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Políticos que apoiaram o Golpe de 64.

principais políticos do golpe

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Em 31 de março de 1.964, as Forças Armadas derrubaram o Governo de João Goulart, já enfraquecido pela renúncia do Presidente eleito Jânio Quadros. Os militares iniciavam assim uma série de desventuras, com atos institucionais objetivando o Governo Ditatorial.

O Ato Institucional Número Um foi o primeiro passo do Governo militar em controlar o poder, o Ministro da Guerra Artur Costa e Silva, o Ministro da Marinha Augusto Rademaker e o Ministro da Aeronáutica Francisco de Assis Correia de Mello, estes foram os pais do AI 01, as primeiras vítimas do Governo Militar era bem claro, pessoas influentes que não concordavam com suas diretrizes políticas.

Foram cassados mandatos de políticos famosos como Jânio Quadros, Juscelino Kubitschek e João Goulart, políticos influentes da época, líderes estudantis, sindicais, intelectuais, ninguém escapou do AI 01, que até então se preocupava, principalmente com lideranças, pessoas influentes e formadores de opinião, a única verdade que deveria permanecer seria  a dos militares.

O AI 01 foi baixado em nove de abril de 1964, em 15 de abril de 1.964 os militares escolheram o novo Presidente, Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco que era apoiado pelos partidos UDN (União Democrática Social), PSD (Partido Social Democrático), a oposição vinha do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). Políticos como Miguel Arraes e Leonel Brizola foram enviados para o exílio, os líderes Carlos Lacerda,  e Adhemar de Barros foram outras vítimas do Governo.

A eleição do, Janista, a prefeitura de São Paulo, José Vicente Faria de Lima, assustou os militares, em onze estados as eleições de 3 de outubro foram vetadas, apesar de Minas Gerais e Guanabara terem desagradado ao Governo Militar, em outros estados ficou dentro do planejado.

Foram eleitos em outros estados:

Maranhão – José Sarney

Paraná – Paulo Pimentel

Goiás – Otávio Lage

Pará – Alacid Nunes

Paraíba – João Agripino

Mato Grosso – Pedro Pedrossian

Rio Grande do Norte – Valfredo Gurgel

Santa Catarina – Ivo Silveira

As derrotas na Prefeitura de São Paulo para o Janista, além de derrotas em Minas Gerais e Guanabara, serviram de incentivo para os militares criarem o AI 02.

O Ato institucional número dois visava concentrar maior o poder, evitando que o Governo perdesse eleições em área importante como a Região Sudeste.

Com o AI 02, de 27 de outubro de 1.965, vieram as eleições indiretas para Governador de Estado e Presidência da República, passou a vigorar também com o AI 02, o Regime Bipartidário, onde a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) apoiava o Governo e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) era a oposição.

A intenção do Governo, em cada Ato Institucional, ou mudança na estrutura política, tinha um objetivo bastante claro, enfraquecer a oposição.

Em vinte e quatro de março de 1.966 nascia o Partido MDB, reunindo todas os políticos de oposição ao Governo Militar, incluindo todos os treze partido de então.

Além de ser formado por políticos do PTB, dois nomes importantes do PSD, Tancredo Neves e Ulisses Guimarães, antes apoiando o governo, passaram para a oposição que passava então a reunir, socialistas, comunistas e democratas.

O Regime Bipartidário, foi um Regime forçado, onde para se criar um novo partido era necessário ter, no ato da criação, vinte senadores, das vinte e três vagas, e cento e vinte deputados federais, da quatrocentas e nove vagas.

Na eleição o MDB elegeu sete senadores e cento e trinta e dois deputados federais. entre os quais os Deputados, Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Mário Covas e Franco Montoro.

Antônio de Pádua Chagas Freitas foi o primeiro e único Governador no período militar, em 1970, quando a quantidade de votos nulos no Brasil chegou a 30%.

Fonte: Wikipedia.

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julho 20, 2009 - Posted by | Política | , , , , ,

11 Comentários »

  1. “As esquerdas radicais não queriam restaurar a democracia, considerada um conceito burguês, mas instaurar o socialismo por meio de uma ditadura revolucionária”, fala de cadeira Aarão Reis, que no fim da década de 60 foi o principal ideólogo de uma dissidência do PCB que seria o embrião do MR-8. Mas Aarão Reis, como Fernando Gabeira, é daqueles que se preparam a vida inteira para a vida inteira, e são sempre contemporâneos do mundo ao redor. Para ele, 1968 estendeu-se além de dezembro, mas terminou. O historiador enxerga com nitidez o que a maioria dos antigos líderes, todos sessentões mas ainda estacionados nos anos de chumbo, nem parecem vislumbrar.

    “Não compartilho da lenda segundo a qual fomos – faço questão de me incluir – o braço armado de uma resistência democrática”, constata. “Não existe um só documento dessas organizações que optaram pela luta armada que as apresente como instrumento da resistência democrática”. A dissimulação prevalecia também nos cursinhos intensivos que formavam em marxismo-leninismo jovens que jamais passavam da terceira vírgula de O Capital. Só na entrega do diploma o monitor avisava que, depois da ditadura militar, viria a do proletariado, que substituiria a bala o capitalismo cruel. Os alunos, pinçados na “massa de manobra”, não descobriam de imediato que estavam lutando por um regime tão infame quanto o imposto ao Brasil.

    Os líderes não eram assim tão jovens: quem está perto (ou já passou) dos 25 anos não tem direito a molecagens e maluquices. E todos ficavam sob as asas de tutores com larga milhagem. Tão duros com o rebanho, os pastores obedeciam sem chiar aos comunistas veteranos que chefiavam as seitas. O sessentão Carlos Marighela, por exemplo, ensinava aos pupilos da ALN a beleza que há em “matar com naturalidade”, ou por que “ser terrorista é motivo de orgulho”. Deveriam orgulhar-se da escolha feita quando confrontados com a bifurcação a bifurcação escavada pelo AI-5, cumprimentava o mestre.

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    Comentário por Paulo Albuquerque | julho 20, 2009 | Responder

  2. Obrigado por nos mostrar o outro lado da moeda, Paulo.

    Uma questão tão complexa, como a política brasileira, não dá para ser parcial, é preciso ouvir todos os lados, principalmente daqueles que sentiram, na pele, a panela e o fogo.

    Se Tancredo e Ulisses, que sairam do PSD, partido que apoiava a ditadura, então alguma coisa estava errada, dos dois lados.

    Sendo assim, acredito que há dois tipos de políticos, aqueles que são atraídos pelo pedre e o caos, e aqueles que se afastam, tendo como única alternativa criar um novo partido.

    Seu comentário ajudará a elucidar esse período negro de nossa história.

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    Comentário por icommercepage | julho 21, 2009 | Responder

  3. Saudações!
    Amigo JANIO
    Um excelente retrospectiva muito bem detalhada em que passou o País, alhuns não têm ideia do que representou o movimento ditatorial…Mas, dias muito melhores virão!
    Parabéns pelo conteúdo!
    Abraços,
    LISON.

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    Comentário por LISONN | julho 22, 2009 | Responder

  4. Olá Lisonn.

    Repare o outro lado da moeda, no comentário acima, veja como o Brasil passava por um momento bastante conturbado.

    A globalização tem tido uma grande influência, tanto na direita, como na esquerda. A única certeza que fica é que Regime Militar não funciona, sua fuñção não é essa, assim como não funcionará nada que seja totalitário, mas é preciso pulso forte.

    ABÇs

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    Comentário por Janio | julho 22, 2009 | Responder

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