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A teoria da PPP na prática

Recebi o video-denúncia por comentário e resolvi publicar

dezembro 4, 2011 Posted by | Policia | , , , , , , , | 1 Comentário

Faltam vacinas contra gripe influenza

Comércio da morte

A volta do descaso

Quando recebi um e-mail, dentro da Facebook, comunicando sobre a compra de um grande lote de vacinas contra o H1N1, decidi que era hora de parar de falar sobre essa doença.

No início da vacinação, comecei a desconfiar. Primeiro o grupo de risco, mulheres grávidas e bebês, idosos e doentes crônicos, sempre seguindo a velha fórmula de controlar tudo no limite.

Quando fui tomar a vacina, a mulher me perguntou se eu já tivera doença crônica, eu respondi que tivera várias, enumerei todas elas. A mulher me olhou com desconfiança e me perguntou se eu havia ficado muito mal, quase morrendo, respondi que só não morri porque fui para outra cidade e ameacei ligar para o Ministério da Saúde.

A mulher permaneceu irredutível, me explicou que eu teria que passar por uma bateria de perguntas. Descobri, da pior maneira, como uma epidemia se alastra. Primeiro há uma certa falta de respeito por parte de atendentes, submetidos à um sistema sem gerenciamento nenhum, em seguida, são as pessoas que desistem do tratamento, devido à falta de respeito a que são submetidas.

Pedi para a mulher esquecer a vacina, eu iria ver uma ficha que eu tinha no posto de saúde. Pedi para ela vir comigo, ela se recusou. Ela me disse que trabalhava só na parte de vacina; haviam três atendentes, aparentemente, estudando o manual de como atender os pacientes.

Voltei a portaria, onde o atendente olhou para mim e disse: O que o senhor quer? – eu respondi: Não quero nada, mas o senhor poderia pegar a minha ficha, por favor.

Ele pegou rapidamente a ficha, perguntei se ele poderia me dar a ficha para eu entregar para a mulher, ele disse que não, só entregaria para a enfermeira, a mulher teria que vir pegar. Eram apenas vinte metros, a distância.

Eu disse que, como a maioria dos brasileiros, já havia desistido da vacina, disse para ele deixar, aí, ele me disse para chamar um enfermeiro logo á dez metros. Eu chamei o enfermeiro meio contra a minha vontade, torcendo para ele não vir, mas ele veio, olhou a ficha de doenças crônicas e me deu um papel, autorizando a vacina.

Essa ideia de vacinar por etapas, iniciou-se logo com os primeiros casos de gripe, felizmente parece que não aumentou, por razões óbvias, há muita vacina no estoque. O motivo de não se vacinar todos de uma vez é o velho problema de infra-estrutura, não há funcionários suficientes.

Depois fiquei sabendo que não haveria vacina para todos, aqui notamos o velho problema de corte de gastos, sempre no setor errado.

No ano passado, quando começou a epidemia, também nos Estados unidos, pensei, se chegou nos Estados Unidos, poderia-se pelo menos tomar certas medidas para evitar o pior.

O problema não é a gripe H1N1, é toda a saúde em geral, a frase “esta tudo sob controle”, soa como: “Esperem sentados porque não faremos nada”.

Esse ano, nos Estados Unidos, mesmo com a vacina em fase de testes, não deu tempo de produzir vacinas suficiente para atender toda a população americana, no Brasil daria tempo. Ficaram pensando, se nos Estados Unidos Vacinaram só a metade, vacinaremos só a metade também, assim sobrará mais dinheiro em nosso caixinha.

Assim começou o jogo do empurra, onde os laboratórios não tem capacidade de atender o governo, já que a iniciativa privada e alguns municípios decidiram que todos deverão tomar a vacina. Como o tempo passa a ser um elemento importante, no combate à Gripe influenza, chegamos novamente a um impasse.

Enquanto em alguns municípios as pessoas desistiram de tomar a vacina, ninguém tem comparecido para tomar a vacina – ninguém sabe porquê – eu sei, falta de respeito; em outras cidades os prefeitos exigem que todos, sem nenhuma exceção, sejam vacinados, todos estão no grupo de risco.

Depois não adianta vir me dizer que o Ministério da Saúde está preparado para atender a todos, não só nunca esteve, como corre o risco de ver a população renegar o atendimento, como acontece no Rio de Janeiro, onde as pessoas não abrem a porta para o combate a dengue. Se quiserem entrar, tem que chamar a polícia e derrubar a porta.

Nos Estados Unidos, em situações de emergência, o Presidente se retira, quem assume é o governo Secreto. No Brasil, todos os políticos se escondem, apenas a população acredita que não haverá problemas.

Ainda há a suspeita de que muita gente vai ganhar muito dinheiro com essa doença, principalmente se a vacina não der para todos, resta saber até quando esse estoque ficará escondido.

By Jânio

abril 24, 2010 Posted by | Reflexões | , , , , , , , , , , | 2 Comentários

   

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