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A guerra ao narcotráfico no Rio

 

violência

Guerra do Rio

Costuma-se dizer, entre os comentaristas e sociólogos, que a guerra travada entre a polícia e o narcotráfico não é o cartão postal que a cidade do Rio gostaria de divulgar.

Não são só as notícias ruins que espalham rápido, as imagens e vídeos também.

Sérgio Cabral será conhecido, pela história, como o homem que declarou querra ao tráfico de drogas. O Governador que conseguiu unir as polícias, apesar das denúncias constantes de corrupção, relacionadas ao quadro policial do país.

A criminalidade, assim como vários outros problemas, estão diretamente ligados a gestão pública.

É cansativo repetir sempre a mesma coisa, mas o que está efetivamente sendo feito, para que outras guerras não venham a ocorrer no futuro?

O mais assustador, quando assistimos essas imagens de guerrilha urbana, é imaginar que essa violência está se espalhando por todo o país. A violência do Rio já se tornou violência das regiões metropolitanas.

Uma organização que, segundo algumas notícias vindas do Paraguai e Colômbia, ultrapassaram fronteiras.

Evidentemente que não podemos criticar o Governador que mais combate o crime nas comunidades dos morros, mas sim o sistema. Tanto em São Paulo, quanto no Rio, nota-se que a violência está muito acima dos partidos.

Será que há interesses envolvidos à essas guerras? – …à julgar pela incompetência de nossos políticos, e pelas análises notadamente parciais de nossos jornalistas, nota-se que o problema não é só político.

Eu tenho notado que  a cada medida enérgica, por parte do sistema, o povo mais pobre sempre é o primeiro a sofrer as consequências. Foi assim no primeiro congelamento do Governo Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula.

Sempre houveram críticas da oposição, mas sempre ficou claro que essa era a maneira mais cômoda de governar.

Os arquivos secretos do Governo são capazes de assustar até o mais perigoso bandido do mundo.

Recentemente, alertamos para a falta de controle de armas da própria polícia, um problema crônico, onde a arma é fornecida pelos policiais corruptos, e recuperada pela própria polícia, durante a prisão do marginal, voltando a se tornar mercadoria a ser comercializada.

A corrupção no Brasil pode ser medida pelo impostômetro, o maior símbolo da vergonha nacional. A conclusão é de fácil assimilação: Quanto mais impostos, mais corruptos.

Não há nenhum plano de redução de impostos, nunca houve, o que prova que a corrupção está acima dos partidos, está nas mãos dos coronéis da política e das mídias de massa,  aliados dos banqueiros e empresários, patrões dos políticos corruptos.

A saída passa pelas alternativas oferecidas pelas eleições, a pergunta que sempre fica é: Quais são as chances dos pequenos partidos, e quais as possibilidades de governabilidade?

Movimentos populares, como o Ficha Limpa, podem ser um bom começo, mas não a solução.

Quanto menos corruptos na política, menor a possibilidade de manipulação, menor a força da máfia.

Eu não participei do Ficha Limpa, simplesmente porque não acreditava  que poderia resultar em bons resultados, já que os grandes políticos, e envolvidos em esquemas de manipulação, raramente são detectados pela justiça.

Apesar disso, todos nós notamos que o Ficha Limpa funcionou, e foi apenas a ponta do iceberg, muitos políticos cairam, não pelo Ficha limpa, mas por vontade do próprio povo. Se a memória do povo era curta, com a ajuda da internet, ela se refrescou.

Tentaram inclusive criar projetos para controlar a informação na rede, além de descobrirem que é impossível esse tipo de controle, descobriram também que os internautas são muito mais informados que eles pensavam.

Essa guerra no Rio, não deverá solucionar os problemas da Cidade Maravilhosa, muito menos do país inteiro. A solução é muito mais complexa, principalmente quando falta boa vontade.

Muita gente morrerá, chegando ao ponto de os próprios traficantes  incitarem essa violência, já que normalmente é a polícia que começa o barulho.  Pode ser que a logística sofisticada, dos poderosos traficantes, já tenha detectado os benefícios dessas guerras tolas e inglórias.

Quanto menos traficante vivo, maior o lucro, já que acabar com o tráfico é praticamente impossível. O tráfico é um reflexo de nosso sistema.

Como disse o grande filósofo Geraldo Alckmin: “Durante os ataques do PCC, foi a época em que se registrou o menor índice de criminalidade em São Paulo”.

A organização do crime, ironicamente, impossibilita que todos os marginais pratiquem o crime em seu território, já que o policiamento nunca será suficiente para conter a criminalidade.

A “PPP” continuará o seu joguinho sujo pelo poder, enquanto isso, o povo assiste a tudo sem poder participar, a não ser em época de eleições.

Muitos políticos “sujos” caíram, muitos ainda haverão de cair, desde que o povo veja o lado bom de seu voto, deixando muitos políticos veteranos sem mandato.

https://icommercepage.wordpress.com/2009/10/20/violencia-do-rio-vista-de-fora/

https://icommercepage.wordpress.com/2010/09/15/a-crise-da-ppp/
By Jânio

novembro 28, 2010 - Posted by | divulgação gratis | , , , , , , , , , ,

8 Comentários »

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  5. É Janio estou torcendo para um final feliz e breve, pois as coisas estão pretas e aparentemente tem controle será? Ou apenas especulações dos políticos, vamos aguardar esse desfecho.
    Abraços forte

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    Comentário por Principe Encantado | novembro 28, 2010 | Responder

    • Olá amigo:

      Dizem que a guerra acabou no complexo do alemão, as pessoas, acreditando nisso, começam a saquear, roubar e dizer o que pensam dos traficantes. O problema é que eles não foram presos, a cúpulo da organização está livre e assistindo a tudo.

      A polícia tem intenção de ficar até o ano que vem, isso é bom, depois disso, a sorte está lançada, afinal, esses traficantes são do Comando Vermelho, só precisam esperar a polícia sair, para organizar tudo de novo.

      ABS

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      Comentário por Janio | dezembro 4, 2010 | Responder

  6. Caro Jânio
    Tudo o que é dito nesse texto faz sentido. De minha parte, devo boservar que considero a questão da droga como o “braço marginal da nossa economia”. Como tal, divido essa aatividade em dois grupos: “O Tráfico oficial”, ligado ao poder, por ajudas em campanhas eleitorais, etc, e o “Tráfico informal”, integrado só de criminosos comuns. Este útlimo, por ser concorrente do primeiro, logicamente é o alvo principal da polícia. Logo. Eu só acredito que essa guerra antitráfico do Sérgio Cabral, que fez expressiva votação nas favelas dos traficantes, é mesmo para valer se prenderem algum “medalhão” político (companheiro) ou da alta sociedade envolvido nos grupos que estão sendo atacados pelo poder constituído. Mas até agora, só se falou em “peixe pequeno”, ou seja, tranficante pé de chinelo. Por isso, estou pagando pra ver.
    Abç

    Lino Tavares

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    Comentário por jornalista Lino Tavares | novembro 29, 2010 | Responder

  7. Olá Lino:

    Infelizmente, nosso Brasil apresenta esses problemas obscuros, cujas provas ficam difícil de se obter, podemos apenas especular e deduzir o óbvio.

    De minha parte, continuo vendo o impostômetro como o termômetro da corrupção. Sem que os políticos se manifestem contra isso, significa que a corrupção não terá solução.

    O combate aos impostos injustos implica em combate a corrupção, e, nesse caso, você tem toda razão, a cúpula do poder está até o pescoço nessa encrenca, quase todos os partidos.

    ABS

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    Comentário por Janio | dezembro 4, 2010 | Responder


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