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Como surgiram as dívidas dos estados

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Como os estados chegaram a essa situação atual?

 Autonomia fiscal

Os estados têm caixa próprio, com suas receitas e despesas. Por causa do federalismo fiscal, previsto na Constituição Federal, eles podem contrair dívidas com bancos e instituições nacionais e internacionais.

Centralização na arrecadação

Durante o período da ditadura militar, governo federal centralizava a arrecadação de tributos. Com isso os estados ficavam com a receita limitada e passaram a buscar empréstimos no exterior.

 Crise mundial

Com a crise da dívida externa nos anos 80, os estados passaram a pegar empréstimos e financiamentos com bancos nacionais e estaduais. Além disso, emitiam títulos estaduais (hoje não permitidos).

Plano Real
Com o plano Real, em 1994, veio o controle da inflação, o que prejudicou as receitas dos estados. No entanto, a diminuição das receitas não gerou uma redução equivalente das despesas, a conta passou a ser negativa e a dívida dos estados explodiu.
Negociação de 1997

A União assumiu as dívidas dos estados. O objetivo era permitir que os estados pudessem se reestruturar financeiramente. O acordo consistia em:

– 30 anos para quitar dívidas (1997- 2027)

– Reajuste do valor da dívida de acordo com o IGP-DI + taxa pré-fixada (6% a 9% ao ano)

– Contratos formados por juros compostos

Novo pacto
Considerada muito pesada, essa correção pelo IGP-DI foi alterada para Selic ou IPCA, o que for menor. Além disso, a taxa fixa foi reduzida para 4% ao ano.
Judicialização

Alguns estados entraram na justiça pedindo a mudança de juros compostos para juros simples. O STF determinou que  as partes chegassem a um acordo sem ter de judicializar a questão.

Regras atuais

O projeto sancionado pelo presidente Michel Temer prevê:

1- Prazo de até 20 anos para a renegociação das dívidas;
2-  Concessão do prazo adicional de até 240 meses, caso o estado  desista de eventuais ações judiciais que tenham por objeto a dívida.

dezembro 31, 2016 Posted by | Política | , | Deixe um comentário

Tax haven – O inferno da economia americana

O fim do capitalismo

Inferno Fiscal

Eu acredito que tanto o capitalismo quanto o socialismo, ou qualquer outro sistema de governo, sempre precisará de suporte para o poder, sempre foi assim e sempre será. Entretanto, durante séculos, o problema sempre foi controlar as massas, o controle fica ainda menor quando falta o dinheiro.

Por mais ditador que seja um governo, atualmente há uma distribuição muito maior de poder, dinheiro e responsabilidades. Um governo pode encontrar sustentação numa religião fundamentalista, apoio popular, corporativismo e, em alguns casos, na cultura, tradição e bons costumes. Todos esses elementos podem entrar em conflito e provocar o rompimento de algumas regiões em alguns casos.

O fato é que um governo depende de uma classe mais elitizada, aristocracia, que controla uma classe de pessoas ricas e privilegiadas, burguesia, que passa as regras básicas para a classe média baixa, regras que se espalham entre as pessoas mais pobres. Para evitar o não cumprimento dessas regras, muitas artifícios são utilizados, tais como a própria religião, educação, pudor, censura, política e, mais recentemente, a economia e finanças.

Antigamente, o ouro, jóias e pedras preciosas eram utilizados para adquirir apoio e prestígio, assim como as terras. Durante a Idade Média e moderna, influenciados pelos burgueses, o casamento entre membros de famílias reais passou a ser muito comum.

A farsa criada pela falsa democracia nomeia autoridades que sem o apoio do sistema já estabelecido não conseguiria executar as atividades a eles atribuídas. Um político com mandato de quatro anos não teria formas de adquirir poderes suficientes para monopolizar o poder, por isso a burguesia se organizou e passou a controlar o poder através da economia e finanças, com as quais consegue monopolizar as comunicações, passando a ditar o que é certo ou errado, o que é verdade ou mentira. Tudo estava indo muito bem até surgir a internet, para combater a internet, até as TVs pagas se tornaram popular, mas não está sendo suficiente.

Apesar da elitização dos grandes portais da internet, a velocidade com que surgem nova ferramentas e aplicativos fez com que a popularidade dos grandes portais passasse a ser controlado pela vontade dos internautas. Nenhum sistema está livre dessa vontade, nem mesmo os sistemas comprados pela Google. Cada vez que um sistema descumpre essa regra, torna-se menos popular e vê outros sistemas tomarem sua frente.

Através da internet recebemos informações tão rapidamente que não dá tempo de manipulá-las, os fatos e acontecimentos chegam de forma real, inclusive as conspirações e notícias falsas que são registradas em cachê. É assim que descobrimos que os corruptos fazem lavagem de dinheiro, enviando dinheiro sujo para paraísos fiscais.

Para evitar surpresas inesperadas, políticos influentes são indicados para os cargos mais altos, isso evita que sejam alvos de processos e, mesmo quando há processos, eles não tem dificuldade em escapar ilesos.

Estatísticas que mostram dez por cento da população com noventa por cento das riquezas, enquanto que noventa por cento da população possuem apenas dez por cento dessas mesmas riquezas, isso visto de uma maneira otimista, mostrariam apenas as atividades legais desses ricos. Só eles sabem o que pode acontecer com o sistema econômico globalizado, já que só eles sabem onde estão suas riquezas ilegais, caixa dois. Eu diria que nós sabemos também, mas não temos como medir isso, quanto mais controlar.

Os EUA são o país mais endividado do mundo, 14 trilhões de dólares, muito mais que os meros 650 bilhões de dólares de dólares que devem as empresas brasileiras. Como o Governo brasileiro possui cerca de 350 bilhões de dólares em reserva e a iniciativa privada do Brasil está entre os maiores credores dos EUA, cerca de 170 bilhões de dólares, a nossa situação é bem mais confortável que a deles.

Mas, como eu disse, a única certeza que temos é a de que o Governo dos EUA está nas mãos dos bilionários americanos, já que os maiores credores do Governo americano são os próprios bilionários americanos.

Quais as alternativas do Governo?

Durante as últimas décadas, o governo sempre se sustentou com base nas indústrias bélicas, mas quem ganhava dinheiro com isso eram as empresas fornecedoras do governo. O povo americano não tem disposição para guerras e mesmo recrutando uma legião de estrangeiros, as forças armadas tem dificuldade para conseguir recrutar soldados suficientes. Além disso, a população é contra novas guerras. já que as últimas, que nunca terminaram, tem sido um desastre.

Sem as guerras, a saída então seria cortar gastos sociais (saúde, previdência, transporte, educação e outros setores de infra-estrutura) e aumentar os impostos dos mais ricos, diferentemente do Brasil, onde aumentam os impostos dos mais pobres. Acontece que o congresso americano não gostou da ideia, o que deixaria o país à beira de um calote. Um calote dos donos do dólar é tudo o que a China precisa para incluir o Yuan entre as moedas internacionais de comércio global. Se bem que não sabemos até que ponto a China também seria afetada pela crise.

O que sabemos é que não adianta bombardear os países donos do petróleo, já que o maior de todos os problemas estão nos paraísos fiscais, onde se encontram a maioria das contas de corruptos do mundo inteiro, a maioria dos paraísos fiscais controlada pelos americanos e ingleses. Os próprios EUA, entre outros, são considerados Tax Haven, pela facilidade com que os corruptos tem de entrar com dinheiro sujo no país, a maioria dos corruptos brasileiros tem mansões nos Estados Unidos e dinheiro em paraísos fiscais controlados por eles.

Vale lembrar que a Rússia agregou uma região da Ucrânia e foi uma atitude estratégica, já que antes do fato a Rússia avisou os bilionários russos que haviam investido nos EUA, certamente que em outros paraísos fiscais também foram afetados pela crise econômica, como o Chipre. Logo após a crise que não foi econômica, mas política, os EUA passaram a retaliação contra empresas russas. Foi ou não foi estratégica nacionalista?

Uma notícia que me animou foi a de que os EUA pretendiam criar uma lei para taxar fortunas que se encontram fora do país e que pertencem a cidadãos americanos. Eu ainda não verifiquei as consequências em direitos internacionais, mas tenho certeza que os EUA estão entrando novamente num terreno perigoso.

Resumindo: Tudo depende dos interesses dos bilionários, se for do interesse deles que o sistema financeiro mundial quebre, o capitalismo chegaria ao fim, entretanto, como os Rothchilds tem interesse em investir na China, então, eu diria que o apocalipse só está começando e só nos resta rezar muito.

By Jânio

novembro 6, 2015 Posted by | Internacional | , , , | 1 Comentário

O homem mais endividado do mundo

top falidos

Eike Batista

Os números relacionados à Eike Batista assustam. Eike, que já foi o sétimo homem mais rico do mundo, segundo números declarados formalmente, já que os números informais não mentem, mas também não mostram absolutamente nada, caiu assustadoramente para o número noventa e nove da lista dos mais ricos do mundo e, por pouco, não sai do grupo dos top cem.

Eike vai deixando de ser um dos homens mais ricos do mundo para se tornar o mais endividado.

Considerando a sua fortuna no ano de 2.013, cerca de 10,5 bilhões de dólares, comparando com a sua dívida atual, praticamente se anulam os números. Só com o BNDES e com a Caixa Econômica Federal, a dívida ultrapassa seis bilhões, nenhum dos grandes bancos credores de Eike estão abaixo de um bilhão.

Entretanto, ajustando-se o real ao dólar, apenas a metade de sua fortuna foi pelo ralo.

Esta é a boa notícia do presente porque, para o futuro, a previsão não melhora em nada. Especialista acreditam que a atual fortuna de Eike devera se reduzir pela metade, novamente, sempre baseando-se na desvalorização das ações, o que levaria os atuais 50% para 25%.

Aí, sim, a coisa poderia se complicar bastante, afinal de contas, as ações caindo, não significa que as dívidas fiquem menores, muito pelo contrário, as dívidas tendem a aumentar.

O efeito dominó no mercado financeiro é implacável, principalmente quando um empresário demonstra não saber o que fazer, numa área em que ele deveria conhecer muito bem. Isso assusta os investidores, provocando o que estamos vendo.

A pergunta marota é inevitável: Será que isso tudo foi planejado? Eu acredito que não, já que os corruptos brasileiros não costumam agir dessa forma, entretanto, não é difícil criar uma teoria de conspiração.

Essa história de pre-sal sempre foi muito criticada pela direita, apesar de poucas pessoas saberem o que de fato isso era ou o que representava. Nenhum grande investidor estrangeiro estava interessado no tal pre-sal, apesar disso, as empresas de nosso governo sempre estiveram dispostas a emprestar fortunas para empresas ligadas ao pre-sal, como foi o caso dos 10 bilhões investidos pelo BNDES em Eike.

Nós conhecemos muito bem a história desses bancos de desenvolvimentos do governo, também conhecemos a história da Caixa Econômica Federal e o Grupo Sílvio Santos.

Com tanto dinheiro entrando nas empresas de Eike, chegaram também os pequenos investidores. A fama de Eike cresceu e até os grandes bancos privados do Brasil resolveram arriscar, como foi o caso do Bradesco e do Unibanco.

A regra número um da especulação financeira é: uma hora isso acaba.

Há muita diferença entre investimento em empresas tradicionais, bem estruturadas, e investimentos em áreas obscuras, literalmente falando, como investir em empresas que exploram as profundezas do oceano, baseando-se em informações pouco confiáveis, como é o caso das informações políticas.

Se Eike vai perder sua fortuna? Com certeza não.

Com a justiça que nós temos e com a quantidade de empresas públicas e políticos envolvidos nesses investimentos, mesmo que Eike perdesse tudo, sempre haveria uma forma dele proteger uma boa parte e, com certeza, continuaria mais rico do que quando entrou nessa encrenca.

Lembrando sempre que Sarney, ACM, Roberto Marinho, Ricardo Teixeira, Daniel Dantas, Sílvio Santos, PC Farias, Carlinhos Cachoeira e os nossos prezados pastores, nunca estiveram nas listas de homens mais ricos do mundo. Alguns sempre estiveram falidos, apesar de bilhões em sua contas, como foi o caso do desaparecido Jaime Lernner, Escândalo do Banestado, e de outro desaparecido, José Eduardo Vieira, Bamerindus, ETC.

Aliás, a relação entre a política e os bancos deixam bem claro quem financia o nosso sistema.

By Jânio

Os homens mais ricos do mundo 2.013

Dívidas bilionárias de Eike Batista

É melhor investir no Brasil

Os homens mais ricos de Portugal

O escândalo do Banco Panamericano

 

julho 5, 2013 Posted by | Inglês | , , , | Deixe um comentário

   

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