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Pedro Malazartes vai para o céu

sertão

imagens sertanejas

Depois de muito perambular pelo mundo, Pedro Malasartes morre. O eterno caipira, tão falado e comentado, nos três cantos do Brasil, vai para o céu.

Pedro sentia que alguma coisa não estava certa, tudo estava calmo demais, chegou até a pensar que estava dormindo, mas era o branco, havia branco por toda parte. Pedro sempre foi informal, sempre andou todo mal trapilho, exceto em um alguns bons momentos, onde o malandro se deu muito bem.

Será que alguém estava casando, afinal de contas, porque havia tanto branco naquele lugar.

Ao avistar um senhor idoso, numa velha porteira, finíssima por sinal, Perguntou.

– Sim siôr, será que tem argum trabaio preu fazê por aqui?

O homem respondeu:

– Aqui não, aqui todos descansam em paz.

Pedro pensou que esse era o lugar dos sonhos, só poderia estar sonhando, não pode haver um lugar desse.

– Se o Siôr me permite, eu vô entrá pra dá umas proza com o dono da fazenda.

O homem se alterou na hora:

– Está ficando louco? – aqui o senhor não entra não, ainda mais com a sua fama, Senhor Pedro Ma-la-zar-tes.

Pedro não gostava muito de sua fama de malandro ter se espalhado por todo o Brasil.

– Por gentileza, em que parte do Brasil nóis tâmu.

– Aqui não é o Brasil não, senhor Pedro – falou o homem.

Pedro começou a ficar curioso, será que sua fama já tinha ultrapassado fronteiras – pensou ele.

– O Siôr pode me dizer que lugar é esse, que eu não estou reconhecendo?

– O Senhor está no céu – tornou a falar o homem.

Pedro teve uma sensação a qual nunca havia experimentado antes.

– Eh! Diacho! eu acho que eu tõ te conhecendo xará, o Siôr é São Pedro?

– Isso mesmo – respondeu o homem – e o senhor não pode entrar no céu, é uma má influência.

Pedro pensou, pensou e perguntou.

– Intão o Siôr não vai querer saber a notíça boa que eu tenho pro Siôr?

– Que notícia?

– Dispois que o Siôr saiu da Terra, ela mudou muito. O Siôr tá muito bem lá.

– O Senhor pode me dizer como eu estou lá?

– Só se o Siôr deixar eu entrar.

– Está bem entra logo, mas se a notícia não for boa vai se dar muito mal.

Depois que entrou, Pedro olhou todo feliz, para São pedro e disse.

– Dispois que o Siôr deixou a Terra, sua fama se ispaiô pelo mundo todo, o Siôr se tornô um dos hôme mais rico da Terra.

Sem pôder acreditar, São Pedro disse:

– O Senhor pode me explicar melhor isso?

_ ixplicá não, mas o siôr é muito rico. Por toda parte há fazendas São Pedro, sítios São Pedro, lojas São pedro, e outra infinidades de bens, impossível de se contar.

São pedro ficou todo feliz e procurou Jesus, finalmente seu valor havia sido reconhecido. Sabendo disso, Jesus procurou Pedro, e perguntou.

– Senhor Pedro, fiquei sabendo que o meu melhor discípulo ficou rico na Terra, gostaria de saber como está meu nome, poderia me dizer?

Pedro coçou a cabeça, fez uma cara de dar dó, uma careta que ele sabia fazer muito bem, e respondeu.

– É mió o Siôr não vortá lá na Terra não?

Jesus perguntou:

– Porque não?

Pedro malazartes respondeu quase chorando.

– Não é certo o que tão fazeno com o Siôr não. O Siôr tem a maió dívida do mundo, maió que todas as dívidas externas de todos os países juntos.

– Como assim Senhor Pedro?

– Tudo o que fazem, ou compram, deixam para o Siôr pagar, até favô. Argumas pessoas falam, Deus lhe pague, outras, Deus te ajude, Deus te dará em dobro. O Siôr está com uma dívida enorme.

By Jânio

Foto Wikipedia

dezembro 27, 2009 Posted by | Piadas | , , , , , , , , | 10 Comentários

A lenda de Pedro Malazartes.

o mito de Pedro.

o mito de Pedro.

Pedro era um homem que andava pelo mundo, muitos o chamavam de vagabundo, mas ele não se importava, gostava de ver e conhecer de tudo, se considerava um homem experiente.

Chegando a uma fazenda, encontrou um homem já sofrido, com semblante triste, atrás de si, três jovens lindas como ele nunca vira antes, o que o animou a fazer uma coisa que antes nunca experimentara, trabalhar, para conhecer as lindas jovens.

Apesar de não ter se arrependido da ideia de virar fazendeiro, sentia que a vida sedentária era demais para um nômade como ele.

Acabou meio que acostumando a esta vida, tanto que ganhou a confiança do fazendeiro que o nomeou seu capataz, na fazenda.

Pedro já nem se lembrava mais de seus dias de vagabundo, pelo sertão afora. Foi quando o fazendeiro entrou na sede e disse: “Pedro, precisamos vender algumas cabeças de gado”.

– Eu vou a cidade, enquanto você continua cuidando da fazenda.

– Não patrão, não posso permitir que o senhor faça uma coisa dessas, na sua idade, enquanto eu, um homem moço ainda, fico aqui.

O fazendeiro que admirava muito o jovem Pedro, tratava o como um filho, reconheceu que ele estava certo, sujeitinho trabalhador este tal de Pedro.

– Está bem Pedro, você vai, mas não vai me fazer pesteira, leva a boiada direto para a exposição.

Finalmente, o momento que Pedro tanto esperara havia chegado. O momento de aprontar “as suas” e passar a perna no velho havia chegado.

Só uma coisa Pedro lamentava, não poder ter tido o prazer de beijar as lindas jovens que conhecera, filhas do fazendeiro.

Chegado o dia, Pedro partiu com a boiada rumo a cidade, não foi difícil conseguir o preço que o patrão pedira.

Só não conseguiu fugir com o dinheiro, a ideia de ir embora sem beijar nenhuma da jovens, desanimava o vagabundo.

Já próximo a fazenda, viu uma parte do pântano, onde não se aproveitava nada.

Olhando para o Pântano, Pedro teve uma ideia, voltou a feira e pediu para cortar o pedaço do rabo de toda a boiada, para espanto do comprador – O patrão conhece cada boi, cada bezerro, quero mostrar para ele que fiz tudo direito – e conseguiu o que queria, o malandro.

Voltando para a fazenda, novamente em frente ao pântano, plantou cada pedaço do rabo, de cada vaca, pelo atoleiro afora, em seguida voltou correndo para a fazenda.

– Patrão, patrão, acode patrão.

– O que esta acontecendo, homem, porque demorou tanto?

– Patrão, a boiada caiu toda no pântano.

– Você esta louco homem, o que esta me falando?

– Vem comigo patrão e veja com seu próprios olhos.

– Eu só estou vendo um monte de rabos de vacas no atoleiro Pedro.

– Me ajuda patrão acho que podemos salvar algumas, ainda.

– O patrão pegou um dos pedaços de rabo e puxou com força, caiu de costas.

– O que é isso Pedro?

– o pedaço de rabo mostra que o senhor arrebentou, a vaca continua lá, precisamos cavar, patrão.

– Busque as ferramentas Pedro, vamos salvar minhas vacas.

– Eu deixei três enxadas no celeiro, patrão.

– O que você está esperando, vai logo!

Quando chegou a sede da fazenda, Pedro avistou as lindas jovens.

– O patrão mandou eu beijar vocês.

– Ara, vai enganar outra, Pedro, pensa que nós somos trouxas.

– Tô falando, é sério!

– Eu não acredito – falou uma.

– Pois eu só acredito se eu ouvir de meu próprio pai – falou a outra.

Pedro chamou as três até a onde se avistava o pântano, gritou.

– Patrão, é para pegar as três?

– É para pegar as três, Pedro, depressa homem!

– Ué! – Será que o pai endoidou?

– Ele está contente com as vendas, por isso pediu para eu beijar vocês.

– Eu não vou fazer isso, não senhor, só com meu futuro marido, como ensinou minha mãe.

– Eu vou perguntar de novo, vocês decidem. – é as três patrão?

– Eu já falei que é para pegar as três, infeliz, anda depressa, senão vou quebrar as três em sua cabeça.

– Bom, se é o pai que está pedindo eu vou fazer, mas é contra minha vontade.

– Eu também – falou a outra.

Assim, Pedro beijou as três meninas e seguiu sua viagem com todo o dinheiro da boiada, enquanto o velho fazendeiro continuava chorando sua boiada perdida.

Fonte: boca do povão.

julho 19, 2009 Posted by | Piadas | , , | 6 Comentários

   

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