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Aluna é expulsa por usar vestido curto.

Desafiando a sociedade

Esse caso da Uniban, parece aquelas histórias de briguinha de criança, onde você se recusa a levar a sério, até que seu filho aparece morto, por um tiro, dado por um coleguinha de doze ou catorze.

Essa polêmica era desnecessária. Acabou envolvendo tantas questões e setores da  sociedade que obriga-nos a uma manifestação quase contra a nossa vontade.

Em primeiro lugar, é preciso que se diga, essas questões se juntam involuntariamente devido ao fato de ser uma situação muito corriqueira, acontece com muita frequência.

Nos meus tempos de sala de aula, essas questões já eram tratadas, a situação era questão de disciplina, onde a decisão dependia exclusivamente do principal responsável pela escola, o diretor. Quando outra autoridade da escola, como um coordenador ou professor tomava a decisão, a discussão também passava pelo diretor, mas o resultado dificilmente se alterava.

Nunca foi uma questão polêmica, não dá para lutar contra o sistema, e ainda sobrar energia para seguir com a vida normal, essas energias devem ser reservadas para assuntos mais sérios. Resumindo, se você está em Roma, o melhor é falar romano, a não ser que você se ache muito importante ou forte para desafiar o sistema.

No caso da sociedade, envolvem-se todas as pessoas, como foi o caso, são várias cabeças pensando, onde as chances de se errar é zero, pelo menos quando a sociedade é sensata, age, no mínimo, de acordo com as leis de seu tempo, geralmente está a frente.

Na idade média, houve a famosa caça as bruxas, algumas pessoas nem fazem ideia de onde aconteceu, nem as circunstâncias, mas todos sabem o significado da expressão. Esse fato ficou marcado como o lado hipócrita da sociedade, o quanto o interesse das pessoas está acima da lei, do bom senso.

A bíblia é uma fonte inesgotável de ensinamentos para ocasiões adversas, curiosamente, também é usado de maneira hipócrita pela sociedade ou contra ela.

Na década de oitenta, eu via muito a expressão “Deu no The new York Times”, essa expressão era irônica, uma notícia que sai num jornal internacional, só pode ser algo de extrema relevância. Em época de ditadura, onde a classe média era a única com condições de ler uma publicação dessas, formar opinião, além de assustar as autoridades, causava o maior rebuliço.

Nessa época não havia a internet, a internet põe uma certa ordem nas coisas, pelo menos quando o caso é liberdade de expressão e justiça.

Assim, o caso começou com um vídeo na internet, que virou um tremendo viral, se espalhou como praga, transformando o que era uma situação rotineira de disciplina, num caso de polícia, ou Ministério da Justiça, na minha opinião. Só um detalhe: O vídeo em questão, foi criado pelos próprios criminosos.

O Ministério da Justiça se manifestou rapidamente, sua decisão foi cumprida, mas não havia mais volta. Depois de ser expulsa a estudante não poderia mais voltar, pelo menos antes que o caso seja investigado pelo ministério público.

Seria muita ingenuidade, tanto do Ministério da Educação, quanto da direção da Universidade, e, da estudante também, achar que tudo vai terminar bem. A história só está começando.

A direção da Universidade expulsou a jovem, principalmente, pelo fato de ver seu nome exposto na mídia, com todos os estudantes envolvidos de maneira bizarra. Esse constrangimento, como retaliação, tinha que ter um Cristo, ou alguma bruxa deveria ser sacrificada, para que o povo fosse acalmado, a honra lavada com sangue.

Tudo seria muito perfeito, se tudo fosse só isso, mas a internet chamou a atenção de tantas mídias que só um diretor sem nenhum conhecimento de mídia, poderia cometer o erro de expulsar a estudante diante de tantas evidências de que isso iria se voltar contra ele.

O diretor cometeu um erro grave e regrediu séculos atrás, afinal a jovem não estava nua, as imagens são claras. faltou disciplina do diretor e dos estudantes.

A jovem que outrora seria queimada viva, ou dadas as circunstancias, pregada na cruz, foi salva pela tecnologia da internet, os culpados serão punidos.

O problema, aqui, é que a jovem não pode sequer pensar em voltar a frequentar o ambiente da Uniban, não pode nem pensar em repetir essa situação, a não ser que ela queira, realmente, ser queimada viva.

A sociedade não mudou tanto assim, continua a mesma. Em sua ânsia de atender aos seus desejos egoístas, passam por cima da lei, cometem os piores crimes.

De certa forma, a Uniban vai ficar marcada por muito tempo, por esse acontecimento, e, os alunos também, pela quantidade de jovens flagrados na situação criminosa e covarde.

Normalmente, os alunos daquela instituição, deveriam rasgar seus diplomas e reiniciar os seus estudos em outra Universidade, não é isso o que deverá acontecer, mas seus diplomas serão manchados pelo crime e pela vergonha, alguém vai pagar por isso, é assim que caminha a humanidade.

Em Direito Público, eu vi uma situação que me deixou arrepiado, faz parte da política moderna, na visão de Maquiavel, não o que ele pensava, mas como ele via a sociedade.

“É preciso ser ético, agir de acordo com o que esperam de nós, zelando pelo bom nome das instituições e do Estado.”

“O homem, em situações adversas, pode virar bicho, pode até cometer o crime de antropofagia, devorar o outro para satisfazer a sua fome.”

Não estamos falando aqui de ideologia, estamos falando em sentido literal, e é isso o que me choca mais.

O caso de Honduras é um caso  onde a democracia, o desejo do povo, mesmo que sua visão de justiça não seja correta, vai de encontro com a lei.

O Presidente da Venezuela, aqui. escolheu um lado, mesmo manipulando, o que ele faz muito bem, ainda por cima, obrigando o Presidente Lula a tomar uma posição, e ele tomou.

Trata-se de um caso de um ditador defendendo a democracia. O Brasil já passou por situação parecida no golpe de 64, onde a mesma burguesia que critica o golpe, foi a mesma que o apoiou, seguindo os seus interesses.

A jovem estudante desafiou a sociedade, as autoridades; foi parar no The New York Times. e, ainda escapou de ser linchada, mas isso ainda não acabou.

Quando a Sociedade reconhece seu erro, silencia, aí, fica evidenciada a seu lado mais cruel, fica muito mais difícil prever seu próximo ato.

A jovem foi salva, na primeira vez,  pela internet, mas ela não está salva ainda.

by Jânio.

novembro 11, 2009 Posted by | Reflexões | , , , , | 5 Comentários

   

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