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Epilepsia – Quando a mente tem um ataque

Limite da Mente

Famosos Epilépticos

Wikipedia – “Epilepsia é uma alteração na atividade elétrica do cérebro, temporária e reversível, que produz manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas (disritmia cerebral paroxística). Para ser considerada epilepsia, deve ser excluída a convulsão causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos, já que são classificadas diferentemente. A palavra epilepsia vem do grego epilepsia – doença que provoca repentina convulsão ou perda de consciência.”

Vamos começar esse estudo – baseado na prática e não na teoria, apesar das especulações serem baseadas nas teorias – da melhor maneira, ou seja, com uma pergunta: Se a epilepsia não é uma doença, porque deve ser tratada?

Aqui, iniciamos as nossas especulações.

Considerando-se a epilepsia como um estado psicológico alterado, notamos que as pessoas com um “ataque epiléptico”, passam por certos conflitos, antes desses ataques.

Talvez as pessoas com eplepsia sejam algumas das que mais sofrem preconceitos da sociedade, pior, por vergonha, a própria pessoa passa a negar essa condição.

Vamos começar com os cuidados que devem ser tomados com pessoas epilépticas, lembrando que não estamos mais na Idade Média, longe disso, na era digital Torna-se imperdoável a falta de informação.

Segundo os especialistas, entre os primeiros 2 a 3 minutos, a pessoa que tem um ataque epléptico está em fase aguda, portanto, não deve ser removida.

As próprias pessoas com epilepsia garantem que, durante um ataque epléptico, não necessitam de cuidados especiais. Essas pessoas deitam de lado, para não se afogarem na saliva, já que seus reflexos motores encontram-se debilitados.

Uma pessoa próxima, ou não, poderia ajudar, retirando um possível excesso de saliva de sua boa, com um lenço, evitando que a pessoa se afogue, além de facilitar sua respiração.

O preconceito da sociedade e a vergonha da própria pessoa com ataque, tendem a piorar a situação, visto que a eplepsia está claramente ligada a um possível conflito psicológico.

Segundo os especialistas, diabetes, drogas e alcoolismo podem agravar a eplepsia – Nesse caso é uma questão de lógica, não é mesmo?

Os médicos também apontam como prováveis causas da epilepsia, traumas e/ou problemas no parto, infecção, tumor, derrames, parasita, meningite etc.

Há probalidade de se abortar um ataque epiléptico antes de seu início, isso será abordado em outro artigo sobre o tema.

A epilepsia não é contagiosa, essa é a notícia boa, a notícia má é que a epilepsia é sintomática, ou seja, é uma consequência de outra doença, como a meningite, nesse caso pode ser transmitida, inclusive de pais para filhos, não a eplepsia, mas a meningite. Lembrando que a meningite tem cura, portanto, não há problema de contaminação.

Pessoas epilépticas, com dificuldade de aceitação, ou caso a função social exija, podem fazer tratamento, mas, nesse caso, poderão ter de tomar remédios a vida toda. A aceitação da eplepsia, como um estado psicológico alterado, e a simples adaptação a essa situação, tendem a ser o melhor caminho.

O fato da epilepsia não ter cura, mas simplesmente desaparecer em algumas pessoas, reforça a minha teoria de uma condição psicológica.

Mulheres grávidas devem seguir orientação médica, como qualquer outra pessoa faria, com uma probalidade de o bebê nascer saudável em mais de 90%.

O fato de os especialistas afirmarem ser a epilepsia um excesso de atividade do cérebro, deixa-me intrigado e disposto a relacionar a epilepsia ao transe.

A epilepsia pode ser parcial, em apenas uma parte do cérebro, ou total. Isso descarta a inconsciência, já que fica comprovada que pode haver vários níveis de ataques, com inconsciência ou não.

A doutora que formulou “O despertar da superconsciência“, chegou a esse nível depois de passar por um estágio de estudo em crises de eplepsia. O que eleva a eplepsia a um estágio de estudo avançado, inclusive relacionado as teorias de expansão natural da mente.

O percentual de pessoas eplépticas varia de região para região: Nos países desenvolvidos, entre 40 e 50 pessoas em cada grupo de 100.000 habitantes; países em desenvolvimento, 120 a 190 pessoas por 100.000 habitantes; cerca de 50 milhões de pessoas já tiveram pelo menos uma crise epiléptica; países em desenvolvimento concentram cerca de 85% dos casos; eplepsia é mais comum até os 25 anos e depois dos 65, apesar de ocorrer em qualquer idade; há mais homens que mulheres com epilepsia.

Vamos analisar esses números: Países desenvolvidos tem melhor qualidade de vida; países em desenvolvimento tem acesso a produtos de má qualidade; países pobres são menos expostos a alimentos industrializados, justamente por não ter possibilidade de industrializar ou importar tais produtos; entre os 25 e 65 anos, as pessoas tem menos problemas, portanto, menos conflitos emocionais; você tem alguma dúvida de que o homem tem mais conflitos psicológicos que a mulher?

Estudo realizado no Brasil, mostrou que há uma variação muito grande de ocorrências da epilepsia, de 1/1000 a 18,6/1000 – Sabem aquele velho problema de desigualdade social…?

Fatores que poderiam desencadear crises epilépticas: Mudanças na intensidade luminosa, luzes a piscar; computador, televisão, discotecas; falta de sono; àlcool; febre; ansiedade; cansaço; drogas e medicamentos; verminoses; nervosismo.

Pessoas famosas que tiveram epilepsia:

01 – Alexandre o Grande, Imperador da Macedonia.

02 – Alfred Nobel, criador do prêmio Nobel.

03 – Caio Júlio César, estadista romano.

04 – Arquiduque Carlos da Áustria (1771 – 1847)

05 – Fiódor Dostoievski, escritor russo.

06 – Gustave Flaubert, escritor francês, autor de Madame Bovary. Um caso avançado de eplepsia que apresentava sintomas como terror, pânico, alucinações, pensamentos forçados e fuga de idéias.

07 – Hermann von Helmholtz, físico alemão (1821 – 1894)

08 – Ian Curtis, roqueiro inglês. O vocalista da banda Joy Division (criada em 1977, época seguinte ao estouro do movimento punk) teve a primeira crise convulsiva logo após a estreia em Londres. O show foi decepcionante e a crise o abalou. Devido ao trauma, tinha crises constantes nos shows.

09 – Moreira César, coronel das forças Armadas brasileiras teve um ataque durante a expedição do exército a Canudos.

10 – Machado de Assis, escritor brasileiro.

11 – Margaux Hemingway, atriz americana (1955 – 1996), cometeu suicídio ainda jovem, assim como seu avô, o famoso escritor Ernest Hemingway.

12 – Napoleão Bonaparte, imperador francês.

13 – D. Pedro I, imperador do Brasil.

14 – Maria Isabel de Alcântara Brasileira, segunda condessa do Iguaçu, foi a terceira filha do imperador D. Pedro I.

15 – Richard Burton, ator inglês.

16 – Saul, rei bíblico.

17 – Sócrates.

18 – Van Gogh, pintor holandês.

19 – Lenin, revolucionário russo (1870-1924).

20 – Eric Clapton, guitarrista.

Fonte: epilepsia+wikipedia

Texto: By Jânio

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    julho 19, 2011 - Posted by | Ciências | , , , , , , , , ,

    68 Comentários »

    1. Saudações!
      Amigo Jânio:
      A sua matéria é ótima. Esclarecedora e ao que percebi um dos principais objetivos é derrubar alguns mitos o que em muito vem contribuir para diminuir as desinformações acerca de tão importante tema. Acho que um dos principais agravantes que os portadores sofrem especialmente os profissionais que são portadores é a discriminação no mercado de trabalho.
      Parabéns por mais uma excelente matéria!
      Abraços,
      LISON.

      Comentário por LISON COSTA | julho 19, 2011 | Resposta

      • Completando…

        No caso dos profissionais, é realmente uma pena saber que até hoje, mais de dois mil anos desde o famoso epiléptico Júlio César, ainda tenhamos que conviver com o preconceito.

        ABS

        Comentário por Janio | julho 20, 2011 | Resposta

    2. Olá Lison:

      Apesar de haverem vários níveis de epilepsia, eu conheço apenas o nível parcial, mesmo assim, na hora em que eu vejo alguém tendo um ataque epiléptico, eu fico emocionado. Acho que isso ocorre por eu ser muito ansioso.

      Muitas pessoas epilépticas sabem quando vão ter um ataque, poderiam abortar, ou não, dependendo desse nível que eu desconheço, por isso avisam quando vão ter uma crise.

      ABS

      Comentário por Janio | julho 20, 2011 | Resposta

    3. Olá Janio,

      A falecida esposa de meu tio materno era epilética. Desde jovem. Apesar de tantos cuidados,
      já idosa, deve ter sofrido uma crise dentro da água e morreu afogada (e era exímia nadadora).
      Eu já vi uma garotinha passar por isso, a avó dela nunca tinha visto isso antes, ficaram meio
      que sem ação. Mas foi socorrida.

      Otimo texto que veio trazer, informações sao sempre extremamente importantes, mesmo que
      não sejamos portadores de certas doenças, é sábio mantermos informados.

      Bjs e Feliz Dia do Amigo.

      Comentário por Sissym | julho 20, 2011 | Resposta

    4. Olá Sissym:

      Feliz dia do amigo para você também.

      Você reparou como as estatísticas mostram que o número de pessoas com epilepsia é grande, não é mesmo?

      Levando-se em conta que os próprios epilépticos costumam negar a epilepsia, os números não parecem tão notáveis assim, mas são.

      ABS

      Comentário por Jânio | julho 21, 2011 | Resposta

    5. [...] com pessoas com epilepsia, deixa-nos com a sensação de peixes dentro d’água, quando o tema é relacionado a esse [...]

      Pingback por O que uma pessoa com epilepsia sente « Made in Blog | agosto 9, 2011 | Resposta

    6. Jânio,

      Mto obga!
      Tenho epilepsia, e à mais de 10 anos sofro por isso.
      Após um trauma passei a ter crises convuls/s frequentes.
      Imaginava q a doença me limitava, q ñ era capaz como
      as outras pessoas e q aos poucos iria perder cd vez mais essa capacidade e nunca poderia ser uma boa profissional e nem mulher. Após vários problemas e juntando mais esse, perdi a vontade de viver, veio a depressão e me afastei de td mundo. Então virou um bolo de neve: qto + perdia a confiança em mim, mais aumentava a tristesa e a ansied/ e então as crises.
      As crises estão sob controle a vários anos, mas tive perdas em todas as áreas da minha vida durante esses + ou – 12 anos.
      Fica claro p/ mim q principalm/ por desinformação.
      Logo q as crises começaram procurei ajuda médica e psicológica. Eles ñ informam nd ao paciente a ñ ser q “epilepsia é só uma alteração das ondas elétricas do cérebro, e isso ñ tem problema nenhum desde q vc tome os medicamentos p/ controlar as crises.
      Até logo e vai viver sua vida.”
      Mas como, sendo portadora de um mal q ñ se fala na sua família e nem na sociedade?
      E a partir desse preconceito vem a rejeição do portador da “doença” pela mesma e por si mesmo. Baixando sua auto estima e confiança.
      Ou seja, tudo consequência da desinformação!
      Os médicos deviam ler seu artigo e informá-lo a todos os portadores de epilepsia. E digo mais: devia ser publicado para toda sociedade ler.

      Concordo c/ vc. A crise convulsiva é uma alteração da atividade elétrica do cérebro, q vem como consequência de uma alteração do estado psicológico.

      Obga! 1.000 vzs obga!
      Eu ñ sabia q tantas pessoas maravilhosas tinham epilepsia.
      Nem sabe o qto essa infomação vai me ajudar.

      Silvia
      Goiânia

      Comentário por Silvia Maris | outubro 15, 2011 | Resposta

      • Olá Sílvia:

        A rejeição a si mesmo é o pior tipo de rejeição, e é a única que poderá afetar profundamente uma pessoa.

        Como eu disse nos dois textos, minha experiência se limita à epilepsia parcial e, sob esse ponto de vista, eu posso afirmar que a parte psicológica tem muito a ver com a recuperação e com as causas dos ataques, é preciso relaxar em lugares onde a ansiedade é mais forte.

        Nos lugares seguros e nos casos extremos, eu não sei se realmente a epilepsia deve ser evitada, como eu disse, a epilepsia funciona como uma válvula de escape, em alguns casos, e pode ajudar muito. Se a pessoa tiver a consciência disso, o ataque poderá ser muito útil, tanto quanto um ataque histérico, quando pessoa desabafa dando um grande grito.

        ABS

        Comentário por icommercepage | outubro 16, 2011 | Resposta

    7. [...] Epilepsia – Quando a mente tem um ataque [...]

      Pingback por Vida noturna « Made in Blog | outubro 19, 2011 | Resposta

    8. Boa Noite!
      Minha filha tem hoje 04 anos e desde os 03 meses de vida e desde então usa medicamento tegretol e gadernal, ultimamente está tendo crises de mês a mês, acho estranho essa situação, gostaria de saber o que podemos fazer p/ evitar essas crises??

      Comentário por eudina bulhoes | dezembro 23, 2011 | Resposta

      • Olá Eudina:

        Eu não sou médico e normalmente especulo baseando-me no que eu sinto, mas eu confesso que nunca tinha pensado em epilepsia em uma criança tão nova.

        Eu não gosto muito da ideia de tratamento, visto que a epilepsia é psicológica, mas em casos assim, eu abriria uma exceção.

        A epilepsia mostra nossos traumas e conflitos, uma situação a qual não podemos lidar, mas numa criança de três meses realmente é difícil de imaginar o que se passa na cabeça do bebe.

        É preciso conversar muito com o médico e avaliar as possibilidades de trabalhar a cabecinha dela e descobrir o que a afeta, fisioterapia, psicologia, etc.

        Uma coisa que eu já notei é que as crianças são muito unidas a uma única pessoa e cada vez que mudam de colinho, seja de pai ou de mãe, elas choram muito. Outra coisa, eu acredito que quando uma criança se assusta, essas crises tendem a piorar, por isso é preciso saber o que está assustando a criança, criança assusta muito fácil.

        Espero que as crises diminua, pois a convivência com a epilepsia é fundamental para a mente e o aumento indica que a mente não está bem.

        ABS

        Comentário por icommercepage | dezembro 23, 2011 | Resposta

      • Erundina, conforme texto que postei hoje, sou advogado. Não sou médico, portanto, mas também epilético. Já aconteceu comigo do excesso de remédios provocar e ou acelerar a epilepsia.

        Atenciosamente,

        Sergio Augusto

        Comentário por Sergio Augusto | fevereiro 19, 2012 | Resposta

    9. Sou epilético desde os seis (6) meses de idade, quando tive a primeira crise, no berço.

      Aos doze (12) anos, após ataque epilético total, comecei a tomar 1 comprimido de gardenal (100mg) ao dia, acrescido de 1 comprimido de mysoline. Essa medicação tomei até os 23 anos, quando continuei tão somente com 1 gardenal. Crise epilética aos 26 anos, quando comecei a tomar a medicação de dois comprimidos de Tegretol e 1,5 de gardenal 100 mg, medicação a qual tomo até hoje (tenho 51 anos). Mas, e daí ?

      Fiz Faculdade de Direito na Universidade Mackenzie, concluída em 1985; Pós-Graduação em Direito Empresarial em 1987; conclusão do Mestrado em 1992; conclusão do curso de Pós em Didática do Ensino Superior em 1991.

      Tenho Escritório próprio de Advocacia desde que me formei na Avenida Paulista, isto é, nunca trabalhei de empregado e sempre atuei como advogado.

      Sempre me sustentei sozinho, além de quatro (4) filhos e da mulher que cuida dos filhos – esta nunca trabalhou fora, desde o casamento há 23 anos. Um dos filhos concluiu a faculdade; outros dois filhos fazem faculdades no Mackenzie (um em Engenharia e outro em Direito).
      E a filha mais nova, de 17 anos, faz cursinho no Objetivo e está concluindo o Ensino Médio.

      Qual a finalidade de toda esta redação ?

      A primeira é para mostrar que a epilepsia (tenho as duas, a parcial e a total) não é impedimento para ninguém se formar, casar, ter filhos, viver como qualquer outra pessoa sem epilepsia.

      A segunda tem a finalidade de acabar com baixa autoestima, do qual fui vítima em curto período, mas que fez bons estragos – parecidos com os relatados pela Silvia Maris, de Goiânia, acima. Essa baixa autoestima foi causada pela perda de bens e principalmente pela insegurança causada por sucessivas trocas de médicos e de remédios, pois, até o ano de 2002 tomava dois (2) comprimidos de gardenal acrescido de dois de tegretol 400mg.

      Diante do fato de não ter crises durante muitos anos, a minha médica até então (e continua até hoje, depois de trocas) sugeriu reduzir 1/2 gardenal. Pronto, foi o suficiente para no prazo de 30 dias ter crise epilética.

      Todavia, neste intervalo surgiu um novo dado: nunca tinha trabalhado tão bem e nunca tinha dormido tão pouco. Foi o suficiente para procurar outros médicos, outros medicamentos, outras soluções. Não aceitava mais ficar quase que adormecido no Escritório devido ao sono e, por outro lado sabendo que poderia continuar melhor sem o gardenal.

      Resumindo, depois de 10 anos de tentativas, deu certo a medicação inicial de 1,5 mg de gardenal e de dois comprimidos de tegretol 400, agora o mais caro, denominado tegretol cr e acrescido de exercícios físicos.

      O maior dano causado não foi a perda de todos os bens, os quais recuperei quase todos, mas sim a perda da auto estima, do advogado que se achava invencível passou a duvidar de sua própria capacidade.

      Essa foi a maior perda, mas também estou recuperando-a quase que 100% com tratamento psicológico e muita, mas muita persistência.
      Afinal, quem é epilético tem que ter essa persistencia a mais do que as demais pessoas, pois, além das dificuldades impostas a qualquer pessoa, epilético ou não, nós temos a depressão causada pelo gardenal, próprio de sua composição, tendo em vista que uma das finalidades desse remédio é justamente deprimir o nosso cérebro para reduzir a velocidade de nosso raciocínio.
      Então temos raciocínio muito mais rápidos que os não-epiléticos ? Lógico, sem dúvida alguma.

      Essa depressão, maior ao acordar, logo cedo, tem que ser vencida pela persistencia, pela confiança e pelo pensamento positivo, pois, se ontem você conseguiu vencer, hoje também vencerá, bem como, em questão de horas ela irá embora e você poderá aproveitar todo o dia para fazer o que quiser – estudar, trabalhar etc.

      Finalmente, quero dizer que maior amigo e ou o maior inimigo do epilético são os familiares. Se receber o apoio do pai e da mãe, tudo tranquilo; se for limitado por ambos estará, em regra, no limite imposto por essa limitação, a qual nasce quando é tratado como “coitado”, incapaz, quando na realidade é pessoa dentro do padrão médio.

      Esse é o maior perigo, a de limitação pelos pais. Quem deu maior apoio para a minha pessoa, de tal modo que sequer lembrava que tinha epilepsia foram os meus pais, quer a mãe, quer o pai.

      Encerro esperando ter colaborado com alguma informação, especialmente no tocante a baixa auto estima.

      Ademais, abraços em todos.

      Sergio Augusto

      Comentário por Sergio Augusto | fevereiro 19, 2012 | Resposta

      • Olá Sérigo:

        Belo comentário, digno de um super post.

        Eu já tive problemas com remédios também, justamente quando eu passava por um momento difícil na vida, foi nessa época que a epilepsia ameaçou voltar.

        È a primeira vez que eu vejo um depoimento de um epiléptico que teve epilepsia completa.

        Seu comentário foi muito importante e deverá ajudar muita gente que passa por esse problema.

        Obrigado pelo comentário e participação.

        ABS

        Comentário por icommercepage | fevereiro 19, 2012 | Resposta

        • Obrigado pelos comentários. O objetivo é esse, qual seja, a de ajudar o próximo, daquele tem problema similar e se isola do mundo. O problema não existe, senão em nossa cabeça. Ora, se está na cabeça, basta retirá-lo e ir em frente.

          Abs,

          Sergio Augusto

          Comentário por Sergio Augusto | março 7, 2012

      • Como dizem….a realidade esta a nossa frente,n podemos omitir,ou jogar purpurinass,
        Sergio seu depoimento foi de estrema importancia pra mim,tenho uma filha hj com 10 anos,mas apresenta a epilepcia desde os 4 anos, oque percebi em seu comentario,ou seja realidade q vç viveu,acho que minha conduta esta totalmente fora em relação ao tratamento da minha filha.
        Posso dizer que meus olhos foram abertos,as vezes por muito cuidado ,sempre a poupo de algumas coisas,brincadeiras,exercicios,atividades domiciliar,o tratamento entre ela e os irmãos, mesmo q sem querer percebi q devo estar passando essa imagem,que ela é incapaz.
        Sem duvida presciso de ajuda pscológica pra ela,agradeço a vç,seu relado me ajudou, e principalmente vai ajudar minha filha,obrigado

        Comentário por Regina Costa Martins | abril 11, 2012 | Resposta

        • Regina, poupar muito os filhos atrapalha e muito, epilético ou não. E concordo com você da necessidade de mudança em sua filha, a qual você percebeu claramente: tratá-la normalmente, sem colocar problemas onde ele não existe.
          Afinal, você percebeu que ela pode brincar, ter a atenção chamada pela mãe, brigar com os irmãos, fazer exercícios físicos (muito bom) e ou escolares. Fazer algazarras, ter cuidado com os dois extremos, tanto cuidar demais faz mal, como soltar demais. Equilíbrio.
          Finalmente, cada vez que recebo um e-mail (privatizar12@hotmail.com) falando da utilidade de meu depoimento fico muito, muito feliz.
          Felicidades para você, sua filha, seus familiares.

          Sergio Augusto

          Comentário por Sergio Augusto | abril 12, 2012

      • Amigo Sérgio, minha epilepsia começou em 2006 e foi causada por um AVC que tive em 2005 aos 48anos. Graças a deus é a única sequela que o AVC deixou, Mas segundo os médicos é irreversível e o tratamento deve ser contínuo.

        Porém eu que estava vivendo uma situação terrível, vi tudo piorar. Perdi o emprego de assistente executiva bilingue após o AVC. Como era autonoma, fiquei sem receber nada, meu esposo estava desempregado, minha única filha acabara de entrar na faculdade de economia da FGV e felizmente entrou no programa de financiamento próprio que a FGV tem, mas era uma felicidade misturada com a preocupação de não poder bancar os estudos dela, pois havia os livros, transporte, lanches.

        O Gardenal me deu um efeito colateral raro que é bem doloroso e incapacitante chamado capsulite adesiva no ombro, no meucaso, por azar tive nos dois ombros, o que fêz ficar totalmente dependente de esposo e filha até mesmo para ir ao banheiro ou tirar o cabelo da frente dos olhos, vestir-me, etc. Antes de saber que o que eu tinha era capsulite e achar a causa, houve também enorme peregrinação por médicos e diversos exames. Descoberta a causa, Mais médicos, troca de medicação, fisioterapia.
        Por esta época eu estava com forte anemia causada por miomas que eu já tinha antes do AVC e que pretendia operar, porém fui demitida antes.

        Havia dias que eu não tinha forças de sair de casa, de dor e desânimo. Veio a depressão, emagreci 20 kgs. A falta de forças e o desânimo até que foram úteis, pois acho que se tivesse um pouco faria uma besteira.

        Era muita coisa em pouco tempo. Assim como você eu me achava invencível, era um arrimo para minha família. E agora estava dependente, desempregada. Arrependida de ter me doado tanto ao trabalho e perdido momentos importantes do crescimento da minha filha. Magoada com os “amigos” que fugiram todos. Muitas vezes tive que fingir alegria para não espantar mais ainda as pessoas, pois me perguntavam protocolarmente se estava tudo bem, mas não estavam interessados na real resposta.

        Infelizmente não tenho pais, sogros, apenas 2 irmãos, um já ocupado com a própria família.

        Neste período, minha filha se formou em economia. Mas,começou a apresentar problemas psicológicos, talvez como consequencia do que aconteceu comigo. Meu marido arrumou emprego, foi demitido, conseguiu outro emprego e estamos equilibrando nossas finanças. O problema é que ele viaja bastante e muitas vezes fico sozinha, pois minha filha está cada vêz mais longe de mim.

        Agora engordei demais, piorou minha autoestima. Exceto pela epilepsia, Estou quase bem, quero muito voltar a trabalhar, mas tenho receio de que em uma empresa não irão empregar-me sabendo de minha condição.Tento estudar para concursos, mas a medicação prejudica minha concentração. Ainda não consegui vencer a baixa autoestima, a depressão e agora o aumento de peso.

        Mas espero que, assim como venci a capsulite, a anemia, os miomas, eu consiga superar as demais barreiras.

        Desculpe pelo longo desabafo é que foi a primeira vez que expus oque se passou comigo, muito obrigado pelas tuas palavras.

        Gostaria de saber onde você fêz o tratamento psicológico, pois acredito que estou precisando de um.

        Abraço

        Comentário por Gleice Callegari | abril 20, 2012 | Resposta

      • Sérgio parabéns ,o eu precisava ouvir obrigado.

        Comentário por Daniel | agosto 10, 2014 | Resposta

    10. Meu filho hoje com 21 anos tem crises convulsivas desde os 4 meses de idade, faz tratamento desde que foi descoberta a epilepsia, já foi submetido a duas cirurgias, Calosotomia anterior com 9 anos calosotomia posterior com 17 anos. As crises nunca pararam e hoje denominadas clonico tônico, continua em tratamento sem controle das crises. Eplepsia generalizada de difícil controle. Rezo muito e peço a Deus que os médicos ao menos consigam fazer um controle medicamentoso,s´assim ele tera uma condição melhor de vida. Não anda sózinho pois poderá ter uma crise no meio da rua ocasionando um perigo pra si como para os outros pois pode ocorrer crise no transito, pq além das crises com queda ao solo tem muitas crises de ausencia.
      Tenho muita fé que será descoberto um medicamento que controle esse tipo de epilepsia. Ele esta se tratando com os melhores médicos, pois aqui em Porto Alegre no hospital vem muita gente de fora do estado e país em busca de tratamento.
      Ele joga bola, video game, tem uma vida social boa, pois tem muitos amigos.
      Os país de filhos epilepticos, acredito eu estão sempre em alerta pois pode acontecer crises a qualquer momento, sem escolher hora e local pra acontecer.
      Grande abraço a todos.

      Comentário por Roseli Martins Riet | abril 21, 2012 | Resposta

      • Olá Roseli:

        Eu ainda não tinha lido um relato de epilepsia tão dramático assim, normalmente eu acho melhor não ver a epilepsia como doença, apenas como sintoma, por isso acho importante a terapia, acompanhamento psicológico e muita calma.

        Pessoas epilépticas lidam muito com o inconsciente, isso faz com que não saibam com o que estão lidando, seus conflitos mais desconhecidos.

        Espero que seu filho encontre um tratamento adequado, melhor, solucione todos os males que o afligem.

        ABS

        Comentário por icommercepage | abril 21, 2012 | Resposta

    11. Oi obrigada pela resposta, mas lendo seu comentário, vi que resaltou caso dramático. Então querido amigo peço que vc vá ao google e procure por……relato de cirurgia de W.A.R.S…..digite sómente isso, e veja o relato da cirurgia de meu filho, saiu uma matéria em uma revista americana….abraço…te aguardo

      Comentário por Roseli Martins Riet | abril 22, 2012 | Resposta

    12. Olá Roseli:

      Acabei de ler o texto no blog do Sciello.

      Lendo o texto, eu notei que esse é um caso de epilepsia forte, mesmo assim, eu ainda acho que ele não deveria se descuidar da terapia,

      O caso da epilepsia de W.A.R.S. começou muito cedo, com a meningite, isso deve ter afetado uma parte do cérebro.

      Acho que se o texto fosse redigido por você, ficaria menos técnico e as pessoas entenderiam melhor.

      Fiquei impressionado com a luta de vocês contra o problema. Conheço muitos casos de epilepsia, mas nenhum que tenha passado por cirurgia, só na minha família foram três.

      Quando o ataque não é muito forte, quando a pessoa consegue abortar, o problema não é tão grave. Nesse caso, a pessoa pode deitar numa posição confortável, pode até falar um pouco, no inicio, e depois precisa relaxar muito, para terminar logo.

      Eu aprendi a não lutar contra o ataque e deixar acontecer, exceto em determinados locais, mas o meu caso não é grave, aconteceu menos de dez vezes na vida. A última vez, eu pensei que fosse um AVC e entrei em pânico, mas foi só no início.

      Eu acho que o pânico foi justamente por eu não conseguir controlá-la, já que eu estava começando a dormir.

      Eu sei que não tem nada a ver, mas só por curiosidade: Você notou que no nome de seu filho pode se notar uma mensagem wars, conflito. O conflito interior é uma das causas da falta de controle emocional, na minha opinião.

      Desejo que vocês encontrem uma solução o mais breve possível, mas não se esqueça de relaxar a mente, de seu filho e de toda a família.

      ABS

      Comentário por icommercepage | abril 23, 2012 | Resposta

      • Eu salvei o texto para reler, é um texto que faz parte da minha vida, de certa forma.

        ABS

        Comentário por icommercepage | abril 23, 2012 | Resposta

    13. [...] Epilepsia – Quando a mente tem um ataque [...]

      Pingback por Rebeldes que desafiam o sistema « Made in Blog | abril 25, 2012 | Resposta

    14. Olá Gleice, boa noite. Temos algumas coisas em comum.

      O primeiro é a aparente carência afetiva, quando você escreve: “O problema é que ele viaja bastante e muitas vezes fico sozinha, pois minha filha está cada vêz mais longe de mim”.

      Gleice, a minha mulher e meus quatro filhos estão sempre presentes na minha vida, porém, sinto a carência. Todavia, tem um detalhe: ela não existe no sentido comum das pessoas, pois, é causada pelo remédio (gardenal). Assim, pareço bastante com você, ou seja, não é efeito psicológico, não é real, mas sim efeito do medicamento.
      Sabendo disso procuro me controlar e dar efeito diferente na minha relação com as pessoas, incluindo meus familiares, tendo em vista que se estão juntos comigo, conversam, passeiam comigo etc, podendo ser tudo, menos carência.

      Isso porque temos a tendência de nos impor a carência e o que é pior, agravar mais ainda a situação, dando a impressão que quem está próximo de nós não quer sequer manter a conversar, ter um diálogo com nós.
      Ora, se não quer sequer conversar, a tendência natural é de sentirmos rejeitados e em seguida imprestáveis, baixar mais ainda a autoestima, quando, na realidade, tudo se iniciou com uma ideia falsa, qual seja, que somos carentes.

      Outra conclusão de ser a carência provocada pelo gardenal é que fiquei algum tempo sem o remédio e essa carência desapareceu.
      Impossível carência psicológica desaparecer com a retirada do remédio, mas ressalvando que realmente você pode estar carente, mas antes de tudo verifique se ela é real, se existe, se dá para controlar a carência, tendo em vista que carência nenhuma você consegue controlar – digo da real. E se consegue, então não é carência.

      Na segunda parte você diz: “Estou quase bem, quero muito voltar a trabalhar, mas tenho receio de que em uma empresa não irão empregar-me sabendo de minha condição”.
      Ora, volte a trabalhar. Como se popularmente, pior do que está não fica, sempre prestando muito atenção em não ficar impondo limites, erros, sem necessidade em voce onde não é necessário.
      Antes de dizer sabendo de minha condição, comece a trabalhar e somente depois de alguns meses conte que tem a epilepsia, ainda assim se necessário for, considerando que não houver ameaças ou crises epiléticas, não há necessidade de contar.
      Ademais, você precisa contar somente para quem está próxima de voce, levando em consideração se o Diretor de Recursos Humanos está longe, mal conversa ou nem conversa com você, o mais importante é você contar para quem está trabalhando ao seu lado, como outra Secretária.
      Assim, se for o caso de presenciar a crise epilética, será essa pessoa que irá presenciar e não o Diretor da Empresa.

      Gostaria muito de receber um e-mail de você dizendo: hoje sai e fiz entrevistas etc. Fui contratada. Faça como o vendedor: arrisque.
      Pelo seu texto, eu acredito que você já venceu, mas falta colocar em prática a vitória, a começar pelo novo emprego ou começar um negócio próprio, com atendimento inicial em casa. Faça um planejamento. Nosso cérebro é muito potente, muito grande e o utilizamos pouco, muito pouco, graças aos nossos pessimismo.
      Quanto a psicóloga, posso lhe dar o endereço, telefone, mas mande um e-mail para privatizar12@hotmail.com que lhe forneço, com prazer.

      Abraços,

      Sergio Augusto

      Comentário por Sergio Augusto | abril 26, 2012 | Resposta

    15. Amigos, estou gostando do que estou lendo neste site, porém, quero deixar claro que não pretendo, em hipótese alguma, esgotar o assunto e ou se o dono da verdade, a começar que não sou médico, mas advogado.

      O que falo nesses comentários são fatos ocorridos na minha vida. É com fundamento neles que procuro transmitir o que sinto ou as experiências passadas, bem como estou me tratando.

      Se por um lado não sou médico, por outro lado estou ciente que o médico não passou pelas minhas experiências, visto ser teórico. Estou procurando ser o máximo pragmático, porém, pode estar dando a impressão de estar querendo esgotar o assunto, quando a pretensão é oposta, isto é, ter mais depoimentos de outras pessoas.

      Acredito que preciso de outras experiencias, como a relatada pela Gleice (fatos comuns) e ou pela Regina, sem prejuízo dos demais comentários, para tentarmos melhorarmos o nosso dia-a-dia.

      Finalmente, com ou sem epilepsia é preciso lutar. E muito.

      Abraços,

      Sergio Augusto

      Comentário por Sergio Augusto | abril 26, 2012 | Resposta

      • Olá Sérgio:

        … e por falar em teoria, eu tenho uma teoria de que a comunicação é um fator primordial em nossa vida. Quando você cita o empreendedorismos, trabalho por conta própria, você me lembra de um estudo sobre empreendedorismo, onde eu disse para meus colegas de estudo que nosso maior empreendimento é a nossa própria vida.

        Eu tenho notado a sua qualidade rara de comunicação e, mesmo sendo virtual, isso é muito importante. Eu sou muito observador e sei que quem se comunica melhor, tem mais facilidade para resolver seus problemas.

        O atendimento médico é muito técnico e, por ser técnico, o médico gosta de ir direto ao ponto, sem se importar com as experiências do paciente, o que ele tem sentido e observado. Felizmente alguns médicos nos dão mais liberdade.

        Não seria bom que os neurologistas lessem esses depoimentos, para terem um prática de sua teoria, melhor, sem pagar nada por isso?

        Parabéns pelo conjunto de textos claros e pela participação tão prestativa.

        ABS

        Comentário por icommercepage | abril 26, 2012 | Resposta

      • É muito bom ver como cada um sente de maneira diferente.
        Tenho 65 anos e tenho epilepsia faz 16 anos, as primeiras
        crises foram as que espumam e torcem, logo após tive várias
        crises de ausência, até hoje não sei o que é isso,a uns 5 anos atrás
        passei a ter crises inconsciente ,às vezes uma vez por mês, outras cada
        15 dias já tive 2 vezes ao dia , são crises que demoram de 20 a 50 minutos,
        sinto quando vou ter , mas não da tempo de avisar .Caio , me machuco,
        só sinto os efeitos quando acordo .
        Mas esse não é o pior dos males, a depressão é bem pior, pois com ela
        magoo as pessoas que mais amo , dentre elas o meu marido que é quem
        mais procura me ajudar,fico de 3 a 4 dias só chorando, achando que ninguém
        me ama, daí ela vai embora e eu fico numa boa até quando voltar novamente.
        Estou em tratamento desde o início com; carbamazepina (5)
        urbanil (1), omeprazol (1), imipramina (3), enalapril(1), carbolitium (2),
        A depressão me faz chorar muito sinto dor no pescoço e me sinto sufocar.
        Por isso digo a epilepsia no meu caso é o menor dos problemas.
        Escrever isto foi um desabafo.
        Você pode não concordar comigo, mas a depressão é a última instãncia da
        consciência humana.
        Obrigada. saúde é como amizade, só se dá conta quando perde…
        Tendo saúde e amor basta, o resto dá-se um jeito .

        Comentário por Ana Alieve Kochinski | maio 8, 2012 | Resposta

        • Ola:

          Sua observação é muito boa.

          Eu também notei que durante os comentários, cada caso era um pouco diferente, apesar de ter algumas coisas em comum. A intensidade também é diferente, além dos sintomas e tratamento.

          Depois de um assalto e algumas pancadas na cabeça, eu tive algumas pequenas crises e ameaças, eu nunca cheguei a descobrir se era só físico, mental, ou os dois, o que eu sei é que mais uma vez eu me recuperei.

          É preciso relaxar muito, ter muito apoio e, em casos mais graves como o seu e de outros epilépticos que comentaram aqui, um bom tratamento.

          Desejo melhoras para você e que consiga controlar a parte psicológica, além do tratamento.

          ABS

          Comentário por icommercepage | maio 8, 2012

    16. Ana, como eu disse sou advogado e não médico, mas pela experiência que possuo, acredito ser muito remédios a sua quantidade. E além de ser muito não impede a crise. Penso que é o caso de você se consultar com mais de um médico, ainda que no primeiro acredite ser bom e suficiente. Tem mais, na própria bula dos remédios costuma constar que a quantidade excessiva pode ter efeito oposto ao desejado, isto é, ao invés de impedir, ajuda a ter mais crises. Choro. No tocante ao choro, quando troquei de remédios, fiquei mais sensível a qualquer sofrimento humano e em seguida derramava lágrimas e, ao trocar o remédio esse choro foi embora.Depressão. Remédios contra a epilepsia tem por objetivo causar a depressão do cérebro, tendo em vista que a velocidade de raciocínio do epilético costuma ser mas rápida. O remédio reduz essa velocidade mediante a depressão. Procure saber se é depressão psicológica e ou a causada pelos remédios. Pense um pouco em alternativas. A primeira é troca de médicos. A segunda (talvez) troca de remédios.
      Saudações,

      Sergio Augusto

      Comentário por Sergio Augusto | maio 10, 2012 | Resposta

    17. Oi Sergio,obrigada pela sua resposta.
      Só para completar o que escrevi antes;Se eu diminuir a dose dos remédios
      terei crises mais frequentes , já consultei outros neurologistas houve quem disse que eu tinha bipolar. Acredito que é depressão psicológica .
      Trabalhava com transporte escolar , gostava muito,fazia muitas amizades, e sem mais
      e nem menos surge a epilepsia , caçaram minha carta de motorista, em casa se
      desfizeram do meu carro para que não saísse sozinha ,dizendo que me levariam onde
      eu quisesse , não era e ainda não é a mesma coisa , nunca mais pus a mão num volante de um carro , e acredito que jamais terei coragem.
      Minha neurologista insiste para que consulte um psiquiatra ,não tenho coragem.
      Mais uma vez obrigada pela atenção,desabafar com pessoas que a gente não conhece e que não seja médico é bem diferente
      Atenciosamente
      Ana

      Comentário por Ana Alieve Kochinski | maio 11, 2012 | Resposta

    18. Ana, se sua neurologista insiste em vc consultar com psiquiatra, você tem que acreditar, afinal, ela é uma profissional.
      Saudações,

      Sergio Augusto

      Comentário por Sergio Augusto | maio 12, 2012 | Resposta

    19. Olá, boa noite para todos. Estou tomando, atualmente, 1/2 de gardenal (50mg) de manhã, ao acordar acrescido de Tegretol CR 200. Ao jantar tomo mais 1,5 (150mg) de gardenal, acrescido de 400 – Tegretol CR. Está surtindo bons efeitos, principalmente pela retirada de 200 mg de Tegretol, de manhã. E sem qualquer manifestação de crise parcial. Crise total estou há quase 2 anos. Vou lutando, vou labutando, vou acreditando em mim. A auto estima está bem melhor – esse foi o meu maior problema nos últimos anos. Abraço em todos. Sergio Augusto

      Comentário por Sergio Augusto | junho 16, 2012 | Resposta

    20. A matéria tratada no Tribunal de Justiça de S. Paulo tem tudo a ver com os portadores de epilepsia que não tem condições de comprar o melhor remédio e ou o remédio determinado pelo médico e acabam tomando o mais barato – em regra o gardenal ou aquele fornecido pelo Estado.
      Veja a matéria recente, publicada em 26.06.2012, no site do Tribunal: A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão que determinou que a Fazenda do Estado forneça fraldas geriátricas para um paciente portador de paralisia cerebral, conforme prescrição médica.
      Como não tem condições financeiras de arcar com o tratamento, o doente requereu ao Estado o fornecimento mensal de 210 fraldas descartáveis tamanho M da marca BigFral, de acordo com a prescrição médica. No pedido, a defesa alegou que as outras marcas são insuficientes na contenção dos dejetos, implicando infecções e dificuldades adicionais para seus familiares manterem um quadro higiênico adequado.
      A decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de São José do Rio Preto condenou a Fazenda a fornecer as fraldas enquanto durar o tratamento.
      A Fazenda recorreu da decisão e o relator do processo, desembargador Camargo Pereira, negou provimento ao recurso entendendo ser inaceitável o reconhecimento de um direito à saúde sem os meios para aplicá-los.
      Os desembargadores Ronaldo Andrade e Antonio Carlos Malheiros também participaram do julgamento e acompanharam a decisão.

      Apelação nº 0058216-60.2009.8.26.0576
      Comunicação Social TJSP – AG (texto) / AC (foto ilustrativa)

      Comentário por Sergio Augusto | junho 26, 2012 | Resposta

      • Olá Sérgio:

        Excelente texto, não só para os pacientes portadores desse distúrbio, como para os familiares e envolvidos em sua defesa.

        Muitas pessoas perdem as esperanças, achando que perderão a causa, ou podem ser enganados por falsos profissionais que desistem antes da hora ou fazem acordo. Sabendo de seus direitos e da provável sentença, fica tudo mais simples.

        Parece que as pessoas estão se tornando mais exigentes e é bom ver a lei funcionando, para variar.

        ABS

        Comentário por icommercepage | junho 27, 2012 | Resposta

    21. [...] Quando a mente tem um ataque [...]

      Pingback por As partes do cérebro são independentes « Made in Blog | setembro 30, 2012 | Resposta

    22. Olá meu nome é Daniela e tenho epilepsia desde os 7 anos, as crises era bem constantes até descubrirem o que eu tinha, quando tive minha filha com 17 anos tive uma crise na hora do parto e depois disso fiquei 11 anos sem ter nada, e agora voltei a te-las fui internada e fiquei 4 dias na UTI, tive 3 crises seguidas e duas paradas cardiacas, cheguei a pensar que tinha me curado. O que vc acha do meu caso estou um pouco confusa.

      Comentário por Daniela Rosa da Silva Barbosa | outubro 5, 2012 | Resposta

      • Olá Daniela:

        No caso do parto, fica claro que a pressão psicológica pesou muito, e o pior é que pode ser uma situação inconsciente, ou seja, o que parece insuportável para você, pode ser muito simples para os profissionais responsáveis.

        As paradas cardíacas mostram a gravidade do caso e a necessidade de acompanhamento de um profissional. Você precisa de terapias para aliviar a carga emocional, mas precisa avaliara o caso dessas paradas cardíacas.

        Será que você não teve um atendimento adequado durante o ataque? É preciso deitar na posição certa, de preferência para que a saliva saia naturalmente, sem o auxílio de terceiros e sem o auxílio de um lenço. Na hora do ataque, inconscientemente, você está testando a si mesmo. Está em conflito, com medo, mas é justamente vencendo esse medo que você pode vencer também a epilepsia.

        Naturalmente, esse é o ponto de vista baseado em mim e na minha família, onde o simples ato de evitar pessoas neuróticas, ambientes conturbados e situações que agravam o estado psicológico só iriam piorar o seu caso.

        Epilépticos devem ser o mais objetivos possível, resolvendo tudo na hora, para evitar a mente sobrecarregada. O fato de você ficar tanto tempo sem ter crises, acabou influenciando na falta de jeito em lidar com uma situação a qual você não está acostumada, como deitar na posição certa, relaxar, pior, você poderia ter pensado em algo muito pior que um ataque.

        Eu confundo o ataque epiléptico com aneurisma cerebral, assim como confundi o ataque de pânico com ataque cardíaco. É preciso se conhecer melhor e saber o que é real e resolver essas confusões.

        Um médio é necessário, mas você tem de se conhecer e se abrir para ele, para que ele possa ajudá-la.

        Não esquece de ler o outro texto que é mais pessoal, clicando no link.

        ABS

        Comentário por icommercepage | outubro 6, 2012 | Resposta

    23. Gostei muito de saber um pouco mais sobre o assunto, ótima matéria me ajudou muito.

      Comentário por Daniela Rosa da Silva Barbosa | outubro 5, 2012 | Resposta

    24. Gostei muito deste comentario , pois tenho epilepsia e meu filho com 8 anos deu a primeira crise vou me aperfeiçoa na histori da eplepsia .

      Comentário por luiz itamar bezerra de lima | novembro 23, 2012 | Resposta

      • Olá Luiz:

        Fique a vontade para comentar, interagir com os comentaristas e aproveitar o conteúdo de seus comentários.

        A não ser que a epilepsia de sua família seja muito grave, o que requer cuidados médicos e familiares, a maioria dos caos, na minha opinião, dependem principalmente de da saúde mental, tranquilidade, paz e por que não um pequeno acompanhamento de psiquiatras, terapeutas, psicólogos ou algum profissional que o médico indicar.

        Não se deve negar a condição, mas entendê-la pois, por incrìvel que possa parecer, a epilepsia é um sintoma e não a doença. A epilepsia apresenta muitas vantagens.

        ABS

        Comentário por icommercepage | novembro 24, 2012 | Resposta

    25. Muito boa esta materia e os comentarios.tenho uma filha Linda de dez anos ,e,aos 5 foi diognosticada cm epilepsia parcial,apartir de entao faz USO do medicamento tegretol ,e exames a cada seis meses.o tratamento dela e questao de prioridade p nos,mas,oq Mais fazemos questao de demonstrar a Ela e o nosso amor,e nunca aceito ninguem trata-la como incapaz.no ano de 2010 comecamos receber reclamacoes q nosa filha esta a muito dispersa na sala de aula,e, nao conseguia acompanhar os coleguinhas,foi entao q resolvi conversar seriamente cm ela,e entao foi q descobrir q Ela estava sofrendo buling na escola por parte de 3 coleguinhas.estas criancas me deixaram chocadas,pois,nunca Tinha visto tanta crueldade partir de criancas Tao pequenas.foi entao q comuniquei a direcao da escola q cm as maes das criancas logo solucionaram o problema .
      Proucuramos sempre demonstrar a ela nosso amor imcondicional,e isto tem ajudado muito no seu tratamento.
      Abcs a todos Voces q tiveram a coragem de compartilhar Suas esperiencias em um mundo Tao precoceituoso.
      Obs: minha filha e Tao inteligente ,q,em 2010 fez uma prova do estado e entre criancas de toda a escola ,ela Tirou a maior nota,ganhando uma medalha e ,premios p a escola.,isto so p provar um pouquinho q, ser epiletico nao torna ninguem menos IMcapaz ou menos inteligente.os preconceituosos sim sao imcapacitados de inteligencia e informacao.

      Comentário por Sirleide neves | dezembro 10, 2012 | Resposta

    26. Olá Sirleide:

      Muito boa a sua participação, ensinou-nos muito sobre a sociedade e sobre a epilepsia também.

      A minha família sempre teve epilepsia parcial, só os homens, mas nunca tivemos dinheiro para pagar tratamento, assim, trabalhar a parte psicológica foi o melhor caminho, mas eu vou me lembrar do tratamento, caso eu tenha uma fase mais forte, já que eu sou alérgico a medicamentos também.

      ABS

      Comentário por icommercepage | dezembro 11, 2012 | Resposta

    27. [...] Epilepsia – Quando a mente tem um ataque [...]

      Pingback por Sociedade programada « Made in Blog | dezembro 12, 2012 | Resposta

    28. Ola«la boa tarde chamo-me Manuel tenho 50 anos estou a escrever aqui de uma cidade transmontana de Portugal Peso da Régua eu tenho a epilepsia a muitos anos pois a muitos anos que me ando a tratar no Hospital de Santo António na cidade do Porto pois neste momento ando com os medicamentos que utilizo actualmente são,Zebinix 800mg 2 ao dia +Diplexil 500mg 2 ao dia + Castilium 10mg,2 ao dia mesmo assim com estes medicamentos a 8 dias atrás me deu uma crise crises essas que são de esquecimento ou melhor estou muito bem a falar seja onde for sem que eu saiba o meu cérebro ausenta-se de mim e eu faço coisas que não me lembro de nada as vezes estou num lugar e quando me passa a crise meu cérebro regressa e eu encontro noutro lugar que não era o mesmo onde me deu a crise,pois tem sido muito difícil aqui em casa porque eu não aceito estas malditas crises a dois anos andei bem que ate comecei a conduzir pois andava todo contente e porquê?? não tinha que andar a pedir a minha esposa para me levar a qualquer lado agora que me começaram a dar novamente as crises sou uma pessoa que não posso fazer minha vida sinto-me dependente das outras pessoas e não só as pessoas sentem-se envergonhadas de nos dar uma crise na frente de outras pessoas como devem de compreenderem não é nada fácil, pois eu já pensei na cirurgia será que resulta??obrigados e agradeço um conselho de vocês.

      uma santa Páscoa..

      Comentário por Manuel | março 30, 2013 | Resposta

      • Olá Manuel:

        A epilepsia não é muito comum em mim, demora anos e tem como causas tanto problemas físicos, quanto psicológicos.

        O meu irmão é um epiléptico não assumido e costuma ter crises bem mais fortes e acredito eu que seja mais psicológico que físico. Meu falecido irmão caçula tinha um problema, ou solução, ainda mais complexo e também era psicológico.

        Eu tenho facilidade em abortar a epilepsia, mas acho que isso é prejudicial pois isso faz com que eu tenha falta de concentração e, em casos mais raros, ausência leve.

        Quando você falou em suas ausências, eu notei que são ausências um pouco mais sérias. Eu fiquei pensando que talvez suas ausências sejam apenas uma falta de conexão de memória, ou seja, apesar de estar tudo normal, uma parte de sua memória recente falha e você perde parte das lembranças do que acabou de acontecer, o que é muito chato.

        Eu também tenho problemas de memória recente e isso às vezes pode me complicar a vida mas, felizmente, isso é muito raro e costuma acontecer apenas quando em estou muito nervoso ou quando levo algum choque forte. Eu procuro manter a minha cabeça tranquila para evitar esses choques e até para evitar a epilepsia que a meu ver é uma forma de desabafo inconsciente do cérebro.

        Quanto a cirurgia, aqui no Brasil não temos opções, os médicos tem uma frase feita para todos os problemas de saúde: “”Só fazemos cirurgia em último caso, quando a pessoa estiver morrendo, já que a área de saúde é extremamente corrupta, a área mais problemática do país, onde o voto não dá o retorno financeiro que a máfia deseja, nem os planos privados ajudam.

        No caso específico da epilepsia, eu acho que a cirurgia é ainda mais discutível. Eu notei em um dos comentários um relato, inclusive com referências, e me deu a entender que a cirurgia é um tanto quanto experimental.

        Depende muito da situação, como nesse caso do Rio Grande do Sul, onde o menino sofria muito e estava na faculdade, além disso o problema estava piorando e não havia saída.

        Fique atento a sua qualidade de vida e tenha a cirurgia como um último recurso, quando não houver saída. Nos casos das ausências, é importante avaliar as consequências, fazer anotações o tempo todo, para ter certeza se não é apenas uma amnésia temporada provocada pelo próprio estado emocional epiléptico.

        Eu encontro anotações inacreditáveis em meus diários.

        Feliz Páscoa e muita saúde.

        Comentário por icommercepage | março 30, 2013 | Resposta

    29. GENTE EU SOFRI UM ROMPIMENTO DE ANEURISMA SEQUIDO DE HIDROSEFALIA EM 2009,MAS FIQUEI COM A SEQUELA EPIELPSIA E TENHO SOFRIDO MUITO. A MEDICA MANTEVE UM BOM PERIODO 600 MG CARBAMEPEZINA, SÓ QUE AGORA TENHO TIDO MUITAS CRISES INCLUSIVE CAINDO NO CHÃO MACHUCANDO, JÁ FIQUEI NA RUA E NOS LUAGARES ANDANDO SEM RUMO CRISES DE AUSENCIA . TENHO SOFRIDO MUITO HOJE TOMO 400 MG CABAMEPEZINA PELA MANHÃ A TARDE GADERNAL 100 MG E A NOITE 200 CABAMEPEZINA.MINHAS CRISES EU FICO TOTALMENTTE DESORIENTADA, CABEÇA PESADA , DORMENTE.. ESTOU ENCOSTADA HÁ 2 ANOS PELO INSS. TRABALHEI HÁ 32 ANOS EM UMA EMPRESA .TENTEI VOLTAR , MAS FUI DISCRIMINADA ME AUSENTAVA MUITO E TIVE UMA CRISE NO TRABALHO. ERA GERENTE E ME DEIXARAM NUN CANTO ENTREI DEPRESSÃO. FAÇO TRAT DEPRESSÃO TB, FUI CHAMAA DE RETARDADA, POIS EM UMA DAS REUNIÕES CERTAMENTE FIQUEI AUSENTE E MIHA MEMÓRIA RECENTE A CADA DIA PIORA.QDO O INSS ME DEU ALTA FIQUEI SUPER CONTENTE OS MÉDICOS FORAM CONTRA, MAS ACHARAM QUE PODIA SER BOM. TENTEI DURANTE UM ANO E MEIO E NESTE PERIODO TIVE CRISES EM CASA, ÈMUITO TRISTE E HOJE ESTOU NA DEPENDENCIA DO INSS NÃO AQUENTO MAIS ISTO.RTOU COM 50 ANOS E 32 ANOS DE INSS.

      Comentário por HIGIA | abril 13, 2013 | Resposta

      • Olá Hígia:

        Quando a epilepsia é originada por acidentes, a psicologia/psiquiatria ajuda, mas a pessoa precisa se adaptar, aprender a conviver com a doença.

        É um pouco de pretensão querer analisar uma pessoa pelo texto, mas você me parece bem nervosa e com dificuldade de adaptação. É compreensivo o seu estado de nervo, assim como sua frustração, mas você precisa se acalmar, continuar o tratamento, para evitar o agravamento do problema.

        Ausência é comum em epilépticos, ataques frequentes também, mas parece que você não consegue abortar e nem prever o início da vertigem, isso é novo para mim.

        Espero que você melhore o mais rápido possível e tenha uma vida digna e saudável.

        ABS

        Comentário por icommercepage | abril 13, 2013 | Resposta

    30. SM CONTAR QUE NÃO POSSO MAIS DIRIGIR, SAIR SOZINHA E FICAR EM CASA

      Comentário por HIGIA | abril 13, 2013 | Resposta

    31. Muito bom!

      Comentário por Cristiane Ribeiro Pereira | junho 19, 2013 | Resposta

    32. […] Epilepsia – Quando a mente tem um ataque […]

      Pingback por Caçadores de sonhos perdidos « Made in Blog | setembro 27, 2013 | Resposta

    33. No final de 2005 tive um gravíssimo acidente de trabalho caindo de três andares, foi um poli traumatismo tendo fratura no radio distal, rompimento do baço, traumatismo craniano, deslocamento do maxilar entre outros, após ter alta comecei sofrer de depressão profunda realizando tratamento no psiquiatra, além disso convulsões começaram a surgir, mas tinha um episódio hoje outra daqui a 5 meses em fim, mas neste ano comecei a ter com frequência sendo que tenho crises sucessivas sendo necessário ser levado por resgate.(Tive duas após 2 meses)

      Antes tomava Tigretol e Fenitoína que de acordo com o atual Médico Neurologista que consulto é errado e hoje tomo somente Fenitoína (400 mg) . Quando tenho crises convulsivas o que mais penso e fico remoendo é a vergonha pelo fato de todos ficarem olhado, aquela multidão, conversas em fim e após o episódio que ocorreu no momento assim como os anteriores vem em mente fazendo com que eu fique perturbado e vem aquele sentimento de incapacidade, hoje eu com 32 anos após ter ficado afastado pelo INSS por 8 anos procuro de todas as formas me ajudar e fazer com que eu consiga levar uma vida normal.

      Tenho Epilepsia com crises parciais complexas e secundariamente generalizadas.

      Comentário por Claudio | novembro 12, 2013 | Resposta

      • Olá Cláudio:

        O seu depoimento é emocionante.

        Eu concordo que ter epilepsia é meio constrangedor, entretanto, o que mais me preocupa é quando as pessoas querem ajudar e lhe colocam de costas, provocando o afogamento pela saliva.

        Como ficamos limitados na comunicação, a única forma de afastar essas pessoas com boa intenção é falando um palavrão bem feio, o que pode levar os supersticiosos a achar que a gente está possuído ou algo assim.

        No seu caso, por ser uma epilepsia por acidente físico, é preciso estar atento, além da parte psicológica, também a parte física.

        Quando o problema piora, é claro que precisamos de muito apoio, força de vontade e muita paciência para vencer essa fase e não desistir do tratamento.

        Muita força para você, meu amigo.

        ABS

        Comentário por icommercepage | novembro 13, 2013 | Resposta

        • Obrigado pelo comentário, só para complementar durante o coma no acidente no qual eu não me movimentava assim como não falava minha mente pensava em tudo, minhas brincadeiras quando criança, pessoas, situações em fim comecei a ver a vida de forma diferente, ou seja, o que você faz de bom ou de ruim para si ou para o semelhante virá para você de alguma forma , portanto ser gentil, educado, compreensivo, humano em si é fundamental para levar a vida com paz e harmonia.

          Infelizmente quando debilitado “amigos” sumiram por simplesmente não poder fazer nada e atualmente tenho dificuldade de me relacionar sendo hoje introvertido e epilético.. mas agradeço por hoje “eu estar bem” !!!

          Obrigado abraço !!

          Comentário por Claudio | novembro 15, 2013

        • Olá Cláudio:

          Nossa sociedade é muito mal educada. Somos educados para uma vida de servidão, trabalhando muito e ganhando pouco.

          Não temos tempo para quase nada, pior, nos acostumamos com isso. Entretanto, é nessas horas que conhecemos os verdadeiros amigos, o que nos deixa muito frustrados, já que ficamos com a certeza que não tínhamos os amigos certos, apensas certos amigos.

          Esse é o pior tipo de dor que um homem pode suportar, ou não, quando se torna insuportável.

          Fico feliz que tenha suportado.

          Muita saúde para você.

          ABS

          Comentário por icommercepage | novembro 16, 2013

    34. […] Epilepsia – Quando a mente tem um ataque […]

      Pingback por Palinopsia transforma o cérebro em Matrix « Made in Blog | fevereiro 10, 2014 | Resposta

    35. Oi.eu estou com muita dificuldade de arrumar um emprego,eu tenho epelipisia a mais de 10 anos não tinha dificuldades,mais agora estou teendo,eu passo em todos os exames mais quando o médico sabe que eu tenho essa doença me reprova,uma vez eu estava trabalhando, e me deu uma crise no trabalho,depois que voltei para o serviço me derao a conta!!!depois disso nunca mais conseguir arrumar um trabalho,eu queria e trabalha e não encostar,,só nova ainda tenho só 27 anos mais eu só pobre tenho um filho tenho que ajuda mesma esposo!!!!o que q eu devo fazer??

      Comentário por Lucilene | fevereiro 22, 2014 | Resposta

      • Olá Lucilene:

        Em primeiro lugar, dispensa por epilepsia é caso de polícia, processo judicial. Uma empresa não deveria despedir mas, sim, contratar. Eu não sei como eles sabem que você é epiléptica.

        Se a sua cidade for pequena, você pode optar por não denunciar, por não querer escândalo, mas esse seria o certo a se fazer.

        Você também poderia trabalhar informalmente ou talvez, em alguns casos, registrar firma e trabalhar como empreendedora individual, ou seja, trabalhar para si mesma.

        Uma pessoa que trabalha com limpeza, babá de aposentados, etc. pode ser empreendedora individual.

        Se você está tendo problemas, eu imagino que sua cidade seja pequena e, como todo caso de preconceito, é preciso educar as pessoas. Eu acredito que em alguns empregos as pessoas sejam menos preconceituosas.

        Boa sorte e não desista.

        ABS

        Comentário por icommercepage | fevereiro 22, 2014 | Resposta

    36. OLA, MEU NOME E PATRICIA, TENHO 35 ANOS, E DESDE OS 10 ANOS TENHO DESMAIOS, GERALMENTE EM SITUAÇOES DE MEDO, ANSIEDADE. ME CASEI AS 30 ANOS E NESSE TEMPO NUNCA TINHA TOMANDO REMEDIO, TIVE DIAS FILHAS, QUANDO A MENOR ESTAVA COM SEIS MESES TIVE A PRIMEIRA CRISE CONVULSIVA DORMINDO. FUI ME DAR CONTA DO QUE TINHA ACONTECIDO DEPOIS DE UNS TRES DIAS. HOJE FAÇO USO DO TRILEPTAL DE 300 02X AO DIA. MAS O QUE ESTA ME INCOMODANDO E A ENXAQUECA, LABIRINTITE, DOR NAS COSTAS, OMBROS E A SENSAÇAO DE ESTAR FORA DO AR SEMPRE, VOU AO MEDICA QUE ME ACOMPANHA, ELA ME PASSA UM MONTE DE REMEDIOS. O QUE VC ME SUGERE, DE ACORDO COM AS SUAS EXPERIENCIAS, A EPLEPSIA PODE SER EMOCIONAL? POIS EU NUNCA TIVE UM DESMAIO EM UMA FESTA, JANTAR ETC..

      Comentário por PATRICIA | março 5, 2014 | Resposta

      • Olá Patrícia:

        Enxaqueca e labirintite, eu também tenho, mesmo assim eu consigo ficar anos sem ter uma crise e poucas pessoas sabem que eu tenho. É preciso enfrentar os problemas que provocam as enxaquecas e o stress. Entretanto, sempre tem um agravante, acidentes e/ou batidas na cabeça.

        Você nunca teve epilepsia em festas e eventos porque sua mente fica mais ativa, evitando ficar fora do ar. A pior fase que eu tive, eu tinha um ataque toda vez que eu ficava fora do ar, assim, eu aprendi a abortar as crises.

        Pelo menos uma vez eu tive epilepsia espontânea, ou seja, ao invés de fugir dela, eu a usei como forma de descarregar todo o stress que eu tinha.

        Epilepsia dormindo não é muito comum, ao invés disso, eu tenho sonhos lúcidos, mas suas dores ombros e costas indicam que você não tem dormido bem, talvez algum distúrbio do sono.

        O tratamento, como todos tem relatado nos comentários, depende de um bom médico, mas a pessoa pode fazer algumas terapias também. E acredito que é preciso identificar o que está incomodando mais e resolver, por exemplo, distúrbio do sono, problemas pessoas ou familiares, acidentes, vida sedentária, etc.

        O epiléptico é uma pessoa sensível que precisa de paz de espírito e quando o ambiente não ajuda, acontecem as crises. Pessoas epilépticas são muito introspectivas e não desabafam nem falam o que pensam, como resultado, há uma série de conflitos se formando na mente que nem sempre são contidos.

        Você pode controlar a epilepsia mantendo o corpo em movimento, ativo, por exemplo, mexendo as mãos e os dedos, pés, etc., isso alivia a tensão. Na hora da epilepsia, só os movimentos na cabeça e nos olhos podem abortar um ataque.

        ABS

        Comentário por icommercepage | março 6, 2014 | Resposta

    37. muito obrigada. e muto bom trocar essas experiencias com que passa. essa maneira de abortar as crises é bem interessante. nao deixe de compartilhar essas experiencias e dicas.

      Comentário por patricia | março 6, 2014 | Resposta

      • Disponha Patrícia:

        Procure dormir bem pois eu notei o quanto o sono faz falta e pode comprometer a nossa saúde.

        ABS

        Comentário por icommercepage | março 7, 2014 | Resposta

    38. […] Epilepsia – Quando a mente tem um ataque […]

      Pingback por Descobertas através dos sonhos « Made in Blog | abril 7, 2014 | Resposta

    39. Bom dia, Sergio, tudo bem?
      Encontrei seu blog e gostei muito da sua história.
      Estou passando por um problema devastador. Minha filha de 17 anos, extremamente inteligente e dedicada ao trabalho e aos estudos (inclusive passou na primeira fase da UERJ em junho – medicina) começou ter dores constantes de cabeça. Foi ao neuro, que passou Naramig e pediu ressonância pra ver se era enxaqueca ou labirintite. Mas, antes de fazer o exame, de repente passou a ter crises convulsivas. Ela internou na quinta e fez 2 tomografias, ressonância e punção lombar, no entanto, nada foi encontrado. Desde então ela vem sendo dopada com Gardenal, Tegretol e Hidantal. Pedimos transferência pra outro hospital. O médico fez um eeg, mas ainda não veio ver o resultado.
      Estou arrasada de ver minha filha tão mole que não consegue andar, fala mole e tem algumas ideias desconexas às vezes.
      Gostaria de saber se, com a sua experiência, você poderia me dar alguma orientação.
      Muito obrigada.

      Comentário por Fabiana | julho 30, 2014 | Resposta

      • Olá Fabiana:

        Muito prazer, eu sou o Jânio e tive a felicidade de ter a participação do Sérgio por aqui. Ele escreve e explica muito bem a sua experiência.

        Quando você disse que sua filha passou em um vestibular difícil, como é o de medicina, associei isso imediatamente. A penúltima crise minha ocorreu durante os estudos para um concurso e o último foi depois de um atropelamento.

        É pena que o Sérgio não esteja por aqui agora, espero que ele leia isso o mais rápido possível.

        Os médicos são a nossa melhor opção, mas nem todos oferecem opções e a maioria são frios, dizendo coisas como essa doença não tem cura, precisa conviver com ela, etc.

        Uma forma de melhorar a condição do epiléptico é sempre psicológica, já que sua filha não sofreu nenhum trauma físico recente. O caso dela é o mais grave que eu via até agora aqui e o sérgio poderia ajudar, sim.

        Durante uma crise menos intensa, eu sempre aconselho a pedir para a pessoa relaxar, virar a pessoa de costas pode agravar, já que a pessoa não consegue respirar e afoga, melhor virar imediatamente deldo, na direção em que a pessoa virou a cabeça.

        É preciso dizer para a pessoa relaxar e dizer que é só uma epilepsia, pessoas nervosas perto só tendem a piorar a situação, é preciso se controlar. Também é preciso descobrir se a pessoa está com algum conflito.

        Ela passou no vestibular, não deveria ter nenhum conflito, a não ser que ela não quisesse isso, entretanto, o stress pré-vestibular é suficiente para provocar os ataques. Pelo que eu tenho ouvido falar, é um dos piores momentos de um estudante.

        Vamos aguardar o Sérgio que sempre recomendou terapia psiquiátrica para relaxar um pouco a mente. Controle-se diante de sua filha e não deixe ela se afogar.

        Saúde para ela.

        ABS

        Comentário por icommercepage | julho 31, 2014 | Resposta

    40. Se alguém me de orientação ficarei muito grato pois eu tinha amigos que afastaram hoje me sinto só em Deus.

      Comentário por Daniel | agosto 10, 2014 | Resposta

    41. Tenho crises desde os 14 anos e hoje estou com 34 anos o carbamazepina cr sempre fez parte da minha vida ,assim como os amores que presenciaram minhas vitórias e perdas que não foram poucas ,os empregos nem falo já perdir as contas ,cursos não concluidos .Afinal!! hoje trabalho em uma confecção familiar curso adminstração ,alugo brinquedos para festa .Nos altos e baixo da minha vida me sinto só pois o preconceito é muito grande e eu não acostumei com isso ,minhas crises graças a Deus estão controladas não bebo não fumo tenho carro ,tenho moto tenho um sobrado próprio ,se alguma gata tiver interssada será muito bem recebida ,abraços

      Comentário por Daniel | agosto 10, 2014 | Resposta


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