Made in Blog

Política, curiosidades, notícias, entretenimento, blogosfera,

Versão brasileira – morre Herbert Richers

Pai da dublagem brasileira.

Para ser bem sincero com vocês, eu me lembro mais do dublador que falava a famosa frase, “versão brasileira Herbert Richers”, do que do produtor, citado na frase.

Durante o final da década de 70 e durante toda a década de oitenta, Richers foi quase que exclusividade, em termos de dublagem no Brasil, mas eu só o conhecia de nome.

Hoje, com a morte dele, foi inevitável que eu desse uma passadinha na Wikipedia, para pesquisar esse nome que parece tão familiar, mas no fundo é tão estranho.

Herbert Richers, segundo a Wikipedia, foi amigo de Walt Disney, conheceu seus estúdios e trouxe sua experiência dos estúdios disney. Muitos produtores brasileiros torciam o nariz para as suas dublagens, muitas vezes, o que incomodava mesmo era o sucesso de Richers.

A empresa Hebert Richers tem como seu maior mérito, a capacidade de escolher as melhores vozes. Para Herbert Richers, não bastava ter uma boa voz, uma boa dublagem, a voz tinha que ter personalidade, tanto que até hoje, quando ouvimos uma voz, nos lembramos de determinado ator.

Os melhores dubladores foram descobertos pela Herbert Richers, hoje responsável por cerca de 70% do mercado de dublagem no Brasil, além de ter o maior estúdio da América Latina.

Eu vou continuar me lembrando mais do dublador, quase perfeito que diz: “Versão brasileira, Herpert Richers”, mas o produtor cinematográfico e empresário tem muita história, paralela a TV e ao Cinema brasileiro.

Herbert Richers nasceu em Araraquara, em São Paulo, em 11 de março de 1923, morreu hoje, 20 de Novembro de 2009. Dublava tudo: Filmes, novelas, desenhos, seriados, etc. sempre com o mesmo padrão de qualidade: “versão brasileira, Herbert Richers.”

A voz é do locutor Ricardo Mariano, voz inesquecível, escolhida a dedo, como totos os dublês que Herbert Richers tinha, para ser o seu alter ego: “Versão brasileira, Herbert Richers.”

Vaya con Dios amigo, hasta la vista, como se dizia em alguns de seus tantos seriados.

By Jânio

novembro 21, 2009 - Posted by | televisão | , , , , ,

6 Comentários »

  1. Amigo Jânio,
    Excelente Post!
    Ao que parece, Herbert Richers,foi o grande empresário do cinema nacional na década de 50, 60 e 70. Foi Herbert Richers quem produziu o filme “O Assalto ao Trem Pagador”, em 1962.
    Parabéns pelo excelente Post!
    Abraços fraternos,
    LISON.

    Curtir

    Comentário por LISONN | novembro 21, 2009 | Responder

  2. Olá Lisonn.

    Bem lembrado. Aquele filme mostra uma parte da história do Brasil, paraíso dos bandidos internacionais, até há pouco tempo atrás. Outro grande produtor que morreu recentemente foi aquele do pagador de promessas.

    No caso de Herbert Richers, ele aprendeu muito com o mestre Walt Disney. Seus dubladores eram um espetáculo à parte, é difícil alguém que não se lembre de um.

    Obrigado pela visita amigo.

    ABS

    Curtir

    Comentário por icommercepage | novembro 21, 2009 | Responder

  3. Uma grande perda para a produção cinematógráfica.

    E ainda vamos lembrá-lo por muito tempo, pois o seu nome será citado no início de muitos filmes: Versão Brasileira – Herbert Richers.

    Belo post.

    Bjs.

    Rosana.

    Curtir

    Comentário por Rosana Madjarof | novembro 21, 2009 | Responder

  4. Obrigado pelo comentário Rosana.

    Herbert Richers s/a, a empresa, continuará por muito tempo ainda, sua família e amigos, certamente, devem formar um belo time para serem detentores de setenta por cento do mercado de dublagens. Essa idéia, de não repetir no mesmo filme omesmo tipo de voz, eu acho genial.

    ABS

    Curtir

    Comentário por Janio | novembro 21, 2009 | Responder

  5. Hoje fico muito chateado quando assisto a um filme antigo com outra dublagem que outrora fora dublado pela herbert richers. As vozes de Andre Filho, Nilton Valerio, Newton da Matta são marcantes. Parabens Herbert

    Curtir

    Comentário por Marcos Henrique Cavalcante | fevereiro 6, 2010 | Responder

  6. Olá marcos.

    Na minha infância toda, acompanhei esses dublês. Na maioria das vezes, eu curtia mais a bublagem do que a interpretação, acredito que seja uma herança de uma outra paixão, o rádio.

    Obrigado por citar os nomes desses profissionais, eles pouco aparecem, para não quebrar a magia, por isso ficamos sem saber quem são.

    Um grande abraço.

    Curtir

    Comentário por Janio | fevereiro 7, 2010 | Responder


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Karmas e DNA.

Direitos autorais: Fernanda vaz.

Academia New Star Fitness

A fine WordPress.com site

Gramofone Lunar

Músicas, Versos e Outras Histórias

baconostropicos

Documentário "Baco nos Trópicos"

relutante

leve contraste do sentimentalismo honorário

entregue a solidão

é oque me resta falar e oque me sobra sentir

RB Solutions

Soluções em informática, comunicação e tecnologia

Bora' para Ireland

Smile! You’re at the best WordPress.com site ever

sarahrosalie

A topnotch WordPress.com site

Suburban Wars

"Let's go for a drive, and see the town tonight"

Made in Blog

Política, curiosidades, notícias, entretenimento, blogosfera,

%d blogueiros gostam disto: