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Os dez melhores filmes de ficção científica

planeta dos macacos

Filmes Clássicos

Enumerei, na lista abaixo, uma lista pessoal dos dez melhores filmes de ficção científica dos últimos anos. Ficaram fora dessa lista, os filmes clássicos como: “A Mosca da Cabeça Branca”, mais tarde refilmado como “A Mosca”; “Guerra dos Mundos”, refilmado com o mesmo nome; “Metrópolis”, clássico de ficção, absoluto; “O Dia em que a Terra Parou”, etc. Filmes clássicos serão homenageados nos próximos posts.

Esta lista é uma homenagem aos filmes que assistimos sempre, ou por ser um filme de grande produção, com detalhes que merecem ser revistos, ou por serem “cult movies”, filmes que não saem da cabeça dos cinemaníacos.

Filme de ficção científica que se preze, tem que criar um Universo em torno de si, como Guerra nas Estrelas; também pode ser filosófico, como Planeta dos Macacos; Pode sugerir a possibilidade de mudanças, como “O Exterminador do Futuro”, ou insinuar que nossa vida não passa de uma grande ilusão, como “Matrix”.

Filmes de Ficção podem apresentar curiosidades científicas, como o perigo de uma bactéria alienígena, ou uma nova espécie alienígena dominadora, vinda do espaço, como em “Alien, o Oitavo Passageiro”, ou o próprio homem pode se tornar uma ameaça, em colônias fora da Terra, como em “O Vingador do Futuro”.

Um bom filme de ficção pode ser baseado numa mente perturbada, num futuro não muito distante, onde a vida já não faz mais sentido, num mundo sem espaço para crenças e mitos, como em “Blade Runner”, um mundo onde uma pessoa pode enlouquecer, perdendo completamente o controle e explodir, como em “Scanners”.

2.001 – Uma Odisseia no Espaço – Em toda lista de filmes de ficção, 2.001, de Stanley Kubrick, é citação obrigatória. Assistindo 2.001, é possível até se acreditar em uma conspiração de que o homem não foi à lua, que tudo não passou de uma super produção do cinema.

…mas teoria de conspiração é mero pretexto para enaltecer um filme que não envelhece, mostrando que o talento de uma super-produção nunca será superada.

Se a produção era ambiciosa, o argumento não ficava atrás. Kubrick foi considerado pretensioso ao querer mostrar, num mesmo filme, a origem, o presente e o futuro da humanidade.

Para quem nunca levou as teorias de Darwin à sério, ele ainda insinua uma presença estranha, uma presença que poderia ser alienígena – raça superior – ou ser o próprio homem, no futuro, guiando seus próprios passos até se tornar “absoluto”.

Se o livro no qual kubrick se baseia já é fenomenal, mostrando que não há tempo no espaço e outros conceitos revolucionários da física, imaginem tudo isso transformado em imagens. Foi isso mesmo que Kubrick fez, explorou essas imagens até o limite, mostrando sua versão de um sonho lúcido, tendo como consultor o próprio autor do livro.

O Planeta dos Macacos – Esse filme faz parte do fim de uma geração em que o cinema de ficção não tinha limites nem medo do ridículo, tanto que o autor do livro, em que o filme se baseia, declarou: “Essa história é apenas uma brincadeira, em relação a teoria de Darwin.”

Se era muito abusado ou não, a verdade é que o autor vira a teoria de Darwin de ponta cabeça, invertendo tudo.

Charlton Heston lidera um grupo de cientistas que viaja no espaço. A nave entra numa tempestade cósmica, cai num planeta onde o macaco – racional – evoluiu do homem – irracional – o resto é história.

Esse foi o primeiro filme a mostrar o macaco como animal racional, ideia que seria aproveitada em “Guerra nas Estrelas” e inúmeros outros.

Essa sociedade bizarra de macacos fez tanto sucesso, que deu origem à várias sequências, seriado famoso, e refilmagem recente, do irreverente Tim burton.

O Exterminador do Futuro – O filme não traz uma ideia muito original, mas apresenta ao mundo um novo gênio desse gênero, James Cameron.

Claro que essa não é a única qualidade do filme, a produção sobreviveu a saída de Cameron e poderá sobreviver à saída de Arnold Schwarzenegger.

Um robô do futuro – um exterminador – é enviado ao passado/presente, para assassinar o menino que seria, no futuro, o líder da resistência às máquinas, um homem viaja para salvá-lo.

Guerra nas Estrelas – Poucas séries fizeram tanto sucesso quanto guerra nas estrelas. Muita gente pode não saber, mas a produção desse filme era direcionado às crianças. George Lucas acreditou tanto no potencial de suas escolhas, que desenvolveu projetos muito mais ambiciosos paralelamente.

Algumas semanas depois, sua decepção foi grande, ao saber que nada havia sido criado, enquanto já se verificava uma verdadeira indústria de produtos a serem comercializados junto com o filme

O segredo é que aquele grupo de “nerds” precisava de liberdade, por isso passavam o tempo em piscinas e salas de jogos “pensando”.

Uma banda de rock que ensaiava nas redondezas, não ajudava em nada, por isso um dos empresários “negociou” amigavelmente com eles: “Se vocês não pararem de fazer barulho, enquanto nossa equipe está trabalhando, nunca mais gravarão um disco”, funcionou.

George Lucas conseguiu um filme tão perfeito, criando uma realidade alternativa, que o objetivo inicial – atingir o público infantil – foi ampliado, atingindo todas as idades.

Em um Universo muito distante, uma civilização parecida com a Terra se desenvolve, com muita coisa em comum.

Há citações ao imperialismo e à república, num ambiente muito instável, narrando a história épica da família Skywalker e seus amigos.

Alien – O Oitavo Passageiro – Numa viagem rotineira ao espaço, um ser alienígena começa a atacar toda a tripulação.

É impressionante como uma nave gigantesca poderia ser controlada por uma tripulação de sete pessoas, no futuro. Ridley Scott criou uma obra-prima, com truques de cena capazes de assustar até mesmo os atores mais experientes, o que deu mais realismo ao filme.

Robocop – Esse filme foi exibido até a exaustão nas tvs do Brasil, isso porque dava muita audiência.

Aparentemente, o argumento é meio infantil, mas a violência não. Além da violência, há críticas ao sistema de privatização, onde o Governo terceriza responsabilidades sociais.

Um policial é baleado, dado como morto, sendo utilizado como voluntário em um projeto privado, criação de um ciborg. Uma solução discutível, para uma greve de policiais.

O Vingador do Futuro – Não se deixe impressionar pelo título em português, é um dos melhores filmes de ficção ciênctífica de todos os tempos.

O gênero entrava na era dos efeitos especiais, abandonando de vez as trucagens. Cada minuto podia ser acompanhado de um a dez efeitos especiais, sem deixar tempo para a observação dos erros de filmagens, muito comum nos dias de hoje.

Arnold Schwarzenegger é um simples trabalhador que compra uma aventura “turística” fora da Terra, mas o programa virtual é “real” demais – Ou será que é a realidade que é muito virtual?

O caso é que o turista virtual se vê caçado pelos dois lados, sistema e revolucionários, numa história absolutamente “incorreta” politicamente.

Matrix – Esse é um filme que estabelece uma nova era para a ficção científica, a era dos games.

Numa época em que os Games vendem mais que os filmes em DVDs, os games passaram a servir de inspiração, daí, surge a pergunta: “O que é real e o que é ilusão.”

No filme, essa ideia pode ser melhor trabalhada, conseguindo resultados absolutamente incríveis.

Numa realidade – Alternativa? – os seres humanos vivem sua vida normalmente, mas alguma coisa está errada.

O que estaria errado, acaba se revelando uma falha no programa. Acontece que, no futuro, as máquinas passam a controlar os seres-humanos, sendo suas mentes usadas para processamento.

Para libertar os seres humanos, só os vírus, outros humanos. Os anti-vírus, uma espécie de “homens de preto” não tem nada de engraçado.

Acontece que a morte virtual pode levar a uma morte real também, visto que o programa é ligado ao cérebro, uma parte que controla todo o corpo.

Scanners – Sua Mente Pode Destruir – David Cronnenberg é um autor, cria argumentos e filma.

Ex-estudande de medicina – Ou seria médico? – Cronenberg sempre tentou exorcizar seu lado mais obscuro da mente, e olha que esse não é nem de longe seu filme mais perturbador.

Um grupo de jovens desenvolvem uma capacidade mental acima da média, podendo fazer quase tudo com a força do pensamento, mas isso provoca efeitos colaterais.

Os jovens usam seus poderes, esses poderes aumentam à medida que a doença cerebral também, com a doença vem a dor, até que o cérebro explode – Se alguém se lembrou de conspiração eletromagnética, talvez essa seja a ideia do autor.

Blade Runner – O homem finalmente conseguiu criar um ser a sua imagem, o problema é que o tempo de vida é reduzido.

Com uma capacidade de raciocínio cada vez mais evoluída, os replicantes se rebelam, passando a ser caçados vivos ou mortos.

Sua morte não é considerada assassinato, já que são apenas um produto, mas como saber se não há mais replicantes infiltrados na sociedade.

O filme é inovador e apresenta, além dos efeitos técnicos, argumento com citações filosóficas, e insinuações sobre quem é humano.

Além de cult movie, esse filme apresenta os replicantes como seres perfeitos demais para viver nesse mundo, além de denunciar a manipulação genética, poluição e decadência do homem, pela tecnologia.

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By Jânio

fevereiro 18, 2011 Posted by | Cinema | , , , , , , | 29 Comentários

   

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