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Melhorar a tecnologia aumenta crescimento

para ver tudo

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Apesar dos pesares, o Brasil atravessa um período menos dramático que outros países.

Não é de se espantar que quanto mais se arrecada, mais se gasta no Brasil. Um amigo meu me disse que política é como igreja, está sempre no vermelho, não pode dar lucro; podia pelo menos haver reserva, um certo controle.

O importante para um país é o crescimento, há vários índices de avaliação de crescimento de um país, como o PIB, IDH, mortalidade infantil, etc.

Além do fato da Polícia Federal estar trabalhando muito bem, ou estava, antes da mudança de diretor, um dos poucos setores públicos que funciona no país, apesar da Justiça atrapalhar consideravelmente, há uma outra área que poderia estar a pleno vapor, a tecnologia.

Devido a interesses, a tecnologia, que poderia dar um grande impulso no desenvolvimento do país, está sendo boicotada no Brasil.

TV DIGITAL – A tv digital foi anunciada com muito alarde, por algum tempo, o Ministro Hélio Costa  foi o centro das atenções do pais, com a ideia de trazer a tecnologia digital para a tv Brasileira.

Havia alguns problemas a serem resolvidos, entre eles, as antenas, adaptação das emissoras ao sinal digital, etc., chegou se a duvidar do cumprimento do prazo.  A tv, cheia de expectativa de recuperar parte de seu público, perdido para a internet, foi atrás, colocou o Brasil entre os poucos países com tecnologia digital em tv do mundo.

Após isso, sem explicações, o Ministro saiu de cena, parece até que os políticos ficaram decepcionados com o resultado, ou algum outro interesse, os internautas não abandonaram a internet. Eu diria que os políticos ficaram mais decepcionados que a tv, principal envolvida, com grandes investimentos na nova tecnologia.

Resultado, o projeto da tv digital ficou pela metade, sua principal vantagem, a capacidade de se veicular cinco tvs ao mesmo tempo, no mesmo canal, não foi regularizado, apesar do pedido das emissoras, fato que faria com que os telespectadores pudessem escolher o programa a ser assistido, no horário que quisesse.

CRIME – Algumas cidades brasileiras sofriam com a alta taxa de criminalidade, quando optaram por uma medida radical, instalaram várias câmeras pelos locais de maior risco. A taxa de criminalidade caiu consideravelmente.

A instalação de câmeras é uma medida que inibe a ação de bandidos, funciona, então porque não fazer uso de tal tecnologia? – Será medo de expor as vísceras de problemas sociais que poderiam ser sanados, ou pelo menos reduzidos ao máximo?

Temos assistido a toda espécie de assaltos através de câmeras, em lotéricas, bancos, lojas, residências e outros tantos locais de acesso restrito, em locais públicos, a utilização de câmeras funciona muito bem. As câmeras são baratas, e exigem pouca manutenção, um técnico pode cuidar da manutenção de várias câmeras ao mesmo tempo.

Essas câmeras podem ser adaptadas a internet, onde o mundo inteiro pode ver o que se passa em locais onde estão as câmeras, uma verdadeira arma contra os bandidos, ou atos ilícitos em geral. Porque isso é tão pouco usado?

Assim como a internet invadiu todos os lugares, públicos ou privados, a tecnologia das câmeras veio junto, com ou sem internet. Quantos crimes ou acontecimentos nós temos acompanhado através dos celulares.

INDÚSTRIA – A catástrofe que foi a tecnologia e a abertura de mercados, para a indústria de calçados do país, por exemplo, não tem precedentes, mas era inevitável, tudo por falta de acompanhamento da tecnologia.

Mão-de-obra especializada não seria o problema, desde que esses profissionais fossem bem remunerados, evidentemente.

Hoje, chegamos ao ponto de empresas de outros países se utilizarem de mão-de-obra barata, sem precisar deslocar esses profissionais, é o caso da animação.

CONCLUSÃO -Como sempre, o investimento em infra-estrutura cria uma forma muito cara de se conseguir os votos, daí a falta de interesse. Será culpa da imprensa (divulgação), ou seria culpa do povo que cansou de cobrar?

Se você filma o crime, identifica o bandido, divulga essas imagens, força as autoridades a tomar providências cabíveis, ou seja, prender, isso forçaria as autoridades a criar mais cadeias e penitenciárias.

Do jeito que está, é preciso que cada criminoso sinta o gostinho da cadeia pelo menos por algum tempo, já que não há cadeia para todos. Só o objetivo da punição e recuperação dos presos fica comprometida.

Pensando bem, esse também pode ser o motivo da falta de justiça no pais, vamos prender esses bandidos aonde. Um ano na cadeia, do jeito que está, significa ficar dez numa prisão normal, o problema é que o preso sai dez vezes pior do que quando entrou.

By Jânio.

agosto 22, 2009 Posted by | Reflexões | , , , , , | 8 Comentários

Maquiavel – O criador da política moderna.

pensador maldito

pensador maldito

Eu cresci ouvindo uma história, relacionada a uma visão preconceituosa a respeito de Nicolau Maquiavel, ou Niccoló di Bernardo dei Machiavelli, criador do moderno pensamento político.

Em minha infância, a palavra maquiavélico soava como diabólico, algo que é manipulado com segundas intensões, planejado com com interesse, nem sempre satisfatório para a sociedade.

Pesquisando na Wikipédia, encontrei um personagem histórico obstinado, polêmico e sonhador, em busca da unificação da Itália. A unificação da Itália, aliás, foi o único propósito observado, nitidamente, por mim, à primeira vista.

Esta não foi a primeira, nem será a última análise que deverei fazer a respeito desse obstinado pensador renascentista, cuja maior ambição era ver seu país unificado.

Sua história começou e terminou onde todos os renascentistas se concentraram, na velha Florença, de 1469 – 1527. Até seus últimos dias de vida, quando foi convidado a escrever a história de Florença, por quem dedicou toda a sua vida.

Maquiavel viveu toda a sua vida como um grande pensador; como todo grande pensador, estava muito além das aparências.

Sua habilidade de escrever sobre a política, não com aparências, mas a realidade nua e crua, irritou muita gente, como ficou comprovado em suas obras literárias, onde se destaca “O Principe”.

Maquiavel possuía uma forma muito peculiar de ver a política, e a vida, acima de tudo. Sua grande qualidade era, justamente, essa capacidade de ir muito além do que se estava acostumado a chegar, o pensamento da época.

Maquiavel procurava sempre ver o outro lado da moeda, analisar seus adversários, como bom diplomata que era, secretário da segunda Chancelaria, um grande idealista. Muitos críticos de sua obra questionam sua capacidade crítica, pelo fato dele acreditar na origem clássica de Roma, além do fato dele escrever baseado em experiências reais.

A grande verdade é que Nicolau Maquiavel nunca se acomodou em nenhum dos lados, criticava a própria República.

No período do Renascimento, a Península Itálica era muito conturbada, muito dividida. O Ducado de Milão, República de Veneza, República de Florença, Reino de Nápolis e os Estados Pontifícios, além dos estados formados por mercenários, conhecidos como condotiere.

Todos esses Estados da Península viviam em conflitos, permeados por interesses, sujeitos a invasões de interesses europeus, disputados entre a França e Espanha.

Esse era um cenário perfeito para nascer o mestre das articulações políticas, que assustou tanto seus aliados, quanto seus adversários, tamanha habilidade de resolver interesses conflituosos.

Depois da execução e excomunhão de Girolamo Savonarola, pregador muito influente que cometeu o erro de criticar os Padres e o Papa, além de todos que seguiam uma tendência de exaltação pagã, contrária a ala religiosa. Em seu lugar, como secretário de Chancelaria, foi chamado Maquiavel que ali permaneceu por catorze anos, sempre entre a cruz e a espada, mas fiel a seu ideal, muito além das tendências da época.

Sua principal ideia, e a que mais assustava tendência da sociedade reinante, era a de que o Estado deveria ser independente da religião, o que o levou a ser taxado de ateu.

Sob domínio da França, Florença era sempre pressionada por seu aliado a atender as exigências dos Rei da França, o que exigia a habilidade de Maquiavel, enormemente, frente aos outros estados, aliados da Espanha.

Para não deixar que a Itália caísse em mãos estrangeiras, o Papa se aliou a Espanha, por outro lado, os Florentinos, aliados da França, não queriam desagradar ao Papa.

Maquiavel foi enviado para a missão de explicar, ao Imperador Francês, sua situação, aí, foi o Papa, aliado da Espanha que ameaçou excomungar os florentinos. Maquiavel foi então enviado a negociar o afastamento de uma reunião em Pisa, território florentino, para evitar encrenca com o Papa.

Mesmo após tudo isso, o Papa, aliado da Espanha, se aliou a Aragão contra França, como Florença não quis apoiá-lo, já que era aliada da França, que a havia ajudado muito tempo, assim a cidade foi invadida e os Médici reassumiram o governo de Florença.

Maquiavel que outrora vivera sob o Governo dos Médici, foi acusado de anti-Médici, ficou preso 22 dias, foi torturado sob suspeita de ser adepto dos defensores da República.

Depois que saiu da prisão, viveu isolado, inativo. Foi quando escreveu suas principais obras, entre elas, O Príncipe, onde narra a uma história baseada em sua ideia de unificação da Itália, inspirada em fatos reais.

Suas obras chegaram a ser proibidas, acusado de ateu.

Sua ideia, mal interpretada, de que o ser humano tem uma natureza má, só fazendo a coisa certa quando forçado a isso, chocava as pessoas. Na realidade ele queria dizer que as pessoas não mudavam sua natureza, através dos tempos.

Outra ideia, mal interpretada, de que o estado deveria agir de acordo com a situação do momento e não de acordo com o que era certo, surgindo daí o expressão errada “os fins justificam os meios”. Como pensador político que era, Maquiavel queria dizer que o homem vive de acordo com seu conhecimento histórico, surgindo daí suas conclusões, com o tempo o que é certo passa a ter um outro ponto de vista, outra ética.

Não é o que é certo o que conta, é o que é melhor naquele momento, naquela época.

No Século XVI, pelo menos quatrocentas obras mal interpretadas são atribuídas a Maquiavel, relacionando sua obra a maldade e interpretação errônea.

Maquiavel é citado em obras de Willian Shakespeare, Jean-Jacques Rousseau, para o bem ou para o mal, ele é sempre citado.

Rosseau cita: “… é o que Maquiavel fez ver com evidência. Fingindo dar lições aos reis, deu-as, e grandes, aos povos.”

A visão de Maquiavel como Nacionalista surgiu no século XIX, quando a Itália e Alemanha fragmentadas em tendências nacionalistas internas, em plena guerra Napoleônica.

Sua crença de que a natureza do homem não muda, leva a conclusão de que se o homem não se ater a fatos históricos, estará fadado a cometer sempre os mesmos erros.

Além de romper com a ideia de estado e religião governando juntos, Maquiavel é visto como um pensador político que vivenciou tudo na prática, o que vai além de uma simples teoria, todos os fatos são baseados em experiências reais.

Repare a força dessa frase: “Mesmo as leis mais bem ordenadas são impotentes diante dos costumes”.

WIKIPEDIA – Como consequência acha inútil imaginar Estados utópicos, visto que nunca antes postos em prática e prefere pensar no real. Sem querer com isso dizer que os seres humanos ajam sempre de forma má, pois isso causaria o fim da sociedade, baseada em um acordo entre os cidadãos. Ele quer dizer que o governante não pode esperar o melhor dos homens ou que estes ajam segundo o que se espera deles.

By: Jânio.

Principal fonte: Wikipedia

agosto 22, 2009 Posted by | Política | , , , , , , , | 15 Comentários

   

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