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Uma mancha escura cobre o Japão

ajuda humanitária

Terremoto Japão

Um problema que parecia local, no Japão, adquiriu proporções planetárias. Bem que eu desconfiei, quando o consulado de Nagoya disse que estava tudo sob controle.

De alguma maneira, as complicações provocadas pelo terremoto, tsunami e catástrofe nuclear, desencadearam um efeito cascata. Um novo terremoto, agora mais forte, como nunca foi visto antes no planeta, começou a acordar o gigantesco vulcão adormecido.

Essa combinação de catástrofes naturais, desastre nuclear e erupção vulcânica, pela primeira vez deixou a Terra no limite.

Acompanhando tudo pela TV, jornais, rádio e internet, comecei a ver que o desastre do Japão atingiu a todos nós. As orações que antes eram apenas direcionadas aos japoneses, passaram a ser um pedido de clemência.

Enquanto eu orava, olhando para o horizonte, o que parecia normal tornou se aterrador. O brilho do sol deu lugar a uma mancha negra.

Já é possível ver a tragédia do Japão da minha cidade, nunca havia pensado que o mundo iria acabar com um acidente no Japão.

Pela tv online, vejo a terra tremer, apenas os cinegrafistas dos helicópteros conseguem captar as imagens, não é possível filmar mais da terra.

Não dá mais para assistir, eu vou para fora de casa, a tragédia já é visível a olho nu, todos nós aguardamos o veredicto final. A mancha no céu começa a aumentar, enquanto começo a ouvir foguetes na cidade.

De alguma maneira, por incrível que possa parecer, as pessoas parecem aceitar o seu destino, talvez influenciadas pela calma dos japoneses, e principalmente pela religião, todos começam a fazer festa. Penso comigo, quem será o pastor que conseguiu tamanha proeza, convencer as pessoas que o “grande dia” chegou, o dia de se encontrar com Deus.

É impressionante como o fim do mundo se parece com aquele eclipse de 1.986, quando eu ainda era apenas uma criança assustada…o mais estranho é que eu ainda sou uma criança; meu irmão falecido continua vivo – Será que eu viajei no tempo, ou apenas estou sonhando?

Penso nos amigos – AMIGOS – vocês são o portal de saída de meu sonho lúcido.

Ontem, eu deveria ter deixado para rezar quando eu acordasse. Rezando para dormir, pensei no Japão e nos brasileiros que lá estão, despertei o meu lado obscuro da mente.

Felizmente, acordei aliviado em saber que a Terra ainda não está acabando.

A minha dor de cabeça, agravada por uma leve gripe crônica, deixaram-me com o sono leve, em estado de transe, levando me a viver mais um de meus sonhos lúcidos.

Ainda dá para mudar o mundo; os japoneses poderão se retirar para um lugar seguro; a Terra não está se partindo ao meio, devido ao efeito cascata do vulcão, terremoto, tsunami e desastre nuclear.

Ainda estamos vivos, meus amigos, e podemos ajudar.

ATENÇÃO BRASILEIROS DO JAPÃO: Favor fornecer o nome e a localização, para que possamos entrar em contato com as autoridades, embaixadas e consulado.

…e não vamos esquecer que o Paraná está atravessando mais um alagamento.

Imagens do terremoto de 2.011 no Japão

Comunicado às famílias de brasileiros no Japão

by Jânio

março 19, 2011 Posted by | Reflexões | , , , , , | 27 Comentários

A tragédia do Rio é a maior desde a década de sessenta

enchentes são paulo

tragédia do Rio

Enquanto o Brasil inteiro chora a tragédia do Rio de Janeiro e São Paulo, algumas lembranças passam pela minha cabeça, desde a primeira tragédia que eu acompanhei, até hoje. Em cada tragédia, houve uma reflexão.

Por ser a primeira que eu acompanhava, as enchentes do verão de  83/84, deixaram um trauma.

O Sul do Brasil ficou todo alagado, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, houve muita solidariedade e campanhas para se conseguir o essencial, àgua, alimentos não perecíveis, roupas, colchões e cobertas. Logo depois das enchentes, várias lojas de roupas usadas surgiram em minha cidade, evidentemente, em minha cidade não houve enchentes, já que é uma cidade muito alta.

Algum tempo depois, houve um período de muita chuva, mas parece que os empresários da cidade agiram rápido. Antes que as pessoas se revoltassem, já que a chuva deixava todas essas pessoas sem casa e sem alimento, encontraram uma maneira de acalmar a população.

Foi criado uma campanha, onde era servido sopas todos os dias, enquanto durassem as chuvas. A igreja, sempre ela, entrou com o know how, os empresários entraram com a logística e uma parte financeira. 

Feito isso, foi só rezar para que São Pedro terminasse a chuva logo, como de fato ocorreu.

Aqui, fazemos uma pausa para analisar a fragilidade de nosso sistema semi-escravagista, ou semi-escravista. Onde todos vivem no limite, sem nenhuma reserva, provisão, totalmente dependentes da vontade alheia e do sistema.

Normalmente, as chuvas não duram muito, nem por isso as tragédias são menos chocantes, há pouco tempo tivemos a tragédia em Angra dos Reis.

Santa Catarina sofreu dois anos seguidos, no segundo ano, muita gente já havia desistido de morar na região catarinense que mais oferece oportunidades de trabalho no Brasil.

Depois da tragédia de Santa Catarina, veio a tragédia do nordeste. Penso que se houvesse boa vontade e consciência das autoridades, caso houvessem reservatórios gigantescos no nordeste, haveria água reservada para pelo menos dez anos seguidos.  

Reservatórios de água não resolveriam os problemas das enchentes, mas, pelo menos demonstraria uma preocupação por parte do Governo, coisa que eles não tem.

Se o Governo não tem consciência, a população deve estar ciente de que morar em morros e à beira de barrancos, estará correndo perigo, pelo menos que mantenham as famílias afastadas.

Tanto no caso de Angra dos Reis, quanto agora, Rio e São Paulo, a tragédia atingiu uma região onde se concentram a nata da mídia, onde as pessoas tem se manifestado inclusive pela internet. Na internet as informações tem sido mais objetivas, com nomes, mapas, localização, etc.

As mídias de massa preferem mostrar os  mortos e as tragédias, já que isso dá mais IBOPE.

Pelo menos em uma ocasião, o feitiço virou contra o feiticeiro. Boatos de que uma caixa de água havia se rompido, pegou toda a imprensa em seu momento mais peculiar, como abutres em cima da carniça, foi deprimente.

Aqui, vale a pena fazer mais uma pausa, lembrando mais um capítulo da guerra das duas maiores redes de TV do país.

Pouco tempo depois de uma repórter ser presa, acusada de fazer acordo com bandidos, para divulgar notícias em primeira mão, a rival divulgou os depoimentos de um comentarista concorrente, com um discurso com a cara da elite, algo como: “É isso  que dá financiar carros novos, para pessoas que nunca leram um livro”, o comentarista foi demitido, a jornalista presa.

Foi por causa de comentários preconceituosos como esse, que toda a internet brasileira ficou publicando em espanhol, durante vinte e quatro horas, recentemente, lembram-se?

As enchente, Deus nos livre, deverá ser uma constante, principalmente em áreas de risco. Naturalmente, a covardia dos políticos será um empecilho para se tomar uma atitude séria, já que isso implicaria em financiamentos de novas casas próprias.

Eu me lembro que em minha cidade, havia um fundo de calamidades, esse fundo nunca foi usado, exceto para cobrir o rombo de um desvio de verbas que deixara todos os professores sem pagamento, durante três meses. Isso me deixa com a certeza de que o Governo deveria agir de maneira mais eficiente, inclusive com a imprensa, para evitar a onda de boataria, e exigindo responsabilidades.

A coordenação emergencial deveria ser feita de fora, pelo governo estadual, já que em pelo menos uma cidade, até o Prefeito estava desaparecido.

As ONGs mantidas por voluntários e donativos particulares, tem experiência em situações como essa, sabem exatamente o que deve ser feito, mais uma vez o que falta é a boa vontade do poder público.

É triste vivenciar uma calamidade como essa, principalmente, sabendo que essas calamidades estão se tornando cada vez mais frequentes.

Essa é a pior maneira de descobrirmos  que todos estamos sujeitos às calamidades, como são unânimes em reconhecer, as vítimas das enchentes.

Enquanto nos noticiários, divulgam que essa é a pior tragédia desde a década de sessenta – as filas em portas de hospitais não conta, só as tragédias naturais – penso que a frequência com que essas tragédias tem ocorrido, é ainda mais preocupante.

A pergunta que fica é: Quando isso vai acontecer conosco?

No Nordeste, uma região sem nenhum recurso, os poucos helicópteros que sobrevoavam a área afetada era da mídia, só eles tinham interesse na tragédia.

By Jânio

janeiro 15, 2011 Posted by | Reflexões | , , , , , , , , , , | 9 Comentários

Cerca de duzentas mil pessoas estão desabrigadas em Santa Catarina.

será que vai chover?

Será que vai chover?

Será que o mundo já  não está suportando mais o excesso de pessoas em nosso planeta, ou será que as pessoas estão precisando se adaptar aos novos tempos.

Estou certo que as duas hipóteses estão de acordo com as catástrofes recentes. No Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul já começam a viver um drama que passa a se tornar rotina nessas regiões afetadas pelas enchentes.

Mais de 200 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes dessa vez, o rio que chegou a atingir 3, 14 metros, na segunda-feira, deu uma trégua, baixando para 1,85 metro, no dia seguinte, segunda feira, dia catorze de setembro.

A previsão da meteorologia, a partir da próxima semana, não é nada animadora. Durante a próxima frente fria, a previsão é de fortes chuvas, com possibilidades de queda de granizo, ventos fortes e temporais.

O número de desabrigados já ultrapassa doze mil pessoas, a população deve continuar alerta.

No Rio Grande do Sul, as chuvas estão provocando muitos estragos também, cerca de treze municípios começaram a tomar medidas de segurança, contra os cerca de 70 municípios de Santa Catarina.

Pelo menos dois municípios do Rio Grande do sul já declararam estado de emergência, com mais de quatro mil pessoas atingidas pelas enchentes, deste, mais da metade está desabrigada.

Mais uma vez a Região Sul voltará a depender do Governo Federal, mais uma vez famílias inteiras sofrem as consequências das mudanças climáticas. A única certeza é que não dá para esperar a ajuda do Governo.

A forma como os rios sobem na região de Xanxerê, mostram um problema de escoamento das águas do rio, a conclusão é: Ou sai as águas do rio, ou sai o homem, fica claro a impossibilidade de convivência desses dois seres.

By Jânio.

setembro 16, 2009 Posted by | Reflexões | , , , , , | Deixe um comentário

   

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