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O que a morte pode nos ensinar.

experiência pós morte

experiência pós morte

A morte é o elemento mais próximo da vida, depois do nascimento.

Enquanto todos evitam falar da morte, em suas infâncias, ela sempre se faz presente, sempre esta ali, convivemos com a morte o tempo todo.

Estamos sempre perdendo algum ente querido, morrem os avós paternos, depois perdemos algum tio ou tia, avô e avó maternos, mas nada é tão traumático quanto perder um irmão(a), Primo(a) ou algum amigo(a) próximo, alguém com quem se convive diariamente.

A morte sempre esta intimamente ligada a vida, como diz o ditado: “Para se morrer basta que se esteja vivo”.

A morte passa diante de nós o tempo todo, o risco de morte é muito maior do que se pensa.

Há casos de mortes tão misteriosos que por mais que se analise, não se chega a nenhuma conclusão. Veja bem que não incluímos, aqui, as mortes matadas e ligadas à conspirações, mesmo quando vem a tona, e sempre vem, investigação dá muito trabalho, por isso as autoridades preferem arquivar.

Essa vida conturbada deixa  as pessoas meio céticas em relação a tudo que se fala. Todos acabam ficando meio ateus, zumbis ou mortos vivos, onde não há mais ideologias nem crença, os meios não importa aos fins. Tudo passa a ser movido por interesses, onde o humor negro sempre se faz presente.

Faz-se constantemente piadas a respeito de Deus, do céu e do inferno, apresentando um estilo supostamente independente em relação a tudo.

A postura de ateu, diante da vida, quando começa a incomodar a todos, atinge, de fato, o seu objetivo de rebeldia, mas algumas pessoas são teimosas, principalmente os mais jovens, eles não dão o braço a torcer.

É aí que começam as chantagens, se você não acreditar em Papai Noel, não ganha presente. A criança passa a acreditar, só pelos presentes, no fundo ela continua  não acreditando em nada.

Depois dos quatro ou cinco anos a descrença começa a incomodar ainda mais, a  sociedade, a descrença passa a ser um perigo ás instituições religiosas, a conclusão a que se chega, é a de que esta na hora da criança a aprender a rezar, mas como fazer isso, depois de uma vida inteira renegada ao esquecimento, a crença não se impõe, é preciso se dar o exemplo, quantas pessoas poderiam se dar ao luxo de dar o exemplo.

A partir do momento em que as crenças são impostas as pessoas, como mais uma matéria de escola, a religião passa a ser uma coisa chata que os jovens fogem, a religião é cheia de protocolos, tudo o que estas pessoas estão querendo escapar.

A vida continua assim, até que um grande choque, provocado pelo desequilíbrio abrupto de seu modo de vida, coloca a pessoa a mercê do destino. Pela primeira vez a pessoa sente uma força maior que a controla, neste momento, os conselhos de seus pais começam a fazer sentido.

Entre todos os choques, há vários fatores que comprometem a estabilidade de uma pessoa, a morte, com certeza, é o mais forte.

Após o choque, leva-se um tempo até que a pessoa possa aceitar a vida como ela era, durante algum tempo a pessoa se vê dentro de um dilema, mudar ou não seu modo de vida.

A morte pode deixar traumas em uma pessoa, mas varia de uma pessoa para outra, varia também dependendo da intensidade, onde todos os sentidos vitais do ser humano são acionados ao mesmo tempo, criando uma energia de corpo e alma as quais o indivíduo não esta acostumado a sentir.

A partir deste momento, a pessoa passa a ter uma relação muito forte em relação a morte, pela primeira vez tem-se a sensação que a jornada do destino está completa: o nascimento, a vida e a morte.

Este é um trauma difícil de superar, após a morte, tem-se a sensação que esta na hora de zerar tudo, começar tudo de novo. Tudo o que se vivera até ali, soa como falso, é como se todo o mundo fosse uma grande farsa.

Ao redor as pessoas parecem controladas por uma força invisível e misteriosa que as cega, levando-as a contrariar a lógica das coisas, fazendo tudo errado.

Leva-se um tempo, mas o trauma passa, fugindo das lembranças do trauma de viver próximo do fim, o indivíduo é impelido a se adaptar, novamente, a sociedade, as vezes, até com a ajuda de profissionais especializados em transtornos mentais.

É preciso voltar ao mundo, pior do que isso, é preciso se adaptar a ele, cometendo os mesmos erros, se não todos, a maioria, sujeitando se as leis, éticas e etiquetas, provenientes dos bons costumes e moral.

A pessoa nasce de novo, começa a aprender como viver a vida, num ritmo menos acelerado, procurando fugir, ao máximo, das armadilhas que o destino lhe oferece.

A partir daí, sua vida passa  a seguir um outro propósito, ficando totalmente reprogramada, passando a obedecer aos comandos de sua própria consciência, de maneira muito mais sensível. Basta um assalto a mão armada, e o que para muitos pode parecer uma coisa normal, vira um alarme, avisando que sua vida pede socorro. Acostumar-se novamente a esta sensação pode ser um perigo, o de perder novamente o sentido diante da vida, passando a não se importar com nada, como se a vida não fizesse sentido, não tivesse a menor importância.

A sensação de que se está fazendo tudo errado, quer dizer também que o que a burguesia  impõe, como certo, esta tudo errado. Na hora da morte, a primeira sensação que se perde é o próprio medo da morte, o medo vai até o momento em que ha a sensação de que não ha mais nada a se fazer.

Depois de algum tempo, além da certeza de que está tudo errado, os valores são diferente do que se supõe, os tabus são coisa de criança, resta a certeza de que nada muda porque somos muito fracos.

Seria preciso que todos passassem pela experiência da morte ao mesmo tempo, para que houvesse uma mudança no mundo. Só durante uma catástrofe coletiva, o ser humano pode confiar, ser solidário, cooperar, e ver o mundo como uma nave, onde todos somos passageiros.

Hoje todos acreditam em Deus, mas, como outrora, é como se todos fossem ateus, suas crenças não fazem muita diferença diante dos fatos da vida, onde deveriam seguir suas consciências.

Todos estão atrás de dinheiro fácil, fazem qualquer coisa por ele, até matar, se for preciso, alguns não matam, seguindo as leis dos homens, mas desejam a morte da outra, ou mandam matar.

As pessoas sonham, olhando para as que ganham mais, se esquecem que há outras que ganham menos.

A pior classe continua sendo a do político, que rouba o essencial para a vida. Enquanto ele rouba, outros passam de fome, falta de médicos, falta de educação e dignidade.

O mais importante, hoje, é conviver o mais harmoniosamente possível, diante das leis dos homens, esta é mais preocupante, as leis divinas, ao que parece, só começarão a fazer efeito depois da morte mesmo.

Roubar de quem não pode se defender, não tem nenhuma forma de defesa, é uma covardia.

A covardia é coisa de animal, talvez pior, não é própria do ser humano.

A covardia é um pecado do qual dificilmente haverá perdão, porque a alma é fraca, o problema não esta na fraqueza da carne, todos somos, mas a fraqueza da alma, para essa não há remédio.

Não é minha intensão, aqui, julgar os políticos, mas se você tem parente político, abra seus olhos, diga a ele que se tem o rabo preso, abandone enquanto é tempo. É certo que a política é a melhor forma de ganhar dinheiro fácil, mas quando se conhece a morte, nota-se que o caminho para o inferno é o mais curto.

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julho 14, 2009 - Posted by | Reflexões | , , ,

6 Comentários »

  1. amigo, excelente texto.
    abçs

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    Comentário por Diego | julho 14, 2009 | Responder

  2. Já ouvi relatos e já tive a sensação de quase ir, mas sei que meu tempo aqui ainda é maior. Espero poder enfrentar a morte da mesma maneira que enfrento a vida. Com coragem.

    Curtir

    Comentário por Sissym | julho 14, 2009 | Responder

  3. Obrigado pelas suas palavras de sabedoria Syssim.

    Estamos sendo julgados o tempo todo, na hora de nossa morte, sempre temos um anjo de acordo com a maneira que vivemos.

    Por isso, para alguns, a morte nem é sentida, apesar da emoção ser muito forte.

    Bjs.

    Curtir

    Comentário por Janio Ferreira | julho 15, 2009 | Responder

  4. Muito bom o texto Janio. Interessante que o encontrei através do tedioso.com/surf.

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    Comentário por tedioso.com | abril 12, 2012 | Responder

    • Olá Jacques:

      Eu estou conhecendo o sistema de surf também.

      Eu já tive um sistema assim no antigo icommercepage, é muito interessante.

      ABS

      Curtir

      Comentário por icommercepage | abril 13, 2012 | Responder


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