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Falta de respeito no complexo do alemão

noticias da guerrilha

Guerra do Rio

Depois que a polícia assumiu o controle do complexo do alemão, a paz voltou, mesmo que temporária, um convite para que pobres mortais comprem briga com os traficantes, desafiando-os.

Como eu disse no artigo passado, essa é uma briga pelo poder, entrar numa briga como essa, para pessoas normais é uma grande encrenca.

Muitas comunidades dos morros nasceram e cresceram de maneira informal, fora do mapa, onde o poder público se manteve alheio a tudo isso.

Numa região com aproximadamente 350 mil habitantes, sendo 100 mil apenas no complexo do alemão, o poder público se viu com um “governo paralelo”, numa região de excluídos. Para o Governo, eles supostamente não tinham nada à oferecer.

Com o tempo, essas comunidades passaram a assumir sua representatividade, dentro de um sistema democrático. Através de jornais tendenciosos, programas idiotas e novelas estúpidas, a maior ferramenta de comunicação do Brasil, a TV, foi suficiente para controlar corações e mentes, até agora.

Se a internet já era um grande problema para o controle elitizado da sociedade, as minorias excluídas se juntaram a essas citadas, para reclamar seu lugar de direito.

Nem mesmo as mídias de massa foram suficientes para passar a idéia de que tudo estava bem, o melhor de tudo, é que os políticos já sabem que essa população está relativamente fora do controle tradicional, tanto capitalista, como socialista.

Em meio ao controle criado pelas antigas mídias, muita gente sequer reparou que o Brasil já está sendo governado por políticos socialistas, por antigos militantes de esquerda. Algumas pessoas nem repararam que vários tabus foram quebrados.

Mas as mudanças de sistemas de governo, no Brasil, não são suficientes para indicar mudanças. Foi assim com a colônia, monarquia, república, governo militar,  diretas e com o socialismo que deverá completar, pelo menos, vinte anos no poder.

Em todas essas mudanças, houve a participação da elite, incomodada com os rumos que o sistema estava tomando. A elite sempre teve as ferramentas de mudanças em suas mãos, até agora.

Até na Venezuela, as grandes redes de tv foram fechadas, um grande erro, em se tratando de um país onde a democracia era tão importante. Apesar disso, a internet não sofreu qualquer ataque por parte do governo, isso levanta uma grande questão a ser discutida.

Algumas táticas das mídias estão ficando ultrapassadas, facilmente identificadas pelos leitores ou telespectadores. A opinião pessoal deixou de ser relevante, dando lugar ao ponto de vista resultande da observação de várias pessoas e/ou classes da sociedade, onde ninguém é dono da verdade.

Algumas velhas notícias que parecem técnica de otimização, usadas como se fossem notícias novas, com as mesmas finalidades, induzir à um determinado pensamento.

“AS AULAS SÃO SUSPENSAS NO MORRO DO ALEMÃO”

Grande novidade, apesar de as pessoas estarem acostumadas com os tiroteios e mortes no morro, o “instinto” de sobrevivência leva as pessoas a pensarem em salvar suas próprias vidas.

Nas reformas da casa, observei que matando uma formiga, as outras continuam vivendo alheias as mortes dessas, mas quando pressentem o perigo, lutam para sobreviver. Se até as formigas lutam pela sobrevivência, imaginem as pessoas.

Observação: O fato das casas estarem nos morros, não significa que as pessoas sejam formigas.

“AUTORIDADES INFORMAM QUE A POLÍCIA DEVERÁ PERMANECER ATÉ 2.011, NO COMPLEXO DO ALEMÃO”.

Levando-se em conta que estamos no último mês de 2.010, Dezembro, essa notícia parece ter sido encomendada por alguém que conhece a força das palavras.

Isso pode trazer sérias consequências para os moradores dos morros, a falsa impressão de que estariam seguros eternamente, isso não é verdade.

“HOMEM DENUNCIA QUE POLICIAIS ENTRARAM EM SUA CASA PARA FAZER REVISTA, E LEVARAM CERCA DE TRINTA E CINCO MIL REAIS EM DINHEIRO”.

Bom, primeiro vamos analisar a denúncia em si:

O que é que um homem estaria fazendo com trinta e cinco mil reais em dinheiro, numa região considerada de alta periculosidade?

Talvez esse homem não considere essa região tão perigosa assim, por isso guardar uma quantia tão grande de dinheiro em casa, seria considerado normal – eu não pagaria para ver.

Grande parte da população tem alertado para a falta de respeito dos policiais, que invadem as casas, arrombam, como se todos os moradores fossem traficantes. Como pode ser comprovado, a saída dos moradores foi bastante criativa e inteligente.

Os moradores deixaram escrito em papéis, recados para que não derrubem as portas, “apesar do clima de guerra, estamos no Brasil, procurem a chave no vizinho”.

Vamos imaginar a época em que o PCC levou o pânico aos moradores de São Paulo, nenhum policial invadiu a casa de burgueses da elite procurando armas ou bandidos.

Não é à toa que o govenador esperou as eleições passarem para iniciar as operações. Aqui surge outra pergunta: Será que o governador está interessado em trazer a paz aos moradores, depois de cem anos de guerra,  ou será que foi o medo do surgimento de um sistema paralelo, capaz de controlar trezentos e cinquanta mil pessoas?

Só para lembrar, na época do combate a dengue, as mansões fechadas dificultava o serviço dos agentes de combate à epidemia. Nenhuma mansão foi arrombada.

POLICIAIS APOSENTADOS SE OFERECEM PARA PARTICIPAR DA OPERAÇÃO NO COMPLEXO DO ALEMÃO:

Para quem tinha alguma dúvida de que havia uma guerrinha particular aqui, agora não há mais dúvida. Não há melhor momento para acertar “velhas contas” do que com a ajuda das forças armadas e toda as forças policiais juntas. No caso de escãndalos envolvendo a polícia, e agora até o exército, são apenas detalhes de uma sociedade eternamente decadente chamada Brasil.

By Jânio

dezembro 4, 2010 - Posted by | Policia | , , , , , , , , , ,

14 Comentários »

  1. Artigo publicado no Terra Magazine em 3/12

    Juíza: Operação no Alemão é “verdadeira enganação”

    Ana Cláudia Barros

    “Uma verdadeira enganação”. Esta foi a definição encontrada pela secretária do Conselho Executivo da Associação de Juízes para a Democracia (AJD), Kenarik Boujikian Felippe, para a resposta das forças de segurança à onda de violência no Rio de Janeiro. A magistrada, que é titular da 16ª Vara Criminal de São Paulo, considera equivocada a maneira como o tráfico de drogas está sendo combatido. Para ela, só a base da pirâmide está sendo atingida.

    “O que se vê é a prisão dos pequenos. Para se ter um efeito real, é preciso combater os que estão lá em cima. Os de baixo são substituíveis”, afirma, destacando que “a ponta de cima” é o empresário que ganha muito dinheiro com o tráfico. “Esse é intocável”.

    A juíza condena ainda os casos de violação de direitos humanos que começam a vir à tona após as ocupações, sobretudo, do Complexo do Alemão, e o tratamento que parte da imprensa tem dado às operações policiais. Os dois assuntos foram alvos de críticas da AJD, que, no início da semana, divulgou nota repudiando “a naturalização da violência ilegítima como forma de contenção ou extermínio da população indesejada e também com a abordagem dada aos acontecimentos por parcela dos meios de comunicação de massa que, por vezes, desconsidera a complexidade do problema social, como também se mostra distanciada dos valores próprios de uma ordem legal-constitucional”.

    – O papel da imprensa é trazer dados, informações para que as pessoas reflitam. Se você não mostra os fatos sob o ângulo da violação – que, infelizmente, está acontecendo -, se você vende uma imagem de que aquilo é uma solução, faz um desserviço.

    Confira a entrevista.

    Terra Magazine – Porque a AJD decidiu se manifestar?
    Kenarik Boujikian Felippe – Em razão de seus propósitos institucionais. Só tem sentido a associação se manifestar nesse contexto. Entre as finalidades da associação, uma organização de juízes criada em 1991, está a questão dos valores do Estado Democrático de Direito. Foi dentro dessa perspectiva que a gente resolveu se manifestar. Em razão ainda de o problema não ser um fato novo. Há alguns anos, o Exército ocupou os morros no Rio de Janeiro. Naquela época, a associação se manifestou, tendo em vista que havia um desvirtuamento da função do Exército.
    Hoje, há uma nova coloração, outros envolvidos, alguns fatos se alteraram. A associação não pode ver violações de direitos ocorrendo – e que isso possa ser encarado de forma positiva, como a imprensa tem mostrado -, e não fazer nada.
    Na verdade, é necessário que o Estado cumpra seus papéis. É necessário que ele garanta os direitos fundamentais, e a segurança pública é um direito fundamental. Só que isso deve ser garantido sem que se cometam violações.

    Na nota, a associação critica a atuação de parte da imprensa. O argumento é que estaria omitindo a violência policial.
    Estão omitindo e não estão trazendo uma reflexão sobre os fatos. O papel da imprensa é trazer dados, informações para que as pessoas reflitam. Se você não mostra os fatos sob o ângulo da violação – que, infelizmente, está acontecendo -, se você vende uma imagem de que aquilo é uma solução, faz um desserviço.

    A que a senhora se refere exatamente?
    Em síntese, o que a imprensa está noticiando é que isso (Estado policial) vai resolver o grande problema que existe no Rio. E é uma situação mais complexa, que não vai se solucionar com a entrada da polícia, do Exército, da Aeronáutica e o que mais seja. Tem que haver um projeto de país, de comunidade, de estado, de município e o que existe é uma verdadeira enganação. E a imprensa está corroborando para isso, ao invés de ajudar a melhorar a situação, ajudar a resolver efetivamente o problema grave que existe no Rio e que tem uma população que está submetida à violência do Estado, submetida à violência das milícias e de pessoas envolvidas no mundo da criminalidade… A população é quem sofre e vai continuar sofrendo e o problema não vai se resolver.
    Ou o Estado “ocupa” aquele território, e ocupar não significa colocar um imóvel onde vão ficar policiais. Ocupar no que diz respeito à função própria do Estado: colocar vários postos de saúde, urbanizar, cuidar do saneamento básico. Isso é uma coisa que leva tempo.
    Fora isso, é preciso combater a criminalidade, mas de forma séria. O que se vê é a prisão dos pequenos. Para se ter um efeito real, é preciso combater os que estão lá em cima. Os de baixo são substituíveis.

    Quando a senhora fala dos “que estão em cima” quer dizer aqueles que não vivem nas favelas, mas nas áreas nobres?
    Que não vivem nos morros, mas ganham muito dinheiro com o tráfico de drogas. E onde está esse dinheiro? O tráfico é um mercado poderoso, mas não para aqueles que estão ali embaixo. São empregadinhos. E digo que são descartáveis. Hoje, são presos 100. Amanhã, entram mais 100. A polícia tem que agir, investigando de onde vem, para onde vai o dinheiro, qual é a fonte.

    Então, na avaliação da senhora, o combate ao tráfico no Rio está sendo feito parcialmente, apenas de um lado?
    Do lado mais baixo da pirâmide que envolve o tráfico. O que estão “lá embaixo” são o que chamamos de aviões, mulas, pequenos vendedores. A ponta de cima é o empresário que ganha muito dinheiro com isso. Esse é intocável. A imprensa não usa uma linha para sequer explicar e vende a ilusão para a população de que o problema está sendo resolvido.

    Em relação às últimas operações policiais realizadas no Rio de Janeiro, quais os erros e acertos na avaliação da senhora?
    Acertos? Sinceramente, não consigo enxergar os acertos. Não consigo enxergar que a violação de algum direito fundamental possa ser acerto. Eles partem de que pressuposto? Que os policiais podem invadir as casas. Meu Deus, não é possível! Ou respeitamos a Constituição ou não.

    Na nota, a associação foi bem dura, ressaltando que, ao violar a ordem constitucional, o Estado perde a superioridade ética que o distingue do criminoso. Fica igualmente à margem.
    Todos nós somos atingidos por isso. Quando abro uma exceção de violação de um direito, não estou violando só para aquele proprietário da casa na favela X, Y. Na verdade, a violação é de todos nós. Admito a violação, só que não podemos ser ingênuos de imaginar que esse Estado vai atingir outra população. A violação direta é só para um tipo de população, a mais pobre, a mais vulnerável. Vai me dizer que eles vão fazer alguma coisa do gênero em algum outro local? Não vão.
    Vamos falar bem claramente: vão fazer uma busca e apreensão… Nem busca e apreensão. Vão simplesmente entrar na minha casa, derrubar a porta para ver se há alguma arma ou droga? Não vão fazer isso. Eu moro nos Jardins, aqui, em São Paulo. É seletivo. Então, “só pode ser o pobre o grande inimigo do Brasil”, e as coisas não são assim. O que me incomoda muito é que a imprensa reforça uma ideia que não tem o mínimo de veracidade, o mínimo de racionalidade.

    O que exatamente?
    Toda essa política de que vão entrar lá (no Complexo do Alemão) e resolver o problema, sendo que ele continua. E não é só no Complexo do Alemão. Isso não é algo que se resolve a curto prazo. Uma investigação séria demanda um certo tempo, mas é necessário começar. Quem está ganhando tanto dinheiro com o tráfico?
    Tem que haver essa vertente de polícia, de criminalidade. Acho que tem que haver mesmo, mas não nesse patamar que estão colocando, que é absurdamente ridículo. O problema não vai terminar nem diminuir. Estão vendendo uma imagem de que estão resolvendo o problema e é mentiroso isso.

    Qual seria o caminho mais apropriado?
    São dois caminhos básicos. De um lado, o Estado ocupa o território no sentido de fazer as políticas que lhe competem dentro daquela comunidade. Tem que ter uma cultura a ser criada e se cria essa cultura através da garantia dos direitos. Educação, saúde… Quando digo educação, refiro-me a um projeto para aqueles jovens. Qual expectativa que eles podem ter de trabalho? É preciso investir nisso. É uma algo a longo prazo, mas é preciso começar já. Estamos atrasados.
    Ao mesmo tempo é preciso ter uma política referente à área criminal que seja efetiva. Hoje, eles podem prender mil. São pessoas consideradas socialmente descartáveis. Amanhã, haverá outros mil para fazer a mesma coisa. Agora, se você “quebrar” quem tem o dinheiro, quem está lucrando com isso, aí se pode haver outra perspectiva. O que me incomoda é que a política adotada não é séria e tem a seguinte caracterísitica: viola os direitos da Constituição.

    Como a AJD está acompanhando as denúncias de violação aos direitos humanos nas favelas ocupadas pelas forças policiais?
    Agora é que elas estão começando a aparecer. Na verdade, a imprensa ficou vários dias jogando confete para as ilegalidades. Lá no Rio, há várias organizações que estão começando a receber uma série de informações. Não dá para desconsiderar toda essa realidade. É preciso que se dê andamento. Até no Judiciário mesmo.

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    Comentário por Luis Hipolito @ The Blogger | dezembro 5, 2010 | Responder

  2. A invasão de certa forma foi importante, mas também tudo tem que ter uma continuação, e não esquecer,mas lá também há muitas pessoas honestas, e teriam que ser respeitadas.
    Parabéns pela matéria.
    Abraço.

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    Comentário por Fatima Zanin | dezembro 5, 2010 | Responder

    • Olá Fátima:

      É isso mesmo, quando a polícia é ameaçada, com tiros, ela reage, e quem estiver no fogo cruzado, como é que fica.

      Essas mortes de crianças e adolecentes, atribuida aos traficantes, são na verdade vítimas inocentes que estão em meio ao fogo cruzado.

      A presença das forças armadas, mostra o tamanho do problema, mas se for para assustar os traficantes, para, depois de um ano, voltar tudo ao que estava, isso é uma tremenda perda de tempo.

      não estamos falando só de drocas, o produto, estamos falando de armas, produto e poder, estamos falando de problemas sociais e falta de obediência aos princípios dos Direitos Humanos.

      ABS

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      Comentário por icommercepage | dezembro 5, 2010 | Responder

  3. Olá Luis:

    Seu texto vai fundo num problema sério, passando desde a imcompetência da polícia em resolver o problema, até a questão dos Direitos Humanos, é isso mesmo.

    Levando se em conta que o crime organizado já chegou ao ponto de se controlar tudo de dentro das penitenciárias de segurança máxima, aí, podemos ter uma dimensão do problema.

    Primeiro, que é muito fácil de se controlar, criar, desenvolver e manter o tráfico organizado de drogas. como foi mostrado no filme cidade de Deus, e a realidade é muito pior, como pudemos comprovar, onde até crianças são especialistas em certas funções do tráfico, inclusive usando armas compradas da própria polícia.

    O que é feito no morro é só a entrega da droga, o destino final de toda a sujeira, o processo em si, desde a importação, isso certamente vem de um longo caminho.

    Ainda bem que vou ter tempo para analisar bem esse texto, compartilhado por você.

    ABS

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    Comentário por icommercepage | dezembro 5, 2010 | Responder

  4. Caro Janyo.
    Essa operação, em fim de mandato, tem um objetivo que transcende a mera vontade política de acabar com o crime organizado no Rio. Deixar na memória do povo que o Governo Lula combateu o crime organizado e realizou algo positivo em prol da segurança pública, que, afinal, sempre foi o ponto mais fraco de seus 8 anos de mandato. É mais ou menos como passar 8 anos coçando o saco e depois pegar firme no batende por aloguns dias para agradar ao patrão. Aposto que esse mutirão cinematrográfico tem irrestrito apoio do Fernandinho Beira-Mar.

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    Comentário por jornalista Lino Tavares | dezembro 5, 2010 | Responder

  5. Olá Lino:

    Eu também estou achando que os chefões foram avisados, não dá para entender como eles nem estavam nas favelas, na hora do tiroteio.

    … se bem que o crime organizado, é tão organizado que se dá ao luxo de deixar os subordinados encarregados de toda a logística e processo de distribuição.

    Como voc~e citou, só pesoas como fernandinho tem condições de trazer a droga da Colômbia, mas para isso precisa de peixe grande, e eu não estou falando de Lula ou FHC não, estou falando de alguém que já está no poder há muito tempo.

    ABS

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    Comentário por icommercepage | dezembro 5, 2010 | Responder

  6. Imaginem que se as tropas dessem combate aos fugitivos naquela estrada que leva ao morro do alemão, aonde os criminosos se refugiariam? Nas casas de moradores inocentes! Ficariam entrincheirados e abririam fogo contra as tropas, usariam os locais como refens(eles não tem escrupulos!) e se as tropas abrissem fogo ficaria dificil saber quem foi que matou inocentes não e mesmo? Esta situação e geral nos morros e todo o tempo isto foi considerado.Dai as tropas terem sido muito cautelosas, poder de fogo havia e muito mas o problema era minimizar danos a inocentes e isto foi conseguido.
    O trafico foi desarticulado e amarga grande prejuizo, este e o maior inimigo do trafico – o prejuizo. Estes traficantes tem divida que não conseguirão pagar – e esse e o maior perigo! Buscarão dinheiro em outros lugares!
    Os chefões fora do morro estão expostos, visiveis demais , serão capturados ou mortos pelos seus inimigos, e atentem que outro mal esta quieto e ninguem toca na ferida: As milicias!Ainda falta acabar com elas! Cabe agora uma consciencia que falta ao burguesal:
    – Parar de consumir drogas e fingir que isto não tem nada a ver com o que acontece nos morros!
    Como é o caso da frase imbecil do Marcelo D2:
    “Consumo maconha mas isso não tem nada a ver com o que aconteceu nos morros!”
    Como não tem nada a ver?
    E por ai que acontece a merda toda, burguesinhos consomem todo tipo de droga e acham que não há mal algum! E discutir se maconha faz mal ou não, ou se prejudica menos do que a bebida, não vem ao caso! O caso e que ate mesmo a Holanda já começa a rever suas leis permissivas, e lá se vão trinta anos de liberação!

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    Comentário por Gawaim | dezembro 5, 2010 | Responder

    • Olá Gawaim:

      É muito bom ver um comentário tão bem organizado assim, a imparcialidade é fundamental para um pensamento sadio.

      Ao invés de lê-lo, preferi analisá-lo e refletir sobre sobre as informações nele contidas, o que veio a enriquecer muito a nossa comunidade.

      Eu diria que a política é um elemento a ser considerado, apesar do comando vermelho não estar inteiramente concentrado no complexo do alemão.

      No caso de suas dívidas, como eu disse, a organização dos traficantes é superior a organização convencional de uma empresa, por isso, o dinheiro envolvido nessa sujeira toda é muito maior do que pode ser encontrado nas favelas.

      Os traficantes tem um desculpa plausível, convincente, para a sua suposta inadimplência, esse não deverá ser um empecílho, obstáculo à continuidade desse problema.

      …sem falar que toda a PPP está envolvida desse problema, político, polícia e pilantras.

      ABS

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      Comentário por Janio | dezembro 5, 2010 | Responder

  7. É justamente no Governo paralelo em que se baseia o medo geral. É disso que temos medo! Se há Caos com policiais, imagina sem eles!

    Lendo os comentários, me lembrei justamente da “análise” do Plínio de A. Sampaio para o “Carta Capital”. Nossa, ele falar que o Governo deveria legalizar a maconha para que pudesse extirpar soa como o que fizeram com os grileiros de terra na Amazônia: “anistiar e absorver os traficantes, transformando-os em empresários e bons moços”. Lamentável tudo isso!

    Aguardemos! Abçs!

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    Comentário por Ebrael Shaddai | dezembro 5, 2010 | Responder

  8. Olá Ebrael:

    Nota-se que a questão é muito mais complexa do que poderíamos imaginar.

    Antes da invasão do complexo do alemão, vários escândalos foram veiculados pela mídia, isso me leva a imaginar que essas notícias soaram quase como uma ameaça, fazendo com que decisões, antes adiadas, fossem tomadas às pressas.

    Tapar o sol com a peneira, pode ser um grande risco que o país enfrenta. Não deixar a justiça seguir seu rumo, por haver figurões envolvidos; ocultar as verdadeiras causas desse problema, pode ser muito perigoso.

    Um filme muito interessante para ser assistido, onde toda essa investigação já foi feita é “A rota da morte” onde é narrado todo o caminho por onde a droga percorre, antes de chegar ao usuário. Só para se ter uma idéia, os Estados Unidos combatem o tráfico americano na Colômbia.

    ABS

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    Comentário por Janio | dezembro 5, 2010 | Responder

  9. Interessante e importante essa matéria.
    Rosana

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    Comentário por Rosana | dezembro 5, 2010 | Responder

    • Olá Rosana:

      Fico muito contente que o artigo tenha sido de seu agrado.

      ABS

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      Comentário por Jânio | dezembro 6, 2010 | Responder

  10. Uma siituação vergonhosa!

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    Comentário por marcas patentes | dezembro 8, 2010 | Responder

  11. […] Falta de respeito no morro Rate this: […]

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    Pingback por Polícia controla favelas mais violentas do Rio « Made in Blog | outubro 15, 2012 | Responder


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