Homero ou Tróia – Quem é a lenda?

Homero, ou Hómeros, é um dos poetas, e filósofo, mais antigos da história. Viveu na Grécia antiga e é atribuída a ele duas das mais famosas obras literárias da história.
Através das obras literárias de Homero, Ilíada e Odisséia, pode se ter uma clara idéia do que era a Grécia Antiga, conhecer um pouco da história do mundo.
Segundo a opinião de um grupo separatista, Homero nunca teria existido, seriam apenas uma compilação de vários texto atribuídos a ele. Por outro lado, os historiadores clássicos vêem nas obras literárias, Ilíada e Odisséia, um relato da história da Gréssia antiga.
O Poeta Homero, segundo relatos, seria um velho cantor, pobre e cego, que peregrinava pelas cidades; em troca da ajuda do povo, declamava sua poesia.
Homero teria vivido na região de Jônio, onde hoje fica a Turquia,
Segundo os separatistas, Homero nunca teria existido, as obras atribuídas a ele, seriam compilaçãos contadas pelo povo, através dos tempos, dando a idéia de que a verdadeira epopéia deve ser contada pelo povo.
Essa teoria já foi atribuída a Nostradammus, até a Bíblia apresenta conflitos de opiniões, sobre quem realmente escreveu a sagrada escritura; é evidente que foram vários autores.
Enquanto Homero viveu no século VIII a.c, a história da guerra de Tróia se passa cerca de 1.300 a 1.200 a.c, no final da idade do bronze,
A guerra começou quando Páris, príncipe de Tróia sequestrou a rainha de Esparta, mulher de Menelau.
A guerra durou dez anos, só terminou depois que Odisseu (Ulisses) teve a idéia de deixar um “presente” para os troianos, um enorme cavalo de madeira; em seu interior, soldados gregos desceram, enquanto os espartanos dormiam, e abriram os portões para que os soldados espartanos atacassem e massacrassem o povo de Tróia.
A história, lendária para alguns, assim como o autor das obras, Homero, deixou de ser tão lendária assim, quando o alemão Henrich-Schliemann descobriu as ruínas de Tróia e Micenas, além de outras cidades, na região citada por Homero.
Os historiadores clássicos consideram as obras de Homero, obras historicas, apesar dos exageros e narrativa em tom mitológico.
A idéia de transformar os heróis, tornados mitos, em seres próximos aos deuses; enquanto os deuses, seres humanizados, foi uma idéia genial.
Graças a esse artifício, as histórias foram contadas e recontadas, através de teatros, livros ou histórias contadas boca-a-boca, até nossos dias.
Os escritos egípcios e hititas, da época citada nas obras de homero, reforçam a veracidade da existência da lendária cidade de Tróia.
Apesar de terem sido encontrados as ruínas de Tróia, na região de anatólia, a forma como é contada a história, por Homero, ainda divite opiniões.
Texto da Wikipedia:
A lenda conta que a deusa (ninfa) do mar Tétis era desejada como esposa por Zeus e por Poseídon. Porém Prometeu fez uma profecia que o filho da deusa seria maior que seu pai, então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, intencionando enfraquecer o filho, que seria apenas um humano. O filho de ambos foi Aquiles, e sua mãe, visando fortalecer sua natureza mortal, o mergulhou quando ainda bebê nas águas do mitológico rio Estige. As águas tornaram o herói invulnerável, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurou para mergulhá-lo no rio (daí a expressão “calcanhar de Aquiles”, significando ponto vulnerável). Aquiles se torna o mais poderoso dos guerreiros, porém, ainda é mortal. Mais tarde, sua mãe profetisa que ele poderá escolher entre dois destinos: lutar em Tróia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, porém ser logo esquecido. Aquiles escolhe a glória.
Para o casamento de Peleu e Tétis todos os deuses foram convidados, menos Éris (ou Discórdia). Ofendida, a deusa compareceu invisível e deixou à mesa um pomo de ouro com a inscrição “À mais bela”. As deusas Hera, Atena e Afrodite disputaram o título de mais bela e o pomo. Zeus não quis ser o juiz, para não descontentar duas das deusas, então ordenou que o príncipe troiano Páris, à época sendo criado como um pastor ali perto, resolvesse a disputa. Para ganhar o título de “mais bela”, Atena ofereceu a Páris poder na batalha e sabedoria, Hera ofereceu riqueza e poder e Afrodite, o amor da mulher mais bela do mundo. Páris deu o pomo à Afrodite, ganhando sua proteção e o ódio das outras duas deusas contra si e contra Tróia.
A mulher mais bela do mundo era Helena, filha de Zeus e de Leda, esposa de Menelau, rei de Esparta, que a conquistara disputando contra vários outros reis pretendentes, tendo todos jurado protegê-la, qualquer que fosse o vencedor da disputa.
Quando Páris foi a Esparta em missão diplomática, apaixonou-se por Helena e ambos fugiram para Tróia, enfurecendo Menelau. Este apelou aos antigos pretendentes de Helena, lembrando o juramento que haviam feito. Agamenon então assumiu o comando de um exército de mil naus e atravessou o mar Egeu para atacar Tróia. As naus gregas desembarcaram na praia próxima a Tróia e iniciaram um cerco que iria durar dez anos e custaria a vida a muitos heróis de ambos os lados. Dois dos mais notáveis heróis a perderem a vida na guerra de Tróia foram Heitor e Aquiles.
A pessoa de Homero está para sempre imersa nas trevas impenetráveis da lenda. Ignoramos quando viveu; não sabemos que terra privilegiada lhe ouviu os primeiros vagidos (…) Venerandas tradições representavam-no como um velho cantor, pobre e cego que, peregrinando de terra em terra, recompensava a quem o agasalhava com a declamação de seus poemas”. (Augusto Magne)
Homero viveu na pré-historia da filosofia, seus pensamentos e poemas, são de uma qualidade brilhante, dizer que essas obras eram do povo, torna tudo ainda mais bonito, uma essência do que é o conteúdo da internet hoje.
Sua forma de narrativa, mostra uma realidade nua e crua, onde nota-se o ponto de vista do autor, mas em nenhum momento ele interfere no evento, a história apresenta protagonista, antagonista, anti-herói, dramas e conflitos. Mostra uma história que começa e não pode ser interrompida, com dores, amores, glórias e final dramático; mostrando um aprendizado de uma época em que nós não vivemos, mas que podemos aprender e pensar sobre esses fatos e mudar a história, não a história de Tróia, mas a nossa.
Fonte: Wikipedia.
By Jânio.
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