A dominação pelo PIB-Verde
Há um ditado popular em minha cidade afirmando que brasileiro só aprende a nadar quando a água chega ao pescoço e, antes que eu possa fazer qualquer comentário sobre isso, gostaria de dizer que eu não concordo. Eu, por exemplo, não aprenderia e, apesar de ser um pouco autodidata, não sou um bom autodidata, ou seja, não sou muito empreendedor, criativo.
Pobre tem de ser criativo para poder sobreviver, tem de perder o sentido do ridículo, tem de experimentar e, quando a coisa aperta, precisa se virar.
Quando se tem o monopólio da mídia de massa, e isso custa muito caro, só o SBT custou quatro bilhões e meio, tem-se o controle de tudo o que é noticiado, mesmo que as emissoras de TVs briguem para ver quem vai ficar com o maior pedaço do bolo.
Pausa para a fofoca do dia: Carlos Slin, homem mais rico do mundo e rei, ou seria imperador, das comunicações do México, estaria interessado em comprar parte do SBT. Hum! O dossiê Sílvio Santos fica cada vez mais interessante.
Voltando ao assunto: Um país só é pobre se tiver uma política muito pobre, como políticos que roubam o próprio povo.
Enfim, o caso é que todas as notícias boas foram dadas, a respeito do oásis econômico chamado Brasil, mas mesmo depois dadas todas as notícias boas, as notícias ruins fizeram muito estrago na opinião pública.
O PIB insignificante de cerca de 2,7%, em fevereiro, com uma projeção de 3,3% ao ano, alerta para o setor industrial que teve uma forte desaceleração, deixou os políticos preocupados.
Seguindo a queda de crescimento do PIB e da indústria, restava somente a agricultura para animar e dar credibilidade aos nossos gestores públicos, o problema é que a agricultura também não anda bem das pernas. Segundo as projeções, poderemos ter uma queda de 1,5% na safra de grãos desse ano.
Então o que fazer?
Os políticos pensaram rápido e resolveram aproveitar uma ideia chinesa que tem feito muito sucesso, criar o PIB-Verde. O PIB-Verde indicaria os valores econômicos de serviços prestados para a nossa ecologia mas, no fundo, o que eles querem mesmo é mostrar para o mundo quem é que manda na Amazônia.
O projeto do PIB-Verde da China foi criado em 2.004 e entrou em vigor em 2.006.
Vendo por esse ponto de vista, poderíamos nos lembrar das concessões dos pedágios, quando as concessionárias, a maioria de parentes e amigos dos políticos, ganharam de presente as melhores rodovias do Brasil. A ideia era melhorar as estradas, mas as piores estradas ficaram com o governo.
Agora, só falta quererem estatizar a Amazônia, e nós sabemos qual é a qualidade da gestão pública brasileira, para depois privatizá-la também. Quando isso acontecer, grilhagem de terra será coisa do passado.
O projeto de lei 2.900/11 é do Deputado Otávio leite do PSDB-RJ.
By Jânio
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