sobre as novas tecnologias, assim, preferem permanecer à distância, até terem certeza de poderem habitar no mesmo barco da corrupção.

Quando as novas gerações escolhem seu lado, tem liberdade para cumprir sua verdadeira missão na polícia, policiar.

NOTA: A computação é como matemática, quem conhece, domina, não explica, apenas passa as fórmulas. Quem tem boa memória, pode fazer uso dessas fórmulas, mas a sua memória ficará tão ocupada com essas fórmulas, que essa pessoa nem saberá a cor das meias que usava ontem, possibilitando uma forma perfeita de manipulação,

Quem comete um crime, deverá saber que mais cedo, ou mais tarde, deverá prestar contas perante a sociedade.

By Jânio

fevereiro 20, 2011 Posted by | Policia | , , , , , , , , , , | 3 Comentários

Tiririca elege o ex-Delegado da Polícia Federal

 

Proibido de assumir

Deputado Cassado

Eu estava curioso para saber quem eram os políticos eleitos por Tiririca, um deles eu descobri na Wikipedia, trata-se de Protógenes Queiróz, ex-Delegado da PF, responsável por várias operações famosas.

Entre as grandes operações deflagradas pela PF, sob o comando de Protógenes Queiróz estão:

O Caso corinthians/MSI, por suposta lavagem de dinheiro e evasão de divisas, fraudes da arbitragem do futebol brasileiro, no ano de 2.005.

Remessas, ilegais, de dinheiro para paraisos fiscais. Nessa operação, estavam envolvidos os ex-prefeitos, Paulo Maluf e Celso Pitta.

Operação contra o contrabandista chinês Law king chong. Além de contrabando, havia denúncias de souborno no processo.

Operação satiagraha, envolvendo Daniel Dantas, Naji Nahas e Salvatore Cacciola, onde foram denunciados: lavagem, corrupção e desvio de dinheiro público. Foi nessa operação que a Justiça brasileira foi colocada em cheque, onde o futuro réu, Daniel Dantas, já havia entrado com pedido de Habeas Corpus antes do início da operação da PF.

A operação da Polícia Federal, depois de denúncias e/ou investigações prévias, executa prisões preventivas e verifica a possibilidade inciar processos contra os prováveis criminosos, sempre acompanhada de um Procurador.

Quem acompanhou esses casos de perto, viu a dificuldade que a justiça enfrenta diante da lei, onde o Ministro do Supremo libertou Daniel dantas, mesmo sem ouvir os outros juíses, provocando uma grande polêmica, inclusive de procuradores  de São Paulo.

Normalmente, o processo teria que passar pelas mãos de outras autoridades, inclusive pelo STJ, antes da soltura do réu, caso essa fosse a decisão da Justiça. O Ministro do Supremo “adiantou” o processo.

“Os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM), e Tasso Jereissati (PSDB-CE) acompanhados por outros quatro senadores, manifestaram desacordo com a marcha das operações e elogiaram as declarações do presidente do STF, Gilmar Mendes que, em entrevista à rede nacional de TV, e mais de uma semana antes de prolatar sua sentença nos autos, classificou de “espetacularização” a atuação de agentes da PF (que qualificou publicamente de “gângsteres”) nas prisões de Dantas, Pitta e Nahas.”

Não é à toa que o homem do jatinho e o defensor dos fracos e oprimidos perderam a eleição, eu até retiro a opinião que eu tinha de “grandes políticos”.

A grande quantidade de pessoas envolvidas a Naji Nahas e Nelson Dandas, era tamanha que o Delegado virou réu, e os réus passaram a acusação, com o apoio da autoridade máxima do judiciário, Gilmar Mendes, Presidente do STF.

Foi nessa época que o então Delegado da PF foi acusado de irregularidades na operação, fraude processual e violação de sigilo, inclusive de escuta ilegal de envolvidos no caso e acusação de ter grampeado o próprio então Presidente do STF.

Apesar da operação ter sido acompanhada por autoridade jurídica federal, o Delegado foi condenado por se utilizar de meios ilícitos, inclusive de atividades típicas de polícia secreta. Protógenes se defendeu alegando que a participação de serviços da inteligência seria normal, em casos como esse.

Com isso, o ex-Delegado foi condenado, impossibilitado de exercer o cargo de Deputado Federal, no qual foi eleito, mesmo tendo obtido apenas 94.906 votos. O Delegado foi eleito com a ajuda de outro candidato que está sendo processado,  depois de obter um milhão e trezendos mil votos, o palhaço Tiririca.

A palhaçada voltou as manchetes, já que a possibilidade de  condenação do ex-Delegado da PF, depois da soltura de Daniel Dantas, seu investigado,  seria difícil de se explicar para a sociedade. Então, nada mais (in)justo do que sentenciá-lo a mesma pena de seu investigado Daniel Dantas.

Salvatore Cacciola, outro famoso mafioso brasileiro, descobriu que não deve sair do Brasil, já que foi preso lá fora.

Protógenes foi eleito pelo PCdoB, depois de obter 94,906 votos, com a ajuda do palhaço Tiririca, do PR, recordista de votos para Deputado Federal.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Satiagraha

By Jânio

novembro 13, 2010 Posted by | Política | , , , , , , , , , , , , , , , | 13 Comentários

A crise da PPP

começo da crise

Briga de Gente Grande

A PPP é a base do marketing, onde são identificadas as áreas onde um empreendedor deve ficar atento, para que seu empreendimento obtenha o sucesso desejado.

Eu criei uma nova PPP, uma versão para os donos do poder, incluindo os políticos, a polícia e os pilantras. Há muito mais elementos que poderiam  ser identificados com o P, mas não seria certo, principalmente porque alguns são mais vítimas que algozes, como é o caso das prostitutas, por exemplo.

É evidente que a política reflete, em parte, o comportamento do povo. Mesmo sendo elitizada, a medida em que o povo assume uma postura mais séria, alguns políticos menos corruptos tendem a aparecer.

Há algum tempo atrás, a compra de votos e os mensalões, bem como megashows de celebridades, durante as grandes campanhas, era uma prática normal, não só tolerada pelo povo, como apoiado por ele.

O povo queria acompanhar a política, mas os velhos discursos eram muito enfadonhos, a saída eram os shows.

No escândalo da assembléia do Paraná, o máximo que eu ouvi foi: “O dinheiro desviado terá de ser devolvido”, eu fiquei pensando, mas, e a cadeia?

Nos últimos meses, acompanhamos vários pequenos escândalos, mostrando que a corrupção está bem mais próxima do povo do que parece.

O escândalo de Brasília deixou a impressão de que não havia a quem apelar, foi preciso a intervenção da terceira instância da “Justiça”. Mais tarde, outro escândalo  em Dourados, mostrou que a corrupção no baixo escalão pode ser muito maior que no topo da hierarquia.

Agora, às vésperas das eleições, estamos às voltas com mais um crime político, em Amapá.

A principal característica desses crimes, é que não há separação entre governo e oposição, não há possibilidade de corrupção sem a participação da oposição.

Uma estátua deveria ser erguida em homenagem à resistência a corrupção, por meia dúzia de heroicos manifestantes em Brasília. Em Dourados, parece que o povo está provando que prender corruptos não é inconstitucional, é questão de vergonha na cara.

Normalmente, para se prender um político criminoso, é preciso cassar seu mandato. Enquanto esse político não é expulso de seu próprio partido, sua cassação fica muito mais difícil.

A prisão de toda a polícia, em Campo Largo, é um sinal de que há uma luz no fim do túnel.

Em minha cidade, quando se faz uma denúncia, essa pessoa é vista como inimigo público número um, supostamente sujou o nome da cidade, mas, na realidade, as mudanças dependem de denúncias. Quando há conivência de autoridades, ou da população,  no crime, a corrupção e a organização criminosa se tornam muito mais fortes.

Cidades onde estão ocorrendo essas pequenas revoluções, no futuro, terão a sua chance de crescer. Tudo o que começou com denúncias, desde que as autoridades não atrapalhem a ação da justiça, iniciarão um processo de cidadania, onde o futuro das próximas gerações estará assegurado.

O grande “pecado” dos políticos, até aqui, para a nossa sorte, foi a vaidade. Foi pela vaidade que Roberto Jefferson entregou todo o esquema de mensalão, uma armadilha que jogou Roberto Jefferson contra José Dirceu.

Durval Barbosa entrou para a história, como o primeiro político digital, derrubando a alta cúpula de Brasília.

Ainda há muitos problemas na justiça brasileira, burocracias que dificultam separar um ladrão de galinhas de um grande mafioso. Quando isso acontece, não é o ladrão de galinhas que é solto, é o mafioso.

Fora isso, o povo está fazendo a sua parte, é em meio a essas pequenas revoluções que deverão surgir grandes políticos do futuro, educados, honestos e conscientes de suas responsabilidades sociais.

By Jânio

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Trinta anos de escândalos no Brasil

setembro 15, 2010 Posted by | Política | , , , , , , , , , , , , | 43 Comentários

Polêmico e contraditório – Não foi irônica a vitória de Dourado?

vitória irônica

programa irônico

O fim do Big Brother 10 foi deprimente, essa foi uma edição que eu não assisti sequer um episódio, e não gostei de nem um.

Poderia ser pior, olha o exemplo de Farm, ou A fazenda, da Record. O reality da Record, que só emocionou a própria emissora, e pretendia afetar o BBB, foi um fracasso tão notável que até agora eu não sei quem ganhou.

A ideia de apresentar um reality, simultâneamente ao  outro, foi péssima. Reality é trash, lixo, as pessoas assistem porque querem ver os seus camundongos dentro de suas gaiolas, querem decidir seus destinos; como os camundongos são de classe média baixa, metáfora melhor para a manipulação, pela classe média alta, não há.

Na sua maioria, a classe média baixa que se apresenta para um programa desses, deve ter carisma, bom senso para coisas inúteis e uma certa interpretação, sorrir nos momentos mais bizarros. A fórmula está no seu limite, mas resiste; se levarmos em conta que muita gente tem serpentes de estimação, outros jacarés, onças, etc, então o BBB, na tv, é ser normal.

Como digitar sobre uma coisa que não se acompanha? – Simples, pela imprensa. Dificuldade é encontrar alguém disposto a comentar sobre o tema reality show, mas vamos lá.

Eu diria que tudo nesse mundo pode ser motivo de análise e reflexão, no caso do Big Brother 10, não foi diferente. Difícil é imaginar que tudo é feito de propósito, como um fetiche de filmes eróticos, onde se encontra sempre uma fantasia para os tarados de plantão.

Nesse BBB 10, quem mais chamou a atenção foi Ana Mara, a PM que foi exonerada do cargo enquanto participava do reality, deixando seus companheiros de profissão irritados. Nem mesmo os dois gays, incluídos, propositadamente, para provocar polêmica, parece ter dado resultado, ou talvez o resultado tenha sido inverso.

Acontece que Dourado, acusado de ser homofóbico, uma das raras citações na mídia online, acabou ganhando o jogo. Além dos escândalos e das cenas de nudez, que são comuns, a homofobia foi um dos poucos assuntos abordados online.

Parece que o fato de ter dois gays, no mesmo programa, inflacionou o mercado. A produção já desistiu de incluir pessoas pobres, há muito tempo, por serem imprevisíveis, o que prejudica a manipulação e o roteiro.

Pelo que parece, até análise  psicológica está sendo feita, pois já não se vê falar de nenhum ato de loucura, ou claustrofobia, no programa.

Ex-BBBs também não tem bons cachês, depois de dez edições, são tantos BBBs no mercado que até perderam o charme, são estrelas demais.

Resta agora só uma pergunta: Será que a Record vai insistir na estratégia? – Se a Globo continuar, seu clone também, a debandada para internet pode ser grande, a cultura brasileira pode melhorar.

By Jânio

março 31, 2010 Posted by | televisão | , , , , , , , , , , | 6 Comentários

Trinta anos de escândalos na política brasileira

abertura política

trinta anos de escândalos

O Brasil é um país riquíssimo, prova disso é que faz parte do G20, o que não significa força do Estado cujo anarquia não permite que isso ocorra. O G20 envolve as vinte maiores potências de interesse dos capitalistas, países de potencial econômico muito grande e que não impõe restrições burocráticas de modo a inviabilizar futuros investimentos.

Apesar do Brasil estar confortavelmente entre os vinte maiores interesses internacionais, sua estrutura é de um pais subdesenvolvido, sua incompetência para gerir projetos importantes ligados à educação, transporte, saúde, saneamento básico, segurança e criação de empregos, deixa os membros do G20 constrangidos, prova disso é a luta do Brasil pela tão sonhada cadeira permanente no conselho de segurança da ONU.

É como se o setor público não tivesse o menor compromisso com a questão administrativa, onde o aumento de gastos é constante, a queda na produtividade é visível. Dessa forma, aumento de impostos que atingem os últimos recursos de sobrevivência dos cidadãos comuns, do setor privado, são uma afronta a dignidade humana, um convite a uma sub-classe informal, invisível ao estado, em comunidades abandonadas das favelas ou regiões distantes desse imenso pais chamado Brasil.

Ser rico, no Brasil, quase sempre implica em ser desonesto, já que o sistema é claramente escravista. Chamar um empresário de rico, significa afrontá-lo, a grande maioria se sente extremamente constrangidos ao serem chamados de ricos.

A ambição é grande. Primeiro criam-se formas que facilitem a corrupção, leis que protejam os políticos, em seguida criam-se projetos e mais projetos, sem a menor competência para geri-los, afinal é dinheiro público, dinheiro fácil.

Há uma inversão clara de números onde oitenta por cento implicam em pagamentos de impostos, de alguns produtos, enquanto vinte por cento refletem o valor real do produto. As referências para tal desrespeito com as pessoas são os países ricos, são dos países ricos que vem a base de cálculo para os salários dos marajás brasileiros.

Enquanto uma dezena de políticos agem em seu próprio benefício, a grande maioria dos politicos não sabe sequer o que fazem ali, a única coisa que tem certeza é que seus salários deverá ser igual ao de seus companheiros. Eles pensam que o seu mal é menor, não sabem que uma pessoa que desvia um centavo daquelas que morrem nas portas dos hospitais, estão condenadas a apodrecer no inferno.

Não tenho a menor vocação para julgá-las, sei que para o Todo-Poderoso com poder absoluto, tudo é possível, inclusive os seu perdão, só a ele cabe o julgamento, mas alguém tem que dizer para onde vão os covardes; esse mundo não teria nenhum sentido, caso esses malditos políticos fossem todos para o céu.

Qualquer político que não sinta vergonha de ser político, que não assuma essa condição perante o seu eleitorado, não é digno de voto, nem de compaixão de seus eleitores, deve ser considerado um traidor do povo, o povo que não vê saída para sua vida a não ser uma vida marginalizada, prostituindo o corpo e a mente para conseguir sobreviver e não enlouquecer em seguida.

A Wikipedia é uma luz na razão de muitos países subdesenvolvidos que, como o Brasil, perderam completamente a noção do certo e errado, aplaudindo velhos políticos em palanques, sem saber que os mesmos estarão para sempre de mãos dadas com o sistema, seja ele militar ou civil, social ou democrático, capitalista ou comunista, sempre estarão do lado certo do lado errado.

A lista que vem a seguir, é um pedido da Wikipedia para que você abra seus olhos, o que significa o oposto do voto em branco. Devemos escolher entre dois candidatos, não com referência entre o honesto e o criminoso, mas de acordo com nossas informação e a nossa consciência. Nós sabemos que, até o dia da eleição, todos os corruptos estarão com sua ficha limpa, vestidos em peles de cordeiro, é nesse momento que seu olhar e sua consciência devera recriminá-lo, mostrar a sua força e o poder de seu voto.

Em nossa cultura, apesar da falta de tradição, é possível identificar muitas famílias através de seus nomes, o corrupto brasileiro não só não acredita na punição perante a justiça, como não acredita na punição perante o povo, aí é o ponto fraco dele.

Podemos obter um raio-x de um político brasileiro, com uma simples pesquisa pela internet, em sites especializados em política ou com a ajuda da Wikipedia que é muito mais que um simples dicionário online, é uma enciclopédia de tudo o que se refere a conteúdo em forma de texto.

Há casos em que o povo pode ajudar a fiscalizar, outros, apenas a Polícia Federal tem os meios necessários e ainda há os casos tão sofisticados que nem a Polícia Federal tem conhecimento, nesses casos, só com denúncia mesmo.

De um modo geral, os crimes são os mesmos, desvio de verba de um setor para atender a outro, enriquecimento (há quem diga que toda forma de enriquecimento, no Brasil, é ilícita, não há como enriquecer com as atuais taxas de impostos. Há também os investimentos em localidades distante do domicílio.

Veja a lista dos escândalos ao longo dos últimos 30 anos e faça uma pesquisa a respeito deles e dos envolvidos nessas corrupções.

Anos 70

Caso Wladimir Herzog (outubro de 1975) – Esse foi o primeiro dos casos de denúncia, após um período negro de ditadura, onde era proibido a cor vermelha, em roupas ou em qualquer tipo objeto. Provocou um grande escândalo, o início da abertura política, quando o regime militar apresentava a cara a tapa.

Caso Lutfalla

Caso Atalla

Caso Abdalla – Parecem até ter algo em comum, os três casos acima, eu me lembro das notícias pelo rádio, ainda havia medo nas denúncias.
Cassações dos Parlamentares no Governo Geisel (1975-1977)

Caso Manuel Fiel Filho (janeiro de 1976)

Primeiro Caso Econômico (Ministro Ângelo Calmon de Sá acusado de passar um gigantesco cheque sem fundos)

Lei Falcão (1976)

Pacote de Abril (1977)

Grandes Mordomias dos Ministros no Governo Geisel

Caso Halles

Caso BUC

Caso Eletrobrás

Caso Áurea

Caso UEB/Rio-Sul

Caso Lume

Caso Ipiranga

Caso Dow Química

Caso Nigeriano

Caso Tama

Caso Cobec

Caso Coscafé

Anos 80

Caso Capemi

Caso do Grupo Delfim

Caso Baumgarten

Escândalo da Mandioca

Escândalo da Proconsult

Escândalo das Polonetas

Escândalo do Instituto Nacional de Assistência Médica do INAMPS

Caso Coroa-Brastel

Escândalo das Jóias

Escândalo do Ministério das Comunicações (grande número de concessões de rádios e TVs para políticos aliados ou não ao Sarney. A concessão é em troca de cargos, votos ou apoio ao presidente)

CPI da Corrupção (1988)

Caso Chiarelli (Dossiê do Antônio Carlos Magalhães contra o senador Carlos Chiarelli ou “Dossiê Chiarelli”) (1988)

Caso Vale

Caso Imbraim Abi-Ackel

Escândalo da Administração de Orestes Quécia

Escândalo do Contrabando das Pedras Preciosas

Escândalo Rabo-de-Palha (Tentativa de fraude eleitoral montada pelo então Governador do Rio Grande do Norte, José Agripino Maia nas Eleições Municipais de 1985.)

Anos 90

Escândalo do INSS (ou Escândalo da Previdência Social)

Escândalo do BCCI (ou caso Sérgio Corrêa da Costa)

Escândalo da Ceme (Central de Medicamentos)

Escândalo da LBA

Caso Georgina de Freitas

Esquema PP

Esquema PC (Caso Collor)

Escândalo da Eletronorte

Escândalo do FGTS

Escândalo da Ação Social

Escândalo do BC

Escândalo da Merenda

Escândalo das Estatais

Escândalo das Comunicações

Escândalo da Vasp

Escândalo da Aeronáutica

Escândalo do Fundo de Participação
Escândalo do BB

Centro Federal de Inteligência (Criação da CFI, primeira Medida Provisória do governo Itamar Franco para combater corrupção em todas as esferas do governo federal) (1992)

Caso Edmundo Pinto (1992)

Escândalo do DNOCS (Departamento Nacional de Obras contra a Seca) (ou caso Inocêncio Oliveira)

Escândalo da IBF (Indústria Brasileira de Formulários)

Escândalo do INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Previdência Social)

Caso Nilo Coelho

Caso Eliseu Resende

Caso Queiroz Galvão (em Pernambuco)

Escândalo da Telemig (Minas Gerais)

Jogo do Bicho (ou Caso Castor de Andrade) (no Rio de Janeiro)

Caso Ney Maranhão

Escândalo do Paubrasil (Paubrasil Engenharia e Montagens)

Escândalo da Administração de Roberto Requião

Escândalo da Cruz Vermelha Brasileira

Caso José Carlos da Rocha Lima

Escândalo da Colac (no Rio Grande do Sul)

Escândalo da Fundação Padre Francisco de Assis Castro Monteiro (em Ibicuitinga, Ceará)

Escândalo da Administração de Antônio Carlos Magalhães (Bahia)

Escândalo da Administração de Jaime Campos (Mato Grosso)

Escândalo da Administração de Roberto Requião (Paraná)

Escândalo da Administração de Ottomar Pinto (em Roraima)

Escândalo da Sudene de Pernambuco

Escândalo da Prefeitura de Natal (no Rio Grande do Norte)

CPI do Detran (em Santa Catarina)

Caso Restaurante Gulliver (tentativa do governador Ronaldo Cunha Lima matar o governador antecessor Tarcísio Burity, por causa das denúncias de Irregularidades na Sudene de Paraíba)

CPI do Pó (em Paraíba)

Escândalo da Estacom (em Tocantins)

Escândalo do Orçamento da União (ou Escândalo dos Anões do Orçamento ou CPI do Orçamento)

Compra e Venda dos Mandatos dos Deputados do PSD

CPI da TV Jovem Pan (investigações sobre a compra da emissora que deve ao governo federal) (também conhecido como Caso TV Jovem Pan)

Caso Rubens Ricupero (também conhecido como “Escândalo das Parabólicas”).

Escândalo do Banco Econômico (ou Segundo Caso Econômico)

Escândalo do Sivam (Primeira grave crise do governo FHC)

Escândalo da Pasta Rosa

Escândalo da CONAN

Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)[1]

Escândalo da Administração de Paulo Maluf (na cidade de São Paulo)

Escândalo do BNDES (verbas para socorrerem ex-estatais privatizadas)

Caso PC Farias

Escândalo da Compra de Votos Para Emenda da Reeleição

Escândalo da Previdência

Escândalo da Administração do PT (primeira denúncia contra o Partido dos Trabalhadores desde a fundação em 1980, feito pelo militante do partido Paulo de Tarso Venceslau)

Escândalo dos Precatórios

Escândalo do Banestado

Escândalo da Encol

Escândalo da Mesbla

Escândalo do Banespa
Escândalo dos Medicamentos (grande número de denúncias de remédios falsificados ou que não curaram pacientes)

Escândalo da Desvalorização do Real

Escândalo dos Fiscais de São Paulo (ou Máfia dos Fiscais)

Escândalo da Mappin

Escândalo do Banco Marka (ou Caso Salvatore Cacciola)

Dossiê Cayman (ou Escândalo do Dossiê Cayman ou Escândalo do Dossiê Caribe)

Escândalo dos Grampos Contra FHC e Aliados

Escândalo do Judiciário (ou CPI do Judiciário)

Escândalo dos Bancos

CPI do Narcotráfico

CPI do Crime Organizado

Escândalo da Banda Podre (no Rio de Janeiro)

Quebra do Monopólio do Petróleo (criação da ANP)

Escândalo da Transbrasil

Escândalo da Pane DDD do Sistema Telefônico Privatizado (o “Caladão”)

Escândalo dos Desvios de Verbas do TRT-SP (Caso Nicolau dos Santos Neto, o “Lalau”)

Escândalo da Administração da Roseana Sarney (no Maranhão, 1995-2002)

Corrupção na Prefeitura de São Paulo (ou Caso Celso Pitta, 1997-2000)

Escândalo da Sudam

Escândalo da Sudene

Escândalo do Banpará

Escândalo da Administração de Mão Santa (no Piauí, 1999-2001)

Acidentes Ambientais da Petrobrás

Abuso de Medidas Provisórias (5.491)

Escândalo do Abafamento das CPIs no Governo do FHC

Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo FHC

CPI do Banestado

Escândalo do Proer

Caso Marka/FonteCindam

Escândalo Ganhe Já (Escândalo fiscal ocorrido no 2o Governo de José Agripino Maia1991-1994.)

Quebras do BANDERN e do BDRN (Quebras e má-gestão de bancos estatais do Rio Grande do Norte ocorridas no 2o Governo de José Agripino Maia1991-1994.)

Década de 2000

Caso Luís Estêvão

Escândalo da Quebra do Sitio do Painel do Senado (envolvendo os presidentes do Senado, Antônio Carlos Magalhães e Jader Barbalho)

Escândalos no Cerrado em 2001 [carece de fontes?]

Caso Toquinho do PT

Caso Celso Daniel

Caso Lunus (ou Caso Roseana Sarney)

Operação Anaconda

Caso José Eduardo Dutra

Escândalo do Propinoduto

Escândalo do Valerioduto

CPI da Pirataria

Escândalo dos Bingos(ou Caso Waldomiro Diniz)

Caso Luiz Augusto Candiota

Caso Cássio Caseb

Caso Kroll

Escândalo dos Vampiros

Irregularidades na Bolsa-Família

Escândalo dos Correios – Também conhecido como Caso Maurício Marinho)

Escândalo do IRB

Escândalo da Novadata

Escândalo da Usina de Itaipu ou Operação Castores

Escândalo das Furnas

Escândalo do Mensalão

Escândalo do Leão & Leão

Escândalo da Secom

Escândalo do Brasil Telecom (Também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)

Escândalo da CPEM

Mensalão Tucano

Escândalo dos Dólares na Cueca

Escândalo do Banco Santos

Escândalo Daniel Dantas – Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)

Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)

Escândalo dos Fundos de Pensão

Escândalo dos Grampos na Abin

Escândalo do Foro de São Paulo

Escândalo do Mensalinho

Caso Toninho Barcelona

Doação de Roupas da Lu Alckmin (esposa do Geraldo Alckimin)

Escândalo da Nossa Caixa

Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)

Escândalo das Cartilhas do PT

Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados

Escândalo das Sanguessugas (Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)

Operação Confraria

Operação Dominó

Operação Saúva

Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra

Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo

Escândalo do Dossiê

Escândalo da Renascer em Cristo

Operação Testamento

CPI da Ampla

CPI da Crise Aérea (Senado Federal e Câmara dos Deputados)

Operação Hurricane (também conhecida Operação Furacão)

Operação Octopus

Operação Navalha

Operação Carranca

Operação Xeque-Mate

Operação Moeda Verde

Caso Renan Calheiros

Escândalo das Concessões (Concessões de Emissoras de Rádio e TV no Caso Renan Calheiros}

Operação Sétimo Céu

Operação Hurricane II (também conhecida Operação Furacão II)

Caso Joaquim Roriz

Operação Babilônia

Operação Firula

Escândalo do Corinthians (ou caso MSI)

Caso de Fraudes em Exames da OAB

Operação Águas Profundas (também conhecida como Caso Petrobras)

Caso Cássio Cunha Lima (em Paraíba)

Operação Nove

CPI da Pedofilia

Escândalo dos cartões corporativos

Escândalo da Bancoop

Esquema de desvio de verbas no BNDES

Máfia das CNH’s (Fraudes no DETRAN de São Paulo)

Caso Álvaro Lins, no Rio de Janeiro

Operação Satiagraha Prisão de Daniel Dantas

Dossiê Revista VEJA

Crise Ética da Imprensa Potiguar (Atingiu seu auge nas eleições municipais de 2008)

Operação Selo

Operação Deja Vu

Escândalo das passagens aéreas

Escândalo dos atos secretos

Escândalo dos falsos currículos de Dilma e Mercadante

Escândalo da Receita Federal – Lina Vieira

Censura ao jornal O Estado de São Paulo

Escândalo do BNDES – Paulinho da Força Sindical

Escândalo do conselho do FAT

Escândalo da compra de caças franceses Rafale

Escândalo José Sarney – Compra de apartamentos por empreiteira

Escândalo do filho de Lula – Gamecorp

Escândalo da venda da Brasil Telecom

Escândalo dos Fundos de Pensão – Luiz Gushiken

Escândalo da Petrobras – Refinarias

Escândalo da Petrobras – ONGs

Escândalo da Petrobras – patrocínio de festas juninas

Escândalo do financiamento do MST

Escândalo do INCRA

Escândalo dos gastos dos jogos Panamericanos Rio

Escândalo da ferrovia Norte-Sul

Escândalo da falência da VARIG

Escândalo da VARILOG e Dilma Roussef

Escândalo do Dossiê da Casa Civil – Dilma Roussef

Escândalo das obras do PAC

Escândalo da expropriação de ativos da Petrobras na Bolívia

Escândalo do “Apagão Aéreo”

Escândalo das licitações da INFRAERO

Escândalo dos Correios

Escândalo do IPEA – desestruturação e politização do órgão

Escândalo da IURD – Igreja Universal do Reino de Deus

Escândalo da pane do Speedy – Banda Larga de Internet

Escândalo da SECOM – gastos de publicidade do governo federal

Escândalo da gasolina batizada

desestruturação das agências reguladoras

CPI da Coelce

CPI da Enersul

CPI da Conta de Luz

CPI das ONGs

Escândalo da privatização das rodovias federais

Gripe Suína e os dados oficiais

Escândalo do trem bala Rio – São Paulo – TAV

Operação Boi Barrica

Escândalo da Fundação José Sarney

Vereadores de Cornelio Procopio Utilizam diarias falsas

Datas Desconhecidos (1964-1994)

Escândalos do Regime Militar e pré-era FHC/Lula, a serem ainda analisados e datados aqui:

Ferrovia do Aço

Transamazônica

Projeto Jaíba

Projeto Carajás

Serra do Navio

Doação de terras amazônicas a multinacionais

Projeto Jari

Hidrelétrica de Balbina

Usinas nucleares em Angra – Projeto Nuclebrás

Reserva do Mercado de Informática

Esquema ACM-Globo-NEC

Esquema Globo-Grupo Time Life (1965 ou 1968?)

Hidrelétrica de Tucuruí

Projeto Alcan-Alcoa no Maranhão.
Fonte da lista – Wikipedia

Texto – By Jânio

A política torta do Brasil

Eu não acredito em teoria da conspiração

Mortes misteriosas de celebridades

Presidentes do Brasil

A história de José Sarney

PT acerta o próprio pé

Políticos com problemas na justiça

O massacre do sítio caldeirão

A crise da PPP

Ficha Limpa

Trinta anos de escândalos no Brasil

fevereiro 27, 2010 Posted by | Política | , , , , , , , | 33 Comentários

A história da corrupção brasileira.

corrupção brasileira

A história da corrupção

Daniel Dantas pode ser considerado o maior criminoso a envolver-se  com corrupção política, no Brasil, e talvez do mundo.

Foi constatado por uma pesquisa internacional renomada, como tendo uma fortuna estimada em mais de um bilhão de dólares, antes dos escândalos, mas a revista Forbes, que relaciona os homens mais ricos do mundo, não incluiu seu nome na lista.

Depois de ser preso, iniciou-se um dos maiores processos, que se tem notícia, na história. O caso de Daniel Dantas, lembra muito o saudoso PC Farias, o medroso que ameaçou entregar todo mundo e acabou morrendo por crime passional.

Dantas não é medroso, foi criado em meio a negócios  e política, não necessariamente nessa ordem, mas tudo junto, a política e os negócios. Não há um crime, ligado ao sistema financeiro, que Daniel Dantas não tenha cometido, é um daqueles tipos de processos que seria impossível de ser investigado, sem o uso de um bom computador.

Sua pré-história  começou com seu pai, amigo de infância de Antônio Carlos Magalhães.

Seu primeiro banco, começou com menos de dez pessoas, pouco tempo depois já tinha noventa, e isso era só o começo.

Em sua longa história de empresário,  fez alianças com o maior doleiro do Brasil, passou por todos os Governos do Brasil, inclusive envolvendo muita gente importante, chegou a recusar ministérios importantes no governo, coisa que nem Mário Henrique Simonsen, de quem foi aluno na Fundação Getúlio Vargas, recusou. Dantas sabia que de dentro da política não poderia controlar o jogo, teria que ficar sobre a política.

Geraldo Alckmin irritou seus colegas de partido, quando disse que um político não pode ficar rico, ele estava certo. Dantas já sabia disso há muito tempo.

Além de envolver políticos de todos os Governos, as maiores empresas do Brasil, e de fora do país também, Dantas conseguiu provar que há casos sem solução, na justiça,  seu caso é um deles.

Todos os crimes de suborno e dólar na cueca, vira arte de criança, perto do esquema de Daniel Dantas. Durante a investigação, todos os tipos de escândalos foram identificados, desde o tempo das privatizações, até o escândalo do mensalão, passando por todos os Governos.

Esse deverá ser, sem dúvida, um processo sem fim, quanto mais se mexe, mais se encontra sujeira, mais gente envolvida.

Eu costumava dizer que para ser um bom corrupto, não basta ser um PC Farias, é preciso ser um Daniel Dantas. É um caso em que, se prender alguém, sempre aparecerá mais algum culpado, um processo que nunca acaba.

O mais interessante nesses casos, é que se a polícia não consegue prender o corrupto, quem cai não são os políticos envolvidos, é a polícia.

Foi o que aconteceu com o Delegado da Polícia Federal, acusado de passar dos limites, como grampear  Ministros do STF. Pode-se grampear  qualquer pessoa, mas o Ministro não.

É como se houvesse uma contra-inteligência no governo, encarregada de controlar a Polícia Federal, proibindo que ela investigue a todos, logo a política Federal, um dos únicos órgãos que funcionam no Brasil.

Daniel Dantas foi autorizado a viajar para fora do país, mas ele não é louco. Seu cúmplice, Cacciola, já sentiu na pelo o que é ser preso fora do Brasil. Como Dantas nasceu aqui, sabe que o Brasil é o melhor país do mundo para os corruptos.

Quem poderia fugir do Brasil, são os membros do PCC, do CV…

Esse é o problema, quando se cobram altos impostos, num país como o Brasil: Corrupção.

Dantas se formou em Engenharia, fez pós-graduação em economia, com Sinmonsen, descobrindo logo o que desejava na vida.

No banco Bradesco, chegou a vice-presidente em pouco tempo. Abriu seu próprio banco, sua ambição assustava seus próprios sócios.

Descobriu os homens importantes do Governo, ficando sabendo dos sonhos do Presidente FHC, da mesma maneira com que ficou sabendo que Collor iria confiscar a poupança. foi, inclusive, convidado para participar da reunião onde ficaria decidido o confisco e decretaria o fim do Governo Collor; essa é a vantagem de se estar sobre a política.

Criou várias contas em paraísos fiscais, como as ilhas cayman, e atraiu para si as maiores empresas do mundo, que pretendiam comprar o “Brasil”.

Essa história toda me faz lembrar de uma fortuna que apareceu na conta de um aposentado, recentemente, sem que ele soubesse.

O segredo da lavagem de dinheiro é que o dinheiro só passa a existir, de fato, depois de lavado, para isso leva um tempo. Isso significa que Dantas poderia não estar sozinho nessa, só depois do dinheiro lavado, daria para saber.

Como eu já disse, várias vezes, o bandido brasileiro é corporativo, é unido; no dia em que a pessoa honesta for unida, haverá uma grande mudança no mundo.

Pena que não temos muito tempo.

By Jânio

dezembro 23, 2009 Posted by | Política | , , , , , | 11 Comentários

   

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