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Hierarquia virtual

hierarquia na rede

Concentração de Audiência

Exibido pela TV hoje, um documentário da BBC mostrou, de maneira bastante pessimista, como a internet sempre caminha em direção a dominação por um sistema quase irresistível de elitização. A BBC mostra-se bastante pessimista em relação ao processo democrático no mundo virtual, que poderia ser igual ou até pior que o mundo real.

Eu já havia alertado para esse perigo, quando eu notei uma legião de fanáticos Geeks cada vez mais descontrolados, tratando esse ou aquele software como uma verdadeira religião.

A natureza má do mundo virtual começou a assustar quando Steve Jobs e Bill Gates ainda ensaiavam sua grande jornada pelo mundo dos negócios de software e hardware, Gates chegou primeiro no sistema operacional mas Jobs seguiu um caminho diferente, conquistando tanto o software quanto o harware.

Foi Gates quem teve uma estratégia que quase viria a monopolizar o mundo da informática, enquanto seu sistema operacional dominava o mercado. Com o surgimento da internet, a Microsoft lançou o Internet Explorer, navegador web, no pacote Windows e por pouco não domina o mundo da internet também.

Depois de vários processos, dentro e fora dos EUA, Gates teve de se contentar em ser o homem mais rico do mundo, o que não era pouco para qualquer pessoa normal. Atualmente, ele tem lutado para conseguir convencer os homens mais ricos do mundo a doar suas fortunas, sob herança, para sua própria fundação.

Os defensores da democracia virtual se engajaram em sua primeira grande causa, o Linux, justamente quando o Windows estava controlando quase todo o mundo virtual.

Sua segunda grande causa, o Firefox, mostrou o quanto os internautas estavam descontentes com os rumos que a Microsoft tinha tomado. A febre Firefox só perdeu a força quando a Google criou o seu próprio navegador.

O navegador da Google era de fato bom, mas as suspeitas de plágio, depois de uma doação para a Mozilla, instituição que desenvolve o Firefox, foi um banho de água fria, tanto no Firefox, quanto na própria Google, que já tinha uma legião de fãs quase tão grande quanto a de Bill Gates.

Apesar de parecer um documentário ideológico, o objetivo era esse, esse documentário da BBC comete alguns erros que o descredencía como tal. Foram citados os sites, softwares ou sites que dominam o mercado e, apesar de citar o criador da internet, o documentário comete o erro de deixar de fora o idealizador da internet e inspirador de Tim Berners-Lee, Ted Nelson, o idealizador de Xanadu.

Tim Berners-Lee é destaque no documentário, por não ter patenteado seu projeto, quando a internet ainda estava em suas mãos, mas o esquecimento do homem que o inspirou e ao qual foi fiel ideologicamente, foi um erro imperdoável.

A BBC cita os sites que concentram quase toda a audiência da rede mundial, discute o PSP, que possibilitou o intercâmbio de arquivos multimídia, Napster, mas não apresenta uma alternativa viável para o impasse. É natural que haja uma grande demanda por softwares, hardwares, equipamentos ou dispositivos para resistir ao controle capitalista da informação e entretenimento.

O Myspace não é citado, pelo menos eu não me lembro, já que não é nenhuma ameaça a democracia virtual. Apesar de não ser um problema, o Myspace é a solução, já que é uma ferramenta virtual de divulgação.

Com tanto conhecimento hacker no mercado, capaz até de colocar um satélite no espaço, e o presidente do Irã já pensa até em ter uma internet islãmica, fica claro que já há tecnologia, demanda e estrutura suficiente para outras redes mundiais de computadores. Infelizmente, esse não era o ideal de Ted Nelson, mas poderá ocorrer essa divisão.

À princípio, era proibido comércio na rede, isso era bom para seus criadores e para os governos também, mas o potencial da rede era grande demais e parecia quase impossível o crescimento da internet, desenvolvimento de softwares, entre outros elementos, naquela época, sem um tempero comercial nesse processo.

A Wikipedia talvez tenha sido a segunda grande causa, apoiada pelos blogueiros, que já somavam mais de 190 milhões de sites. Eu duvidei que seu criador, Jimmy Wales, pudesse manter tal estrutura após o seu crescimento, sem propaganda, mas o site está aguentando.

Uma possível propaganda na Wikipedia seria um caos, tudo o que seus críticos precisam para detonar o site, além disso, seus colaboradores deixariam o site, pior, sentiriam-se traídos por seu ideal – Eu, particularmente, não tenho nada contra parcerias que tenham o mesmo ideal do site, mas eu não sou um colaborador, só divulgador e usuário.

A Google, Facebook e Twitter, nunca foram causas blogueiras, mas são sites muito populares entre blogueiros e internautas em geral. A Google tem vários sites, suficiente para agradar a gregos e troianos.

O que esses sites tem em comum é possibilitar justamente o acesso democrático e gratuito, além de promover a liberdade na rede. Eu não vejo os buscadores Google, Yahoo e outros, como sites que querem dominar a internet, muito pelo contrário, acho até mais prático acessar meus sites favoritos através dos buscadores e não através da digitação em navegadores.

Apesar dos blogueiros terem muita personalidade, a maior parte dos 90% dos mais de 190 milhões de blogueiros, estão migrando para as redes sociais. Isso está acontecendo porque eles tem liberdade nessas redes, se faltar liberdade, a rede quebra.

Um caso bem distinto ocorreu com a Orkut, que era a única a dominar o mercado, criando um universo em torno de si própria, mas como uma rede fechada que era, morreu, e depois de morta, foi para o paraíso, Brasil – desculpem-me a piada de humor negro.

Para quem gosta de produzir conteúdo, o blog ainda é uma ótima ferramenta, quase uma extensão dos antigos fóruns. Já no caso das redes sociais e microblogging, seu papel é otimizar conteúdo de grandes ou pequenos sites.

Não acho as grandes redes melhores que as pequenas, tanto que eu acho a Dihitt melhor que a Facebook, e o fato da Facebook, Twitter, Orkut e outras, citarem os blogs, é porque esses representam muito na internet. Além disso, os blogs fazem parte de plataformas de grandes instituições, como é o caso das plataformas Blogspot, XPG, WordPress e outras.

A blogosfera possui suas próprias ferramentas agregadoras e indexadoras de conteúdo, além das redes sociais. Dez por cento dos mais de cento e noventa milhões de blogs, pode parecer pouco, mas 19 milhões de blogs ainda podem produzir muito texto, podem ser mais argumentativos e nem é preciso passar o dia lendo publicidade.

Como eu já disse antes, muitas pessoas podem argumentar em curtos espaços de redes sociais ou microblogging, outros internautas precisam de espaços maiores para exporem suas idéias de maneira convincente, blogueiros, mas há um grupo de escritores e poetas que ainda precisam escrever livros, tamanha sua capacidade argumentativa e de conhecimentos.

Os quatro ou cinco grandes sites citados, já seriam suficientes para evitar o monopólio na internet, mas outros sites e redes não citados e menores, são a saída para quem gosta de uma liberdade maior.

Todos esses sites possuem características distintas e se consolidaram no mercado, outras empresas surgirão muito em breve e a internet seguirá o seu curso. Sites revolucionários sempre terão uma audiência maior no início, mas a internet não precisa ser só entretenimento.

By Jânio

fevereiro 11, 2012 - Posted by | internet | , , , , , , ,

1 Comentário »

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