Escândalos no judiciário
Essa história de movimentação financeira ilegal do judiciário brasileiro, tem dividido opiniões de magistrados, tudo graças à tal da quebra de sigilo. Acontece que a lei brasileira é tão burocrática que fica quase inpossível fazê-la funcionar.
Eu fico pensando comigo, ou esses investigadores não sabem nada de lei, ou fazem de propósito.
Desde o caso PC Farias, ficou claro que uma investigação mal feita compromete todo o andamento do processo, o que não se sabe é se isso é proposital ou não.
Recentemente, o STF anulou todo o processo de investigação das movimentações financeiras da família Sarney, implicando em ter de começar todo o processo investigativo novamente. Com a morositade de nosso sistema judiciário, isso significa mais uns dez anos de nova investigação.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou 369 pessoas com movimentações atípicas nos últimos dez anos, mas o número inicial era bem maior e mais antigo. Em 2.002, houve uma movimentação de 282 milhões de reais, feita por um funcionário suspeito que até agora não foi identificado, o que não quer dizer que não saibam quem é.
A confusão aumenta porque alguns funcionários públicos, além de poder, tem muito dinheiro, ou seja, tem empresas, e todos nós sabemos que uma boa lavagem dinheiro só funciona se houver empresas no meio. Isso complica a vida da polícia e as vezes impossibilita a comprovação do crime.
A movimentação em 2.002 teria sido feita por um ex-doleiro, mas o tal doleiro nunca foi identificado em processo e lembra grandes máfias de lavagem como Paulo Maluf, Jaime Lerner, Banestado e Nagi Hahas, etc.
A desapropriação do terreno da massa falida da empresa de Nagi Nahas, Pinheirinho, em São José dos Campos, mostra que a lei está, sim, muito preocupada em defender os mafiosos brasileiros.
Não é a primeira vez que o judiciário se vê envolvido em escândalos, e foi justamente o TRT o pivô do escândalo do juiz Lalau e Luis estevam. Lalau foi preso, Luis estevam não, e isso já faz muito tempo.
Talvez esse seja o motivo para a escolha dos membros do STF ser tão rígida, pois são justamente eles que suspedem ou anulam investigações, libertam mafiosos e banqueiros, são eles os responsáveis pela burocracia ser tão Im(perfeita). Sem o STF, sempre haveria o risco de algum juiz optar pela ética, ao invés das leis maquiadas de nossá constituição.
As notícias sobre esses escândalos, que já, desde 2.002, parecem mais uma novela sobre a burocracia jurídica que um processo de fato, com direito a liminares suspensas e processos interrompidos devido a quebra de sigilo, invasão de privacidade, etc.
No Brasil é assim, a justiça foi criada para os bandidos, porque os honestos tem que seguir a lei. Quebrar sigilo de mafioso? Jamais, e a sua privacidade está acima de tudo.
Viva a República Federativa Militar do Brasil.
By Jânio
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