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A importância dos sinônimos

descomplicando a língua

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Alguns anos atrás, conversando com um médico em Curitiba, percebi que ele me cumprimentava sempre com bonJour. Depois de alguns dias, eu não resisti e perguntei: Je parle français?

O médico, cujo conhecimento em línguas era limitado, ficou intrigado com o meu francês improvisado. Na realidade em não entendia nada de francês.

Sugeri que o médico procurasse aprender outras línguas, como inglês e espanhol, línguas que os homens sempre estão falando – Francês é língua de mulherzinha doutor – brinquei.

O problema é que eu não entendo nada de inglês e francês também, mas ele continuou insistindo.

A conversa prosseguiu, em meio a muitas pessoas, inclusive um ferroviário aposentado.

Lembrei-lhe que os mineiros também falam muito inglês, aliás, Minas Gerais tem a maior comunidade brasileira nos Estados Unidos.

Seguindo o ditado popular que meia palavra basta, os mineiros falam todas as palavras pela metade, melhor, entendem tudo. Essa capacidade de entender tudo, apesar de não ouvir toda a palavra, dá uma certa vantagem aos mineiros.

Por exemplo:

Ess text é apen’s u’a gran brincadei com o sota mineir. Mineirin é gent bo’demais síô.

A linguística pode explicar isso, acontece que o que conta, aqui, é a fluência de toda a frase e não uma palavra isolada.

Se um mineirin descobre que roubaram seu carro, ele diz: Why? – pronúncia: uái? – tradução: Por quê?

Nem precisa traduzir, não é mesmo? – Eu acho até que foram os mineiros que inventaram a palavra, uái.

…mas tem mais. Por exemplo:

Quando um mineirin pergunta uái? – Outro mineirin responde “cauz” que é.

Because ou cause – pronúncia: bicóz ou cóz- tradução: porque.

Trata-se da resposta para Why, com a mesma tradução. Pergunta-se com why, responde-se com because.

Abreviando because, ficaria cause – pronúncia: cóz – tradução: porque.

Ainda podemos abreviar yés, onde o mineirin diz “é”, mas, nesse caso, contagiou o Brasil inteiro, o brasil inteiro fala “É”.

Yes – pronúncia: iés – tradução: sim – abreviando-se: é.

Então, quando um mineirin descobre que roubaram-lhe o carro, ele diz:

– Uái?

– Caus qui é – responde o outro mineirin.

Nem precisa traduzir, não é mesmo?

Je parle français?

Os sinônimos sempre foram um grande empecilho ao aprendizado de inglês, alguns professores afirmam que não se deve dar um sentido exato a palavra, outros dizem que complicam para aproveitar a aula e evitar o óbvio.

Em alguns casos, eles erram, mas ninguém nota:

Teacher – tchitchâr – tutor e não professor. Pupil – pílpiu – pupilo e não aluno.

Professor – proféssor – professor.

Master – mâstâr – mestre.

São três palavras que usamos erroneamente, já que tutor apenas acompanha a aula, enquanto o professor realmente ensina, organiza e acompanha.

Em São Paulo, há uma experiência bem sucedida de salas com um professor e um tutor.

Fazer versões de um texto pode parecer inteligente, mas pode atrapalhar muito também, assim, é melhor aproximar ao máximo as palavras, tanto para ensinar, como para aprender.

Pero, pode ser muito melhor assimilado como porém, como “mas” fica mais longe do português.

“Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.”

By Jânio

julho 12, 2011 - Posted by | Inglês | , , , ,

1 Comentário »

  1. […] * Publicado no MadeInBlog […]

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