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O problema dos pintos

Filhotes Precoces

Filhotes Precoces

Algumas freiras do interior do Paraná desenvolveram um projeto de psicologia infantil muito interessante, na década de oitenta. Acontece que algumas crianças, hiper ativas, estavam apresentando um comportamento um tanto quanto precoce para a sua idade.

Seu interesse por temas adultos preocupava tanto as famílias, quanto a escola e a igreja. Uma das alternativas encontradas, foi mostrar para as crianças a responsabilidade de se criar uma família.

As famílias compraram pintinhos nas agropecuárias, em seguida deixaram com as crianças a responsabilidade de cuidar daquelas pequenas aves.

No início parecia que tudo daria certo, mas não demorou para que o primeiro pinto morresse – cada criança era responsável por um dos pintinhos.

Os pintos restantes resistiram mais e, quando parecia que sobreviveriam, outros começaram a morrer, até não restar mais nenhum.

A mãe das crianças chegou para elas e disse: Viram a responsabilidade de cuidar de uma família? Vocês não foram competentes para cuidar de nenhum dos pintos.

Um dos meninos pensou um pouco e respondeu – Eu logo imaginei que isso não daria certo, não é fácil cuidar de uma ave, principalmente sendo filhote. Se a galinha estivesse aqui, ele teria sobrevivido.

O problema dos pintos foi a falta de galinhas – concluiu.

By Jânio

dezembro 7, 2012 Posted by | Piadas | , , , , , , , | 1 Comentário

Desafios de nossa educação

 transformações da familia

Comportamento dos Filhos

O Brasil sempre promoveu uma forma discutível de avaliação dos conhecimentos, durante muito tempo, quem tinha maior capacidade de decorar, tinha mais chances em vestibulares e concursos. Eu sempre considerei esse sistema discriminatório.

Alguns professores mais sensatos, deixavam sempre bem claro: “Há duas formas de resolver o problema, uma maneira fácil e outra difícil.

Na maneira fácil, todas as formas de simplificação do problema são usados, mas aquilo que deveria simplificar, acaba complicando.  Usam-se fórmulas, macetes, tabelas, sistemas antigos, idéias já pensadas, etc.

A sociedade de hoje opta pela forma mais fácil de resolver seus problemas, mesmo sem compreendê-los inteiramente.

A língua portuguesa é um bom exemplo disso, apenas pessoas com uma memória muito boa, com um domínio absoluto da língua, podem  escrever de maneira razoável, sem erros. 

Com a entrada da internet nas classes mais pobres, o sistema elitizado sofreu um duro golpe. Muita gente chega ao cúmulo de achar que a inclusão digital foi um erro.

Talvez a inclusão digital possa ter sido um erro, mas só se for para a elite.

A elite nunca se adaptará à maneira como o conhecimento é oferecido livremente pela rede de internet, com ausência total de direitos autorais.

Um problema que surge aqui, e não é exatamente um problema pedagógico, é a pornografia na internet. A pornografia é um problema tão difícil de ser evitado quanto outros tabus, tabus que foram evitados durante milhares de anos.

Com a internet, não só a educação deve ser repensada, como todos os costumes, tabus, e o próprio conceito de certo e errado.

Outro dia eu assisti à uma palestra, onde, de forma acessível, o apresentador mostrava os “velhos” de cabeça dura.  Na verdade os “velhos quadrados” eram citados como aquelas pessoas que não se adaptam às mudanças do tempo, podendo ficar isolados.

Pessoas idosas tendem a sofrer mais quando são impacientes, intolerantes. Ninguém terá paciência suficiente, caso não seja tratado sem respeito.

A falta de educação, ou educação errada, a qual as crianças são submetidas nos dias de hoje, transforma o mundo inteiro em um campo de guerra.

Vejamos o caso dos EUA, o país perfeito, segundo as normas do capitalismo. Na realidade são pessoas que estão no limite, onde a saúde mental não recebe a mesma atenção da saúde física.

Para nós brasileiros, isso nem é notado, já que nem à saúde física nós temos direito. Enquanto as TVs são as babás eletrônicas dos bebês, grandes criadoras de monstrinhos, nós somos submetidos a uma verdadeira lavagem cerebral, perdendo qualquer sensibilidade que antes tínhamos.

Para qualquer pessoa que nunca assistiu uma novela, pode achar a coisa mais estúpida do mundo, mas essa é a melhor forma de se criar caricaturas, trabalhar a mente das pessoas sem que essas tenham notado, uma verdadeira lavagem cerebral.

Na classe média baixa, a pergunta que eu tenho notado foi: “É melhor deixar o bebê com a babá ou na creche?” – Isso é muito interessante, pois as mesmas pessoas que são contra a privatização, protegendo os cabides de empregos e a corrupção, são as primeiras a terceirizar seus serviços domésticos.

Na classe média alta é pior, as “criadas”, pessoas sem vida própria, que trabalham vinte e quatro horas por dia, chegam ao cúmulo de criar até três gerações.

Isso pode até dar certo, mas é um risco ao qual se expõe os filhos. Aqui a lei é hipócrita quando diz: “Toda criança tem direito a um pai e a uma mãe.”

Em primeiro lugar, é preciso dizer que os filhos de mães solteiras nunca terão um pai, a pensão é uma forma estúpida de passar a impressão de que tudo está bem. Em alguns paises da America do Sul, as mães solteiras recebem um salário.

No passado, ao longo dos séculos e milênios, os filhos não tinham um pai, mas sempre tiveram uma mãe para educá-las. Como as mães estão aptas a educar crianças, no caso das meninas a educação ia além da infância, os meninos não amadureciam além dos onze anos, já que seus pais trabalhavam.

Hoje, as crianças não tem pais, nem mães. Quando são crianças mimadas, fica tudo mais difícil, as drogas, a violência promovida pela tv, cinema, e completada pela miséria, são um convite ao crime.

Enquanto em paises como os EUA, o Presidente Obama pede alguns minutos de silêncio, escondendo a violência gratuita promovida por Hollywood, aqui no Brasil, finalmente os jovens descobriram que a corrupção não implica necessariamente em marginalidade.

Os jovens agora já sabem que crime, só será considerado crime, quando for descoberto. Sabem também que as leis tem muitas brechas, onde os ricos sempre terão várias formas de escapar a justiça.

As mídias de massa fazem a sua parte, mostrando como os criminosos ficam pouco tempo na cadeia, além de promover o sistema caótico em que vivemos. Vivemos agora como máquinas, já que somos criados por elas.

Muita gente, agora, ainda está preocupada com a pornografia, e tem razão, o fácil acesso a esse conteúdo, forçaria os pais a acompanharem a educação dos filhos de maneira muito mais rígida.

O problema é que a internet expõe todos os tabus, e a sociedade nunca esteve preparada para eles, essa sempre foi uma maneira de mostrarmos as nossas verdades.

O “Caso Mayara Petruso” deixou as empresas com uma preocupação a mais, os problemas de educação, a partir de agora, as empresas de RH apertam o cerco para um problema que eles não davam muita importância.

A justiça ainda é tolerante com crimes de discriminação, racismo, mas a imagem da empresa fica manchada, podendo comprometê-la financeiramente.

A internet deu a palavra, apresentou os tabus, mostrou os direitos, e até facilitou o crime. Tudo isso porque a internet é apenas uma ferramenta revolucionária de comunicação da qual não podemos mais viver sem.

É preciso ficar atento às dicas de segurança, já que a nossa privacidade está por um fio. A internet conseguiu  a façanha de integrar todas as mídias, nossa privacidade é um pequeno preço diante disso.

A Educação dos filhos já passou a ser terceirizada, algumas vezes é irreversível, outras vezes, forçam-nos a uma reflexão: “O que é melhor para nossas famílias?”

Se as crianças não precisassem dos pais, a lei não insistiria tanto nas suas presenças. A incapacidade de lutarmos por melhores salários e pelo cumprimento de nossas leis, faz com que famílias inteiras tenham que trabalhar, deixando a educação de seus filhos nas mãos de outrem.

By Jânio

janeiro 16, 2011 Posted by | Reflexões | , , , , , , , , , , | 16 Comentários

   

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