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Regras para os novos depósitos na poupança

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As mudanças nas regras da poupança são pequenas, mas isso não é suficiente para acalmar os pequenos poupadores. Segundo as últimas pesquisas, a metade dos poupadores tem menos de cem reais aplicados na poupança.

Aplicações financeiras viraram trauma no Brasil desde que Fernando Collor bloqueou as aplicações acima de um determinado valor, para controlar a inflação, e deixou parte dos investidores irritados. Eu não me lembro quanto era, mas eu me lembro que eu tinha cerca sete salários mínimos aplicados e não passou nem perto dos valores bloqueados.

Para mim, o problema foi com os rendimentos que ficavam abaixo da inflação, afetando muita gente.

As mudanças nas aplicações não são sérias na prática mas, teoricamente, preocupam.

Vamos lembrar a regrinha básica?

01) Impostos são altos para serem roubados pelos políticos corruptos.

02) Falta de concorrência e aumento da corrupção: Com o aumento dos impostos, os pequenos empreendedores tem dificuldades para manter seus negócios, surgindo os monopólios, lavagem de dinheiro, leis que ninguém conhece e que beneficiam a elite que tem bons consultores, corrupção de fiscais, habeas corpus sendo emitidos “antes” dos mandados, licitações e financiamentos fraudulentos, etc.

03) Inflação: Com falta de concorrência e/ou empresas no mercado, naturalmente a inflação tende a subir, mas a máfia usará a taxa de juros para controlar a inflação. Enquanto as taxas de juros ficam relacionadas a inflação, o verdadeiro motivo fica oculto das pessoas sem informação.

04) Com a alta da taxa de juros SELIC, vários problemas são identificados, entre eles: Valorização do câmbio, com a moeda nacional valorizada e o dólar desvalorizado, causando o desequilíbrio na balança comercial, já que haverá o aumento da importação e turismo no estrangeiro.

05) O crescimento econômico deveria ser bom: Para todo país desenvolvido o crescimento econômico é bom, mas para o Brasil não. A entrada de investimentos estrangeiros no país aumenta as reservas em dólares, o que torna o dólar ainda mais barato. Para tentar elevar o preço do dólar, isso não acontecia em países desenvolvidos, pelo menos antes da crise, o governo brasileiro compra dólares e isso aumenta ainda mais as reservas, sem atingir seus objetivos.

06) Há algum tempo atrás, acontecia o contrário e todo mundo achava que o país ia quebrar.

O que está acontecendo agora é que a taxa de juros, SELIC, tem de cair, já que todos os setores estão no limite, portanto, estamos à beira de uma recessão. Antigamente, antes da automatização, era mais fácil burlar a receita, o governo, hoje, só os grandes são beneficiados por advogados, consultorias, leis de isenções que ninguém conhece e lobistas que defendem seus interesses.

Além de tudo isso, pagando a dívida externa e mantendo a SELIC alta, o governo troca a dívida externa pela dívida interna: Obs: A taxa de juros da dívida interna é muito maior que a dívida externa. Os EUA estão quebrados, devendo para as suas próprias empresas.

Voltando a poupança: O governo acha mais fácil baixar a taxa de juros da dívida interna, SELIC/títulos do governo, que baixar as taxas de impostos, mostrando que a máfia está muito bem estruturada, já esteve muito pior em décadas anteriores, quando a direita sabia roubar.

Assim, sobrará para os pobres, como sempre. Na teoria o país não conseguirá crescer sem atingir o investimento mais popular do país.

Os depósitos antigos não serão atingidos, pelo menos por enquanto, apenas as novas aplicações. Se o investidor for sacar, o saque será feito a partir dos novos depósitos, protegendo os depósitos antigos.

Eu vou dar uma ideia para o governo, eles poderiam distribuir programas gratuitos para que as pessoas façam seus cálculos de maneira interativa na casa. É, porque agora vai ficar difícil calcular o que já era quase impossível – todos nós sabemos que cada depósito era calculado de acordo com o dia, ou seja o rendimento do dia.

Analistas financeiros ainda estão pessimistas, mesmo com as novas regras da poupança. Segundo eles a inflação pode chegar a 6%, num mercado sem concorrência, elitizado e controlado pela máfia.

O medo do governo é que os investidores de outras aplicações do mercado financeiro migrem para a poupança, o que seria um caos para o governo, já que o governo ficaria obrigado a pagar 0,5% ao mês mais a TR, que é o que vinha sendo pago até agora. E continuará sendo pago, exceto para as novas aplicações, protegendo o governo de ter de pagar altas taxas para as novas aplicações.

Se as taxas de juros baixarem ainda mais, os especialistas não acreditam muito nisso, 8,5% será o limite da SELIC para que as novas regras sejam aplicadas na poupança, mas o governo não falou nada em baixar os impostos, nem em prender políticos corruptos, já que a maioria é.

Caso a SELIC cheque a 8%, por exemplo, o rendimento da poupança será apenas de 70% dessa taxa, ou seja, não será 8% e sim 5,6%, o que não acontece se a SELIC voltar a ficar acima de 8,5% novamente. Se a inflação for de 4,5%, haveria um ganho de 1,1% no rendimento real, pelo menos numa visão mais otimista.

Lembrando que acima dos 70% da SELIC será acrescida a TR, ou seja, 70% da SELIC mais a TR. Esse deverá ser o cálculo para uma SELIC abaixo de 8,5%.

A previsão do governo é que a SELIC fique entre 4% e 8%, nos próximos anos.

Resumindo:

Acima de 8,5%: Valerá a antiga regra, 0,5% ao mês mais a TR.

8,5% ou menos: Valerá a nova regra, 70% da SELIC mais a TR.

Depósitos antigos da poupança não sofrerão alterações, apenas os novos depósitos deverão observar as mudanças.

A taxa atual da SELIC está em 9%, o que não muda muito, mas os novos depósitos já estão sujeitos as novas regras, com limite de 8,5% SELIC.

Os bancos terão prazo de trinta dias para apresentarem os valores nos extratos, tanto dos depósitos novos, como dos depósitos anteriores às novas regras.

Obs: ADVFN:”TR: Taxa criada em 1991, durante o Plano Collor II, para servir de referência para as transações financeiras realizadas no País, atuando como uma taxa básica referencial dos juros a serem praticados no mês. Esta taxa é calculada pelo BACEN (Banco Central) com base em uma amostra dos juros pagos pelos CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) das trinta maiores instituições financeiras selecionadas, sendo eliminadas as duas de menor e as duas de maior taxa média. A base de cálculo da TR (Taxa Referencial de Juros) é o dia de referência, sendo calculada no dia útil posterior. Sobre a média apurada das taxas dos CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) é aplicado um redutor que varia mensalmente. Atualmente é utilizada para o cálculo do rendimento de vários investimentos, tais como títulos públicos, caderneta de poupança e outras operações, tais como empréstimos do SFH, pagamentos a prazo e seguros em geral.”

BY Jânio

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maio 10, 2012 - Posted by | Política | , , , , , ,

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