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O QE do Tiririca

matematica da eleição

Quociente Eleitoral

WIKIPEDIA: “Quociente eleitoral ou Coeficiente eleitoral é, em conjunto com o quociente partidário e a distribuição das sobras, o método pelo qual se distribuem as cadeiras nas eleições proporcionais brasileiras (cargos de deputado federal, deputado estadual ou distrital e vereador). Este sistema é matematicamente equivalente aos métodos de d’Hondt e de Jefferson, sendo na verdade uma mistura desses dois métodos.”

Especialistas em política prevêem que o humorista Tiririca poderá ser o fenômeno de votação desse ano. Criando uma imagem de pobre analfabeto para uns e de ferramenta de protesto, sátira e anarquia para outros, um verdadeiro viral político, um personagem perfeito para os dias de hoje.

Tiririca poderá ser o maior fenômeno de votos, nesse perfil de eleitor, desde Enéias – “MEU NOME É ENÉÉÉÉIAS”. De semelhantes, eles só tem em comum o fato de criarem uma caricatura do político, uma opção para quem quer protestar.

As diferenças são tantas que nem vale a pena comparações. Por exemplo: Enéias era um Professor Universitário, convivendo entre as pessoas mais bem formadas do Brasil.

Tiririca é um malandro em marketing pessoal, se já não bastava a fama de analfabeto do Presidente lula, agora nós temos um outro político para passar essa imagem – Nem a Madonna faria melhor.

Enéias teve tanto voto que o segundo político mais votado de seu partido, com pouco mais de duzentos votos, foi eleito. Isso deveu-se ao método de distribuição de cadeiras para deputados e vereadores.

Quando uma pessoa votasse no partido de Enéias, também estaria ajudando seus candidatos. Com a legenda, isso não será possível, já que o partido de Tiririca é coligado, portanto, se alguém votar em seu partido, PR, estará votando em vários outros partidos, como o PT, PC do B e outros.

Veja como funciona:

Para início de conversa, só serão eleitos os candidatos de coligações que atingirem o coeficiente eleitoral.

O Coeficiente eleitoral é obtido, dividindo-se o total de votos válidos pelo número de cadeiras, vagas para deputados no estado ou vereadores em uma determinada cidade.

Veja um exemplo:

Partido ou coligação A: 1.900 votos

Partido ou coligação B: 1.350 votos

Partido ou coligação C:   550 votos

Partido ou coligação D: 2.250 votos

Vamos imaginar que o número de vagas para vereador fosse nove.  Como o total de votos foi de 6.050, esse valor será dividido por 9, que é o total de cadeiras.

O resultado dessa divisão, 672, será o quociente eleitoral que deverá ser atingido pelo partido ou legenda, caso queira pleitear uma vaga. Lembrando que em São Paulo, seria de 370.000, a estimativa.

Fazendo as contas na tabela acima:

A ficou com 2,8273 – duas vagas

B ficou com 2,0089 – duas vagas

C ficou com 0,8184 – zero vagas

D ficou com 3,3482 – três vagas

Sete vagas foram preenchidas, duas sobraram,  o preenchimento será.

Partido A – 2,8273 dividido pelo número de cadeiras mais um, nesse caso três = 0,9424

Partido B – 2,0089  dividido pelo número de cadeiras mais um,  nesse caso três = 0,6696 

Partido C – não conseguiu número mínimo de legenda ou partido.

Partido D – 3,3482 dividido pelo número de cadeiras mais um, nesse caso quatro = 0,83705

Note que a primeira cadeira será da legenda A, foi ela que obteve maior média.

Retornamos o cálculo, lembrando que a legenda A passou a ter três cadeiras também.

Partido A – 2,8273 dividido por 3 + 1  = 0,7068

Partido B – 2,0089 dividido por 2 + 1 =  0,6696

Partido C – Não obteve número mínimo de votos.

Partido D – 3, 3482 dividido por 3 + 1 = 0,83705

Finalmente, o Partido ou legenda D consegue a segunda cadeira, com a melhor média,  já que a primeira ele perdeu para a legenda A.

Um partido pode concorrer sozinho, ou pode coligar-se com outros partidos formando uma legenda.

No caso de Enéias, seu partido acertou em não coligar, ele foi bastante inteligente, acreditou em seu potencial de angariar votos e elegeu mais um político com menos de trezentos votos.

Tiririca, caso tenha muitos votos, poderá ter que ajudar outros partidos, ao invés do PR, seu partido.

Nosso sistema ainda prevê um primeiro suplente, segundo suplente, etc., assim, se Tiririca ficar doente, pedir licença, cede seu lugar para o primeiro suplente.

Resumindo: Tiririca poderia ter um milhão de votos, mas só ficaria um eleito em seu partido. O restante dos votos iria para sua legenda.

Isso aconteceu com Clodovil, quando esse morreu, acontece com outros candidatos também.

Leia mais:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Quociente_eleitoral

outubro 3, 2010 - Posted by | Política | , , , , , , , , , , , ,

10 Comentários »

  1. Excelente esse conteúdo. Dá uma visão da parafernalha eleitoral representada pelos números, fruto da qual nulidades ascendem ao poder. É lamentável que candidaturas a cargos políticos sejam como prostitutas rodando bolsinha numa esquina, estando destarte ao alcance de qualquer um, independente de capacidade, formação cultural, honorabilidade e sanidade mental. Ciente disso, sou eleitor há 40 anos e digo com muito orgulho que nunca votei em ninguém. Votar para que, se o Brasil só progrediu quando a rota democracia que temos esteve em recesso: na Ditadura do Estado Novo, de Getúlio Vargas, e no período dos Goernos Militares ?
    jornalista Lino Tavares

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    Comentário por jornalista Lino Tavares | outubro 3, 2010 | Responder

  2. […] * Publicado no MadeInBlog […]

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    Pingback por Ver! | Blog | O QE do Tiririca | outubro 3, 2010 | Responder

  3. Olá Lino:

    Em minha cidadezinha é assim, se não votamos em uma pessoa muito rígida, até o fórum da cidade vira um antro de bandidos,

    A bagunça chegou a tal ponto, que só uma pessoa com coragem e nervos de aço para controlar a baderna.

    ABS

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    Comentário por icommercepage | outubro 3, 2010 | Responder

  4. Meu caro amigo Jânio, boa noite!!!
    É uma pena que tenhamos esse tipo de escolha para um cargo tão importante.
    Aqui na minha região tiririca é uma grande praga…
    Parabéns pela excelente postagem!!!
    Grande abraço e muita paz!!!

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    Comentário por Pirollo | outubro 3, 2010 | Responder

  5. Olá Luis:

    Achei seu comentário bastante direto, como deveriam ser os políticos.

    Nós precisamos levar a política mais a sério e parar de fazer brincadeiras com ela, sob pena de continuarmos vendo essas bizarrices, não é mesmo?

    Precisamos seguir como no seu comentário, sendo diretos.

    ABS

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    Comentário por Jânio | outubro 4, 2010 | Responder

  6. Jãnio,
    O cara teve teve um milhão e meio de votos.
    É de chorar, esta brincadeira vai custar caro para os brasileiros sérios.
    Abraços

    Curtir

    Comentário por Dauri Diogo | outubro 4, 2010 | Responder

  7. Olá Dauri:

    Obrigado pela participação e pelos números.

    É realmente um fenômeno, esse Tiririca, vamos ver o que ele vai fazer agora.

    ABS

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    Comentário por icommercepage | outubro 4, 2010 | Responder

  8. MAS CÁ ENTRE NÓS, O TIRIRICA NÃO É O CULPADO, CULPADO É OS PARTIDOS QUE SEMPRE USOU ESTAS ARTIMANHAS, SO QUE AGORA ESTA DANDO CONTRÁRIO OS SEUS GOSTOS., DEVERIA MUDAR A LEI ELEITORAL, MAS SEMPRE QUANDO ALGUEM ELEGE QUEM ELES NÃO QUEREM, COMEÇA A RECLAMAÇÃO, DEPOIS PASSA.

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    Comentário por Sidney | outubro 5, 2010 | Responder

  9. Olá Sidney:

    Esse sistema de legenda, já foi usado até para Prefeito, há muito tempo atrás, mas não deu muito certo.

    O Tiririca eleito não é tão perigoso quanto isso significa. Isso já aconteceu no caso de Enéas, agora se repetiu. A diferença é que, daquela vez, era um Professor Universitário.

    Ser Deputado é diferente de ser Presidente, se a moda pega, todos as celebridades serão “usadas” para angariar votos.

    ABS

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    Comentário por Janio | outubro 6, 2010 | Responder

  10. […] https://icommercepage.wordpress.com/2010/10/03/o-qe-do-tiririca/   Mulher de 79 cm dá a luz a bebê de 49 cm no Pará  […]

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    Pingback por As melhores notícias do ano 2.010 « Made in Blog | janeiro 2, 2011 | Responder


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