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Nobel da paz de 2.012

decisão de rico

Prêmio de Rico

O Prêmio Nobel da paz de 2.012 para a União Européia, causou polêmica, nem deveria, afinal, o Nobel da Paz sempre foi contraditório e nesse ano não poderia ser diferente.

Não adianta dizerem que o prêmio é para ajudar a combater a crise europeia pois isso é muita maldade, se disserem que é para promover a reputação da União Européia, aí eu concordo.

Há milhares de anos, a Europa tem sido objeto de cobiça, conflitos e muita, muita guerra.

É verdade que os americanos gostam de guerras, são muito encrenqueiros, mas os EUA não costumam atacar super potências. A última vez que duas super potências entraram em conflito, foi na Segunda Guerra mundial.

Nesses quase setenta anos, apesar das crises e conflitos constantes ao redor do mundo, houve um certo respeito entre esses países. Foi graças a esse respeito que houve a estabilidade e, com essa estabilidade, veio o desenvolvimento tecnológico que colocou o mundo a um passo do apocalipse.

Por mais que tenham restringido a tecnologia atômica, ela se espalhou pelo mundo – Na realidade nem é preciso dominar a tecnologia atômica para ter uma bomba, basta ter dinheiro para comprar.

Agora é o Irã que desafia a comunidade internacional, desenvolvendo sua tecnologia atômica. Diz que é para fins pacíficos, mas todo o mundo sabe das possibilidades e do poder que a energia atômica representa.

É tudo uma historinha para enganar trouxas, todos os países ricos dominam a tecnologia atômica. Se não há acordo no Oriente Médio, a Europa tem muita culpa nisso tudo.

Por outro lado, parece até um milagre que a Europa tenha se mantido na paz, enfrentando toda essa crise. A Rússia aproveita a sua influência para manter a China ao seu lado, assim como a excluída Índia.

Apesar do Brasil ensaiar e planejar blocos econômicos, falta-nos personalidade para enfrentar o poderio dos países ricos. Ao primeiro sinal de perigo, o Brasil sempre será o primeiro a ceder.

É impossível saber o que pode acontecer com essa crise e com os países em conflito, com potencial de desenvolverem bombas atômicas, como Paquistão que já a tem, Irã e Iraque que sonham com ela, apesar de não reconhecerem.

Por enquanto, o Prêmio Nobel parece mais um “feliz aniversário para mim”, não traz nenhuma vantagem, melhor mesmo é esperar que as cabeças dos grandes líderes estejam conscientes de suas responsabilidades com o nosso planeta.

By Jânio

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outubro 13, 2012 Posted by | Reflexões | , , , , , , , | 5 Comentários

Ficha Limpa fica para 2.012

política elitizada

Decisão Anti-democrática

Eu me lembro da cara de satisfação de todos os políticos, quando o novo Ministro Luiz Fux foi nomeado para o STF. Como seria ele quem iria dar o voto de desempate, quanto a validade da lei do Ficha Limpa na última eleição, era de se esperar o resultado final.

A atual Presidenta Dilma não cansou de elogiá-lo: “Ele passou em primeiro lugar no concurso, em primeiro lugar não sei em que, em primeiro lugar…, enfim, chegou a dar calafrios.

O STF é a maior autoridade judicial do país, passando a sensação de que o STJ, e outras instituições, não existem.

Assim, o jogo de cartas marcadas da justiça brasileira, mais uma vez venceu, e o tão sonhado Ficha Limpa ficará para o ano de 2.012.

Se todos nós soubéssemos o que ocorre nos bastidores da política, não haveria mais político vivo no país. Seria difícil conter a indignação popular dos eleitores brasileiros, apesar de seu eterno conformismo.

Nenhum canal de comunicação será capaz de insinuar o mar de lama no submundo do poder, e tudo ficará como está.

O que as pessoas precisam saber, é que uma lei importante não precisa necessariamente seguir um princípio discutível, como o princípio da anterioridade, contrariando praticamente todos os outros.

A cassação do mandado do ex-presidente Collor não teria ocorrido, caso a lei fosse seguida burocraticamente. Foi preciso que o povo saísse as ruas, liderados pela burguesia, incentivados por todos os meios de comunicação de massa.

As mídias de massa passavam a ideia de que nunca ocorrera corrupção no país, incitando o povo a se manifestar. Acontece que a família do então presidente Collor, sabia muito bem o que isso significava, já que eles são donos da maioria das grandes empresas de comunicação de Alagoas.

Ver o povo sair às ruas não é muito comum, a não ser quando são incitados pela mesma mídia que os controla.

Eu já estou em dúvida sobre o cumprimento da lei do Ficha Limpa, em 2.012, já que não haveria impedimentos reais, caso houvesse interesse em se fazer justiça agora.

A legalidade, ética, igualdade, democracia, entre outros fatores preponderantes da sociedade, todos foram ignorados.

Essa não é a primeira vez que o STF fica “entalado na garganta” dos brasileiros, mas assim como os políticos, eles não dão a última palavra, essa sempre ficará à cargo dos coronéis, nas sombras do poder.

Os poucos ministros que votam a favor, passam a impressão de que há de fato justiça, mas no fundo os políticos tem o controle exato do resultado.

Votaram contra a aplicação do Ficha Limpa em 2.010.

Luiz Fux

Gilmar Mendes

Dias Toffoli

Marco Aurélio

Celso de Mello

Cezar Pelluso

Votaram a favor da aplicação da Lei da Ficha Limpa em 2.010.

Ayres Britto

Joaquim Barbosa

Ricardo Lewandowski

Carmem Lúcia

Ellen Gracie

By Jânio

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março 25, 2011 Posted by | Política | , , , , , , , , , , , | 23 Comentários

O paraiso da máfia

salvatore cacciola

Cesare Battisti

Na justiça brasileira, a primeira instância nunca teve competência para resolver nada, sempre deixava para a segunda que deixava para a terceira instância.

No caso de Cesare Battisti, a terceira instância  preferiu passar a decisão para o Presidente Lula. Parece até uma armadilha, mas Lula deixou para o próximo Governo.

Cada decisão é um duro golpe para o Governo italiano, que ficou com o nosso Caciolla, preso mais tarde em um principado,  e extraditado de volta para o Brasil.

Agora ficamos com o Battisti deles, mas eles não gostaram.

Eu, sinceramente, fiquei muito contente. Passar a ideia de que esse ou aquele partido é a solução para nossos problemas, enquanto na verdade vivemos em um regime de semi-escravidão, controlados pelos supostos formadores de opinião.

Essas trapalhadas do sistema, são indícios de quem não tem a menor noção dos princípios e da lei, o que acontece também na Itália, no caso de Cacciola.

O Brasil acha que Battisti é inocente, assim como a Itália achava que Cacciola também era.

Battisti ficou na França por dois anos, até que a Itália conseguisse ter aprovado seu pedido de extradição, foi quando Battisti veio para o Brasil. Se acontecesse o mesmo no Brasil, Battisti ficaria dois anos no Brasil, depois iria para outro pais com tendências socialistas, como a Venezuela ou Cuba.

Battisti tem mais em comum com o Cacciola do que se imagina, ambos já escreveram livros, são italianos, fazem-se de vítimas e fazem o Brasil de bôbo.

Esse tipo de problema não ocorre em países como a Inglaterra, lá, bandido sempre será bandido, um problema que deve ser devolvido a quem tem a obrigação de resolvê-lo.

Essa não é a primeira vez que o país comete essa falha, o famoso ladrão do assalto ao trem pagador teve essas regalias no Brasil, nem por isso a Inglaterra fez questão de ficar com nossos bandidos, a partir de então.

Eu fico me perguntando qual o interesse que o Brasil sempre teve nesses bandidos, isso não é do tempo do PT, como podem pensar os burgueses, o Brasil sempre teve fama de paraíso dos criminosos e nazistas.

Os italianos acham que a volta de Battisti seria perigosa para alguns envolvidos no caso, inclusive para aqueles que jogaram toda a culpa no próprio Battisti.

O fato é que o pais sempre foi muito receptivo com a bandidagem, inclusive ditadores sul-americanos.

Isso não deve mudar a imagem do pais, de um grande fora-da-lei, aqui e lá fora.

By Jânio

janeiro 1, 2011 Posted by | Política | , , , , , , , , , , , , | 7 Comentários

Brasil – Um povo dividido entre o presente e o passado

O que deu errado

Homem Chave

Esse tema já virou clichê, aqui no madeinblog/icommercepage, eu não quero esquecer de como funciona a sociedade brasileira, nem de como somos enganados.

Estamos sempre a procura do maior, ao invés do melhor, esse sentimento tem sido muito utilizado pelos institutos de pesquisas, principalmente no caso de intenção de voto.

Esse é um sentimento que vem do tempo da Monarquia, passando pela Proclamação da República, Regime militar, e até pelo movimento de Diretas Já.

Com sistemas de controle favoráveis para si, a classe média alta se tornou preguiçosa e irresponsável, em relação ao social. Não podemos, de maneira alguma, achar que o sistema é dispensável, isso seria utopia anarquista.

Quando se trata de anarquismo, eu sei do que eu estou falando, de certa forma eu sempre tive uma certa tendência ao anarquismo, nunca segui esses pensamentos porque assim não seria anarquismo.

“Se hay gobierno, yo soy contra” – Você faz ideia de quem disse essa frase? – Além dele, só o Mestre, Jesus, foi mais revolucionário.

A questão básica é: Um povo não pode se prostituir diante de sua própria sociedade ou ideologia, esse povo precisa se dar o valor, através do qual o sistema decidirá o que nós merecemos.

Nós nunca nos mobilizamos para nos dar o valor; quando isso ocorreu, ocorreu de forma errada, ou seja, fomos manipulados pelo sistema elitizado, quando nosso objetivo deveria ser uma mobilização contra o próprio sistema. Essas mobilizações, em prol do sistema,  ao invés de aumentar o nosso valor em relação a ele, diminuiu.

Não é difícil saber onde estão localizadas as principais peças dessa engrenagem, local onde deverá ser feito o ajuste; também não é preciso guerra ou revoluções, as guerras implicam em decisões arbitrárias, portanto elitista.  Mudanças radicais, sem a identificação do povo, nunca poderão se sustentar; a satisfação do povo sempre deverá ser o objetivo final.

Quem matou Jesus? – As instituições  costumam afirmar que quem matou Jesus foi o povo, na realidade, essas instituições transferem para o povo a sua própria responsabilidade. O povo, de fato, eram aquelas pessoas que o seguiam, as pessoas que abandonavam a produção de seu próprio alimento de sobrevivência, para ouvirem as verdades proferidas pela boca daquele homem santo.

A elite tem escolhido o sistema de governo que é melhor para o povo; desde o seu descobrimento, o Brasil nunca mudou, na área política.

Durante muito tempo, foi bom para as classes dominantes, viver como colônias, sob o poder paternal do governo Português. Passados séculos, esse sistema deixou de agradar às classes poderosas da colônia, foi proclamada a Independência.

A independência, de fato, não ocorreu, foi apenas uma forma de acalmar o manipulado povo brasileiro.

O sentimento de independência, criado pela elite, foi vencido pela demagogia da monarquia, assim o poder se sustentou por mais algum tempo.

Não satisfeita com o processo de transferência de poder, dentro da família real, a elite conspirou novamente, criando o sentimento de República. Foi proclamada então a República Federativa “Militar” do Brasil.

Desde então convivemos entre a Democracia e o Regime Militar, entre as mudanças manipuladas e os interesses elitistas.

O último período de Regime Militar, a que fomos submetidos, parecia interminável, e seria se o poder conseguisse se sustentar por mais tempo, atendendo aos interesses das classes médias altas.

As peças a serem ajustadas, dentro do sistema, são as mídias de massa. São essas instituições que criam as suas próprias verdades, são essas instituições que precisam ser controladas, e criticadas, por terem o poder de controlar as massas.

Não confunda o poder de controle e manipulação, com o processo de formação de opinião pública, esse último é inteligente, dinâmico e possui uma capacidade considerável de autocrítica, acompanhando suas doutrinas. Na formação de opinião pública, a lógica e todas as ideias que seguem nessa mesma direção, são agregadas, inclusive com a capacidade de redirecionar a linha matriz desse pensamento.

A partir do momento em que o Regime Militar não conseguiu se sustentar, fez se necessário a criação, através das mídias de massa, de um novo sentimento para o povo, as Diretas Já.

O movimento das Diretas Já, foi um sucesso, mas o seu processo, em si, foi um fracasso.

Articulado por um homem considerado mestre na arte da política, ele conseguiu quase unanimidade, conseguiu até convencer o Governo Militar que o seu partido teria chance. Segundo as más línguas, teria pago para alguns políticos votarem contra, criando um ambiente de competitividade.

Depois da vitória massacrante, esse homem, chamado Tancredo Neves, morreu sem tomar posse. Esse foi apenas o início de um processo, desencadeado por sua morte.

Seu vice, todos nós sabemos, bebeu da fonte da ditatura durante muito tempo, antes disso, e depois disso também, ele mostrou uma habilidade incrível de mudar de lado. Essa capacidade de mudar de lado, dos políticos brasileiros, deixa-me em dúvida sobre a real ideologia deles.

Em todos os países do mundo, a ideologia de esquerda é relacionada com os partidos populares, socialistas, etc.  A ordem dos fatores é clara, são simpatizantes dos democratas americanos, sem necessariamente serem democratas; se houvesse uma disputa entre os democratas e um terceiro partido socialista ou trabalhador, os democratas perderiam a preferência, esse é o conceito de esquerda.

No Brasil, isso até funciona parcialmente, ou hipocritamente. Todos os partidos socialistas e trabalhistas, com exceção do PDT, tendem a apoiar o PT. O PT é o partido de esquerda, e o fato de ele estar no poder não muda isso, sua formação é socialista – ou deveria ser.

Se o PT é um partido de esquerda, o que José Sarney faz no governo. Aqui começa a grande confusão chamada bipartidarismo, em outras palavras, um bolo repartido ao meio, sem a participação do povo.

A lei da governabilidade, em sistemas bipartidários, é cruel.

Quando se especulou que o PSDB poderia se aliar ao PT, em seu fim de mandato, isso se deveu ao fato de o PT ter uma tendência anarquista, ou seja, contra tudo.  FHC ajudou nessa especulação, afinal de contas, ele foi uma peça fundamental, talvez até contra sua própria vontade, ao dizer: “Se Lula ganhar o Brasil não vai quebrar, isso é coisa de estrangeiros que querem mandar no país.”

O que se sabe, é que entre as poucas operações da Polícia Federal, autorizadas pelo Governo FHC, houve uma que chamou a atenção, foi a apreensão de uma fortuna, não declarada, na casa da família Sarney antes da possível candidatura de sua filha. Isso tornou impossível a convivência do PMDB e PSDB do mesmo lado do bolo.

O primeiro Presidente a desafiar o sistema internacional foi o próprio Sarney. Ele tirou das mãos do Regime Militar a dura tarefa de dar o calote na dívida, além da dura missão de realizar algumas mudanças que o desgastado Regime Militar não poderia realizar. Mais uma vez o povo foi enganado, foi o próprio Regime Militar quem apoiou o Governo de Sarney, ninguém poderia dar o calote na dívida externa e criar um congelamento em fase de transição política, sem o apoio militar.

O governo seguinte, de Fernando Collor, tinha tudo para dar certo, tinha até um  perfil presidencialista linha dura. O grande problema é que ele não tinha um grande partido, não tinha apoio; a corrupção foi a alternativa para convencer políticos a aderirem a causa, tudo deu certo, pelo menos por algum tempo.

Quando Collor criou medidas protegendo os pobres, expondo a classe média alta aos efeitos devastadores do sistema, aqui, ele cometeu o primeiro erro. Não se pode atacar a classe média alta, usando uma instituição dominada por ela, como é o caso da política.

A partir daí, todos os crimes do submundo da política estavam prestes a serem expostos. Todos nós sabemos que não é possível resolver todos os problemas de corrupção, num país como o Brasil.

Era preciso um testa de ferro, alguém para responder por todos os corruptos, esse alguém foi PC Farias. Tudo teria se resolvido, se PC tivesse aceitado a dura missão; acho que na confusão, alguém esqueceu de avisá-lo.

“Todos vocês que me acusam são hipócritas”, isso soou como, todos vocês receberam dinheiro. Uma regra básica, no Brasil é: “Não ameace, denuncie!” PC cometeu esse erro, pagou caro.

Quando FHC diz que o mensalão foi pior que o Esquema de PC, isso está certo, até porque foi ele mesmo que não deixou a Polícia Federal trabalhar, durante todo o seu mandato.

Itamar Franco foi o vice  de collor, isso não foi muito bom para a sua carreira política. Durante o seu mandato trocou muitas vezes de Ministro até chegar a FHC, um político com passado socialista e que conhece muito bem os dois lados, esquerda e direita.

FHC controlou a economia, pelo menos até o final de seu mandato, foi aí, que mesmo contra a sua vontade, disse que Lula não quebraria o Brasil; Na verdade quem não quebraria o Brasil era a especulação, caso ele  agisse rápido.

Assim, a classe média alta perdeu uma grande oportunidade de se unir a classe operária, perdendo seu espaço para o clube fechado da política.

Com a vitória do PT, não houve nenhuma novidade, em relação aos governos socialistas, exceto pelo mensalão. Todo mundo ficou surpreso com o mensalão, mas há quem tenha dito: “Vocês não sabiam? – Sempre houve um caixa dois – Como vocês acham que esses megashows são pagos? – nós apenas demos maior transparência a esse processo.” 

Agora, como sempre, o passado e o presente conspiram para que o povo não tenha um futuro. É Bom que se diga: “Sempre haverá um amanhã, o problema é que, no Brasil, isso só ocorre de trinta em trinta anos.”

O brasileiro tem medo de mudanças, mesmo sabendo que elas são inevitáveis. Sabendo disso, os políticos fazem a sua parte, atendendo o desejo do povo, de sempre manter tudo do jeito que está.

By Jânio

julho 19, 2010 Posted by | Política | , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 16 Comentários

Eutanásia – no limite da lei

decisão final

Direito de morrer

Se a pena de morte já é um assunto polêmico, aceito por alguns países,  proibido para outros, gerando muito controvérsia, a eutanásia fica no limite.

A eutanásia é o ato de abreviar a vida de uma pessoa,  com a participação de terceiros, pessoas que se utilizarão de técnicas adequadas para esse fim. A eutanásia não deve ser confundida com o suicídio assistido, onde é a própria pessoa quem executa o ato, com ajuda de outrem.

Eutanásia ativa – quando a pessoa negocia com terceiros os meios com os quais a eutanásia será realizada.

Eutanásia passiva – quando a pessoa não está em condições de decidir, ou seja, já  se encontra em fase terminal, cabendo a sua família a decisão de deixar de ministrar os remédios, desligar os aparelhos, acelerando o processo de uma situação que já era irreversível, mas que trazia sofrimento além do suportável, tanto físico, quanto psicológico.

Reparem que a eutanásia ativa é a mais dramática, já que é a própria pessoa quem decide como será decidido o seu destino, quando a fase terminal se iniciar.

Essa forma de eutanásia tem gerado muita discussão, rendendo inclusive boas histórias em Hollywood. Nesse caso, quando a pessoa se encontra num estado vegetativo, sobrevivendo às custas de aparelhos, sofrendo dores insuportáveis, sua decisão já está tomada, cabendo aos seus familiares decidirem sobre o que é certo.

Antes de qualquer discussão, é bom que se diga que tanto no Brasil, quanto em Portugal, a prática da eutanásia é considerada ilegal, portanto um caso de homicídio.

Temos presenciado, através de noticiários, casos em que enfermeiras decidem pela eutanásia, sendo consideradas homicidas, consideradas monstros pela sociedade. As razões do crime variam muito, mas, na maioria das vezes, acaba sendo considerado um crime normal, como o caso de donos de asilos, que ficam com a aposentadoria, ou a própria família, achando que o crime vai passar despercebido.

Enquanto os defensores dessa prática, consideram o sofrimento um motivo suficiente para o ato, os opositores alegam já haver analgésicos suficientes para que a vida seja prolongada, a espera de um milagre ou de um avanço da ciência, que possa sanar a doença.

A eutanásia envolve tanto a questão ética, quanto direito; envolve a religião, envolve também os sentimentos e a filosofia de cada um, resultando numa responsabilidade muito grande, por parte de quem toma a decisão.

É bom que se diga que a eutanásia existe, mesmo sendo proibida pela lei. A morte sempre acontece antes do esperado, por mais que a pessoa tenha planejado, sempre fica alguma coisa por resolver, portanto, o arrependimento é sempre um elemento a se considerar.

Até o fator político-social entra nessa polêmica, quando um médico precisa decidir, em um pronto socorro, entre a vida de uma pessoa e a outra, não podendo atender a ambas, ao mesmo tempo.  O número de vagas nos hospitais, destinados a saúde pública, também é levado em consideração, nesse caso, condenado pela sociedade.

Na legislação, há citações onde deixa bem claro que ninguém deve ser submetido a tortura ou tratamento desumano, defendido pelos defensores da eutanásia. Essa citação é negada pelas pessoas que rejeitam a prática, contestando, justamente, o termo desumano, onde desumano seria a eutanásia.

Até entre os indígenas, há uma lei milenar, para que o mais jovem sobreviva, é necessário que o mais idoso se vá. Nesse caso, a tradição é cultural, é um ato de amor; a mesma pessoa que protegeu a família e a tribo, durante toda a vida, opta por ceder sua vida ao mais novo.

Isso acontece em casos de falta de alimentos, em casos de povos nômade, onde a pessoa pode ser um peso a mais, literalmente falando.

Por parte dos médicos, há o juramento de Hipócrates, onde o médico jura defender a vida, mesmo que o paciente esteja com doença incurável, por meios condicionais, devendo procurar, nesse caso, formas alternativas para sua cura.

Em países subdesenvolvidos, na área da saúde o Brasil se encontra nessa situação, os mais pobres sentem na pele a falta de condições médicas e assistência, por parte do governo. Nessa área, é comum a eutanásia, na medida em que não há uma boa gestão de recursos; é comum o desvios de verbas, destinadas a atender as necessidades da área de saúde.

Mesmo assim, temos que admitir que cada caso é um caso. Assim como há radicais defendendo a prática da eutanásia, há radicais condenando a prática; não devemos tomar a lei como ponto de partida, para uma decisão final, a lei deve ser vista como um ponto final.

Precisamos nos colocar no lugar de quem está sofrendo, sentir na pele a situação, antes de termos uma opinião formada; o sentimento ainda é a melhor forma de decisão, para que não tenhamos que conviver com a consciência pesada, para o resto de nossas vidas.

Assim como no caso da pena de morte, a sociedade decide mas deixa para outrem a função do carrasco, como se o pecado fosse menor. A questão do aborto e da eutanásia eugênica, eu nem vou comentar, para não desequilibrar a discussão.

by Jânio

janeiro 21, 2010 Posted by | Reflexões | , , , , , , , , | 12 Comentários

Planejamento prévio do empreendimento.

transformando objetivos

transformando objetivos

Além de uma boa oportunidade, antes de se começar um negócio, é preciso saber se é isso o que realmente gosta, se é isso o que realmente quer.

Para que um empreendimento tenha futuro, é preciso que a pessoa tenha prazer em desempenhar a função, goste de fazer o que se propõe.

Quanto mais idéias a respeito de um empreendimento, formação na área pode ajudar muito, além de reunir o máximo de informação possível, a respeito do negócio, maiores as chances de sucesso.

Ter profissionais experientes, na área, é uma estratégia de bons empresários, mas não basta para um pequeno empreendedor que está começando.

Não existe uma receita pronta, mas antecipar os futuros problemas, ter o máximo de estratégias prontas, antes de determinados problemas, é muito importante.

Quando algumas pessoas estão conversando, sempre surgem idéias, críticas a respeito de determinado assunto, ou negócio. Prestando mais atenção, principalmente em seu público alvo, pode-se resolver um problema antes que ele aconteça.

Se uma pessoa pretende abrir um mercado, antes de iniciar seu empreendimento, deverá conhecer de perto as donas de casa, suas reclamações sobre esse ou aquele mercado, o que esta desagradando. É preciso ter certeza que se pode fazer melhor, antes de começar.

Se o público é jovem, é preciso se misturar aos jovens, só assim pode se ter uma ideia clara do que eles pensam e gostam, podendo-se fazer o melhor para eles.

Quando se diz que um empreendedor nasceu pronto, fica claro que o seu dom, sua vocação,  o que ele gostava, se revelou precocemente, aumentando sua chance de sucesso.

Analise, detalhadamente, sua concorrência, imagine sua atuação em meio a toda essa concorrência, jamais comece seu negócio antes de ter certeza que conseguiu planejar tudo.

O SEBRAE, órgão ligado a consultoria de pequenas e micro-empresas, constatou através de pesquisa que 31% das empresas paulistas fracassam no primeiro ano de atividades, 60% não conseguem chegar a cinco anos de funcionamento.

Vale ressaltar aqui a região, São Paulo é extremamente competitivo. É preciso estar bem preparado frente a tanta concorrência, admitindo-se até a franquia como estratégia, quando a concorrência esta muito  acirrada.

Algumas formas de se obter informações, incluem conversas com funcionários da concorrência, conversas com seus gerentes, e, em alguns casos, com os próprios donos dos negócios.

Após a conversa, é preciso analisar detalhadamente como as empresas se encontram financeiramente, quais são as possibilidades do negócio, oportunidades não aproveitadas pela concorrência, quais são os nichos verificados e que não foram aproveitados, etc.

Os três pontos levantados em 2002, pela pesquisa do SEBRAE, como determinantes no fracasso das micro e pequenas empresas foram: planejamento prévio, estruturação do negócio e gestão.

Conversando ou pesquisando com funcionários, gerentes ou empresários concorrentes, de várias funções diferentes, pode-se criar um plano de como estudar o mercado, seus problemas, dificuldades e soluções.

Empresários mais experientes costumam fazer suas pesquisas em cidades distantes, assim estes não se sentirão ameaçados.

Questões levantadas pelo SEBRAE, na fase de planejamento prévio:

Localização ou ponto – O ponto é uma questão muito importante, por exemplo, se você quer alugar bicicleta, pode ficar longe do centro. Da mesma forma, deverá ficar longe do centro se pretende abrir uma pousada.

Resumindo, seu negócio deve estar onde seu público alvo se encontra, é preciso se analisar a possibilidade de, o negócio, ficar ou não na rua principal ou não, neste caso a pesquisa é fundamental.

Processo de venda – Este é o ponto principal, como conseguir atingir as metas, quais são as armas da concorrências. Alguns empreendedores, que tem no sangue a vocação ou que são bons observadores, passam a vida observando o que acontece no mundo empresarial, o que os empreendedores fazem, etc.

A publicidade, o marketing, atendimento,  estão sempre a disposição, onde nem sempre a publicidade paga é a que traz o melhor retorno. A imagem pessoal do proprietário ou responsável, folhetos, cartazes, panfletos, tudo fira ferramenta na hora da venda, inclusive promoções e sorteios, desde que tragam o retorno esperado.

As formas de pagamento, quanto maior a variedade de formas de pagamento, maior o potencial de veda. Vale lembrar o que disse um famoso publicitário: “Antes de iniciar uma campanha, analiso o potencial do produto, a gestão da empresa, de nada adiantará eu criar uma boa campanha para uma padaria, se ela não faz pães de duas em duas horas, que é o que as pessoas estão pedindo, a última palavra quem dá é o consumidor”.

A arquitetura e instalações – Antigamente não se dava tanta importância para estes detalhes, isso mudou, o ambiente deve estar sempre bem atualizado, de acordo com o público que é esperado, aliás, a opinião do público é ponto chave.

Operação do negócio – Pelo menos uma pessoa da equipe de funcionários deve ser do ramo, especializada ou estar atualizada com as formas de operação do negócio.

Treinamento dos funcionários – Se faz necessário que pelo menos uma pessoa seja do ramo para que possa efetuar de forma satisfatória esta etapa.

Gestão – É preciso estipular os objetivos e transformá-los em metas com prazos determinados, como atingir estas metas. Deixar de ser perfeccionista e aproveitar todas as idéias possíveis, corrigir os rumos da gestão.

Futuro – Como estará seu negócio no futuro. Planejamento a longo prazo, quem cuidará do negócio nas férias, quantas horas deverá trabalhar ao dia.

Este é o tipo de negócio que você gostaria de ter o resto da vida?

A oportunidade é diferente de ideia na cabeça – A oportunidade esta diretamente ligada a lei da oferta e procura, montar um negócio não é como uma brincadeira de criança, implica em responsabilidade, talvez de toda uma vida, por isso é preciso escolher bem.

Se há procura, se ha possibilidade de lucro, se o lucro cobre as despesas e  o lucro líquido é maior do que outras aplicações.

Por isso é preciso escolher algo que realmente goste, para fazer o melhor.

Principal fonte: SEBRAE

julho 24, 2009 Posted by | Reflexões | , , , , , , , , | 4 Comentários

   

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